Capítulo 16: O espelho e a quebra

Jaqueline trancou a porta do vestiário com um clique seco e empurrou Camila até o grande espelho de corpo inteiro que ocupava quase toda a parede do fundo. A ruivinha tremia tanto que os seios fartos balançavam levemente a cada respiração ofegante. Ainda tentava se cobrir com os braços, mas Jaqueline não permitiu.
— Tira as mãos. Agora.
Camila obedeceu aos poucos, as lágrimas já escorrendo sem controle. Jaqueline parou bem atrás dela, segurando os ombros alvos com firmeza, forçando a jovem a olhar para o próprio reflexo.
— Olhe para você no espelho, Camila — ordenou, a voz baixa e cortante. — Olhe direito. Essa pele branquinha coberta de sardas… sabe o que esses detalhes fazem com os homens lá fora? Essas sardas no peito, nos ombros, até descendo pela barriga… dão uma aparência tão pura, tão ingênua, tão de menina que ainda não foi tocada. Eles vão surtar quando virem essa garotinha certinha completamente nua na mesa de reuniões. Vão querer sujar cada centímetro dessa pele.
As mãos de Jaqueline desceram devagar até os seios pesados de Camila. Apertou a carne macia com força, os polegares roçando os mamilos rosados que já estavam duros de frio e de medo.
— E esses mamilos? Pequeninos, rosados, sensíveis… o Sr. Ramos vai adorar puxar isso com os dentes até você chorar de verdade. Vai morder, vai puxar, vai deixar marcado. E você vai ter que agradecer depois.
— Afaste as pernas — mandou Jaqueline, dando um tapa leve, mas seco, na coxa interna da novata.
Camila obedeceu a contragosto, abrindo o compasso só o suficiente. Jaqueline se ajoelhou na frente dela, o rosto a poucos centímetros da intimidade ainda intocada. O cheiro suave de sabonete barato subia. A boceta era rosinha, os lábios finos, quase sem pelos, só uma sombra clara e discreta.
— Olha só para isso… — murmurou Jaqueline, a voz carregada de prazer cruel. Passou o indicador devagar entre os lábios genitais, sentindo a umidade involuntária e o corpo inteiro de Camila estremecer. A ruivinha soltou um ganido abafado, tentando fechar as pernas, mas Jaqueline segurou as coxas com força. — Uma boceta de menina. Limpa, apertadinha, quase de adolescente. O Leo do TI vai enlouquecer quando vir isso. Aquele pau monstro dele vai rasgar esse buraquinho. Você vai achar que vai morrer na primeira estocada. E mesmo assim vai ter que pedir mais.
Jaqueline se levantou e deu a volta, parando atrás de Camila novamente. Com as duas mãos, agarrou as nádegas fartas e firmes, apertando a carne até deixar marcas brancas dos dedos.
— E que bunda fantástica você estava escondendo debaixo daquela saia horrorosa de freira! É enorme, redonda, pesada… uma rabiola dessas foi feita exclusivamente para levar tapa. O Ramos vai deixar ela vermelha, marcada, ardendo. Vai querer foder esse cu virgem também, pode ter certeza.
Camila não aguentou. Cobriu o rosto com as duas mãos, o choro agora mais alto, os ombros sacudindo.
— Eu… eu tenho vergonha, Jaqueline… por favor… não fala assim… eu nunca…
— Vergonha? — Jaqueline puxou as mãos da ruivinha com violência, forçando-a a encarar o próprio reflexo nu e humilhado. — Não existe vergonha aqui dentro. Se você quer continuar nesse emprego, se quer continuar pagando suas contas, se não quer voltar para a casa dos pais de mão abanando, vai ter que mudar a forma como fala e como pensa sobre si mesma. Nada de palavrinhas delicadas. A partir de hoje você aprende a nomear o seu corpo do jeito que os homens gostam de ouvir.
Jaqueline se colou atrás de Camila, os seios apertados contra as costas da outra, e segurou os peitos da ruivinha com as duas mãos, erguendo-os para o espelho.
— Repita comigo. Como se chama isso aqui?
— S-seios… — gaguejou Camila, a voz falhando.
— Errado. — Jaqueline apertou os mamilos com força, torcendo de leve. Camila soltou um gritinho de dor. — Repita: minhas tetas. Diz!
— M-minhas… tetinhas… — choramingou a ruiva.
— Mais alto. E com orgulho. Minhas tetas.
— Minhas tetas… — repetiu Camila, as lágrimas caindo no chão.
Jaqueline desceu uma das mãos até a virilha da garota, pressionando os dedos abertos contra a boceta rosinha, sentindo o calor e a umidade que a vergonha não conseguia esconder.
— E isso aqui? O que é?
— Minha… minha vagina… — sussurrou Camila, a cabeça baixa.
— Não. Isso é a sua boceta. Ou a sua xota. Ou a sua putinha apertada. Escolhe um e fala direito.
— M-minha boceta… — conseguiu dizer a jovem, a voz quase inaudível de tanto chorar.
Jaqueline sorriu no espelho, os olhos brilhando de pura satisfação. Apertou a bunda de Camila com a outra mão e falou no ouvido dela, quente e cruel:
— E essa bunda grande? O que é? Como você vai oferecer isso para o chefe?
Camila demorou longos segundos. Quando falou, a voz saiu quebrada, derrotada:
— O meu… o meu rabo… para os patrões…
Jaqueline soltou uma risada baixa, quase carinhosa de tão satisfeita. Beijou a lateral do pescoço da ruivinha, sentindo o gosto do sal das lágrimas.
— Muito bem, garota. Você aprende rápido. Mais rápido do que eu esperava.
Ela se afastou, caminhou até a pequena arara de roupas que tinha preparado mais cedo e escolheu um vestido vermelho curto, justo, de tecido fino, e uma lingerie preta minúscula que mal cobria qualquer coisa.
— Agora veste isso. Sem discutir. E a partir de hoje você não usa mais essas roupas de freira. No fim do expediente eu mesma vou te levar às compras. Vamos renovar esse guarda-roupa inteiro. Só peça curta, transparente, apertada. Porque uma nova vadia da diretoria precisa se vestir à altura… e você, Camila, acabou de ser promovida.
Camila pegou as roupas com as mãos trêmulas, ainda chorando baixinho. Jaqueline ficou encostada na parede, braços cruzados, observando cada movimento da ruivinha se vestindo, cada tentativa inútil de puxar o tecido para baixo, cada novo soluço.
O prazer que sentia era quase melhor do que sexo. Quase...

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Comentários


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morenotzaum01 Comentou em 28/10/2026

Não esperava que esse conto me trouxesse tantas recordações antigas. Foi uma leitura que me fez pensar bastante.




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Capítulo 16: O espelho e a quebra

Codigo do conto:
275783

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
28/10/2026

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