[REBOT] ENTRE CAMINHOS E SEGREDOS ~ 12 COMENDO O FILHO, DANDO PRO PAI



Tem um tipo de dor que não dói na hora, ela espera e fica agachada em algum canto do peito, esperando o silêncio certo pra atacar, e o silêncio certo, pra mim, sempre foi de madrugada, deitado numa cama sozinho, repassando cada palavra de uma conversa que eu teria preferido nunca ter ouvido. Eu me senti usado, e o pior de ser usado não é a cena em si, não é o corpo do outro em cima do seu, nem o calor que, por um momento, parecia verdadeiro. O pior vem depois, quando a gente entende que aquilo que sentiu como entrega, pro outro lado foi só um horário vago na agenda, marcado com a frase "quando der". A gente se sente pequeno de um jeito que não tem nome certo. Não é vergonha, não é exatamente raiva. É mais perto de se sentir descartável, como se tivesse sido convidado pra um jantar e descoberto, no meio da sobremesa, que você era só o prato principal.
No outro dia acordei cedo, tomei café com minha mãe e minha tia, e havia uma mensagem do Caio me chamando para dar um passeio na praça, me ajeitei e fui ao seu encontro, cheguei um pouco triste e estranho eu diria, é claro que o Caio ligou os pontos e falou:
— Você tá estranho — disse, sem rodeio, me entregando uma das latas.
— Tô cansado.
— Rafael. — Ele me olhou de um jeito que não deixava espaço para mentira. — Eu te conheço. O que aconteceu?
Fiquei quieto, girando a lata entre as mãos, sem coragem de olhar pra ele.
— Eu e o Bernardo transamos.
Ele não disse nada na hora. Só apertou o maxilar, um músculo pulsando de leve, mas deixou eu continuar.
— E depois ele me disse que não quer nada sério. Que a gente mora em cidade diferente, que eu trabalho pro pai dele, que isso complica tudo. Disse que quer continuar me vendo "quando der". Sem compromisso, sem rótulo.
A risada que o Caio soltou não tinha graça nenhuma. Era uma risada seca, de quem já sabia aquele roteiro de cor.
— Acorda, meu irmão.
— Caio...
— Não, sério, acorda. — Ele se virou pra mim, o corpo inteiro agora voltado na minha direção, a voz subindo um tom. — Você achou o quê? Que ia namorar o filho do patrão? Herdar fazenda, ser apresentado pra família, casar debaixo de arco de flor e ser feliz pra sempre?
— Eu não pensei tudo isso...
— Pensou sim. Todo mundo que se envolve com o Bernardo pensa isso, no fundo. Porque ele é bonito, fala bonito, sabe fazer qualquer um se sentir especial por meia hora. — A voz dele tremeu de leve, só um pouco, antes de endurecer de novo. — Eu também pensei. Durante anos.
— Eu sei que você sofreu com ele, Caio. Mas isso não significa que...
— Significa, sim. — Ele me cortou, sem grosseria, mas sem hesitação. — Olha só a semelhança, Rafael. Comigo, ele sumia e voltava, sempre que dava jeito. Com você, já começou do mesmo jeito: o lance bonito no aeroclube, o discurso emocionante de "eu quero te contar tudo antes de começar direito" — e, assim que ele conseguiu o que queria, veio o "quando der".
Aquilo acertou em cheio, porque era exatamente igual ao que tinha acontecido.
— Ele te usou, Rafael. Do mesmo jeito que me usou. O Bernardo não sabe amar ninguém que fica, ele só sabe amar quem ele ainda não conquistou. No momento que você vira dele, mesmo que só por uma tarde, o interesse já começa a morrer.
— Isso não é justo. Você também machucou ele, pelo que ele me contou.
O Caio me olhou com uma dureza que eu não tinha visto nele antes, nem nos piores momentos daquela nossa conversa de domingo.
— Machuquei, com certeza. Eu era novo, ciumento, carente, fiz merda. Mas eu nunca usei o Bernardo pra satisfazer vontade de uma tarde e depois fingir que ele ia entender a "diferença de mundos" como desculpa educada. — Ele bebeu um gole, respirou fundo. — O Bernardo é um playboy, Rafael. Ele tem tesão em gente como eu, gente como você, gente simples, que trabalha, que não teve as oportunidades que ele teve. A gente é novidade pra ele. Depois que a novidade passa, ele volta pro mundo dele, pras pessoas do mundo dele, e a gente fica aqui, remendando o que sobrou.
Eu queria discordar. Queria, de verdade, defender o Bernardo — lembrar da voz dele tremendo quando falou do Vinícius, da sinceridade (ou do que parecia sinceridade) quando admitiu os próprios erros. Mas não consegui. Porque, no fundo, uma parte de mim já sabia que o Caio não estava inventando nada. Só estava dizendo em voz alta o que eu tinha medo demais de admitir sozinho.
— E agora? — perguntei, baixinho, mais pra mim do que pra ele.
— Agora você escolhe se vai continuar se machucando esperando ele decidir quando "dá" pra te ver, ou se vai ter orgulho suficiente pra não ser o segundo escolhido de ninguém.

As palavras do Caio tinham sido duras. Mas, por mais que eu quisesse encontrar um jeito de descartá-las, no fundo era verdade, talvez o Bernardo só quisesse mesmo transar comigo. Não que eu esperasse casamento, nem nada parecido. Mas eu estava disposto a conhecer ele de verdade, a conhecer aquela versão do Bernardo que eu achava que existia por trás do sorriso bonito. Ele tinha me feito sentir único. E era difícil doía, inclusive ter que concordar com o Caio sobre isso.
Por um momento, passou pela minha cabeça que talvez o Caio estivesse exagerando, aproveitando a situação pra pintar o Bernardo de monstro. Afinal, existia dor entre os dois, existia uma história mal resolvida demais pra qualquer versão sair limpa. Mas as palavras do próprio Bernardo — “não quero ter um Caio 2.0 , não posso prometer o que não sei se sou capaz de dar” — voltavam de vez em quando, feito eco, e cada vez que voltavam, enfraqueciam qualquer defesa que eu ainda tentava fazer por ele.
Naquele mesmo dia, o Bernardo me mandou mensagem querendo me ver. Pensei em não responder. Mas se ele queria me usar, talvez fosse hora de eu fazer o mesmo. Pelo menos ele tinha sido sincero e o sexo, isso eu não podia negar, tinha sido bom.
À noite, ele me buscou em casa. Demos uma volta de carro por Caicó, sem destino certo, até ele parar num trecho mais afastado, perto da represa, onde só dava pra ouvir grilo e o motor esfriando. Dessa vez foi diferente. Não tinha gentileza, nem aquele cuidado de descobrir o corpo do outro devagar. Eu estava com raiva dele, raiva de mim mesmo por ainda querer aquilo e deixei a raiva guiar cada movimento.
Puxei ele pelo colarinho e beijei com mais força do que carinho. Os dentes bateram, a língua dele entrou na minha boca com pressa, e eu respondi empurrando o corpo dele contra o banco do motorista. O espaço era pequeno, o volante atrapalhava, o cinto ainda pendurado no ombro. Eu abri a calça dele com as duas mãos, puxei a cueca junto e tirei o pau dele pra fora, já duro, quente, latejando. Bernardo soltou um gemido baixo quando eu apertei a base e desci a mão até as bolas, apertando com força suficiente pra fazer ele arquejar.
— Levanta o quadril — ordenei, a voz rouca.
Ele obedeceu. Eu puxei a calça e a cueca dele até as coxas, o tecido preso nos joelhos, e virei o corpo dele de lado no banco. O ombro dele bateu no volante, o joelho escorregou no console. Eu cuspi na mão, passei no meu pau e enfiei dois dedos no cu dele de uma vez, abrindo sem delicadeza. Bernardo engasgou no gemido, a mão batendo no teto do carro, os dedos se agarrando no apoio de cabeça.
Quando tirei os dedos, posicionei a cabeça do meu pau na entrada dele e empurrei. O cu dele resistiu um segundo, depois cedeu. Eu enfiei até a metade de uma vez e ele gritou baixo, a voz abafada contra o banco. O espaço apertado fazia cada movimento ser sujo e desajeitado: meu joelho escorregava no banco de couro, a porta do carro batia no meu ombro, o volante pressionava as costas dele. Mas eu não parei. Segurei a cintura dele com uma mão, a outra no ombro, e comecei a meter fundo, bruto, sem ritmo elegante. Cada estocada fazia o carro balançar levemente, o banco ranger, o som molhado do meu pau entrando e saindo ecoando dentro da cabine fechada.
Bernardo gemia de um jeito que não tinha nada de fingido. A testa dele estava suada contra o encosto, a boca aberta, o pau dele balançando a cada investida, batendo no próprio estômago. Eu desci a mão e masturbei ele no mesmo ritmo em que o fodia, apertando a cabeça com o polegar cada vez que enfia até o fundo. O cheiro de sexo, suor e couro quente encheu o carro. Lá fora, só os grilos. Dentro, só o barulho da pele batendo, dos gemidos roucos e da respiração ofegante.
— Mais forte — ele pediu, a voz quebrada.
Eu obedeci. Puxei o quadril dele pra trás e meti com tudo, sentindo o cu dele se abrir e fechar em volta de mim, quente, apertado, sujo de saliva e pré-gozo. A posição era desconfortável, o ângulo ruim, a perna dele tremendo contra o console, mas o tesão era exatamente daquilo: do espaço pequeno, do corpo dobrado, do esforço bruto de foder alguém dentro de um carro estacionado no meio do nada.
Eu saí de dentro dele de uma vez, ainda duro, o pau brilhando de saliva e pré-gozo. Bernardo estava ofegante, a calça presa nas coxas, o cu aberto e molhado. Eu abri a porta do carro com o ombro e puxei ele pra fora pela cintura. O ar da noite bateu quente na pele suada. Ele tropeçou no asfalto irregular, ainda com a calça descida, e eu o empurrei contra o capô do carro. O metal ainda quente do motor rangeu sob o peso dele.
— Tira tudo — ordenei.
Bernardo obedeceu. Puxou a camisa pela cabeça, chutou a calça e a cueca para o lado, ficando completamente pelado sob a luz fraca dos faróis apagados. Eu também me livrei do resto: camisa, calça, cueca. O chão de terra batida e pedrisco raspava meus pés descalços. Eu virei ele de frente pro capo, empurrei o tronco dele sobre o metal quente e abri as pernas dele com o joelho. O pau grosso e duro dele balançava entre as coxas, já pingando de novo.
Cuspi na mão, passei no meu pau e enfiei de uma vez, fundo, sem aviso. Bernardo gritou contra o capo, os dedos se agarrando nas bordas do metal. Eu segurei a nuca dele com uma mão e a cintura com a outra e comecei a meter de verdade, metia forte, rápido, o corpo inteiro batendo contra o dele. O capo do carro tremeu a cada estocada. O som da pele batendo na pele ecoou na estrada vazia, misturado com os grilos e com os gemidos roucos dele.
— Porra… Rafael… assim…
Eu meti mais fundo, sentindo o cu dele se abrir completamente pra mim, quente, molhado, ainda cheio do meu gozo de dentro do carro. A cada investida o corpo dele escorregava um pouco sobre o metal, a bunda vermelha, as bolas batendo. Eu desci a mão, apertei o pau dele com força e masturbei no mesmo ritmo bruto em que o fodia. Bernardo gemia sem parar, a voz quebrada, a testa suada colada no capô.
Quando ele gozou, gozou apertando meu pau com o cu, o leite escorrendo pelo metal quente do carro. Eu não aguentei. Segurei a cintura dele com as duas mãos, meti até o fundo e gozei dentro, quente, forte, o corpo travado enquanto o segundo jato saía, enchendo ele de novo. Fiquei parado alguns segundos, ainda enterrado, respirando pesado contra as costas suadas dele, sentindo o cu latejar em volta de mim e o leite escorrer pela coxa. Só então saí. Bernardo continuou debruçado no capo, ofegante, pelado, o corpo marcado pelo metal e pelas minhas mãos. Eu olhei pra ele ali, no meio do nada, e o gosto ruim voltou mais forte, foi bom, mas era um tipo de bom que deixava gosto ruim depois.
(...)
Durante a semana que se seguiu, o contato com o Bernardo foi diminuindo, pouco a pouco. O que antes era bom-dia, boa-noite, foto do que estava fazendo, foi virando silêncio — um "oi, tudo bem?" de vez em quando, sem continuidade, sem vontade de verdade. E eu fui entendendo, aos poucos, que o Caio tinha razão. Talvez o Bernardo só quisesse mesmo "brincar", enquanto desse, enquanto fosse conveniente. Em compensação, a troca de olhares com o Alysson só crescia.
Toda vez que eu entrava na sala dele pra levar algum documento, toda vez que cruzávamos no corredor da fábrica, parecia que o ar ficava mais pesado, mais quente, carregado de uma coisa que os dois sabíamos que existia mas que ninguém tinha coragem ou talvez só não tivesse encontrado a hora certa de nomear. Até que, numa tarde, no corredor perto do almoxarifado, quando tive certeza de que não tinha ninguém por perto, tomei coragem.
— Quando o senhor vai cumprir aquela promessa? — perguntei, a voz mais firme do que eu sentia por dentro.
Ele parou. Olhou pros lados, rápido, e depois pra mim, com aquele meio sorriso que eu já tinha aprendido a decorar.
— Amanhã vamos precisar viajar — disse, baixando o tom. — Só eu e você. Sem motorista, sem secretária. Tenho uns assuntos pra resolver em Currais Novos, e depois seguimos pra Natal assinar os papéis da compra da fábrica.
— Vai dar certo mesmo, essa compra? — perguntei, tentando manter a conversa num tom profissional, mesmo com o coração acelerado.
— Vai. Analisei todos os pontos — inclusive os que você indicou — e cheguei a um acordo bom com a imobiliária.
— Ótimo.
Ele deu um passo mais perto, a voz baixando ainda mais, quase um sussurro só pra mim.
— Amanhã eu vou te possuir, Rafael.
Senti um arrepio subir pela espinha inteira. Mordi o lábio antes de responder, tentando não deixar transparecer o quanto aquela frase tinha mexido comigo.
— Já estou ansioso, Sr. Alysson.
Ele sorriu, satisfeito, e seguiu caminho pela fábrica como se nada tivesse acontecido — como se não tivesse acabado de prometer, num corredor cheio de caixa e cheiro de poeira industrial, que no dia seguinte tudo ia mudar. Eu fiquei parado ali por mais alguns segundos, tentando entender como era possível sentir, ao mesmo tempo, tanto medo e tanta vontade da mesma coisa.
O SW4 branco estava parado na porta da minha casa às seis da manhã, o motor ligado, o ar-condicionado já cortando o calor que prometia fazer em poucas horas. Entrei, joguei minha mochila no banco de trás e mal tinha fechado a porta quando o Alysson já tinha os olhos em mim, de cima a baixo, devagar, sem nenhuma pressa de disfarçar.
— Bom dia — ele disse, a voz ainda engrossada de sono, ou de outra coisa.
— Bom dia, Sr. Alysson.
— Hoje não tem "senhor" nenhum, Rafael. — Ele engatou a marcha e saiu com o carro, o pneu cantando de leve no asfalto. — Hoje é só eu e você.
Saímos de Caicó com o sol ainda baixo, o rádio ligado numa estação qualquer que ele baixou até quase sumir. Por um bom tempo, ficamos só conversando sobre trabalho, a fábrica nova, um comentário dele sobre como eu tinha crescido profissionalmente desde que entrei. Eu ouvia, respondia, mas sentia o corpo inteiro ligado numa frequência diferente, esperando o momento em que a conversa ia mudar de direção. Não demorou.


— Como foi com o Bernardo? Ele falou que ia te ver.


Senti o calor subir pro rosto, mas respondi. O Alysson já sabia, não tinha o que mentir.


— Transamos. Finalmente — falei, sorrindo de canto.
— E como foi?
— Gostoso — admiti. — Principalmente a segunda.
— Por que a segunda foi melhor?


— Porque na segunda eu não tava mais tentando agradar. Tava com raiva. E meti nele com vontade — falei sem desviar o olhar, testando até onde aquela conversa podia ir. — Dentro do carro primeiro. Depois no capô. Ele ficou pelado, debruçado no metal quente, e eu enfiei até o fundo. O cu dele apertava pra caralho. Eu gozei dentro.


Alysson apertou o volante. O maxilar contraiu de leve, os olhos escureceram num jeito que eu já reconhecia.


— Você sabe o que tá fazendo comigo, falando assim?
— Mais ou menos — respondi, mordendo o lábio de propósito.
— Rafael…
— O senhor perguntou.


Ele riu, mas era uma risada tensa, de quem estava segurando alguma coisa com as duas mãos.


— Meu filho teve sorte, então. Duas vezes. — A mão dele saiu do câmbio e pousou na minha perna, subindo mais do que de costume, os dedos apertando perto demais de onde eu já sentia tudo latejar. — Eu só tive uma promessa, até agora.
— O senhor que decidiu esperar.
— Eu decidi fazer direito. — A mão dele apertou mais, subindo até o volume duro da minha calça. Os dedos fecharam em volta do meu pau por cima do tecido e apertaram com força. — Mas confesso que tá ficando difícil de esperar mais, ouvindo você falar desse jeito.


Eu soltei um gemido baixo e desci a mão até a calça dele. Apertei o pau grosso e já completamente duro que encontrava ali. Alysson soltou o ar entre os dentes, o quadril se movendo de leve contra a minha mão.


— Ele gozou gostoso com meu pau — continuei, a voz mais baixa, mais suja, enquanto apertava o pau dele. — No capô do carro, gritando meu nome. O cu dele ficou aberto, cheio do meu leite, escorrendo pela coxa…


— Porra, Rafael…
— E agora o senhor tá aqui, apertando meu pau, ouvindo eu contar como fodi o seu filho.


Alysson apertou ainda mais forte o volume na minha calça. Os olhos dele estavam escuros, a respiração pesada.


— Eu vou meter em você — falou, a voz rouca, baixa. — Vou te foder até você não conseguir andar direito. Vou dar o troco. Já que você machucou o meu filho com esse pau, eu vou te abrir com o meu. Vou gozar fundo, igual você gozou nele.


A estrada ia ficando mais vazia, as fazendas se espalhando dos dois lados, o sol já alto o suficiente pra fazer o asfalto tremer longe. A mão dele não saía do meu pau, apertando, subindo e descendo por cima do tecido. A minha também não saía do dele. O clima dentro do carro estava pesado, quente, quase insuportável.


— Sr. Alysson — chamei, a voz já saindo diferente.
— Alysson.
— Alysson — corrigi, sentindo o nome pesado na boca. — Falta muito pra Currais Novos?


Ele olhou pro relógio do painel, depois pra mim, de um jeito que já respondia antes mesmo de falar.


— Não vamos aguentar chegar em Currais Novos assim.


Alguns quilômetros depois, uma placa surgiu na beira da pista: um motel simples, dessas construções baixas, paredes coloridas desbotadas pelo sol, garagem individual com cortina pra cada quarto. Ele piscou a seta sem nem perguntar, e eu não disse nada pra impedir.


Entramos na garagem, a cortina caindo atrás do carro, cortando a estrada e o resto do mundo lá fora. Ele desligou o motor e ficou um segundo só olhando pra mim, o peito subindo e descendo mais rápido do que o normal.
— Isso não é o jeito que eu planejei — disse, a voz rouca. — Eu queria que fosse em Natal, com calma, do jeito certo.
— O certo pode esperar. Eu não aguento mais esperar — falei, e foi a primeira vez, desde aquela viagem de volta de Natal, que eu disse em voz alta exatamente o que eu queria, sem medo de nomear.
Ele não respondeu com palavras. Desceu do carro, veio até a minha porta, abriu ele mesmo. O calor do lado de fora bateu no meu rosto no mesmo segundo em que as mãos grandes dele seguraram meu rosto, uma de cada lado, os polegares pressionando minhas maçãs do rosto com firmeza. Ele me puxou pra frente e me beijou.
Não foi um beijo leve. A boca dele cobriu a minha de uma vez, quente, aberta, a língua entrando com uma fome controlada que fazia semanas que eu esperava. Eu senti o gosto dele, o calor, a textura da língua deslizando contra a minha, explorando, chupando, dominando. As mãos dele apertaram um pouco mais o meu rosto, inclinando minha cabeça do jeito que ele queria, aprofundando o beijo até eu soltar um gemido baixo contra a boca dele. A língua dele era lenta e insistente ao mesmo tempo, roçando, enrolando, puxando a minha pra dentro. Eu agarrei a camisa dele, puxei o corpo dele mais perto da porta do carro, e toda a espera daquelas semanas desabou de uma vez naquele beijo quente, molhado e demorado, finalmente entramos no quarto.
O quarto era simples, cama grande, espelho no teto, luz baixa entrando por uma fresta da cortina. Mas naquele momento, nada daquilo importava. Importava só o peso do corpo dele em cima do meu, as mãos dele que sabiam exatamente onde tocar, a diferença entre o desejo de um menino e a certeza de um homem que já tinha vivido o suficiente pra saber o que queria. Assim que a porta do quarto fechou, ele me empurrou contra a parede. Outro beijo, dessa vez mais forte, mais quente, a língua dele entrando na minha boca com a mesma fome de minutos antes. As mãos grandes desceram pelas minhas costas, apertaram minha bunda com força e puxaram meu quadril contra o dele. Eu senti o pau grosso e duro roçando na minha coxa.
— Desde o primeiro dia que te vi na fábrica — ele murmurou contra minha boca, a voz rouca. — Você passou na minha frente de calça justa e eu pensei: essa bunda… caralho, essa bunda. Eu batia punheta pensando nisso. Fechava o olho e imaginava você assim, aberto pra mim. Não via a hora de meter.
Ele me virou de costas, abriu minha calça com pressa e puxou tudo pra baixo de uma vez. A mão dele desceu entre minhas nádegas, os dedos grossos abrindo, explorando. Cuspiu na mão e enfiu dois dedos no meu cu sem aviso. Eu arquejei, a testa batendo na parede fria. Alysson abriu e fechou os dedos dentro de mim, me preparando com pressa, com vontade.
— Tinha dias que eu gozava só de lembrar do jeito que você andava — continuou, a voz baixa no meu ouvido. — Dessa bunda se mexendo. Eu queria te foder naquela mesa da fábrica. Queria te abrir.
Quando tirou os dedos, eu ouvi o barulho do cinto, o zíper, a calça caindo. A cabeça do pau dele pressionou minha entrada. Era grosso. Mais grosso do que eu esperava. Ele empurrou devagar no começo, como se quisesse provar que tinha esperado por um motivo — cada centímetro entrando com controle, me obrigando a sentir tudo. Eu gemia contra a parede, as mãos abertas no reboco, o corpo tentando se adaptar àquela invasão.
Quando enfim enterrou até o fundo, parou um segundo. O peito dele colado nas minhas costas, a respiração quente no meu pescoço.
— Porra… tão apertado…
Aí a delicadeza acabou, Alysson segurou minha cintura com as duas mãos e começou a meter de verdade. Fundo. Forte. Cada estocada fazia meu corpo bater na parede, o som da pele batendo ecoando no quarto pequeno. Ele puxava quase tudo pra fora e enfiava de novo até as bolas, sem dó, sem pressa elegante. Eu gemia alto, a voz rouca, o pau latejando sem nem ser tocado.
— Desde o primeiro dia — ele repetia entre as estocadas, a voz quebrada de tesão. — Eu batia punheta pensando nessa bunda. Nessa porra dessa bunda. E agora tô metendo. Tô te comendo igual eu imaginava.
Ele me puxou da parede, me jogou de quatro na cama e entrou de novo de uma vez. A posição deu ângulo melhor. O pau grosso dele abria tudo, fundo demais, batendo num ponto que fazia minha visão embaçar. Eu enterrei o rosto no travesseiro e gritei, o som abafado. Alysson segurou meu cabelo com uma mão, a cintura com a outra, e meteu ainda mais forte. O colchão rangia, a cabeceira batia na parede, o quarto cheirava a sexo e suor.
Quando ele gozou, gozou fundo, quente, enchendo. Eu senti o jato latejar dentro de mim e gozei também, sem nem tocar no pau, o corpo inteiro tremendo, o cu se contraindo em volta dele.
Ficamos assim por alguns segundos, ofegantes, o corpo dele ainda colado no meu. Depois ele saiu devagar, me virou de frente e me puxou pro peito. A respiração ainda irregular, ele passou os dedos no meu cabelo e falou, baixinho:
— Isso não muda nada do que eu disse naquele dia no carro. Eu ainda quero você por perto. De verdade.
A mão dele desceu pelo meu peito, contornando as linhas do abdômen, parando naqueles sulcos em V que desciam pra baixo da cintura.
— Essa porra desse corpo… — murmurou, a voz ainda rouca. — Essas entradas em V, essa bunda… caralho, Rafael. Você não tem noção do que faz comigo.
Ele apertou minha bunda com a mão grande, os dedos afundando na carne.
— Gostou? — perguntou, olhando nos meus olhos. — De verdade.
Eu respirei fundo, ainda ofegante.
— Nunca fui fodido assim. — A voz saiu baixa, sincera. — Nunca. Eu sempre tive tesão por homem mais velho. Na fazenda onde eu trabalhava antes… eu tinha um tesão doentio pelo patrão. O senhor André. Toda vez que ele passava por mim, eu ficava duro. Imaginava ele me comendo.
Alysson ficou em silêncio por um segundo. Os olhos escureceram.
— Então você queria dar pro André?
— Queria. Muito.
Ele se sentou na cama, o pau ainda semi-duro descansando contra a coxa. Era grande. Uns vinte centímetros, grosso, veias saltadas, a cabeça ainda brilhando de gozo e saliva.
— Fecha os olhos — ordenou.
Eu fechei, ele segurou meu queixo e puxou minha cabeça pra baixo.
— Abre a boca. Finge que é o Sr. André. Me chama de André.
Eu abri a boca e ele enfiou o pau. A grossura preencheu tudo de uma vez. Eu desci a língua pela veia debaixo, chupando a cabeça com força, depois tentando engolir o máximo que dava. O pau dele era pesado na minha língua, o gosto de sexo e porra ainda forte.
— Isso… — ele gemeu, a mão no meu cabelo. — Chupa, porra. Me chama.
— Sr. André… — eu murmurei em volta do pau, a voz abafada, molhada. — Sr. André…
Ele puxou meu cabelo e me fez engolir mais fundo. Eu engasguei, saliva escorrendo pelo queixo, mas continuei. Chupava com vontade, gemendo, fingindo que era o homem que eu desejava anos atrás. O pau grosso de vinte centímetros esticava minha boca, batia no fundo da garganta, e eu só conseguia pensar em como queria ser fodido de novo. Alysson me puxou pela nuca, me jogou de quatro na cama outra vez e entrou de uma vez, fundo.


— Fala meu nome — ordenou, metendo forte.
— Sr. André… — eu gemia, a voz quebrada a cada estocada. — Me fode, Sr. André… porra…
Ele segurou minha cintura com as duas mãos e meteu ainda mais bruto, o pau grande abrindo tudo de novo, fundo demais. O quarto voltou a encher com o som da pele batendo, dos gemidos, da cama rangendo.
— Isso. Finge que sou ele. Finge que o patrão tá te comendo.
E eu fingi. Gemia o nome, pedia mais, enquanto Alysson me fodia com a mesma fome de antes — só que agora mais sujo, mais pesado, usando a fantasia que eu mesmo tinha entregado. Quando ele gozou de novo, gozou fundo, quente, enchendo pela segunda vez. Eu gozei junto, o corpo inteiro tremendo, o nome “André” ainda escapando da minha boca em um gemido final. Depois, ele me puxou pro peito outra vez, a respiração irregular, os dedos no meu cabelo.


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Nome do conto:
[REBOT] ENTRE CAMINHOS E SEGREDOS ~ 12 COMENDO O FILHO, DANDO PRO PAI

Codigo do conto:
274068

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
07/10/2026

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