- “Você, Ryan Presnall, aceita Corine Knight de livre e espontânea vontade como sua legítima esposa, prometendo ser lhe fiel, amá-la e respeitá-la, por todos os dias de sua vida?”
... Silêncio
... Silêncio desconfortável
- “Você, Ryan Presnall, aceita Corine Knight de livre e espontânea vontade como sua legítima esposa, ....”
- Ryan! O que está acontecendo?
- Eu não posso! Me perdoe Corine, eu não posso!
- Como assim? Estão todos olhando! O que deu em você? Responda que aceita, anda! Não se atreva a me fazer passar por esse vexame! – pressionou ela, mais uma vez.
- Eu simplesmente não posso! Não posso! – afirmei, sentindo que pela primeira vez tinha coragem para acabar com tudo aquilo.
- Não seja maluco, Ryan!
- Eu estaria sendo maluco se me casasse com você, Corine! Você é uma mulher incrível, merece ser feliz e criar uma família ao lado de um homem que te ame, mas esse homem não sou eu, Corine! Eu gosto e sempre gostei de você, seria injusto eu me casar quando sei que não conseguirei te fazer feliz! Me perdoe, Corine! Me perdoe! – afirmei, antes de sair correndo pelo corredor atapetado do vão central da igreja repleta de convidados, em direção à saída, aonde houvesse ar para respirar, pois o que havia aos pés do altar estava me sufocando.
O burburinho atrás de mim, enquanto fugia, indicava o quão surpresos e estarrecidos ficaram os convidados, parentes, familiares e amigos que haviam comparecido ao casamento que todos davam como certo, pois achavam que a Corine e eu, depois de cinco anos de namoro e noivado, formávamos o casal perfeito. Acontece que eu era um gay que nunca saiu do armário e que levou toda essa farsa ao extremo.
A pressão já havia começado anos antes, dentro de casa, quando aos vinte e dois anos nunca tinha levado uma garota para conhecer meus pais. Meu irmão mais velho estava casado, tinha um garotinho e mais uma garotinha estava a caminho. Minha irmã havia se casado há pouco mais de um ano e estava grávida. Restava o Ryan, o bonitão cobiçado que, apesar de um vasto rol de amigos, nunca demonstrou interesse por alguma garota, nunca namorou, nunca se mostrou disposto a constituir uma família. Tudo se resumia à bem sucedida carreira que deslanchava de vento em popa, na renomada agência de publicidade que o futuro sogro tinha em sociedade com outro investidor, e de onde vinha mais uma enorme carga de pressão.
Meu pai jamais admitiria ter um filho homossexual. Ele vinha de uma família tradicional, só de irmãos homens, todos empresários ou profissionais liberais bem sucedidos, onde uma falha grave como essa era vista com um preconceito arraigado até as entranhas e precisava ser expurgado a qualquer custo. Quem sabe o que teriam feito comigo quando me descobri gay na adolescência? Minimamente teria sido expulso de casa e do convívio de todos.
Minha amizade com a Corine começou na universidade. Apesar de cursarmos faculdades distintas, ela fazia parte de um grupo de colegas com os quais eu costumava sair para as baladas. Me afeiçoei ao jeitinho tímido e doce dela, que tinha muito a ver com a minha própria personalidade. Nos tornamos bons amigos e isso era o máximo que eu queria com uma garota. Foi no casamento da minha irmã que dei o passo em falso que depois me custou meses de agonia e um sofrimento interno sufocante. Não só a convidei para o casamento, mas a apresentei como sendo minha namorada, pois era o que meus pais vinham me cobrando insistentemente nos últimos dois anos.
A Corine ficou surpresa, mas visivelmente contente com aquela apresentação. Meus pais, especialmente minha mãe, se tomou de amores por ela logo de cara. A desgraça estava feita. Deixei o tempo rolar, já planejando uma maneira de terminar com aquela farsa. Mas, quanto mais tempo passava, mais enredado eu ficava, a pressão era tanta que eu comecei a somatizar o sufoco pelo qual estava passando. Logo após a formatura, decidi terminar com tudo. Ia ser durante o baile, com muita gente ao redor ela não ia fazer nenhum escândalo e a coisa estaria resolvida.
- Meu pai você já conhece, ele quer te fazer uma proposta, querido! – disse ela, quando eu já tinha as frases para o término na ponta da língua.
- Olá, Sr. Dewitt, linda festa, não é? – cumprimentei, experimentando uma sensação estranha que me dizia que havia escolhido a hora errada de terminar o namoro.
- Sem dúvida, meu rapaz, sem dúvida! Aliás, meus parabéns, fui informado que se formou como o melhor da turma!
- Obrigado, senhor!
- É justamente por isso que tenho uma proposta a lhe fazer. Temos uma vaga de gerente no departamento de criação da agência, e não vejo alguém melhor para a função do que você! – propôs, pondo fim a minha intenção de despachar a Corine.
- Não sei se estou à altura do que espera de mim, senhor! Gerente? É meu primeiro emprego! – devolvi, procurando um argumento para ele repensar a proposta.
- Tenho certeza que vai se sair muito bem! Pode contar comigo no início para tudo o que precisar, faço questão de lhe dar todo suporte necessário. – devolveu ele, sem nem ao menos cogitar a minha recusa.
Era óbvio que a Corine estava por trás daquela proposta. Conhecendo-a como a conhecia, sabia que ela tinha enchido os ouvidos do pai para me dar aquele emprego que vinha acompanhado de um salário polpudo. Como toda mulher, ela era hábil em conseguir o que queria. O pai sempre fez suas vontades, era incapaz de lhe negar o que quer que fosse. A mesma estratégia ela usou comigo, tudo de intenção pensada para me amarrar a ela, já visando um casamento num futuro próximo.
Para piorar, justamente quando o Sr. Dewitt me fazia a proposta, meus pais se juntaram a nós. Ficaram eufóricos, e com isso se foi minha intenção de terminar o namoro. As frases que ensaiei por semanas, simplesmente não tinham mais significado.
- Sim, claro, eu aceito! Muito obrigado, Sr. Dewitt! – eu acabara de colocar uma corda no pescoço e sabia como isso ia acabar.
Eu nunca tinha estado com outro cara. Havia me interessado por alguns, particularmente por aqueles bem atléticos e machões que povoam os sonhos de todo gay, mas sempre faltou coragem de aceitar as cantadas que levava pela minha aparência e, especialmente, por um belo par de coxas grossas que começavam logo abaixo de uma bunda volumosa e proeminente. Eu fugia do assédio desses caras como o diabo foge da cruz, só imaginando a confusão que seria se a minha família viesse a saber que eu estava me envolvendo com outro homem.
Portanto, no dia em que me encontrei naquele altar, prestes a cometer o maior erro da minha vida, eu ainda era completamente virgem. E, creio eu, mais virgem do que a Corine que já tinha ficado com dois caras antes de mim. Ela não era detentora dos mesmos pudores que eu em relação ao sexo. Tentou algumas vezes transar comigo e certamente o fez com os antecessores, embora eu sempre encontrasse um motivo para não meter meu pau na boceta dela. Só de pensar nisso eu tinha calafrios e sentia meu estômago se revolver em engulhos. Definitivamente, uma boceta não fazia parte das minhas predileções. Ela chegou a se zangar comigo algumas vezes por eu não demonstrar nenhum interesse pela tcheca suga pinto dela, dizia que eu não a amava, que não a achava atraente, que fazia de um tudo para ficar bonita e sensual para mim, mas que eu nem reparava; o que, confesso, era a pura verdade. Certa feita chegou a questionar minha masculinidade, arrependendo-se logo em seguida e vindo me abraçar pouco antes dos meus lábios estarem prontos para confessar – Sou gay.
No dia do famigerado casamento eu acordei uma pilha de nervos. Tinha sonhado, ou melhor dizendo, tive pesadelos me vendo em plena lua-de-mel consumando o casamento, voltando dela para o apartamento que montei e iniciar toda uma vida em comum. Me vi segurando um filho nosso nos braços, a família ao redor sorrindo e já pedindo pelo segundo, enquanto o ar ia me faltando, o coração querendo explodir no peito, e ideias lúgubres se formando em minha mente.
À medida que a hora se aproximava, com todos à minha volta colocando lenha na fogueira, eu ficava cada vez mais estranho.
- Está tudo bem com você, mano? Está com uma cara! – disse meu irmão, que também seria meu padrinho e estava muito mais animado com o casório do que eu.
- Sim! Está tudo bem! – menti. Eu havia me tornado um expert em mentiras desde que me descobri gay.
- Também fiquei nervoso nos momentos que antecederam meu casamento, é normal. Mas, depois isso passa e fica bem melhor. Pense só, você e ela a sós, ela toda gostosona se oferecendo para você, os peitos e a boceta encobertos por um tecido fino, transparente e sensual, seu pau trincando de tão duro antes se afundar na grutinha molhada dela. O que pode haver de melhor que isso, mano? Falta pouco, algumas horas, e você vai estar nas nuvens, gozando litros de prazer. – a descrição detalhada dele só aumentou a minha aflição.
Eu não queria nada daquilo. Os engulhos voltaram com tudo, a ponto de eu ter que correr para o banheiro e vomitar o que tinha no estômago, que não parava de se contorcer. Era como se alguém estivesse a torcer um pano encharcado.
As horas passavam e eu ficava cada vez mais zonzo. Quem cruzava comigo perguntava se estava tudo bem. Eu mentia descaradamente. O smoking mais parecia uma armadura de ferro, pesado, sufocante, apesar de minha mãe e minha irmã jurarem que eu estava lindo, que era o homem mais sexy que já tinham visto. Eu suava em bicas no altar apesar da temperatura baixa de inverno, esperando no altar a entrada triunfal da Corine, ao lado do meu pai e padrinhos, todos sorrindo. Eu só conseguia olhar para os convidados lotando a igreja e esperando o grande momento. Alguns me faziam sinais, outros sorriam, outros cochichavam provavelmente fazendo comentários sobre que casal perfeito nós dois seríamos.
Assim que o organista começou a tocar a marcha nupcial, eu entrei em pânico. Ela surgiu de braços dados com o pai, era apenas uma visão borrada que eu mal conseguia distinguir, mas sabendo que era o fim da minha vida. De tão perturbado que estava, quase beijei a testa do Sr. Dewitt ao invés da dela. E a cerimônia, cheia de pompa, começou sem que eu prestasse atenção a nada. Tudo o que eu enxergava era o rosto radiante da Corine, o rosto para o qual eu teria que dizer que não ia ter casamento, que eu não podia levar aquilo adiante a bem de nós dois, a bem da nossa felicidade. Então o padre despejou as frases fatídicas. Eu engoli em seco, respirei fundo, o silêncio expectante imperava na igreja lotada e, hesitante, olhei mais uma vez para o padre, para ela e para os convidados; e então soltei tudo que estava entalado em meu peito de uma só vez.
- Eu não posso! Me perdoe Corine, eu não posso!
Corri pela calçada e acenei para o táxi que estava se aproximando sem olhar para trás. Eu entrei por uma porta, ele pela outra, ao mesmo tempo.
- Pisa fundo no acelerador, rápido! – ordenou o sujeito que parecia tão agitado quanto eu.
- Eu entrei primeiro! Pode ir saindo, não vou abrir mão do táxi, fui eu quem o chamou! – exclamei irritado com a audácia do sujeito.
- Então, quem sai e quem fica, e para onde vamos? – perguntou o motorista com forte sotaque latino.
- Já mandei pisar na porra desse acelerador, caralho! Ou vai querer que eu use esse método de persuasão? – ameaçou o sujeito, apontando uma pistola para a nuca do motorista que pisou fundo no acelerador, creio eu, mais por um ato reflexo do que pela ameaça, pois estava com os olhos arregalados e uma expressão de pavor quando vi seu reflexo no espelho retrovisor.
Mais do que depressa, tentei abandonar o carro, mas ele já havia alcançado a velocidade que automaticamente trancou as portas.
- Aonde pensa que vai? Você fica! – ordenou o sujeito, voltando a pistola na minha direção. Eu petrifiquei. Pela expressão dele, não dava para questionar suas intenções.
- Para onde devo ir? – perguntou gaguejando o motorista apavorado.
- Apenas dirija! Siga em frente e, pela última vez, pisa na merda desse acelerador se não quiser ir rezar diretamente no céu, ao lado do santo para o qual está rezando, seja ele qual for! – tornou a ameaçar, ao ouvir o latino rezando baixinho em espanhol.
- Sim, sim! Por favor não faça nada comigo, eu tenho família, três filhos, não faça nada comigo! – desatou a implorar o motorista que, àquelas alturas, tinha se mijado todo nas calças.
- Que se foda sua família, seus filhos! Não estou nem um pouco interessado no seu drama! Apenas acelere essa porra se quiser voltar a se encontrar com eles!
- Si, señor! Claro, señor! Ai, mi santíssima madrecita de Guadalupe ayúdame, por Dios!
- Você! Para onde estava indo? – perguntou o sujeito, voltando-se para mim.
- A lugar nenhum!
- Está tirando uma com a minha cara? Para onde estava indo, caralho!
- Já disse, a lugar nenhum! Só queria sair daquela igreja! O lugar não importa, contanto que seja bem longe! – respondi, encarando a pistola apontada na minha direção. Não é que cheguei a pensar que um simples disparo daquela arma podia colocar fim a todos os meus problemas.
- Que espécie de maluco é você? – indagou, ao perceber que eu pouco estava me importando com as ameaças dele.
- Estamos chegando à alça de acesso da Interestadual I-376 W, o que devo fazer, seguir adiante ou fazer o retorno? – perguntou o taxista.
- Pegue a rodovia! – ordenou o sujeito, que não parava de olhar para trás para verificar se estávamos sendo seguidos.
- Por Dios, madrecita! Esto va a terminar en tragedia, lo presiento. – murmurou o taxista.
Alguns quilômetros após a divisa de Estado entre a Pensilvânia e Ohio, em plena OH-154 W num lugar ermo nas imediações de Elkrun Township, o sujeito mandou o taxista parar o carro e descer. O infeliz obedeceu fazendo o sinal da cruz, enquanto eu tentava escapar pela porta destrancada.
- Mas que porra que vocês são incapazes de seguir uma ordem! Você, me passe todo dinheiro que tem nos bolsos e caminhe em direção aquelas árvores, não olhe para trás! – disse ao taxista, que puxou três cédulas de US$ 20 do bolso e as entregou com as mãos tremendo e seguiu em direção ao arvoredo. – Só isso! Caralho! – protestou frustrado. – Você, quanto tem aí? – me perguntou.
- Nada! – respondi.
- Cacete, que eu vou ter que acabar com mais um! Quanto dinheiro tem nos bolsos, seu merda? – insistiu, se aproximando de mim com a arma em punho.
- Nada! – puxei os bolsos para fora para ele ver que não estava mentindo. Ele bufou e passou a mão pela cabeleira desalinhada.
- Hoje definitivamente não é meu dia de sorte! – exclamou raivoso. – Entre no carro! – ordenou, me dando um safanão quando quis entrar pela mesma porta que havia saído. – Na frente, caralho, na frente! – esbravejou, praticamente me atirando carro adentro. – Acha que vou bancar seu motorista?
- Primeiro vai precisar chegar a um acordo consigo mesmo! Pelo visto você não faz a menor ideia da encrenca em que está se metendo! – retruquei.
- Volte a ser tão abusadinho, e eu vou te mostrar se sei ou não o que estou fazendo! – devolveu, num rosnado.
- Com uma pistola na mão é fácil convencer as pessoas! – exclamei.
- Dá para você fechar essa matraca por alguns minutos? Eu preciso pensar e, com essa voz zumbindo nos meus ouvidos não consigo pensar direito!
- Eu tenho lá as minhas dúvidas se algum dia já conseguiu pensar! Me parece que essa é uma habilidade que não faz parte da sua pessoa. – por pouco não levo uma bordoada, esquivei-me da mãozona antes de ela me atingir.
- Está me chamando de burro? Eu estou armado, se é que não reparou!
- Se a carapuça lhe serviu!
- Arre que eu ainda dou cabo de você! Entra no carro, e não tente nenhuma gracinha! Será que consegue cumprir essa ordem?
- Quem sabe, talvez! – exclamei. – E você sabe ao menos dirigir, ou vai nos matar nos próximos quilômetros? – questionei. Ele soltou um rosnado rouco e assumiu o volante, acelerando e cantando pneus.
- Sim, vai ser melhor se eu tiver um refém! Sempre dá para negociar! Não vão atirar em mim se eu tiver um refém na mira da pistola. – murmurava ele consigo mesmo, enquanto ultrapassava o limite de velocidade da rodovia.
- O limite de velocidade dessa rodovia é de 55mph, se é que reparou, e você está a quase 80mph. Quer ser pego pela polícia rodoviária? – questionei, ao perceber que o maluco acelerava sem se dar conta do peso do pé.
- O quê? – perguntou, tão imerso nos próprios pensamentos estava. – Você continua falando sem parar?
- Olhe para o velocímetro, seu maluco! – exclamei, o que o fez tirar o pé do acelerador.
- Que roupas de velório são essas? – me perguntou, quando se sentiu mais seguro de eu não tentar nada para o impedir. Não consegui segurar a risada. – O que eu disse de tão engraçado?
- Nada!
- Então por que está rindo? Está tirando onda com a minha cara, só pode ser!
- Não! Bem que se poderia chamar aquilo de velório, o meu, se eu tivesse levado adiante aquela maluquice. – devolvi.
- Do que está falando? Cara, você é esquisito! Só me falta ter um maluco psiquiátrico como refém, isso tornaria meu dia completo. – afirmou.
- Te garanto que sou muito mais normal do que você! – revidei.
- Essa roupa, não me disse o porquê dessa roupa! Não tem um mísero centavo nos bolsos, nenhum cartão bancário, mas está usando essa roupa cara! Quanto custou essa porra, uns US$ 8.000? – perguntou, me examinando mais detalhadamente, e acertando na mosca o valor do que paguei pelo smoking.
- Por que, está pensando em me deixar pelado e levantar uma grana com o smoking? – indaguei, ciente de que o maluco seria capaz de tanto.
- Não deixa de ser uma boa ideia! – respondeu. Por uns instantes achei que ele ia acatar a sugestão.
- Eu ia me casar, por isso estou vestido assim! – afirmei, ao resolver responder à pergunta dele. Ele caiu na risada.
- Você fugiu do altar! – exclamou, em meio a risada. – Cara, você é mais esquisito do que eu imaginei! É por isso que não está dando a mínima por eu ter te sequestrado e estar te levando para sabe-se lá onde. Você está fugindo! – ele não conseguia parar de rir. – O que foi, a noiva era muito feia? Estava se casando a força? Aposto que o pai ou os irmãos estavam te pressionando a casar! Você a engravidou e eles te obrigaram a casar! – ele não parava de rir.
- O que tem de tão engraçado nisso! Você também está fugindo e, por estar com uma arma nas mãos ameaçando todo mundo, não deve ser boa coisa! – retruquei. – Vamos, me diga, por que está fugindo e me fazendo de refém?
- Atirei num policial! Ele me obrigou! Eu não ia atirar nele, mas ele me forçou a isso! – respondeu.
- Depois o maluco e esquisito sou eu! Você é um assassino! Eu caí nas mãos de um assassino, só me faltava essa! Agora sim é que estou fodido! – exclamei estarrecido.
- Não sou assassino! Eu já disse que ele me obrigou a atirar, eu não pretendia, mas fui obrigado! Eles queriam me prender, por nada! Eu só estava me defendendo! – disse ele, com convicção.
- Ai você resolveu sacar a pistola e atirar no policial! – afirmei.
- A pistola não é minha, é de um dos policiais que me abordou. Eu a arranquei dele quando o parceiro estava querendo me algemar. Eu não ia deixar um bosta daqueles me algemar, então peguei a pistola de um e arranquei as algemas da mão do outro. Ele quis me imobilizar com um taser e eu atirei, só isso! Para me defender! – revelou.
- Claro, para se defender! Quem é que não atiraria num policial, roubaria um táxi, e sequestraria o taxista e um inocente só para se defender! – ironizei.
- Não tive tempo para pensar, foi tudo muito rápido! – justificou-se
- Eu não disse que pensar não era seu forte!
- Vou te dar umas porradas para você largar de ser tão folgado! – ameaçou, o que me fez rir novamente e o deixou ainda mais irritado.
- Isso, acrescente mais alguns crimes à sua lista! Vai ser interessante quando for preso!
- Cara, você é irritante! Não consegue ficar com essa boca fechada!
Eu não fazia a menor ideia para onde ele estava nos levando. Estávamos a mais de três horas fugindo enquanto ele pegava a saída 309B da Interestadual I-69 S após passarmos por Fort Wayne alguns quilômetros depois da fronteira entre Ohio e Indiana. O que me espantava, era o fato de ninguém estar ao nosso encalço depois desse tempo todo. A essa altura o taxista já devia ter alertado a polícia do roubo do táxi, fora que a corporação inteira já devia estar à caça do assassino do policial.
- Preciso ir ao banheiro! – avisei, procurando ganhar tempo e talvez uma oportunidade de fugir.
- Não é seguro pararmos tão cedo!
- Quer que eu mije nas calças? Faz três horas que estamos fugindo, nem sei como ainda não nos pegaram.
- Eu preciso pensar! – exclamou. Eu ri. – Se você voltar a rir, eu juro que te dou umas boas porradas! – não consegui parar de rir. – Caralho dos infernos, também preciso mijar! Pensando bem, você tem razão, a essa altura já devem ter encontrado o taxista e ele comunicado o roubo do táxi. É melhor nos livrarmos dele. – aventou.
Já havia anoitecido quando ele entrou em Huntertown, IN, e procurou por um supermercado, parando o táxi no estacionamento do Huntertown Gardens que estava bem movimentado. Questionei-o quanto a escolha, mas ele nem me respondeu, apenas me lembrou de que estava armado e que eu não caísse na besteira de tentar fugir, o denunciar, ou qualquer bobagem desse naipe. Caminhei em direção aos sanitários com o cano da pistola cutucando minhas costelas.
- Não vou fugir, nem tentar nada! Será que pode desgrudar de mim e tirar essa coisa das minhas costas?
- Está avisado, não seja maluco! – ameaçou.
O sanitário masculino ficava no final da loja, tinha aquela canaleta horrível de aço inoxidável como mictório e três cabines individuais. Me dirigi a uma delas, mas ele me impediu, ordenando que me postasse ao lado dele no mictório. Eu mal tinha tirado o pinto para fora quando um sujeito entrou e também se postou ao meu lado. Eu travei, sabia que não ia conseguir mijar com uma plateia me observando, ao contrário dele que tirou tipo um salame enorme e grosso da braguilha e soltou um jorro forte de urina que mais parecia uma mangueira de bombeiro. Ao reparar no tamanho daquela coisa, nem sequer uma gota saiu do meu pinto. Desviei o olhar para o outro lado e o sujeito vizinho mijava forte segurando uma benga cavalar da qual se via até o sacão, pois tinha escancarado e aberto demais a braguilha; talvez intencionalmente para exibir o dote privilegiado.
- E aí, não estava com urgência de mijar? Até agora não vi sequer uma gota! – disse ele, o que o sujeito ao lado ouviu me deixando ainda mais vexado.
- Não consigo fazer aqui, preciso ir para uma cabine! – afirmei, depois do sujeito ter sacudido e pauzão e saído do banheiro sem lavar as mãos.
- Isso é algum truque? Se tentar alguma coisa, já sabe! – voltou a ameaçar
Fui até a cabine, ele não permitiu que fechasse a porta e baixei a calça e a cueca propositalmente até metade das coxas, só para ver a reação dele.
- Caralho, que bunda é essa? Porra, você é muito rabudo, cara! – exclamou, dando um apertão no cacetão que havia acabado de guardar.
- Será que posso ter uns segundos de privacidade? – indaguei, mas ele não parou de olhar para a minha bunda.
Circulamos pelo supermercado onde ele pegou alguns itens num valor abaixo dos US$ 60 que havia roubado do taxista, já que estávamos sem comer há horas. Na fila do caixa uma mulher na faixa dos trinta anos ficou nos encarando. Quando eu lhe devolvi o sorriso, notei que estava interessada no volumão dentro das calças dele, o que ele prontamente sacou antes de lhe sorrir de volta. Ficou o tempo todo que ela passava as mercadorias pelo caixa flertando descaradamente com ela.
- O táxi não está nessa direção! – afirmei, quando percebi que ele seguia na direção contrária.
- Tenho que resolver um assunto! – disse, quando avistei a mulher do caixa colocando as compras no carro.
Ele se aproximou dela, mandando que eu ficasse ligeiramente afastado. Ela tornou a examiná-lo com vívido interesse. Ele jogou seu charme para cima dela, o que ela entendeu como um convite para uma transa rápida e baixou a guarda. Enquanto passava um chaveco nela e a mão entre suas coxas, ele a levou até próximo a um contêiner parado pouco adiante. Quando ressurgiu, apenas alguns segundos depois, tinha a chave do carro dela nas mãos.
- Entre, rápido! – ordenou, assumindo o volante e dando a partida no SUV, antes de ela conseguir nos alcançar aos berros pedindo socorro.
- Você endoidou de vez! Mais um crime! Em minutos a polícia do condado vai estar nos caçando! – afirmei, amedrontado, enquanto ele nem se deixou abalar pelas minhas palavras.
Voltamos a ganhar a rodovia. Ele tinha uma espécie de sorriso triunfal no rosto. A noite estava fresca e clara, o carro deslizava silencioso pela rodovia quase vazia. Foi então que me dei conta de que não sabia o nome dele, que reparei pela primeira vez naquele braço com um bíceps imenso, nos ombros fortes e largos, nas coxas grossas comprimidas na calça, no rosto másculo e determinado. Senti um frenesi passar pelo corpo.
- Me dei conta que não sei seu nome! Fui sequestrado, estou sendo mantido em cativeiro e não sei como se chama. – disse.
- É bom que não saiba! Não confio em você e quanto mais souber sobre mim, pior. – devolveu, com rispidez.
- Pior para quem? Você já está bem encrencado, eu sabendo ou não seu nome!
- Ethan! – respondeu, depois de alguns minutos.
- Tanto faz! Deve ter inventado isso agora, só para ter uma resposta. – afirmei
- Cara, você é um saco, sabia? É meu nome verdadeiro, não inventei nada, cacete! – retrucou carrancudo.
Estávamos na I-94 W por volta das 2h40m, quando reparei que ele começava a cochilar ao volante, ao sair da pista e quase subir no gramado da alça de acesso para Milwaukee, após passarmos pela placa de sinalização.
- Ethan! Acorda! Ethan, Ethan! – berrei, quando o pneu dianteiro do meu lado começou a subir a rampa. Ele acordou assustado, girou o volante com tanta força que voltamos para a pista e quase fomos atingidos por uma carreta, antes de ele voltar a puxar o volante para lado oposto fazendo o carro ziguezaguear. – Minha nossa! Quer nos matar? – indaguei com o coração batendo acelerado. – Eu dirijo de agora em diante! – impus.
- Nem pensar! Eu estou no comando! Você por acaso está com a sua carteira de motorista? – perguntou, me lembrando que eu não tinha sequer um documento comigo. – Foi o que pensei! – exclamou, quando viu que eu caí na real. – Vou parar num posto de combustíveis e tirar um cochilo antes de continuarmos.
Uns quilômetros à frente ele entrou num posto de abastecimento, com loja de conveniência e um motel no mesmo pátio. Foi direto para o motel, eu seguindo na frente com a pistola nas costelas.
- Só temos um quarto de casal disponível! – disse o rapaz sonolento da portaria, nos encarando desconfiado.
- Pode ser esse mesmo! Quanto é? – perguntou o Ethan, pagando com o dinheiro que tirou da bolsa da mulher do supermercado em Huntertown.
O quarto era modesto, cheirava a desinfetante e os lençóis que cobriam a cama me pareceram suspeitos.
- Isso é nojento! – exclamei, após examinar o quarto.
- O que você queria, um resort cinco estrelas? – a pergunta dele me deixou embaraçado. Eu havia pago uma fortuna pelo resort no Caribe onde a Corine e eu planejávamos passar as três semanas da lua-de-mel. Ele notou como a observação mexeu comigo. – Você e a garota que deixou no altar iam para um resort, não é? – indagou. Não respondi.
Fazia calor, o ventilador de teto mais parecia a hélice de um avião. Tirei a camisa e a calça e ia me deitar num extremo da cama após embolar as cobertas criando uma divisória. Ele se aproximou de mim e tirou do bolso o par de algemas que havia roubado do policial.
- Coloque as mãos para trás! – ordenou
- O quê, você quer me algemar? Não vou me submeter a isso, esqueça! – exclamei furioso. – Você perdeu completamente o juízo!
- Faça o que mandei, não crie problemas! Preciso garantir que não fuja enquanto eu estiver dormindo. Não me obrigue a tomar providências mais sérias! – ameaçou.
- Por quê? O que vai fazer? Vai atirar em mim, vai me trancar no banheiro, qual será a próxima loucura?
- Coloque as mãos para trás, cale essa matraca ou vou te dar umas boas porradas para não ficar discutindo comigo, caralho! – vociferou, vindo para cima de mim.
- Então dê as porradas! Vamos lá, me cubra de socos! Está me ameaçando desde o começo dessa merda toda! Bata em mim, soque a minha cara, eu estou cheio das suas ameaças, das suas loucuras! Você não me amedronta, não importa quanta força haja nessa montanha de músculos! – berrei, devolvendo os golpes com os quais ele queria me subjugar.
De repente, em meio a troca de socos, ele me empurrou com força contra a porta do banheiro, prendeu meu rosto entre suas mãos e colou sua boca na minha. Soquei o peito sólido dele umas três vezes antes de deslizar as mãos sobre os músculos e pelos, abrindo minha boca para receber a língua quente que a invadiu com voracidade, me fazendo sentir seu sabor. Ambos tremíamos, o beijo cessou e nos encaramos em silêncio. Eu nunca tinha sentido nada parecido com aquela sensação que se espalhava pelo meu corpo. Ele aproximou novamente o rosto do meu e outro beijo rolou nem sei por quanto tempo, despertando um tesão que não era apenas meu, mas que também vinha de seu corpão quente e excitado.
Fui me ajoelhando na frente dele, as mãos escorregando sobre a trilha de pelos do abdômen trincado, até meu rosto ficar frente a frente com a ereção dentro de sua calça. Toquei-a de leve e ela deu um pinote. Ele afoitamente abriu a calça e a braguilha, soltando o bichão excitado. O pauzão era imenso, e me pareceu ainda maior do que quando o observei mijando ao meu lado.
- Você ficou secando minha rola no banheiro do supermercado, agora ela é toda sua! – exclamou, orgulhoso do dote cavalar.
Eu nunca tinha feito aquilo. Vinte e tantos anos habitando dentro de um corpo gay e nunca me permiti atender ao clamor que ele sentia. Peguei no pauzão pesado, ele pulsava forte e não parava de endurecer. A imensa glande que se destacava do corpo da pica soltava um visco translúcido e pegajoso cujo cheiro adentrava minhas narinas e, a um só tempo, me inebriava e excitava. Amparei com a ponta da língua o fio que vazou e ficou pendurado na cabeça do pauzão, e o engoli encarando o olhar embasbacado do Ethan. Envolvi toda glande com meus lábios, a lambi e suguei o pré-gozo que não parava de minar. Ele gemeu e seu abdômen se retesou quando comecei a chupar sua carne rija e quente.
- Caralho, você é gay! Fugiu do casamento por que é gay, agora estou entendendo tudo! – balbuciou, gemendo pelo tesão que minha boca trabalhando seu falo o fazia sentir. – Põe essa boquinha aveludada para trabalhar, mama meu cacete, mama! Ah, tesão da porra!
Explorei cada centímetro daquela verga grossa de veias saltadas latejando na minha mão e na minha boca. O Ethan mal se continha, gemia e se contorcia em êxtase, me sentindo afagar e explorar seu sacão peludo e pesado, afundando minha cabeça em sua virilha. Seu abdômen se contraiu umas duas vezes, ele tirou apressadamente o pauzão da minha boca e, por um triz não gozou.
- Cacete, seu veadinho da porra quase me fez gozar na sua boca! – grunhiu.
Não perdi tempo e abocanhei novamente o caralhão, sugando-o com mais força para ver se o fazia gozar para poder provar o sabor de seu leite másculo. No entanto, por mais duas vezes, ele puxou rapidamente o pauzão para fora da minha boca ao sentir que ia gozar dentro dela.
- Quero saborear sua porra! – afirmei determinado, me desconhecendo por completo, e me perguntando onde havia ido parar a minha discrição, os anos todos que reprimi meus desejos, o pudor que subitamente se perdeu diante daquele homem desconhecido.
- Quer minha porra, seu rabudo safado! Vou encher esse rabão tesudo de porra! – retrucou, me lançando sobre a cama e se atirando sobre mim.
Ele apartou as bandas carnudas da bunda e meteu a cara espinhenta no meu reguinho liso. Eu gemi e me alvorocei todo sentindo o tesão se espalhando pelo corpo em espasmos incontroláveis.
- Ai Ethan! – soltei, num gritinho impetuoso, quando senti a língua dele rodopiando sobre as pregas anais. Era uma sensação maravilhosa. O furor com o qual me lambia o cuzinho demonstrava a cobiça da qual estava apossado, querendo satisfazer seu instinto de macho.
Outro gritinho longo e agudo preencheu o quarto quando ele enfiou um dedo no meu cuzinho, onde nunca nada, até aquele instante, havia entrado. O prazer que senti com aquele intruso se movendo e explorando minhas preguinhas não podia ser expressado em palavras. Eu estava deitado meio de lado quando ele montou em mim, fungou meu cangote, arfando como um touro sedento pela cópula. Cravou os dentes na pele do meu ombro, ronronou enquanto se esfregava no meu rego com o caralhão duro e babando.
- Teu bundão me deixa maluco! Rabão gostoso do caralho! Nunca vi um homem com um rabo tesudo desses! Vou te deixar todo esporrado, seu veadinho fujão! Da noiva você pode ter escapado, mas de mim não vai fugir, vou te galar até você pedir arrego! – sussurrava, explodindo de desejo.
Ele pincelou o pauzão ao longo do reguinho, apontou-o sobre o buraquinho corrugado e forçou.
- Eu nunca fiz isso! Nunca antes fiz nada disso! Nunca estive com um cara! – exclamei, com a voz insegura e amedrontada, o que ele logo percebeu.
- Virgem! É isso, virgem? Cacete, você está saindo do armário! Foge de um casamento, sai do armário e dá o rabo tudo num mesmo dia! – exclamou. – Ryan, você não existe, cara! Ou melhor, existe sim, é um tesudo da porra e vai me deixar te descabaçar! – ele não disfarçava a surpresa e o excitamento por estar me desvirginando.
- É demais, não é? – questionei, receando continuar com aquela loucura, a despeito do tesão que estava sentindo com aquele macho parrudo deitado em cima de mim.
- Não vou te decepcionar, prometo! Não precisa temer, vou fazer com todo carinho, pode confiar! – afirmou, abrandando a voz que saiu grave e rouca, aumentando meu tesão.
Ele forçou três vezes, as pregas até se abriram um pouco, mas travaram em seguida de tão tenso que eu estava. Ele me beijou; ronronando, me pediu que me abrisse, que o deixasse entrar no meu cuzinho, e eu gostaria de ter saber como se faz isso quando todas aquelas novas e inusitadas sensações estão tomando conta de você.
- Aaaaiiii! Macho, meu cu, macho! Cacete, como isso dói! – gritei quando as pregas voltaram a se abrir com uma estocada potente dele, fazendo a cabeçorra rasgar minha carne.
O Ethan envolveu seus braços ao redor do meu tronco me segurando com força. Tornou a juntar sua boca com a minha, amassou minhas tetinhas e bolinou com os bicos rijos dos meus mamilos. Eu era dele, cada parte minha estava possuída por ele. A sensação não podia ser mais prazerosa.
- Isso, se entrega para mim, Ryan! Se entrega para o macho, veadinho gostoso!
Gemi sem parar a cada nova estocada que ele dava, fazendo o pauzão afundar no meu cuzinho, me arregaçando enquanto eu me agitava debaixo dele. Ele meteu tudo, eu podia sentir o sacão entalado no meu reguinho. A respiração excitada dele estava me deixando doido, empinei o rabo e me entreguei. Ele grunhiu, e começou a bombar. Meus gemidinhos lascivos o ensandeciam. O vaivém que começara lento, estava desembestado roçando o pauzão na mucosa anal que o encapava. Quanto mais eu gemia, mais forte ele bombava, ambos perdidos na luxúria. Eu me sentia completamente preenchido pelo caralhão que revolvia minhas entranhas provocando espasmos que se espalhavam por toda pélvis. De repente, percebi que estava gozando, o prazer não podia ser mais pleno e gratificante. Eu sentia o Ethan grudado em mim, sentia o cacetão pulsando forte dentro do cu, sentia ele estufando até ouvir o urro gutural que ele soltou enquanto mordiscava a pele do meu pescoço. Aos poucos, os jatos de esperma leitoso foram inundando meu cuzinho, amainando a ardência do pauzão esfolando a mucosa anal distendida.
- Tome porra nesse rabão, tesudo do caralho! Você queria minha porra, é isso que estou inoculando nesse cuzinho apertado do caralho! – grunhia ele, extravasando o prazer, enquanto me abraçava com força.
Não sei precisar quanto tempo levou até nossas respirações voltarem ao ritmo normal. Continuávamos abraçados, o caralhão murchava devagar no meu cuzinho, suas coxas grossas e peludas prendiam as minhas, os pentelhos da virilha dele roçavam de leve minhas nádegas abertas, algo pegajoso escorria pelo meu reguinho. O quarto cheirava a sexo, e parecia estar impregnado de uma liberdade como nunca havia sentido.
Quando ele saiu de cima de mim, estava suado, tinha um brilho libidinoso no olhar e um sorriso que jamais esquecerei enquanto viver. No lugar onde eu estava deitado, o lençol tinha uma mancha úmida, sangue e porra; a dele que vazou pelo meu cuzinho desvirginado, e a minha ejaculada no auge do prazer. Ele não disfarçou a satisfação ao ver aquele sangue que comprovava sua masculinidade e dominação. Não disse nada para não me fazer sentir diminuído por não ser tão macho quanto ele, mas isso já não tinha mais importância. Diante do que ele me fez sentir ao comer meu cu, eu ia assumir em definitivo minha homossexualidade, sem refrear sentimentos, sem me esconder atrás de um personagem que nunca tinha sido eu mesmo.
Tomamos uma ducha juntos, trocando carícias e beijos, tocando nossos corpos e tentando decifrar o que havia naquela troca de olhares. Adormecemos abraçados em conchinha. Eu sempre achei cliché esse tipo de cena nos filmes, mas agora com aquele corpão amoldado às curvas do meu e o roçar morno da respiração do Ethan na minha nuca, percebi que isso era um momento único de felicidade, e caí no sono.
O sol batia sobre nossos corpos nus entrelaçados na cama quando ele me acordou, esfregando o caralhão duro entre as minhas nádegas.
- Temos que pegar a estrada, dorminhoco! O caminho a nossa frente ainda é longo. Se eu continuar aqui sentindo essa bundinha quente aninhando meu cacete por mais tempo, vou ser obrigado a meter no seu cuzinho e passar o dia com você em meus braços. – murmurou, dando chupões no meu pescoço e ombros.
- Então não percamos tempo! Minhas pregas não estão prontas para encarar esse cacetão tão logo! – devolvi. Ele riu, me apertou com força contra o peito e cobriu minha boca com um beijo molhado.
Quando abrimos a porta para deixar o quarto, vimos dois policiais examinando o SUV estacionado no pátio que ele havia roubado da mulher no supermercado de Huntertown.
- Fodeu! – exclamou ele. – A polícia está em nosso encalço! Mas que porra do cacete!
- Eu sabia que isso ia dar merda a qualquer momento! Eu te avisei! – desatei a criticar, ao me apavorar com a possibilidade de ser levado preso a uma delegacia.
- Quer se acalmar! Não é hora para ter faniquitos! Tenho que pensar! – ralhou ele, me fulminando com um olhar de advertência depois da última frase.
Fugimos a pé pelos fundos do motel, nos embrenhando num arvoredo até alcançarmos uma propriedade rural na qual algumas vacas pastavam na relva baixa e uma meia dúzia de cavalos perambulava dentro de um cercado. O medo desapareceu e, de repente, eu sentia uma excitação nova ao fugir com aquele homem do qual ainda tinha o esperma formigando no cu. No que eu estava me metendo? No que eu estava me transformando? Onde foi parar aquele Ryan sempre certinho e cumpridor de suas responsabilidades? Era instigante não ter as respostas para essas perguntas, especialmente quando o Ethan olhava para mim com aqueles olhos cúmplices.
- Não faça mais nenhuma loucura! – aconselhei, prevendo que ele não se deixaria capturar tão fácil.
Uma velha camionete estava estacionada ao lado do celeiro da propriedade, ele seguiu direto na direção dela, antes que eu o pudesse impedir. Ele a contornou examinando seu interior e veio me puxar até me enfiar dentro dela, dando a partida e levantando uma nuvem de poeira pela estradinha de chão batido. Ele não fazia a menor ideia por onde estava circulando, e só respirou aliviado quando avistou uma estrada vicinal asfaltada. O motor da camionete rangia a mais não poder à medida que ele acelerava e ganhava velocidade.
- Eu vou acabar na cadeia! – afirmei, enquanto vibrava pela fuga bem sucedida. – Vão me jogar numa cela com um maluco!
- Vai ser bom se isso acontecer, ao menos terei seu cuzinho apertado para meter minha pica nas noites solitárias. – sentenciou.
- Doido varrido! Maluco! Mentecapto! – exclamei, fazendo-o rir. Me enterneci todo com aquele riso, o que só comprovava que eu era tão doido quanto.
Uns poucos quilômetros adiante avistamos a placa indicando na direção da I-94 W, estávamos novamente na rota, seja lá para onde ele tencionava ir. Nos arredores de Wisconsin Dells o motor da camionete resolveu que ali seria o seu fim. Começou engasgando, percorreu cerca de duas milhas dando trancos e, pouco depois do viaduto sobre a WI-23 Trunk deu seu último suspiro, soltando uma densa fumaça acinzentada.
- Vamos sair rápido daqui, antes que alguém pare e venha querer nos ajudar e descobrir que estamos em fuga. – disse ele, sem me dar chance de contestar.
Por sorte, a parada de ônibus de Wisconsin Dells não ficava longe dali, uma caminhada de 20 minutos nos deixou em frente a rodoviária.
- O próximo ônibus a partir para Minneapolis é da Greyhound às 07:50PM com chegada prevista para às 12:05AM, são US$ 50 por passagem. – informou o rapaz do balcão.
- Só me restaram US$ 85. – disse o Ethan.
- Então compre a sua passagem, eu me viro, pode deixar! – afirmei. A hora do adeus havia chegado mais cedo do que eu pensava e, por alguma razão, isso calcou fundo no meu peito.
- E deixar meu refém para trás? Nem pensar! – retrucou resoluto
- Não invente mais nenhuma bobagem! Chega de cometer crimes! Como vai arrumar o dinheiro que falta, assaltando outra vítima, roubando uma loja ou um banco? – questionei, antes de ele me deixar falando sozinho e se dirigir a um telefone público, no qual ficou conversando por uns cinco minutos.
- Quer se acalmar um pouco! Estou resolvendo tudo! – disse ele, voltando ao balcão e obtendo as passagens que haviam sido pagas por sabe-se lá quem.
- Como conseguiu isso? – perguntei preocupado.
- Não se preocupe, não matei ninguém! – respondeu irônico e rindo.
Circulamos pela cidadezinha por mais de cinco horas antes da partida do ônibus. Ele partiu quase vazio, e nos sentamos bem distante dos demais passageiros. O que logo saquei ser mais uma de suas estratégias para ficar me bolinando, uma vez que a transa da noite anterior havia desencadeado uma verdadeira tara pela minha bunda. Não posso dizer que não gostei de ficar isolado ao lado dele enquanto o rugido monótono do ônibus nos afastava da cidade. Começamos nos beijando entre amassos e um tesão crescente. Ele meteu a mão na minha calça e apertava meus glúteos com força e obstinação, chegando a enfiar um dedo devasso no meu cuzinho que me fazia suspirar de prazer. Abri a braguilha dele e tirei o cacetão para fora, caindo de boca nele feito um esfomeado. O Ethan arfava soltando o ar entre os dentes e se contorcia na poltrona, enquanto eu chupava o pauzão excitado e dedilhava as bolas no sacão peludo. Ele gemeu rouco, levantou as ancas do assento e gozou na minha boca, me observando engolindo seu sêmen leitoso e amendoado numa voracidade desenfreada.
- Vai me viciar nisso, seu putinho safado! Não sabia que veadinhos gostavam tanto de porra! – ronronou, enquanto eu terminava de lamber o pauzão melado.
- Nem eu sabia que a porra de um macho era tão saborosa! – devolvi libertino.
Deitei a cabeça no ombro dele e não pensei em mais nada. Tudo aquilo era um sonho e eu não queria acordar dele, por mais que minha razão dissesse que nada daquilo era real.
- Como conseguiu as passagens? – perguntei, quando ele brincava com meus dedos envolvendo-os nos dele.
- Um amigo meu de Minneapolis as comprou on-line! – respondeu
- É para lá que está me levando?
- Sim!
- O que pretende fazer quando chegarmos lá?
- Ainda não sei, preciso pensar! .... (silêncio) .... Se tornar a tirar uma com a minha cara te fodo o cu aqui e agora mesmo. – ameaçou.
- Então está me dando um bom motivo para zombar de você! – afirmei.
- Putinho safado! Você é um veadinho muito do gostoso e tesudo, sabia! Não vejo a hora de meter novamente minha rola nesse seu rabão!
- O que faz seu amigo? Vai ficar na casa dele?
- É advogado como eu! Sim, pretendo ficar umas semanas por lá! Ele vai me ajudar a encontrar a melhor solução para o que fiz. – revelou.
- Então você é advogado! – exclamei surpreso. – Bem que dizem que advogados são trapaceiros. Você é a prova viva disso! – devolvi. – E o pior é que me deixei envolver em seus crimes.
- Mas bem que você gostou quando esse trapaceiro aqui estava socando a vara no fundo do seu cuzinho ontem a noite. Vi como seus olhos estavam girando de prazer ao sentir meu cacete te fodendo. – gabou-se. Soquei a coxa grossa dele, antes de ele me puxar para mais junto de si.
O amigo dele, Todd, era outro colírio para os olhos. Nos recebeu de bermuda sem camisa, com o torso largo e musculoso exposto. Meu cuzinho piscou assanhado e meu olhar baixou para examinar o que havia entre suas pernas peludas.
- Ai, o que deu em você? – perguntei, ao sentir um beliscão no braço que me desconcentrou de tudo.
- Saiu do armário ontem e já está mais safado que uma puta velha! – retrucou o Ethan enciumado.
- Eu hein, só estava sendo gentil com o Todd! – devolvi.
- Sei, gentil! Vou te mostrar com isso aqui o que é ser gentil! – esbravejou, dando uma apertada no pauzão.
O Todd era outro garanhão que não podia ver uma bunda sem que o cacete se manifestasse, o que logo comprovei quando um olhar de peixe morto perseguia minha bunda a cada movimento meu. O Ethan deu um tapão na cabeça dele quando notou a cobiça pela minha bunda provocar uma ereção nele.
- Bela bunda a desse seu amigo! Não é difícil para um cacete se perder no meio de toda essa carne! Não sabia que era exclusividade sua! – exclamou o Todd, quando recebeu o tapão na cabeça.
Ambos eram amigos desde a infância, sempre estudaram junto e se formaram em direito, antes do Ethan se mudar para Pittsburgh. O Ethan lhe contou como tudo aconteceu antes de ele atirar no policial desencadeando as loucuras que se seguiram.
- Mas o sujeito morreu? – perguntou o Todd.
- E você acha que eu fiquei para confirmar? Fugi sem olhar para trás! – respondeu o Ethan.
- Bem, é isso que precisamos descobrir em primeiro lugar, para depois pensar no que fazer. – retrucou o Todd, quando comecei a rir.
- Não liga, esse putinho tira sarro da minha cara toda vez que falo em pensar sobre alguma coisa. Ele até já sabe o que o espera, mas continua tirando uma com a minha cara. – o Todd não entendeu nada, mas piscou na minha direção.
Na casa do Todd descobri que o tempo todo o Ethan estava com seus cartões de crédito na carteira, e o questionei por não os ter usado, preferindo cometer crimes.
- Posso não ser o suprassumo da inteligência, mas teria deixado um rastro fácil para a polícia nos alcançar se tivesse usado os cartões de crédito. Como você pode constatar, deu certo, não nos alcançaram. – declarou triunfante
- Vai encontrar com seus pais? – perguntou o Todd, me deixando mais uma vez surpreso ao saber que os pais do Ethan moravam na cidade.
- Até encontrarmos uma solução sobre o que fazer, prefiro não aparecer por lá. Será um dos primeiros lugares onde a polícia vai me procurar. – respondeu o Ethan. Ele, na verdade, tinha tudo planejado e, aos poucos, eu começava a sentir que tinha sido um ingênuo ao pensar que ele não sabia o que estava fazendo.
- Está surpreso? – perguntou para mim, pois devia estar estampado na minha cara o que ia passando pela minha mente.
- Um pouco, confesso! – respondi sincero. Ele ficou visivelmente feliz.
Depois do jantar os dois ficaram rememorando episódios do passado, traçaram um plano para resolver a questão do tiro no policial e puseram a conversa em dia desde a última vez que haviam se visto. Eu estava cansado, tanto da longa e tumultuada viagem quanto do que teria que enfrentar ao voltar para Pittsburgh, o que se afigurava ser uma questão de um dia ou dois, quando o banco me enviaria um novo cartão de crédito para eu poder custear a volta.
O Todd havia preparado o quarto de hóspedes e, é claro, quando fui me deitar, percebi que só havia uma cama dupla no quarto. Não sei se o Ethan contou que eu era gay, ou se aquela cama foi apenas uma coincidência. Tomei uma ducha e fui me deitar, não aguentava mais as roupas do casamento sobre o corpo; além de suadas elas me lembravam o desatino que cometi.
Ele entrou no quarto tentando não me acordar, mas com seu jeito desengonçado acabou topando com um móvel e eu acordei assustado, tentando identificar na penumbra onde estava e que vulto era aquele que se juntava a mim na cama.
- Desculpe se te acordei! – exclamou, se ajeitando sob o lençol. Não respondi para ele não se entusiasmar e querer repetir a trepada da noite anterior. Eu estava hospedado provisoriamente na casa de um estranho e manter o decoro era o mínimo que podia fazer.
O Ethan veio se encostando como quem não quer nada, e logo seu braço estava cingindo minha cintura e a respiração roçando a pele da nuca. Eu queria sossego, mas o meu cu, ao sentir o calor do corpão dele, piscava querendo rola.
- Não acredito que você veio para cama com a pistola no bolso! Por acaso acha que vou tentar fugir? Está na hora de você parar com essa brincadeira de refém, não acha? – protestei, ao sentir algo duro cutucando meu rego, sumariamente coberto pela cueca.
- Eu deixei a pistola debaixo do banco da camionete, depois de limpar minhas impressões digitais! – respondeu ele, me fazendo engolir em seco e não me atrever a perguntar o que era aquela coisa dura me cutucando. Até porque, eu sabia exatamente o que era.
- Então, boa noite!
- É isso que vai fazer comigo, me deixar de pau duro e me desejar boa noite? – indagou, se achegando mais e me encoxando.
- Estou cansado! Em dois dias você me fez cruzar quatro Estados, um fuso horário e passar por um bocado de emoções perigosas e arriscadas, só quero dormir! – devolvi
- Está parecendo aquelas esposas que inventam dores de cabeça, cansaço, e o diabo a quatro para não transar com o marido! Eu achava que gays eram bem mais receptivos com seus parceiros! – exclamou num sussurro no qual havia um tesão queimando dentro dele.
- Talvez eu o seja quando tiver um parceiro! Por hora tenho apenas um sujeito maluco que me arrastou consigo numa fuga depois de cometer um crime. – afirmei.
- Seja bonzinho, Ryan! Não sou um mau sujeito, pode acreditar! Fiz o que fiz porque aquele policial foi um escroto logo de cara, e não deixou que eu esclarecesse os fatos. Fiquei puto quando ele começou a me ameaçar querendo se engrandecer por estar usando uma farda, e respondi a altura. Que culpa eu tenho se ele se enfezou e quis me levar a força e algemado para a delegacia? Eu me defendi, o derrubei, o parceiro dele veio para cima de mim com a pistola em punho. A tirar dele foi mais fácil que roubar o pirulito de uma criança. O primeiro policial se levantou e quis me nocautear com o taser, levou um soco na cara e desmoronou feito um saco vazio. Quando dei por mim, estava com a pistola na mão e o outro policial vindo para cima de mim, apertei o gatilho e o cara caiu. Olhei em volta, tinha um bocado de caras me encarando e um táxi encostando na calçada, eu simplesmente entrei nele e mandei o taxista pisar no acelerador. O resto você já sabe. – foi a primeira vez que ele me deu o relato completo. – E agora estou aqui, com um gay recém saído do armário fugido do altar, com a mais tesuda das bundas que eu já vi e, a mais gostosa também, como puder comprar na noite passada. – esse final ele deve ter ensaiado só para me fazer abrir as pernas e deixar ele meter o pauzão no meu cuzinho. Funcionou.
- Safado! – exclamei, me virando na direção dele, puxando-o para cima de mim, abrindo e erguendo as pernas para o encaixar no meio delas, enquanto puxava o caralhão duro e melado para fora da bermuda que o Todd havia lhe emprestado.
Ele ficou me encarando com um sorriso ladino, deixando-se afagar no rosto barbado, antes de me beijar como forma de garantir, que meu gritinho ao sentir o pauzão dele dilacerar minhas pregas anais ainda sensíveis ao deslizar para dentro do meu cuzinho, não chegasse aos ouvidos do Todd. Meus esfíncteres imediatamente travaram ao redor do cacetão grosso, encapando-o e o arrastando para o fundo do meu cu, de tão guloso que estava. Ergui as ancas numa entrega irrestrita, deixando o cuzinho com livre acesso ao pauzão e à tara dele. Não paramos de nos beijar durante todo o tempo que ele bombava socando o caralhão no meu rabo numa voracidade excitante. Eu gemia, ele arfava, o tesão pairava no ar. Aquele macho enorme e voluntarioso me preenchia, desencadeava sensações inexplicáveis pelo meu corpo ao mover aquela estaca de carne taurina dentro de mim. Eu me agarrava ao torso dele, arranhava suas costas gemendo com a iminência do orgasmo. Ele acelerava as estocadas, me envolvia em seus braços numa posse dominadora, grunhindo com o prazer que vinha do cacete agasalhado pelo meu ânus estreito. Um forte espasmo anal e outro no meu saco e meu gozo veio, libertador e prazeroso.
- Viu como eu sei te dar prazer! E você querendo regular esse rabão e esse cuzinho para mim! Vou me viciar em você, seu gayzinho fugitivo de altares! – exclamou, pouco depois de soltar um urro e se despejar fartamente no meu casulo anal arregaçado.
O Todd fez contato com o escritório de advocacia onde o Ethan era sócio, pedindo que um dos advogados fosse levantar dados e fatos da ocorrência e o que aconteceu com o policial baleado, sem mencionar que ele estava hospedado em sua casa. Enquanto isso, se mostrou hospitaleiro conosco e me convenceu a ficar mais alguns dias, prontificando-se até a me levar a algumas lojas para que pudesse comprar umas roupas, enquanto meu cartão de crédito não chegava. Percebi que era um sujeito legal e que ele e o Ethan mais pareciam dois irmãos, já que ambos eram filhos únicos.
No entanto, ele não escondia o tesão que sentia pela minha bunda e pelo meu jeito introvertido, ligeiramente tímido e sensível. Precisou o Ethan abrir o jogo e confessar que estava me comendo e que estava começando a gostar de mim, para ele parar de me secar e conter sua mão boba que me tocava libidinosamente sem o menor pudor. Quando notei que ele parou de me assediar, soube que o Ethan tinha dito que estava a fim de mim.
Depois de uma semana, veio a resposta da ocorrência. O policial estava vivo, o tiro atingiu a parte superior da coxa fraturando o fêmur, o que o fez cair fazendo o Ethan acreditar que o tinha matado. O parceiro, ao entregar seu relatório, afirmou que o colega tinha se excedido um pouco na abordagem e que talvez isso tivesse desencadeado a reação agressiva do Ethan. Era certo que ele ia responder por ter atirado contra um policial, imobilizado outro e roubado sua arma, mas isso estava bem mais distante de um assassinato. Com isso esclarecido o Todd sugeriu que o Ethan fosse visitar os pais, o que ele vinha relutando fazer.
- Qual é a da resistência do Ethan em visitar os pais? – perguntei ao Todd quando me vi a sós com ele.
- O pai do Ethan também é advogado e tem o mais renomado escritório da cidade. Ele sempre quis que o Ethan assumisse o escritório depois de ele se aposentar, mas os dois nunca se entenderam. O pai dele sempre o cobrou demais, o sufocava e queria controlar todos seus passos. Acho que mesmo o conhecendo há apenas alguns dias, você já deve ter notado como o Ethan é turrão, independente e pouco afeito a resolver as coisas na calma. Antes do Ethan se mudar para Pittsburgh, ele e o pai tiveram uma briga feia a respeito de um caso que o Ethan estava conduzindo e no qual o pai o criticou pela maneira como o fazia. O Ethan largou tudo, viajou para Pittsburgh onde um colega nosso de faculdade estava montando um escritório e se associou a ele, nunca mais regressando para Minneapolis. – revelou-me.
- Uau! Aos poucos começo a enxergar de onde vem esse jeitão marrento dele, essa mania de querer controlar tudo, esse jeitão estourado e nervosinho que o faz explodir por qualquer coisa. – afirmei.
- Se você gosta dele, e pelo pouco que vi, me parece que sim, tente convencê-lo a visitar os pais. – pediu-me o Todd.
- Vou tentar, prometo!
- Como o conheceu? E o que te levou a o acompanhar nessa maluquice toda? – perguntou-me
- Acredite ou não, ele me fez de refém!
- Você está de brincadeira! Esse maluco não mede as consequências! – exclamou. Eu lhe contei a nossa saga até chegarmos a sua casa. – E rola alguma coisa entre vocês dois? Pois o Ethan sente um ciúme da porra de você.
- Eu devo ser tão maluco ou mais do que o seu amigo! Saí do armário e deixei o Ethan me desvirginar. Quem você acha que é o mais doido dessa história? – indaguei
- É uma história e tanto, um bom começo para uma paixão e quem sabe para anos de parceria. – devolveu ele.
No dia seguinte estávamos diante da porta da casa dos pais do Ethan. A mãe se atirou nos braços dele em lágrimas, o pai, alguns passos atrás, se esforçava para manter uma postura indiferente, embora o olhar não escondesse a alegria de rever o filho.
Passamos a ficar hospedados com eles. Os primeiros dias foram um pouco tensos, pai e filho trocando farpas e a mãe apaziguando os ânimos. Justificar minha presença, que o Ethan insistiu em deixar explícita quando sugeri voltar para Pittsburgh, foi outro desafio que ele enfrentou sem pensar duas vezes.
- Conheço seu filho há não mais do que alguns poucos dias, mas pude observar muitas qualidades nele. Não quero influenciar o senhor ou fazer parecer que o conheço melhor do que o senhor, mas seu filho é um sujeito maravilhoso. Um pouco explosivo e nervosinho, admito, mas todas suas outras qualidades superam esse defeitozinho, o senhor não acha? – perguntei ao pai dele, quando o estava ajudando a grelhar uns bifes na churrasqueira.
- Ele saiu daqui sem me dar satisfações! Deixou uma noiva para trás, sem a menor explicação! Sumiu por quatro anos, sem ao menos dar um telefonema, se estou aborrecido com ele, estou, e tenho meus motivos. Agora ele volta todo encrencado com a justiça e me deixa ainda mais preocupado. Às vezes me pergunto quando é que ele vai amadurecer. Sim, porque até agora ele tem agido como um moleque inconsequente. – desabafou o pai.
- E ainda por cima volta acompanhado de um desconhecido que, por acaso, é gay! – acrescentei à fala dele. – O senhor deve pensar horrores não só a respeito de seu filho, mas de mim também.
- Nunca me importei com quem o Ethan se envolve, para mim é a felicidade dele que conta. Mas esse cabeça dura nunca percebeu isso! – retrucou. – Se vocês dois se gostam, não serei eu nem minha mulher que vamos interferir na vida de vocês. Quem sabe você consiga domar o gênio rebelde dele.
- Eu ainda não tentei, mas vou me esforçar! Seu filho vale à pena, Sr. Kimberley, vale muito à pena! – devolvi. Ele me sorriu com uma ponta de esperança mal disfarçada.
Alguns dias depois estavam se falando, ainda timidamente e cheios de cuidados, mas já era um começo que tanto eu quanto a mãe dele comemoramos.
Isso também me fez pensar nos meus pais que, desde a fuga, não tiveram mais notícias minhas. Meu pai não era tão diferente do pai do Ethan, também sempre cobrou muito de mim, embora fosse mais maleável em suas posições. Ele certamente não estava nada contente com o que eu fiz, deixar para a última hora a tomada de uma decisão que já deveria ter acontecido bem antes, sem expor e constranger as pessoas envolvidas. Que eu ia enfrentar um sermão da parte dele era certo, e que eu não ia gostar de ouvir o que ele tinha para me dizer, também. Mas resolvi ligar para os tranquilizar, pois deviam estar aflitos querendo saber do meu paradeiro, especialmente minha mãe que se desesperava por pouca coisa.
- Acha bonito o que fez, seu moleque! Isso é atitude de moleque, não de um homem adulto! – esbravejou meu pai quando atendeu a ligação. – Você está bem, filhão? Por onde anda, ninguém consegue te encontrar? – emendou, em seus sentimentos ambíguos.
- Eu estou bem, não se preocupem! É uma longa história! Quando voltar eu conto tudo!
- Quando você volta? Onde se enfiou?
- Ao término das minhas férias, estarei em casa! Fiquem tranquilos!
Por hora achei que isso bastava, que soubessem que eu estava vivo e bem. Confessar que fugi por ser gay ia ser a parte mais difícil. Meu pai jamais ia aceitar e seria o rompimento definitivo dos laços que ainda nos uniam.
Eu havia pego um mês de férias na agência para me casar. Três semanas em lua-de-mel no resort no Caribe, mais uma semana para a Corine e eu nos adaptarmos a rotina do novo apartamento, recém concluído. Como não há mais Corine, nem houve lua-de-mel a volta ao apartamento ainda me assustava um pouco. Eu dava como certo que meu emprego na agência do meu ex futuro sogro já não me esperava mais. Em todo caso, ainda havia a questão de explicar a todos colegas da agência o porquê de eu abandonar a noiva em pleno altar diante de todos, e sair correndo feito um desatinado. Havia chegado enfim a hora de eles saberem que eu sou gay e que o casamento não aconteceu por esse pequeno detalhe que eu sufocava dentro de mim, caso houvesse uma mínima chance da minha vaga ainda me esperando, o que eu duvidava.
Quem me pareceu estar achando que estava em plena lua-de-mel era o Ethan. O safado deu um jeito de ficarmos no mesmo quarto quando nos transferimos para a casa dos pais dele, e não houve sequer uma noite em que não meteu o pauzão no meu cuzinho, me levando ao orgasmo entre gemidos de prazer enquanto se esbaldava dentro de mim. Eu acordava todas as manhãs com o cu galado, assado e ardendo, depois de ele esvaziar aqueles colhões enormes pendurados entre as coxas musculosas. Ele nem fazia mais cerimônia; se aproximava com um sorriso tarado, uma conversinha cheia de sacanagens, umas mãos bobas que iam me apalpando durante os beijos devassos de língua, até eu ficar com tanto tesão e a pele toda arrepiada, que me entregava à sua volúpia descomedida, quando ele aproveitava para meter o pauzão duro e sequioso na minha fendinha anal.
Ele também vivia o dilema do regresso. Apesar da ocorrência com os policiais não ter acabado em tragédia, ele ainda ia responder a um processo por ter baleado um policial em serviço. Contudo, o escritório dele já estava fazendo as devidas tratativas para ele se apresentar à justiça e enfrentar o inquérito que estava por vir. Certo estava que, fosse lá qual o resultado do inquérito, ele não seria preso, uma vez que a ação dos dois policiais também deixou muito a desejar durante a abordagem que fizeram.
Chegamos a Pittsburgh três dias antes de eu voltar para trabalho. Não tinha recebido nenhum aviso de demissão e, portanto, ia me apresentar na data combinada. Cada um foi para sua casa, não falamos nada sobre continuar nos encontrando. Na verdade, ficou um clima estranho quando nos despedimos no aeroporto. Por estarmos cercados de gente, nem mesmo um beijo cordial no rosto rolou, o que era irônico depois de termos passado quase um mês trepando como se não houvesse amanhã. Como eu estava sem celular, foi ele quem me colocou em sua agenda, antes do – Até breve, então! – que soou muito formal, antes de eu entrar no táxi que me deixaria em casa.
- Certifique-se de não deixar nenhum maluco entrar pela outra porta! – exclamou, quando o taxista colocou o carro em movimento, sem entender a piada.
- Não foi tão ruim assim, no final das contas! – devolvi, acenando de volta com uma sufocante sensação de perda.
Após algumas semanas sem sequer um contato por parte dele, dei por certo que nunca mais nos veríamos. O que me levou a essa conclusão foi o fato de o Todd ter mencionado durante uma conversa a existência de uma namorada ou noiva com a qual ele estava compromissado. Não era para ser. Sair do armário e logo de cara encontrar a paixão da minha vida era mais um delírio meu do que a realidade. Eu provavelmente ainda tinha um longo caminho pela frente até encontrar o cara com quem pudesse compartilhar a vida. O Ethan foi só uma amostra grátis que o destino fez cair nas minhas mãos. Foi bom enquanto durou, foi maravilhoso descobrir como um cacetão socado no fundo do cu podia dar tanto prazer, como sentir o calor de um macho se espalhando pela pele podia dar aquela sensação de segurança, como era gratificante ficar afagando o pauzão e as bolas do homem que acabou de encharcar seu cuzinho com sua porra.
Por alguma razão desconhecida não fui demitido da agência, embora tenha sido essa a exigência que a Corine fez ao pai. Não foi tão dramático como eu havia imaginado contar para os colegas de trabalho que estavam diante de um novo Ryan, um Ryan gay que ainda não sabia bem como lidar com essa questão. Tanto é que ninguém se abalou ou deixou de se relacionar comigo como faziam antes de saber da minha sexualidade. Dois garanhões que há tempos secavam minha bunda e meu corpo esguio na surdina, até começaram a botar as manguinhas de fora, na expectativa de eu abrir caminho para sua tarada desavergonhada. Confesso que me senti lisonjeado com o assédio deles, embora não estivesse a fim de nenhum dos dois. Mas o fato de saber que alguém me desejava enquanto gay, era uma experiência nova e excitante.
Era sábado de manhã, madrugada pra ser mais exato, conforme assinalava o dial 07:05 do rádio relógio digital da cabeceira, quando o interfone disparou insistente. Eu havia passado a madrugada quase toda numa balada com um grupo de amigos e não estava pronto para encarar o dia tão cedo. No entanto, me vi obrigado a atender, pois os toques insistentes me faziam revolver entre os lençóis.
- Sou eu! – disse a voz grave do outro lado, misturada ao barulho da rua.
- Eu quem? Não tem nada melhor a fazer do que encher o saco dos outros a essa hora da madrugada? – perguntei, por não ter reconhecido a voz.
- Seu macho, seu veadinho do caralho! Abra a porra dessa porta e eu vou te mostrar o que tenho a fazer a essa hora! – respondeu ele, fazendo com que um frenesi se apossasse do meu corpo. Abri a porta da rua e corri para a da entrada do apartamento sem perceber que só usava uma cueca slip daquelas bem cavadas e que boa parte dela estava socada no meu rego, tamanha a euforia de ouvir novamente aquela voz.
O Ethan me mediu rapidamente da cabeça aos pés, e se jogou para cima de mim, abraçando-me e rodopiando comigo sem os pés no chão.
- Uau! Estava esperando por quem nesses trajes? – perguntou, sem esperar pela resposta quando amassou impudicamente minhas nádegas quentes.
- Você ... como me encontrou .... por que não me ligou .... você sumiu ... achei que nunca mais ia te ver ... o que quer aqui a essa hora ... eu estou tão feliz de te ver, seu safado lindo e gostoso ... – articulei afobado, entrecortando a respiração excitada.
- Tão bom te ver, Ryan! Ainda mais assim, peladinho, tesudo, com essa pele arrepiada e quente! – exclamou, após o beijo molhado no qual meteu a língua até a minha garganta e me fez sentir novamente seu sabor. – Onde é o quarto? Vou responder a todas suas perguntas, mas antes preciso comer teu cuzinho, meu veadinho sedutor apetitoso! – acrescentou, seguindo na direção que apontei, ao mesmo tempo que enfiava um dedo no meu cuzinho em reboliço.
Durante o coito longo não trocamos sequer uma palavra. Eu apenas gemia de dor e prazer sentindo o caralhão entrando e saindo do meu rabo como se fosse um pistão. O Ethan grunhia de prazer sentindo minha rosca anal apertando sua verga grossa, que ele empurrava tão profundamente no meu cuzinho que o sacão ficava entalado no meu rego. Gozamos praticamente a um só tempo, ele dentro do meu cuzinho, eu sobre meu ventre. Deitado com a cabeça sobre o peitoral dele, após tê-lo coberto de beijos pelo rosto e pescoço, ele me contou como andava o processo na justiça e que estava livre para ser meu macho. Não fiz muitas perguntas, só me deixei envolver por seus braços e fiquei a ouvir aquele coração batendo forte no peito. Isso me bastava, por hora, para ter a certeza de que íamos ser felizes dali em diante.


