PARTE V A noite e a manhã seguinte foram intensas; Celo, o adolescente tímido e reservado que vi crescer deixou de existir; o jovem de pouco mais de 20 anos que ali estava comigo era outra pessoa; desinibido e puto safado, parecia, às vezes, um profissional do sexo, tão ampla era sua criatividade, sem falar na energia inesgotável e uma libido invejável. A noite foi de puro tesão, prazer e êxtase; só conseguimos dormir de fato quando, alta madrugada, nossas forças se exauriram; fodemos muito a noite toda, num oral guloso nos devoramos mutuamente, com boca, lábios e língua a degustar os cacetes e o CUzinho de cada um; fizemos troca-troca nas várias fodas, mudando sempre de posição e trocando de passivo para ativo antes do gozo; com o intento era usufruir e desfrutar até o limite do prazer que nossos corpos nos podiam proporcionar e só então atingirmos o orgasmo. De manhã fui acordado com meu cacete latejando inteiro na boca gulosa de Celo; retribui com um faminto 69 que proporcionou a ambos provarem abundante leite quente e cremoso na fonte, degustado antes mesmo do café da manhã; após o desjejum nos entregamos novamente ao prazer; transamos de pé na cozinha, depois no banheiro durante o banho, no sofá da sala e a derradeira na cama, porque nossas pernas já fraquejavam trêmulas; fazíamos um constante troca-troca onde a entrega mútua era plena. Abraçados na cama, vimos a manhã se aproximar da tarde; notei um certo ar de melancolia em Celo e indaguei o que lhe ocorrera. -Daqui a pouco você vai embora... nosso sonho acaba... e aí? Não terei mais liberdade, novos encontros nossos serão impossíveis; vai acabar tudo assim? Lamentou. Por um instante fiquei pensativo e comovido com sua fala; mas a libido sempre tem uma solução e falei resoluto. -Acaba não, temos uma saída que depende muito da sua capacidade sedutora e de convencimento; vamos convidar seu namorado para participar, simples assim. Entre assustado e incredulo, mas ao mesmo tempo radiante com a ideia, Celo me abraçou e beijou; então prossegui alertando que ele deveria ser bem cuidadoso na abordagem do quase noivo; jamais poderia dizet do nosso desfrute nesses dois dias, tampouco que tinha qualquer intimidade comigo; o instrui a dizer que eu o tinha assediado quando fora me entregar a encomenda, que ele refutara sem pestanejar minha investida, mas mesmo asdim eu lhe havia passado meu contato para o caso de ele mudar de ideia; que ficará com o contato apenas por educação e não ser grosseiro comigo, um antigo ex-vizinho. Aí ele Celo perguntaria o que seu namorado pensava de uma experiência de sexo a três, se já pensara nisso, e esperar a reação dele. Se fosse positiva, que levasse o plano adiante, dizendo que eu era fora do meio, que me conhecia há décadas por ter sido seu vizinho e sugerisse que fosse ele, Raul o namorado, a me abordar, ou melhor ainda, que ele, Celo, fizesse o contato e que marcassem um encontro de nós três numa cafeteira do shopping para ver da viabilidade do plano. Ele achou o plano perfeito e que proporia isso imediatamente na manhã do dia seguinte; hoje à tarde receberia o namorado de forma apaixonada e com certeza com muito e bom sexo para conquistá-lo e seduzi-lo para o nosso plano no dia seguinte. Pedi que me avisasse do resultado assim que sua conversa fosse concluída... eu ficaria ansioso no aguardo do seu retorno. Nos beijamos com paixão e nos despedimos; fui embora a imaginar o futuro...
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