Depois daquela noite de choro e de sentir o sêmen dele escorrendo, eu acordei com uma sensação estranha. Não era mais a Ana Luiza que abaixava a cabeça. O desprezo do Cláudio tinha virado um combustível. Eu queria ver até onde a raiva e a possessividade dele iam, e como isso afetaria o clima naquela casa agora que os primos dele ainda estavam por ali.
?Fui até a gaveta e peguei uma fio-dental vermelha que comprei em um momento de loucura. Vesti uma regata cinza que marcava tudo, pois eu também estava sem sutiã. O contraste do vermelho com o cinza deixava minha pele ainda mais clara.
?Com o celular na mão, fiz as fotos. Uma de frente, com a mão apertando o peito por cima da malha fina da regata, e outra de costas, empinando o rabo para mostrar como a fio-dental desaparecia entre minhas nádegas. Respirei fundo e mandei no WhatsApp dele: "Bom dia, meu amor. Acordei pensando em você."
?A resposta não demorou cinco minutos. O celular vibrou na minha mão como se estivesse queimando.
?O Veneno nas Palavras: A Resposta de Cláudio
?Eu abri a mensagem e as palavras dele saltaram aos olhos, carregadas de um ódio que eu já conhecia, mas que agora parecia pior por causa da minha audácia.
?— "Você não tem vergonha nessa cara, Ana Luiza? O que deu em você? Mandando foto assim enquanto meus primos estão aí? Você está igual a uma puta, uma v***** qualquer que se vende em esquina!"*
?Ele continuou digitando, uma mensagem atrás da outra:
— "Apaga isso agora! Se eu descobrir que você apareceu na frente do Rafael ou do Bruno com essa cara de safada, eu acabo com você quando chegar. Você é mulher de respeito, ou pelo menos deveria ser. Me dá nojo ver você se comportando assim."
?O Jogo Vira
?Eu li tudo em silêncio. Em outros tempos, eu estaria chorando no chão do banheiro. Mas hoje, eu dei um sorriso de lado. Eu olhei para o espelho, vi a marca roxa que ele deixou no meu braço ontem e ajeitei a regata cinza.
?Saí do quarto e fui para a cozinha preparar o café. Eu sabia que o Cláudio estava no trabalho, espumando de raiva e, com certeza, com o pau duro de ódio imaginando a mulher dele daquele jeito. Mas o que ele não sabia é que, na sala, o Rafael e o Bruno já tinham acordado.
?Quando entrei na cozinha, o Rafael estava encostado no balcão. Ele me olhou de cima a baixo, parando o olhar na alça da minha fio-dental vermelha que aparecia propositalmente acima do cós da calça jeans que eu vesti por cima só para provocar mais.
?— "Bom dia, Ana... Você parece que não dormiu bem. Está com um brilho diferente hoje" — ele disse, com a voz baixa, enquanto o Bruno entrava logo atrás, devorando minhas curvas com os olhos.
?Eu não respondi com palavras. Apenas peguei a garrafa de café, me inclinei sobre a mesa deixando a regata cinza cair para frente, e senti o silêncio mortal dos dois. O Cláudio me chamou de puta no celular, mas ali, ao vivo, eu era a rainha daqueles dois homens que dariam tudo para estar no lugar do meu marido.