Duas marionetes submissas nas mãos de um títere poderoso



Duas marionetes submissas nas mãos de um títere poderoso

Minha mãe enviuvou poucos anos depois de a minha irmã nascer, quando eu mal havia começado a aprender as letras. Desde então, ela se viu forçada a passar longas horas, muitas das vezes noite adentro, sentada diante da máquina de costura para garantir nosso sustento, na casa alugada humilde de nossa acanhada cidade interiorana.
Para que ela pudesse se dedicar aos pedidos das clientes, me incumbiu dos cuidados com a casa e da minha irmã. Nunca me revoltei com a situação e me dedicava com afinco às tarefas domésticas sem nunca questionar se também faziam parte das responsabilidades dos meninos. Só vim a saber que nem todos pensavam assim quando passei a frequentar o colégio, onde essa minha dedicação aos afazeres domésticos me rendeu o escárnio de alguns colegas que passaram a me chamar de mariquinha.
Também foi no colégio que aprendi que meninos não deveriam apresentar algumas características, tais como um corpo mais esguio, cabelos cor de mel, traços mais delicados e harmoniosos no rosto, e um volume exagerado nas nádegas, todas que faziam parte da minha pessoa e me rendendo inúmeros apelidos. A cabeleira quase loira fez de mim o galego. O corpo esguio e menos portentoso, a mulherzinha. O rosto ingênuo e quase angelical, a bichinha. O volume carnudo das nádegas, o tanajura. Eram tantos que, com o passar do tempo, já não machucavam mais como no início, mas me tornaram retraído, tímido e permanentemente amedrontado a cada assédio sofrido.
Quando cheguei à maturidade sexual, mais uma característica se juntou às demais. Estranhamente eu me sentia mais atraído justamente por aqueles garotos com corpos mais desenvolvidos que praticavam bullying comigo do que pelas garotas. Quando a ficha caiu, homossexual com certeza, passei muito tempo a me perguntar o que tinha dado errado quando me conceberam, e por que tudo isso tinha que recair unicamente sobre mim. Contudo, eu não podia perder meu tempo filosofando sobre essas questões, tinha chegado à idade de colaborar financeiramente com as despesas de casa, a despeito do meu jeito de ser.
A cidadezinha tinha pouco a oferecer aos jovens da minha idade. Quando muito um serviço braçal que não exigia conhecimentos e era remunerado parcamente. Trabalhei alguns poucos meses como balconista numa loja de roupas familiar, até as vendas caírem e os próprios membros da família assumirem a função. Fui ser frentista num posto de combustíveis enquanto um dos frentistas se recuperava de um procedimento cirúrgico que exigiu alguns meses de convalescência. Em seguida, fui entregador para um casal que preparava refeições e confeccionava bolos em casa para enfrentar a crise econômica pela qual o país estava passava.
Sem um futuro à vista, e tendo que completar os estudos que já não podiam mais ser feitos na cidade, resolvi que chegara a hora de sair do ninho. Vim parar na capital com alguns minguados que havia conseguido juntar, à procura de emprego e de um lugar para ficar. A pensão barata com quartos compartilhados foi fácil de arranjar, já o emprego exigiu longas caminhadas com as folhas de um currículo sem atrativos na mochila. Quando ele surgiu, num conglomerado de empresas em um prédio chique na parte nobre da cidade, eu já havia gasto tudo o que tinha trazido, só me restando uns trocados que bancariam a viagem de volta para casa.
As empresas do conglomerado em diversos ramos de atividade pertenciam a um único dono, um senhor ao qual todos se referiam como – Doutor – embora ele nunca houvesse pisado numa universidade, nem mesmo concluído os estudos básicos em seu país de origem no Oriente Médio. O título veio como brinde junto com a fortuna que conseguiu amealhar quando imigrou para o Brasil com uma mão na frente e outra atrás. Quando consegui o emprego de encarregado do setor de fotocópias na sede do conglomerado, o “doutor” Jorge Nasjar tinha setenta anos, havia enviuvado há cinco sem ter tido filhos por penar de uma disfunção erétil que o acompanhou praticamente a vida toda. Seus únicos herdeiros diretos eram dois sobrinhos de uma irmã com a qual ele jamais havia se dado bem, ambos aguardando ardentemente a morte do tio rico para se apossarem de sua fortuna.
O título da minha função era mais pomposo do que bem remunerado, embora eu pudesse continuar pagando a pensão onde morava, complementar as refeições que o vale alimentação da empresa custeava quase que sozinho, e mandar todo mês um pouco para minha mãe e irmã que estavam se virando sozinhas depois que parti. Eu era encarregado de mim mesmo, já que não havia outra pessoa no setor que ficava numa saleta minúscula, onde cinco fotocopiadoras rangiam durante todo expediente, no mesmo andar do setor de TI. As solicitações de cópias vinham de todos os setores, de todas as secretárias pela intranet da empresa. Eu as processava e as entregava pessoalmente aos respectivos solicitantes.
Não demorei a perceber que o setor corporativo não diferia muito do clima escolar. Por alguma razão, havia ali o mesmo tipo de caras que faziam bullying comigo no colégio, sujeitos grandes, fortes, que invocavam comigo por eu não me parecer tão másculo quanto eles. Com o tempo também vieram os apelidos, as abordagens humilhantes, o assédio sexual velado. Mais uma vez, eu não podia me dar ao luxo de pensar sobre a situação, precisava da grana no final de cada mês e isso me fazia suportar qualquer desaforo.
- Ele está aguardando ansiosamente essas copias para a próxima reunião que está para começar, por favor deixe-as na mesa dele. – pediu a secretária executiva que atendia o “doutor” Nasjar.
Eu nunca havia pisado naquela sala enorme, com janelões de vidro que iam do teto ao chão, e decorada com sofisticação. Fiquei até acanhado quando passei a vista por toda ela, e minhas mãos estavam tremendo quando coloquei os papeis sobre a mesa de trabalho dele. Quando entrei não havia ninguém na sala e, quando me preparava para sair, ele surgiu de uma porta que se abriu de repente.
- São as cópias? – perguntou, com uma voz ainda tonante, porém cansada.
- Sim senhor, digo, sim doutor! – respondi, me sentindo um ratinho diante de um leão.
- É novo aqui, meu rapaz? Nunca o havia visto antes!
- Trabalho para o doutor há quase um ano, senhor!
- Como se chama?
- Nando, quer dizer, Fernando, doutor! Nando é como meus colegas me chamam. – eu estava tão nervoso que mais parecia um idiota gaguejante.
- Em qual setor trabalha?
- No setor de fotocópias, doutor! – eu precisava sair urgente dali, pois uma súbita vontade de mijar estava me obrigando a travar as pernas, sendo que havia ido ao banheiro instantes antes de subir para entregar as cópias. De onde veio aquela necessidade urgente de urinar, era um mistério.
- Gosta do que faz? – perguntou, enquanto reparava mais cuidadosamente em mim. Por todos os santos, me deixe ir antes que eu mije nas calças, era tudo que passava pela minha mente.
- Sim, doutor, gosto!
- Não tem ambições maiores? É tão jovem, bem apessoado, tem uma postura gentil e um rosto muito bonito.
- Obrigado, doutor! Tenho sim, mas no momento não posso me dar ao luxo de correr atrás delas. – respondi. Minha nossa, como é que se trava um pinto?
- E quais são essas ambições, meu rapaz? Nando? – isso só podia ser uma tortura, que tanto ele tinha que perguntar se já havíamos nos cruzado pelos corredores e ele nem sequer reparou que eu existia.
- Fazer uma faculdade, e me preparar para uma função mais qualificada. – vixe, acho que algumas gotas acabaram de escapar do meu pinto.
- E o que o está impedindo? Há tantas faculdades com cursos noturnos, em poucos anos pode obter um diploma e se candidatar a vagas mais bem remuneradas. – ele continuava sem perceber o sufoco no qual me encontrava.
- É que à noite faço um bico como caixa de uma lanchonete perto de onde eu moro. – ou eu corro agora, ou no minuto seguinte fico com a calça molhada.
- Doutor! Já o aguardam na sala de reuniões! – avisou a secretária, me salvando na última hora.
- Nossa conversa fica para outra hora, meu rapaz! Nando! – disse ele, quando disparei porta afora, devolvendo apenas um – Sim, doutor! – apressado. Eu tremia da cabeça aos pés quando entrei no elevador e, inexplicavelmente, a urgência para mijar sumiu como que por encanto.
Na mesma semana, pouco antes do final do expediente, fui convocado à sala dele. Dessa vez corri ao banheiro e fiz força para expelir nada além de um parco jato de urina, para evitar novo constrangimento. O que será que ele quer comigo? Um homem na posição dele, ocupado com a gestão de suas empresas, não há de querer terminar uma conversa com um zé ninguém como eu, foi o que fui questionando enquanto me dirigia ao andar da diretoria.
- Pode entrar, ele o aguarda! – disse a secretária, o que bastou para minha tremedeira voltar com tudo.
“Doutor” Nasjar me fez sentar numa das poltronas de couro que compunham uma pequena sala de estar num canto do escritório. Começou me perguntando coisas banais sobre a minha vida, origem, e por aí vai. O tempo todo me examinava a fundo, estudava minhas reações, postura, insegurança na voz. Eu parecia estar sob interrogatório numa chefatura de polícia, mas ia respondendo com sinceridade tudo que me perguntava. Em dado momento da conversa, percebi que ele já sabia de quase todas respostas, e que estava me testando.
- Soube que tem uma irmã que mora com sua mãe costureira numa casa alugada na cidade de onde veio, como elas estão?
- Bem, na medida do possível! Tenho enviado parte do meu salário para ajudar nas despesas, uma vez que o aluguel foi reajustado recentemente. – logo depois de fazer essa revelação me arrependi de a ter pronunciado, e decidi ser mais reservado nas próximas respostas.
- Ela deve ser uma mulher de muita fibra! Criar dois filhos pequenos sem um marido não é tarefa fácil. – disse ele, como se já tivesse vivido experiência semelhante.
- É sim, minha mãe é muito determinada! Nunca deixou que o básico nos faltasse.
- Ela nunca teve a oportunidade de comprar a casa? Seria uma despesa a menos.
- Ah, “doutor”, acho que ela já sonhou muito com isso, mas é um sonho impossível para a nossa realidade.
- Veja bem, Nando! Posso te chamar de Nando, não posso? – perguntou, ao que acenei positivamente com a cabeça enquanto ele continuava. – Tenho informações de que você é muito dedicado no que faz, todas as secretárias gostam de você, bem como muitos diretores e gerentes, pela pronta prestação do que solicitam. – ia agradecer, mas achei inoportuno interromper a linha de pensamento dele. – Você me disse que gostaria de cursar uma faculdade, mas que não estava em condições de o fazer no momento. Fiquei muito impressionado com sua aparência e postura. Só te daria um conselho, se não achar que estou sendo intrometido. Você deveria se soltar um pouco, engavetar essa timidez excessiva e ser mais espontâneo. Atitude é tudo, meu rapaz! E estou disposto a te ajudar de duas maneiras, três na verdade. Gostaria de custear sua faculdade, seja ela qual você escolher. Também gostaria que você entrasse em contato com sua mãe para verificar quanto o proprietário da casa quer por ela, pois a compraria para ajudar sua família. Em terceiro lugar, o que já providenciei, estou aumentando o seu salário, pois me informaram que você mora numa pensão bastante simples e compartilha o quarto com outros rapazes. Esteja certo que ficarei muito feliz se aceitar minhas ofertas. – concluiu, quando eu devia estar com os olhos tão arregalados de estupefação que deixava transparecer o quão empolgado eu estava se tudo isso se tornasse real. – Então, o que me diz?
- Nem sei o que dizer, “doutor”! O senhor, digo, o “doutor” deve ser um anjo! Eu jamais poderia agradecer por tudo isso! – gaguejei emocionado.
- Só quero ajudar, nada mais! E um bom trabalho aqui na empresa é tudo que espero de você! – afirmou.
Naquele mesmo dia comecei a correr atrás de tudo. Pesquisei uma faculdade com os vestibulares mais próximos, liguei para minha mãe para que levantasse o valor da casa, ao que ela me questionou quanto às reais intenções dessa ajuda toda.
- Ele me ofereceu, mãe, não insinuei e nem pedi nada. Partiu exclusivamente dele a oferta. Não seria maravilhoso termos nossa própria casa?
- Sem dúvida, Nando! Porém, lembre-se que nada vem de graça, tudo nessa vida tem um preço. – pronto, ela acabara de colocar uma pulga atrás da minha orelha.
- O “doutor” Nasjar é rico, mãe, muito rico e não tem filhos, talvez esse seja o motivo pelo qual quer me ajudar. Depois, ele me pediu para desempenhar um bom trabalho na empresa, ao que vou me dedicar de corpo e alma. Quem sabe até consigo uma promoção! – o entusiasmo dos jovens não vê limites.
Nada vem de graça, tudo tem um preço, ficou a martelar na minha mente nos dias que se seguiram, até eu não encontrar uma justificativa plausível e abandonar o pensamento.
Quatro meses depois, eu estava matriculado numa boa faculdade pública no curso que escolhi, e como não havia mensalidades a serem pagas, o “doutor” Nasjar encurtou meu expediente na empresa para que frequentasse as aulas. Ele também enviou um dos advogados da empresa para a minha cidade a fim de fazer a aquisição de nossa casa tratando de todos os trâmites necessários. Também me mudei para uma pensão melhor mais próxima do trabalho onde tinha um quarto com banheiro só para mim. Às vezes eu me beliscava para ter certeza de não estar sonhando.
O “doutor” Nasjar passou a me chamar em seu escritório com mais frequência. Costumava me perguntar como estavam as coisas e, após um breve relato quando o punha a par dos fatos, ele me dispensava com um sorriso típico de avô para um neto.
Quando a secretária dele estava assoberbada de trabalho, ele me deslocava do meu setor para auxiliá-la com as tarefas. Isso foi me aproximando das rotinas dele e, em pouco tempo, eu sabia exatamente como agir e como contornar algumas situações adversas que se apresentavam.
- Estou pensando em te transferir definitivamente para cá, estou admirado com sua capacidade de resolver as dificuldades. Talvez até possa ser meu secretário particular para alguns assuntos, uma vez que também já me ajudou a resolver algumas questões na minha casa. – propôs, e assim foi feito.
Eu agora passava praticamente o tempo todo à disposição dele quando não estava na faculdade, e como o serviço não exigia muito, me sobrava tempo para estudar.
Veio então mais uma proposta, a de eu me mudar para a casa dele, o que facilitaria a execução das minhas tarefas e me livraria da despesa com a pensão. Eu aceitei, pois já não tinha coragem de lhe recusar ofertas tão generosas, e me mudei para um dos quartos da enorme mansão onde ele morava, e onde qualquer ruído, por menor que fosse, ecoava por aquele vazio sem vida. Ele me deixava na faculdade de manhã e seguia com o motorista para a empresa. Após as aulas eu ia para a empresa ou me incumbia das tarefas que me designava.
Com a mudança para a casa dele, pude constatar como sua vida era solitária fora dos compromissos de trabalho. Ele raramente recebia visitas, também não saía muito e passava horas trancado no escritório aos sábados e domingos, saindo apenas para fazer as refeições para as quais exigia que eu me sentasse à mesa com ele.
Numa tarde ensolarada de domingo no outono, ele entrou num território privado no qual eu mesmo nunca ousava entrar em pensamento, a minha vida sexual.
- Nunca te vi com uma garota, você não namora? Nessa idade e com sua beleza, os jovens não pensam noutra coisa. – começou ele.
- Às vezes saio com umas colegas e amigos da faculdade, mas estou mais empenhado nos estudos. – respondi evasivo.
- Me disseram que na empresa correm boatos que você seja homossexual, isso é verdade? – lá estava a faca no meu pescoço, e como sair dela sem ter a garganta cortada?
- Como o “doutor” disse, são boatos! – foi a primeira vez que menti para ele. Fiquei tão corado e desconcertado que mesmo um completo imbecil saberia que estava mentindo. Ele me encarou decepcionado, o que me fez repensar a resposta. – Talvez eu seja, não sei bem! Nunca me envolvi com homens, nem com garotas, para ser sincero, por isso não sei, simplesmente não sei! – afirmei corrigindo minha resposta.
- Não há problema nenhum com isso! Os tempos estão mudando e as pessoas estão mais abertas. – disse ele, como que falando consigo mesmo, pois olhava para o jardim que se descortinava em frente à varanda.
- Já se sentiu atraído por algum homem, algum ator talvez, um colega da faculdade, algum funcionário da empresa? – ele estava me cercando e eu sentia o suor gelado escorrendo pela coluna. Responder ou mentir, eram minhas únicas opções.
- Um ator americano, não me recordo do nome agora, acho-o muito bonito e viril! Fez alguns filmes de ação. – optei pela verdade.
- O perfil parece adequado para você, um rapaz tímido, quieto e lindo que parece carecer de proteção de alguém mais másculo. – devolveu ele, me chamando de veado por tabela, já que não me achava másculo suficiente para ser enquadrado como homem.
Quase fui tolo o bastante para afirmar que não dependia da proteção de outro homem, quando me dei conta de tudo que ele estava fazendo por mim e pela minha família. Engoli em seco, e deixei passar, o que talvez tenha sido um grande erro.
Alguns dias depois, quando me convocou para jantar em sua companhia, ele se abriu comigo, confirmando que padecia de uma disfunção erétil que o impedia de manter relações sexuais minimamente duradouras, mas que isso não o impedia de sentir muito tesão com brincadeiras eróticas, uso de acessórios como vibradores, lingeries e cosméticos íntimos sendo usados por alguém com um corpo sensual como o meu, enquanto ele apenas observava a performance e o tesão que essa pessoa sentia ao usar tais brinquedos e acessórios. Na época eu era bastante ingênuo, mas não burro, aquilo era mais uma proposta, só que desta vez para benefício dele próprio. Eu mal conseguia segurar o garfo, de tanto que minha mão tremia.
- Já se viu num papel assim? Se exibindo para um homem enquanto deixa o tesão rolar usando esses brinquedos? – perguntou, com o olhar fixo em mim.
- Não ... não! Acho que nunca pensei nisso! – respondi, querendo evaporar no ar que estava me sufocando.
- Não quer tentar? Talvez encontre respostas para sua sexualidade.
- Não sei, é tão ousado! Tenho muito vergonha!
- É uma maneira de você se soltar, ser mais notável! – retrucou, meio que me forçando a dizer sim. – Então devo concluir que também ainda é virgem!
- Sim, meio que sou! – devolvi embaraçado, chegando até sentir culpa por ser virgem.
- Isso te torna ainda mais especial! Faz ideia de quantos homens estão dispostos a descabaçar um garotão lindo como você? Centenas, não, milhares! A virgindade é um presente que todo homem sonha ganhar de uma parceira ou parceiro. Quando ela vem acompanhada de um corpo sensual como o seu e uma bundinha carnuda e arrebitada como a sua, o pacote não pode ser mais completo. – afirmou, me querendo fazer sumir num buraco que não se abria aos meus pés, apesar de eu estar torcendo para isso. – A vida, Nando, é para ser vivida, não contemplada na inércia enquanto o tempo passa! Pense nisso! – acrescentou, felizmente mudando de assunto em seguida.
Passei a noite em claro me revirando entre os lençóis pensando naquela conversa descabida. Aonde ele queria chegar com esse papo maluco? Se era praticamente impotente como deu a entender, do que estava tentando me convencer, de lhe entregar minha virgindade? Só de pensar nisso me dava calafrios. Ele tinha idade para ser meu avô, será que o pinto dele ainda sonha descabaçar um cuzinho intocado como o meu, apesar da disfunção erétil, ou será que essa tal disfunção é apenas um pretexto para que sintam pena dele e o deixem meter a rola entre suas nádegas?
Por uns dias ele não voltou a tocar no assunto. Era um homem astuto que sabia deixar as coisas amadurecerem por si mesmas, para as degustar quando atingissem o ponto certo. Eu sentia que a vida estava passando, bem como ele mencionou, contemplando-a através da inércia. O desejo de me envolver com um homem, de extravasar todo tesão que carregava dentro de mim, nunca passou de um sonho, de elucubrações que nunca chegaram a lugar algum. Será que não era o momento de as transformar em realidade?
- Pensei sobre o que o “doutor” me falou. – comecei, tímido e envergonhado. – Na eventualidade de eu aceitar sua sugestão, como seria essa iniciação sexual que o “doutor” me propôs? – nem eu estava acreditando no que estava perguntando.
- Fico feliz que esteja se mostrando aberto para novas experiências. Isso na vida de um jovem amplia os horizontes. – afirmou. – Você me disse que não tinha certeza se era homossexual e que é completamente virgem. Bem, para ter certeza, precisa experimentar que tipo de prazer seu ânus pode lhe proporcionar, permitindo que ele seja explorado. – estremeci de cima abaixo ao ouvir isso dito sem rodeios.
- Não sei se conseguirei deixar um homem entrar em mim. Quem seria esse homem? O “doutor”?
- Quem me dera, Nando! Quem me dera! Não, por contingências do destino não poderei ser eu a desfrutar desse privilégio. – respondeu frustrado. – No começo não precisa ser necessariamente um homem, existem inúmeros brinquedinhos a ser enfiados no cu que simulam perfeitamente as mesmas sensações que a pica de um homem proporciona. Poderíamos começar por aí!
- Quando o “doutor” diz – poderíamos – quer dizer que vai me ver usando esses tais brinquedinhos?
- Exatamente, Nando! Não vou esconder que não vejo a hora de presenciar essa iniciação, de colocar um desses brinquedinhos no seu cuzinho, de ver como você reage ao prazer. Sou um voyeur, sabe o que significa?
- Sim, já ouvi falar! Então isso quer dizer que o “doutor” não vai ter relações sexuais comigo, é isso?
- Como eu disse, Nando, quem me dera! Faz anos que sou inapto para o sexo. Meu cacete não permanece duro por mais que uns míseros minutos, não dando tempo de estimular ou dar prazer a ninguém. Ele amolece antes mesmo de eu conseguir gozar. – revelou, um pouco constrangido. – Eu teria o maior prazer em fazer a sua iniciação se meu cacete permitisse, você é lindo, muito sensual com esse olhar ingênuo e esses lábios tentadoramente rubros, e essa bundinha arrebitada cheia de carnes. – elogiou. – No entanto, eu ficaria muito feliz em poder colocar esses dildos no seu cuzinho.
- Sendo muito sincero, “doutor”, estou apavorado! – devolvi, só de imaginar o que aquele velho queria fazer comigo.
- É natural que se sinta assim! Toda nova experiência assusta! – retrucou, já dando como certo que nas próximas horas estaria brincando com meu cu. – Você já sabe como posso ser generoso com quem se dedica a me agradar. – acrescentou e, nesse instante, parecia que eu estava ouvindo a voz da minha mãe dizendo – Nada sai de graça, tudo na vida tem seu preço – havia chegado a hora de eu começar a quitar minhas contas.
Com minha aquiescência, ele me levou a uma sex shop onde, com o auxílio e as dicas de um atendente que me examinou com um olhar lupino e provavelmente me julgou como um garotão explorador de sugar daddies, o “doutor” Nasjar comprou uma parafernália de acessórios sexuais que eu não fazia a menor ideia de como ser utilizados. A ansiedade dele para chegarmos em casa estava estampada em seu rosto que nunca havia me parecido tão devasso.
Agora eu conseguia entender porque havia sido alojado num quarto tão amplo onde a enorme e confortável cama se sobressaía. Ali seria o palco de suas fantasias, seria o patíbulo no qual pagaria por cada centavo que ele investiu em mim. Me negar a participar daquilo tudo, fugir ou simplesmente desistir de tudo já não era mais uma opção, pois significava abrir mão da faculdade, da casa que abrigava minha mãe e irmã, do salário que me permitia dar um pouco de conforto para ambas depois de haverem passado por muitas privações. Eu não podia ser tão egoísta, me priorizar tirando tudo delas só por dar mais valor ao meu cu do que a elas.
Seguindo as orientações dele, melhor dizendo, as ordens, eu me despi o que o fez arregalar os olhos e apertar o pau, e me deitei languidamente. Ele usava apenas uma cueca samba canção, deixando o torso extremamente peludo, braços e pernas igualmente revestidos de pelos negros e adensados completamente expostos. Apesar da idade e do sobrepeso, não era um homem feio. Ele começou tocando meu rosto com sua mão de dedos grossos com pelos sobre as falanges. Eu me arrepiei todo, o que o fez sorrir libertino. Com a ponta dos dedos contornou meus lábios, desceu pela mandíbula até o pescoço, roçou-o por uns instantes e deslizou até um dos mamilos. Instintivamente meus biquinhos se projetaram rijos e intumescidos, ele voltou a sorrir. Eu puxava o ar com força para dentro dos meus pulmões, pois parecia não haver ar suficiente para respirar. Meu pinto deu uns pinotes discretos, enquanto meu cuzinho se revolvia em espasmos intensos.
- Vire de bruços! – ordenou
Ele acariciou minhas nádegas, apertou-as com força, depositou um beijo sobre cada uma delas e as apartou com ambas as mãos. O suspiro ruidoso e lascivo dele ao ver meu diminuto buraquinho rosado todo plissado, espalhou os espasmos por todo meu corpo. Pela primeira vez tinha um homem explorando minha intimidade, se deleitando com o que eu tinha de mais meu.
- É lindo, é delicado e frágil como você, Nando! – exclamou, respirando excitado. – Não tenha receio, não vou te machucar, só vou enfiar meu dedo no seu cu, se doer você me avisa, combinado?
- Ai “doutor” ... combinado! Ai, por favor ... – balbuciei em desespero.
- Vou lubrificar seu cuzinho! O gel se assemelha ao esperma, o que te dá uma ideia de como ficaria seu cu depois de um homem ejacular dentro dele. – disse, espalhando a substância fria que fez minhas preguinhas assanhadas piscarem. Eu concordava apenas gemendo ou ronronando.
Sobre a cama, ao meu lado e ao alcance da mão dele, estavam três cacetes de silicone com tamanhos variados; dois vibradores de coloração espalhafatosa; um plug anal de aço inox preso a uma corrente, outro escalonado de silicone preto, e mais um que podia ser acionado por controle remoto; dois colares tailandeses, um de poliestireno e outro de aço cada um com cinco bolas em tamanho crescente; algumas cuecas jockstraps que ele determinou que eu passasse a usar rotineiramente; além de óleos e géis saborizados para sexo oral. Eu olhava para aquilo tudo e me sentia um pervertido.
O “doutor” Nasjar começou rodopiando um dedo sobre as minhas pregas antes de o enfiar no buraquinho lubrificado. Soltei um suspiro e meu cu travou. Ele continuou cutucando, provocando, meu corpo já não parava quieto, comecei a arfar. O dedo agora explorava a fendinha úmida num vaivém libidinoso. Ele abriu a fenda da cueca e tirou o pau para fora. Era um cacete troncudinho com a glande bem vermelha praticamente sufocado por um chumaço de pentelhos negros e encaracolados. Ao mesmo tempo que ia enfiando lentamente um dos dildos no meu cuzinho, ele se masturbava alucinadamente. O pau não reagia, continuava flácido, e ele o distendia quase em desespero, grunhindo rouco numa respiração acelerada. Eu me contorcia sentindo aquela coisa artificial entrando cada vez mais fundo em mim e, quando ele acionou o vibrador, eu soltei um gritinho com as ondas que reverberavam nas minhas entranhas. Nunca havia sentido nada igual, eu estava em choque e a um só tempo extasiado.
- Isso veadinho, geme, geme gostoso para o Nasjar, geme moleque! – exclamava ele, sem parar de se masturbar. – Sente o cu se abrindo, deixa o vibrador entrar! Quanto mais fundo, mais tesão vai sentir! – grunhia ele.
Ele puxava um brinquedinho para fora do meu cu e metia outro, enquanto punhetava o pau mole, feito um alucinado. O coitado suava em bicas e nada do cacete endurecer, até que de repente, ele distendeu, a cabeça ficou toda de fora, o sacão peludo sacolejava a cada estirada deixando-o todo excitado. Não sei se chegaram a se passar três minutos quando ele liberou um rugido rouco e algumas gotas de porra jorraram do cacete que amoleceu assim que a porra saiu, enquanto ele segurava o vibrador ligado no meu cuzinho.
- Por hoje é isso! – disse, um pouco constrangido por estar segurando o pau melado e flácido. – Como se sente? Gostou? Sentiu prazer? – eu não tinha respostas a essas perguntas, pois tudo havia transcorrido tão rápido que eu mal tive como avaliar as sensações.
Quando ele deixou o quarto, percebi que tinha esporrado no lençol, e me perguntei em que momento isso aconteceu, já que estava mais entretido com todo aquele arsenal de safadeza do que com o que se passou com meu corpo. Enfim, foi uma experiência. Se boa ou ruim, eu ainda não podia dizer.
Ao menos umas três vezes por semana ele fazia uma dessas “sessões” comigo, foi esse o nome de que deu àqueles encontros, o que me permitiu perceber que sentir algo vibrando no cu era delicioso, mesmo sendo algo totalmente artificial. O que me torturava um pouco era usar um daqueles plugues anais ou o colar tailandês que ele enfiava no meu rabo e me obrigava a usar por horas durante a rotina diária. Às vezes durante o expediente na empresa, outras no tempo que passava na faculdade. A cada passo aquela coisa se mexia dentro de mim, excitava meus esfíncteres e me provocava espasmos incontroláveis. As bolas pesadas do colar tailandês me forçavam a manter a musculatura pélvica contraída para não escorregarem para fora do meu cu. Nessas ocasiões, percebi que os homens passaram a me olhar com um brilho de cobiça no olhar, como se soubessem que meu cuzinho estava em rebuliço por alojar algo dentro dele, e davam apertões em seus cacetes. Alguns com uma ereção consumada que tinham dificuldade em disfarçar. Sentir que eu carregava uma sensualidade latente, estava sendo uma experiência agradável.
Passaram-se meses nessa espécie de orgia que, de alguma forma, dava prazer ao “doutor” Nasjar, mesmo quando o cacete dele não chegava a endurecer. Ele gostava de observar minha reação a tudo que enfiava no meu cu, de ver meu corpo esguio se contorcendo em êxtase, de ouvir meus gemidinhos antes de alcançar o orgasmo. Eu já não questionava mais nada, apenas seguia suas ordens, pois o bom cumprimento delas garantia a minha segurança e a da minha família, já que a moral volátil não enchia a barriga de ninguém.
No meio de uma manhã de sábado, quando estava estudando para uma prova da faculdade, o “doutor” Nasjar veio ao meu quarto com uma expressão estranha estampada na cara.
- Está muito ocupado? - perguntou zeloso, algo que não era do seu feitio.
- Estou estudando para uma prova, mas se o “doutor” estiver precisando de alguma coisa, tudo bem, estou à disposição. – respondi, até porque estava sendo regiamente pago para estar à disposição dele quando bem lhe aprouvesse. Logo imaginei que ele estava a fim de uma “sessão” e que veio para usar meu cu.
- Pode me dar um tempinho da sua atenção? Quero que conheça uma pessoa!
- Sim, claro! Só vou vestir uma camiseta e já o acompanho.
- Não precisa, fique como está! É até bom que a pessoa o veja assim. – respondeu, o que me levou a pensar que vinha mais sacanagem por aí, pois eu usava um short curto e justo de malha devido ao calor.
Descemos até o escritório e lá estava ele, um pouco apreensivo, segundo minha impressão. Eu lhe atribuí 1,90m ou até um pouco mais; além da altura avantajada o restante também seguia na mesma linha. O corpão parrudo esbanjava músculos enormes que mal cabiam sob a camiseta justa e um jeans desbotado, notadamente ao redor da braguilha que guardava um volumão indisfarçável e acintoso. O rosto anguloso e viril com uma barba curta e desleixada era encimado por uma cabeleira em desalinho, o que lhe conferia uma aparência selvagem, porém sensual. Assim que meu olhar cruzou com o dele, senti um frisson desconcertante. O olhar dele parecia estar me penetrando até a alma.
- Nando, quero te apresentar ao Pedro! – exclamou o “doutor” Nasjar com um sorriso displicente. – Pedro, essa é a pessoa de quem te falei! – acrescentou, voltando-se para o sujeito, que imediatamente, franziu o cenho e mordeu os dentes, como se tomado por uma desilusão.
- Olá, prazer! – exclamei, abrindo um sorriso sincero e jovial.
- Mas é um cara! – exclamou ele, voltando-se para o “doutor” Nasjar. O senhor não mencionou que era um cara! – enfatizou. Eu fiquei sem entender nada, com a mão esticada para o cumprimento que ficou parada no ar.
- Sim, o Nando é um cara! Será que esqueci de mencionar esse detalhe? – eu conhecia bem o “doutor” Nasjar para saber que ele não esquecia nada, que aquilo foi mais um de seus ardis para fazer com que as pessoas fizessem exatamente o que ele queria.
- Bem, esse “detalhe” teria mudado radicalmente o nosso acordo! – disse o sujeito, passando a me olhar com desdém.
- Será que você está em condições de mudar um acordo do qual dependem você e toda sua família? Ao que me consta, não. – retrucou o “doutor” Nasjar, um pouco enfadado com a soberba do sujeito.
O Pedro pareceu ficar sem chão, deu uns passos à esmo, levou a mão à cabeleira, depois ao queixo, voltou a me encarar e, voltando-se para o “doutor” Nasjar, despejou ofendido – Sou homem macho, muito macho – como se ele próprio estivesse precisando dessa certeza.
- Exatamente por isso lhe propus o acordo! – retrucou o “doutor” Nasjar. – Sua masculinidade não está em discussão, e acredito que é exatamente ela que conta a seu favor. – emendou. – Não concorda comigo, Nando? – indagou, dirigindo-se mim que continuava sem saber o que estava acontecendo.
- Sim!? – devolvi, sem saber se devia anuir ou não.
- Se ele topou esse lance, deve ser bicha, gay ou veado, qualquer porra dessas! Eu detesto veados, não vou me envolver com um cara desses. – sentenciou o Pedro.
- Você nem ao menos conhece o Nando, ele é uma criatura adorável, sensível, amorosa de quem todos gostam assim que passam a interagir com ele. – afirmou o “doutor” Nasjar.
- Bom, eu é que não quero interagir com ele! Com bichas estou fora! – asseverou o Pedro.
- Você já olhou bem para ele? Não pode negar que é um garotão lindo, sexy e muito atraente. Se lhe dedicar um tempo para o conhecer melhor, vai gostar dele, tenho certeza.
- Para quem gosta de boiola ele até pode ser tudo isso que o senhor mencionou, mas comigo a coisa não rola. Eu sou macho que curte mulher, não bichinhas, sejam elas lindas, sexy ou o diabo a quatro. Como eu disse, estou fora! – sentenciou determinado.
- Só uma pergunta: Posso saber por que exatamente estou sendo ofendido por esse brutamontes bronco? O fato de ser gay não justifica eu ter que ouvir um sujeito desses tecer comentários sobre mim, sem ao menos me conhecer. – afirmei, me intrometendo na conversa.
- É que eu pensei que o Pedro aqui, podia fazer parte das “sessões” te proporcionado o que eu não consigo. – revelou o “doutor” Nasjar.
- Pois eu dispenso qualquer coisa com esse sujeitinho homofóbico, arrogante e presunçoso! Quem está fora, sou eu! Prefiro mil vezes continuar como estamos do que incorporar uma criatura desprezível como essa. – afirmei, apontando na direção do mastodonte.
- Arrogante, presunçoso, desprezível, quem é você para me julgar, cara? Nem me conhece e fica me insultando achando que isso vai sair de graça! – exclamou revoltado o Pedro. – Mais uma ofensa desse veadinho do caralho e eu sento o braço nele, não estou de brincadeira! – acrescentou ameaçador.
- Além de estúpido, é um animal! – exclamei, tamanha a raiva que estava sentindo.
- Para mim deu, vou embora antes que resolva dar umas boas porradas nesse boiolinha! – revidou ele, caminhando em direção à porta.
- A decisão é sua! Pense bem, e tenha uma resposta até na segunda-feira pela manhã no meu escritório na empresa. Nosso acordo será revogado e você fica livre para fazer o que quiser. – disse o “doutor” Nasjar, o que soou como uma ameaça irrevogável.
- Mas a questão do sítio já está toda acertada! – observou o Pedro.
- Se você se deu ao trabalho de ler todas as cláusulas do nosso acordo, deve estar ciente que posso retomar tudo que ofereci na contrapartida, quando e como eu quiser. Fica o dito pelo não dito, e você segue seu rumo. – sentenciou impaciente o “doutor” Nasjar.
Por um breve instante vi o Pedro vacilar em seu propósito, o que ele rapidamente corrigiu colocando uma expressão insolente naquela cara que, apesar de muito linda e viril, já não me seduzia mais.
- Estarei lá, pode ter certeza! – exclamou petulante antes de partir pisando firme.
- Minha nossa, que sujeito mais desagradável! Onde foi que o senhor conheceu uma criatura dessas? Mais parece um bicho do mato xucro! – afirmei.
- Eu imaginei que vocês dois se dariam bem e que as nossas “sessões” se tornariam mais picantes e devassas, vocês dois fazendo sexo.
- Bem, como o senhor pode comprovar, nos odiamos depois de apenas alguns minutos. Só de pensar nesse sujeito tocando em mim, tenho pesadelos.
- Sabe o que a velhice nos ensina, Nando? Que rompantes proferidos como blefes não se sustentam. Eu até faria uma aposta com você. O Pedro vai voltar com o rabo entre as pernas muito antes do que você imagina.
- Eu duvido, do jeito que ele saiu daqui! Não me parece alguém eu volte atrás em suas decisões. Fora que é um bronco estúpido sem modos. – o “doutor” Nasjar esboçou um risinho sarcástico.
- Ele te impressionou, não foi? Assim que botei os olhos nele percebi que você ficaria impressionado pelo porte dele. – indagou. – E sabe do que mais, apesar de toda besteira que ele falou, se vangloriando de ser homem macho, como disse, ele não deixou de notar seus peitinhos nesse tronco desnudo e sua bundinha arrebitada. Se ele for tão macho quanto afirmou, essa bunda não passou despercebida.
Na manhã seguinte, antes mesmo de eu me levantar, ele estava de volta. Exatamente como o “doutor” Nasjar havia previsto. Com o rabo entre as pernas e a empáfia enfiada sabe-se lá onde. Isso me fez concluir o quanto eu ainda precisava aprender sobre a natureza humana, e como era inepto para julgar a personalidade das pessoas.
Soube pelo mordomo que ele tomou um belo chá de cadeira, pois havia chegado cedo e o “doutor” Nasjar deixara ordens de o fazer esperar no escritório pelo tempo que fosse necessário, até ele e eu descermos para o café da manhã, que aos domingos quase emendava com o almoço. Confesso que não estava nem um pouco empolgado em rever aquele sujeito. Por alguma razão ele não despertava meu tesão, apesar do frisson que senti quando o vi pela primeira vez.
O dia estava bonito e ensolarado e o café, ao qual ele se juntou a pedido do “doutor” Nasjar, foi servido junto à piscina. Isso explicava o motivo de ele ter me pedido para usar um short curto onde a transição entre as minhas coxas grossas e as nádegas formavam uma dobra insinuante capaz de provocar ereções na mais reticente das picas.
Os dois já estavam sentados à mesa quando me juntei a eles com um amplo sorriso de bom dia. De imediato notei que o olhar do Pedro não foi o mesmo do dia anterior e, quase posso apostar que, quando levou uma das mãos para debaixo da mesa, precisou dar uma ajeitada do cacete.
- O Pedro aqui decidiu mudar de ideia quanto ao acordo que firmamos. – começou o “doutor” Nasjar, sem disfarçar a convicção do que afirmara no dia anterior. O Pedro ficou acanhado, e não me encarou. – Ele disse que está disposto a participar das “sessões”. Mas vou deixar a seu critério se aceita que ele participe, afinal o objeto sexual de tudo isso é você, Nando.
- Se me permite ser bem sincero, eu teria preferido que ele não voltasse. – afirmei, sem meias palavras. – Vou aceitar pelo senhor, “doutor” Nasjar. Sou muito grato pelo que está fazendo por mim e sei o quanto as “sessões” são importantes para o senhor. Que fique bem claro! – devolvi. O Pedro não esperava por isso, sentiu-se ofendido, e eu não estava nem aí com o que ele sentia ou deixava de sentir.
- Viu o que eu disse, Pedro! O Nando é um garotão adorável e gentil. Quando o conhecer melhor, vai concordar comigo. – o Pedro simplesmente franziu o cenho. – Poderíamos fazer uma “sessão” logo ao término da refeição, o que acham? Não precisa ser completa, apenas um ensaio para ver como vocês se entrosam. – propôs.
Não era o que eu tinha em mente para aquele domingo, mas como fazia quase uma semana que o “doutor” Nasjar não brincava com meu cuzinho, resolvi topar.
- Isso que vocês estão chamando de “sessões” seria exatamente o quê? Eu ir com esse vea...., ir com o Nando para a cama e meter meu caralho no cu dele, é isso? – questionou o Pedro.
- É muito mais do que isso! – respondeu o “doutor” Nasjar. – Você penetrar o Nando não é o único objetivo, nem o mais importante. É como ele e você interagem explorando o prazer escondido em seus corpos, é como se tocam, como acariciam, como se beijam, como despertam o tesão um do outro e, por conseguinte, o meu como observador e guia do que devem fazer. – esclareceu o “doutor” Nasjar. A menção de ele não ter necessariamente que me penetrar, parece ter sido a melhor parte do que ouviu.
Da mesma maneira que eu me senti na primeira vez, o Pedro estava desconfortável quando chegamos ao quarto, que ele examinou tão minuciosamente quanto eu naquela ocasião.
- Funciona assim, Pedro, para seu conhecimento. Eu fico aqui nessa poltrona e vocês dois na cama ou onde se sentirem mais confortáveis para a interação. Eu digo o que devem fazer, vocês executam e eu observo dando mais instruções à medida que meu tesão aumenta. Ficou claro?
- E se eu não topar fazer alguma coisa? – perguntou o Pedro.
- Eu sugiro que não o faça, pois isso pode quebrar meu barato e não é para isso que estão sendo regiamente recompensados. O Nando nesses anos todos nunca se recusou a nada, foi sempre muito receptivo e me proporcionou momentos de muita satisfação e prazer. Você veio para somar, não para diminuir. – respondeu o “doutor” Nasjar de forma impositiva.
Vendo-se num beco sem saída, o Pedro assentiu mesmo constrangido.
- Não se preocupe, ele não vai pedir nenhum absurdo! Procure agir naturalmente, finja que sou a garota mais gostosa que você já comeu, e eu vou ser o mais carinhoso possível com você. – afirmei, à meia voz, para tentar fazer com que relaxasse.
- Prontos? Podemos começar? – questionou o “doutor” Nasjar, após tirar a roupa e ficar apenas com a cueca sentado em sua poltrona. – Tire a roupa, Pedro!
- Toda?
- Fique com a cueca, se preferir, até se sentir mais confiante. Quanto a você Nando, acho que não há como fazer essa concessão.
- Eu sei! – devolvi, tirando o short e, como de costume, me reclinando sobre a cama à espera do Pedro. Nem por um segundo ele desviou o olhar da minha bunda, devorou-a com cobiça.
- Insinue-se para o Nando, Pedro. Seduza-o com sua virilidade. Faça-o desejar tocar seu corpo. – instruiu o “doutor” Nasjar. Desengonçado, ele veio na minha direção, as palavras e os insultos que me dirigiu no dia anterior não me permitiram sentir nada com aquele belo corpão parrudo vindo sobre mim. Mas me mostrei receptivo, sorri e lambi os lábios. – Pega na mão do Nando, beije-a e a faça deslizar sobre seu peito. – ele obedeceu, meus dedos finos e a mão macia escorregou sobre os pelos sensuais daquele tórax sólido. – Com a outra mão, contorne suavemente o rosto do Nando, olhe fundo nos olhos dele. – ele tinha a mão um pouco áspera, era pesada e o que ele devia entender por suavidade não correspondia ao sentido exato da palavra. – Retribua o olhar, Nando. Faça-o sentir que é desejado, que você o quer. – segui a instrução, apesar de não estar nem um pouco afim daquele sujeito. – Pegue a mão que está no seu rosto, Nando, e a segure uns instantes entre as suas, depois reaproxime-a do rosto e lamba dois dedos dela, encarando fixa e voluptuosamente o Pedro. – ele tinha dedos grossos, precisei abrir bem a boca para caberem nela antes de os lamber. – Isso, perfeito, Nando! Agora, Pedro, comece a se inclinar sobre o Nando até ele ficar deitado e beije a boca dele, começando por capturar suavemente os lábios dele, até ele responder abrindo a boca para te receber. – os lábios do Pedro tremiam, estavam gelados e eu os envolvi com os meus até ele sentir que não iam arrancar um pedaço dele. – Provoque o Nando com os lábios, Pedro, imponha sua força, subjugue-o até ele te aceitar. – isso o Pedro soube fazer bem, ao prender meus lábios entre os dele e até a mordiscá-los sem medir a força que estava empenhando. – Empurre o torso do Pedro para longe de você, Nando, como se o beijo dele não te agradasse. – isso foi fácil para mim, pois aquela boca me pareceu insipida, mas apesar de usar de toda força dos meus braços, não consegui afastá-lo mais que uns míseros centímetros. – Contenha o Nando, Pedro, jogando seu peso sobre ele e o forçando a aceitar seu beijo. – me subjugar parecia estar sendo o que mais o agradava quando deixou-se cair sobre mim. – Meta a língua na boca do Nando, force-o a sentir seu sabor, obrigue-o a se render. – a língua dele foi até a minha garganta, roçou a úvula e me sufocou. – Contorça-se Nando, tente escapar debaixo do Pedro. – obedeci, roçando meu corpo nu no dele num frenesi crescente. – Mande-o parar, Pedro. Diga que ele não tem nenhuma chance de escapar dos teus braços, e aperte-o com força contra si. – o mastodonte quase me quebra as costelas. Para me mandar parar quase não desgrudou a boca da minha. O parrudão era forte, muito forte. – Pergunte ao Pedro o que ele quer, Nando. Diga que não vai se render, que ele teria que ser muito mais homem para te subjugar. – ao ouvir aquilo eu já imaginei a reação do Pedro, e não deu outra. Assim que terminei a frase, ele me prensou contra o colchão, me encarou com um olhar raivoso e disse que ia me mostrar quem ali não era homem o bastante, fugindo por conta própria do . – Isso, é disso que eu gosto, criatividade! – exclamou o “doutor” Nasjar que se masturbava punhetando o pau troncudo do qual só via a cabeça rosada saindo da mão fechada. O Pedro olhou na direção dele pela primeira vez, e viu como o velho se desesperava para fazer aquilo endurecer. – Enfie as pontas dos dedos nos flancos do Pedro, Nando, arranhe-o, agite o rosto de um lado para o outro e recuse ser beijado. – meus dedos afundaram naqueles músculos duros, mas o toque da boca com a minha não consegui evitar. – Agora faça como se o Pedro tivesse conseguido te convencer a aceitar seu assédio, e afague delicadamente a barba dele, olhando-o fixamente nos olhos. – meus dedos sendo pinicados, cofiaram a barba por fazer. Havia algo estranho no olhar dele que há minutos atrás não estava lá. – Vá depositando beijos curtos ao longo da mandíbula do Pedro, Nando, provocando o tesão dele. – obedeci, mas os beijos não surtiram o efeito que o “doutor” Nasjar queria. – Coloquem a alma nisso, o coração, o tesão, caralho! Nunca vi um contato mais frio e distante, vocês parecem duas pedras de gelo escorregando uma sobre a outra, não dois corpos de pele quente. – afirmou o “doutor” Nasjar, frustrado com nosso desempenho. – Faça o mesmo com o Nando, Pedro, vá descendo os beijos até os peitinhos dele, beije-os, lamba-os, faça-o gemer de tesão. – ordenou, quase se acabando na punheta. O Pedro seguiu as instruções, os dentes dele estavam arranhando meus mamilos, e ele prendeu um dos biquinhos tracionando-o com força até meu gemido escapar, quando os cravou na tetinha deixando uma marca vermelha na pele arrepiada. – Agora deslize uma das mãos pelo abdômen do Pedro, Nando. Faça-o devagar, seguindo a trilha de pelos, e não desvie o olhar do dele. Quando chegar à cueca, enfie a mão lá dento, envolva o caralho dele e o acaricie. – mesmo antes de chegar ao cós da cueca, eu já sentia o caralhão do Pedro escapando dela, portanto, envolvê-lo na minha mão foi fácil.
- Não dá, eu não posso fazer isso! – exclamou em alto e bom som o Pedro, saindo de cima de mim num rompante. – Eu sou macho! Não consigo admitir que o um veadinho pegue na minha caceta. Isso é demais!
- Desculpe, eu acho que fui muito insistente, devia ter tocado mais leve no seu membro. – disse, me penitenciando pela falta de sutileza.
- Respira fundo, meu rapaz! Se você é mesmo tão macho, não vai ser um toque delicado como o do Nando que vai mudar isso! Pode desistir se quiser, fique à vontade.
- Talvez ele só precise de um ar, de um tempinho! – exclamei. – Quer uma água para relaxar, ou talvez continuar noutro dia. – sugeri. Ele me encarou sem dizer nada, sua respiração estava agitada, ele estava quente, pequenas gotículas de suor afloraram nas têmporas e, ou eu estava muito enganado, ou ele sentiu tesão quando a minha mão envolveu o caralhão dele, pois o senti pulsando forte.
- Não! Estou bem, está tudo bem! Falta muito para essa porra terminar? – questionou. Pelo que observei no “doutor” Nasjar, cujo pinto mole pendia para fora da braguilha aberta da cueca, ainda ia transcorrer muito tempo antes de alguma porra espirar dali.
- Quebrou totalmente o clima, caralho! – explodiu o “doutor” Nasjar. – Que se foda, deixa isso para outro dia, merda da porra! – esbravejou.
- Posso continuar com o senhor como de costume, “doutor”, com os brinquedos. Eu não me importo. – afirmei. Ele veio até mim, tomou meu rosto entre as mãos e sorriu.
- Desculpe, vamos continuar! Vamos retomar onde paramos, vou fazer o que me pedir. – afirmou o Pedro. – Não vai mais acontecer, prometo! – emendou.
- Acha que consegue voltar ao clima, Nando?
- Vou me empenhar, “doutor”.
O Pedro se inclinou sobre mim, me agarrou com uma pegada forte e determinada e me beijou, o que eu não esperava, mas que me ajudou a afagar novamente aquele abdômen trincado e a deslizar delicadamente a mão até seu falo taurino. O troço parecia um bicho enjaulado de tanto que latejava e dava pinotes, ao se transformar numa ereção gigantesca e intimidadora.
- Gente, isso não pode ser o pau de um homem, é imenso! – exclamei, quando o tirei da cueca, encarando-o pela primeira vez. O ladino do Pedro sorriu, respondendo ao elogio.
- O caralho te assustou? – perguntou lascivo e debochado.
- É preciso bem mais do que isso para me assustar, pode ter certeza! – devolvi com desdém.
- Por que, já sentiu uma rola maior do que essa entrando no seu rabo? Deve estar habituado a levar ferro grosso no cu, por isso não se assustou. – revidou ofendido.
- Você não faria uma afirmação infundada dessas se tivesse visto o cuzinho do Nando. É uma fendinha tão delicada e diminuta que meter qualquer coisa dentro dela não é nada fácil. Os brinquedinhos precisam ser empurrados muito cuidadosamente para dentro dele e estar bem lubrificados. Mesmo assim, o Nando se contorce todo e suplica para enfiar devagar, não é Nando? – revelou o “doutor” Nasjar. – Querem prosseguir, ou vão continuar se estranhando feito dois cães prontos para a briga.
- Não quero brigar com ninguém, o senhor bem sabe que não sou disso! – exclamei. O Pedro só me olhou, e eu podia jurar que não era apenas na minha nudez diante dele que ele estava pensando, mas nas palavras do “doutor” Nasjar - É uma fendinha tão delicada e diminuta que meter qualquer coisa dentro dela não é nada fácil, pois seu olhar tinha um brilho devasso.
- Pois bem, vejamos se dá para retomar o clima. Perdi todo o tesão! – afirmou o “doutor” Nasjar, voltando a se punhetar. – Pedro, tira a caceta da cueca e pincela ela na cara do Nando. – ordenou, um tanto quanto puto conosco e com a própria pica que o estava deixando na mão. – Vai pincelando todo rosto do Nando, olhe para ele como se estivesse dando uma ordem a um subalterno; esfrega a cabeça da rola nos lábios dele e manda ele chupar. – foi minha vez de amarelar.
- Não vou colocar esse troço desse putanheiro na minha boca! Vai saber em quantas bocetas ele meteu essa coisa sem se lavar! Não quero ser infectado com doenças sexualmente transmissíveis! – declarei enfático.
- Minha rola é mais limpa do que essa sua boca, veadinho da porra! E que fique bem claro, não sou nenhum putanheiro! – retrucou o Pedro, todo raivoso.
- Puta merda! Quem é que consegue se concentrar com vocês dois discutindo por qualquer merda? Estou de saco cheio dessas firulas! – protestou furioso o “doutor” Nasjar.
- Me desculpe, “doutor” o senhor sabe que nunca me recusei a nada, mas deixar esse depravado enfiar o pauzão dele na minha boca, já é demais!
- O Nando está certo, Pedro! Você chegou aqui, se dispôs a fazer a sessão, mas não sabemos se lavou essa benga, e onde a meteu antes de chegar aqui. – concordou o “doutor” Nasjar.
- Quer saber, eu também estou de saco cheio dessa bichinha me ofender! Que se foda! Lavo minha pica todo santo dia, e não vai ser esse veadinho que vai questionar minha higiene! Se for para eu continuar, tenho uma condição. Meu caralho está fora da jogada! Se for para meter qualquer coisa nesse gayzinho escroto, terá que ser esses brinquedinhos. - determinou o Pedro.
- Isso eu mesmo faço! Não preciso pagar um cara que toda hora tem uma exigência nova! – afirmou o “doutor” Nasjar.
- Foi ele quem se recusou a chupar minha pica!
- Lógico, não sou maluco de colocar essa coisa nojenta na minha boca!
- Parem os dois, puta merda! Estou pensando seriamente em cancelar nossos acordos e mandar os dois à merda! – afirmou o doutor” Nasjar. - Agora vá para o chuveiro, tome um banho e lave a porra desse cacete, ou se manda!
- É você quem está fodendo tudo! – exclamou o Pedro, antes de ir em direção ao banheiro.
- Era muito melhor sem você por aqui! – revidei.
Quando voltou ao quarto ainda estava todo molhado, pois eu havia usado a toalha naquela manhã e outra ainda não havia sido reposta.
- Vem cá, que eu te enxugo! Está molhando todo o chão! – exclamei, pegando uma toalha da gaveta.
- Sei fazer isso sozinho, não preciso de uma babá para me secar! – retrucou trombudo o Pedro.
- Deixa ele te secar! Nando, passe a toalha no corpo dele com sensualidade, de cima para baixo, sempre olhando fundo nos olhos dele. E você, Pedro, acompanhe as mãos do Nando deslizando pelo seu corpo, entregue-o se insinuando. – interveio o “doutor”. – ao secá-lo, fui tendo a exata dimensão daquele corpão, os pelos molhados grudados sobre a pele do peito e abdômen não podiam ser mais sensuais e provocantes. Eu o encarava lambendo os lábios e fazendo a toalha escorregar sobre aquela montanha de músculos. Na altura do umbigo o caralhão dele começou a reagir aos meus toques, crescendo e se erguendo feito uma grua. O pouco do prepúcio que cobria a cabeçorra se retraiu expondo-a por completo, arroxeada e já soltando um visgo perfumado. – Tá sentindo tesão, não é, Pedro? Diz que não gosta de veados, mas não consegue se controlar diante das carícias do Nando. Fala para ele que quer ser chupado, que sua pica é saudável, manda ele provar o pré-gozo que está pendurado no seu cacete. – instruiu o “doutor”. – enxuguei-o entre as coxas peludas, sacão e o pauzão, antes de o pegar e tocar delicadamente meus lábios na cabeçorra. O Pedro gemeu, me agarrou pelos cabelos e afundou meu rosto em sua virilha. Lambi o sacão peludo e abocanhei uma das bolonas, massageando-a com a língua enquanto ele trotava feito um garanhão xucro, tamanho tesão sentia.
- Veadinho tesudo do caralho, mama a caceta do macho, mama! Estou com a pica limpa, nem me lembro quando foi a última vez que a meti numa boceta ou numa boca. E essa boquinha aveludada é um tesão da porra! – rosnou o Pedro, o que estimulou o “doutor” provocando-lhe uma ereção que, sabidamente não duraria mais que alguns minutos. Porém, ele já se contentou com isso.
- Isso mesmo Nando, mama a verga do Pedro, mama com vontade, faz com que ele esporre! – ordenou o “doutor” – O cacetão e aquele visgo eram supreendentemente deliciosos, e eu chupei a carne latejante e quente com gula.
Enquanto em sua poltrona o “doutor” esporrava uma meia dúzia de gotas, o Pedro grunhiu rouco e encheu minha boca de sêmen leitoso e saboroso. Ergui o olhar na direção dele, engolindo cada jato forte que ele ejaculava num delírio frenético.
- Putinho da porra! Engole, putinho, engole meu leite! – ronronava em êxtase, eu mal dando conta de engolir tão ligeiro o néctar que espirrava na minha garganta.
- Enfia um plugue ou um desses dildos no cuzinho do Nando, Pedro, já que ambos estão visivelmente excitados. – sugeriu o “doutor” – Deixa o Pedro sentir como seu cuzinho é apertado e receptivo, Nando! – o Pedro não pensou duas vezes, colocou uma das minhas pernas sobre o ombro, o que lhe permitiu ver o furinho rosado cercado de preguinhas como se fosse um sol irradiando seus raios; pegou um dos cacetes com vibrador, o lubrificou, e o roçou provocantemente no orifício. Eu não queria demonstrar o tesão que isso me fazia sentir, aliado aquele olhar penetrante e sexy que ele dirigia ao meu buraquinho.
O dildo era bem menor e menos grosso do que o pauzão dele. Quando começou a forçar a portinha do meu cu, comecei a me retorcer, abrindo o cuzinho para receber aquela coisa. Ela escorregou para dentro e eu soltei um gemido ao sentir o ânus dilatando. O olhar dele ganhou um brilho perverso e cobiçoso. Ele começou a empurrar o vibrador no meu cu observando minha reação, um misto de receio e desejo que não consegui controlar. Ele viu a fendinha se abrindo e envolvendo o brinquedinho, e empurrou com mais força.
- Ai, ai, mais devagar com esse troço grosso! Está doendo! – gemi, me contorcendo e pegando no braço dele para impedir a enfiada. Dava para ver a gana dele em meter aquilo fundo dentro de mim, e meus gemidos o atiçavam.
Quando a metade do dildo estava atolada no meu rabo, ele acionou o vibrador. Soltei um ganido alto e me agitei, contraindo os esfíncteres ao sentir uma dor se irradiando pela pelve. O Pedro entrou em êxtase, numa olhada rápida para o caralhão dele, pude constatar que estava duro e apontando para cima como um poste. Deslizei a mão que ainda segurava o braço dele em direção ao bíceps musculoso e o apertei, gemendo e me contorcendo enquanto o vibrador afundava em mim reverberando nas entranhas. Nem bem consegui terminar de avisar, arfando acelerado, que estava a ponto de gozar quando os jatos eclodiram espalhando esperma sobre a minha coxa.
- Ok, já deu! Tira isso do meu cuzinho! – exigi enfático, quebrando o tesão dele, pois já tinha sido condescendente demais com aquele sujeito que não merecia mais do que a minha indiferença, depois da maneira como me tratou. Eu estava cumprindo meu acordo com o “doutor” Nasjar, ninguém podia afirmar o contrário, e eu me restringiria a isso, aceitar os termos dele, porém nada mais.
- Bom, eu gozei! No final das contas, vocês formam uma bela dupla, dá um tesão danado ver vocês dois se pegando. Se quiserem continuar, mandem ver. Pelo visto o Pedro ainda tem fôlego para mais alguma coisa. Eu preciso de um banho, estou todo esporrado! – disse o “doutor”, nos deixando a sós.
- Se me der licença, tenho um trabalho da faculdade para terminar. – aleguei, quando o Pedro ainda segurava o caralhão à meia bomba pronto para mais um round.
Ele não esperava por isso, por essa frieza em despachá-lo, uma vez que estava habituado a ser idolatrado depois de fazer sexo com as garotas, por se achar o macho dos machos. Envergonhado diante da minha posição, o cacetão amoleceu em sua mão, e ele não teve coragem de perguntar nada, apenas se vestiu e caminhou em direção à porta.
- Tchau! – exclamou, pronto para acrescentar mais alguma coisa, mas não se atreveu. Eu não respondi. – As sessões têm dia e hora certas para acontecer? Quando será a próxima? – perguntou.
- Pergunte ao “doutor” Nasjar! É ele quem determina se você vai participar das próximas. – respondi indiferente.
- Você não pode escolher?
- Olha, eu tenho muito o que fazer, valeu! – retruquei, guiando-o até a porta e a fechando atrás dele.
Idiota convencido e arrogante, pensei comigo mesmo. Chega botando banca, ofendendo, afirmando que detesta gays, que não quer nada com uma bicha, mas fica de pau duro e se esporra todo quando chupado e diante de um cuzinho recebendo um vibrador. Só me pergunto onde foi que o “doutor” Nasjar encontrou esse sujeitinho homofóbico, e o que fez para o convencer a participar das sessões.
Por alguma razão, o “doutor” Nasjar passou a se sentir mais realizado e com mais tesão quando as sessões rolavam com a participação do Pedro, enquanto esse, não escondia a vontade de meter o próprio pauzão no meu cuzinho ao invés de um plugue ou de um vibrador. O “doutor” Nasjar nunca pediu que ele o fizesse, mandava apenas ele meter os brinquedinhos, talvez em consideração a mim. Como não me mostrava disposto a ter uma relação sexual efetiva com ele, apesar do inegável tesão que sentia por ele, ele não ousava pedir.
Já fazia alguns meses que as sessões aconteciam comigo e com o Pedro interagindo. Contudo, sem ele me penetrar com seu caralhão que ficava duro feito uma rocha só de ele saber que eu estaria em seus braços, que brincaria e chuparia sua verga colossal, que afagaria seu corpo e sua genitália com minhas mãos macias, seguindo fielmente as ordens do “doutor” Nasjar.
Um dia o Pedro se demorou mais depois de uma sessão, ficou embromando para ir embora apesar de eu já o ter dispensado como sempre fazia assim que o “doutor” Nasjar se dava por satisfeito e ia cuidar de seus assuntos.
- Podemos conversar? – começou o Pedro.
- Estou meio sem tempo! Se for coisa rápida, tudo bem; ou deixe para outra ocasião! – respondi com minha costumeira indiferença em relação a ele.
- Confesso que jamais imaginei me ver numa situação tão bizarra quanto a que você e eu estamos vivendo.
- Pois é, a vida é cheia de surpresas! Era isso que tinha para me falar?
- Você não vai com a minha cara, não é? Não teve uma única vez sequer que não deixou isso bem claro!
- E deveria? Um cara que afirma com todas as letras que odeia gays, que não quer nenhum tipo de contato com veados, bichas e boiolas porque é homem macho e que demonstrou toda essa repulsa quando se viu obrigado a seguir as ordens do “doutor” Nasjar, não devia se espantar de eu não ir com a sua cara. – devolvi.
- É que nunca me vi obrigado a fazer o que estamos fazendo, e isso me revolta um bocado.
- Pois saiba que a minha situação não é diferente da sua. Se faço o que estou fazendo é porque preciso, porque o bem estar de outros depende de eu me sujeitar a esse papel.
- Faço isso pela minha família! Meu pai e eu tocávamos um sítio no interior do Paraná, era o nosso sustento. Mas meu pai ficou doente, está numa cadeira de rodas e não pode mais trabalhar na lida pesada. Minha mãe e duas irmãs passaram a me ajudar quando as coisas pioraram, mas mesmo assim as dívidas foram acumulando, estávamos prestes a perder a propriedade quando o “doutor” Nasjar se propôs a comprá-la quitando a hipoteca de um empréstimo que fomos forçados a fazer e a custear o tratamento caríssimo do qual meu pai precisa. Em troca, eu teria que participar de algumas “sessões” apimentadas com uma pessoa, que na época ele não mencionou ser outro cara, um gay. Então eu topei, pois ele disse que eu só precisava desempenhar o papel de homem macho, o que sempre foi o que fiz. Portanto, nenhum problema. Só que ao chegar à cidade e ser apresentado a você, depois de feito e assinado o acordo, descobri que as tais “sessões” eram com um gay. Eu pirei, foi isso! Pirei porque cresci sabendo que sou macho e que meu negócio é mulher. E, de repente, um cara me pede para fazer coisas com outro homem. – revelou. Eu até já imaginava que ele, tal como eu, tinha caído na mesma armadilha, e que precisava daquilo para uma causa maior.
- E aí você se deparou comigo, e resolveu descontar toda sua raiva por estar nessa situação sobre mim, me ofendendo e me tratando como se eu nem fosse gente. Mas, tudo bem, vamos continuar fazendo nosso papel, honrando o acordo que fizemos e deixemos o resto de lado, não vale à pena nos desgastarmos por isso. – argumentei. – Então até a próxima! Tenha um ótimo domingo! – exclamei, ao despachá-lo. Acho que ele ainda tinha alguma coisa para falar, mas não o fez.
O “doutor” Nasjar o convocou dois dias depois, uma vez que andava com o tesão tão exacerbado que deu para vir me encoxar a todo instante, mesmo sabendo que não dava conta de enfiar o pau troncudo naquele tanto das minhas nádegas para levar um coito até o final.
- Nando, tira o caralho do Pedro da calça e beije-o até ele ficar duro, e então chupe-o até ouvir os suspiros de tesão dele. – ordenou o “doutor” ao iniciar a sessão. Obedeci, puxando delicadamente o caralhão grosso e pesado para fora da braguilha, caindo de boca nele e no sacão assim que ficaram livres. O Pedro grunhiu quase que de imediato ao sentir meus lábios sorvendo seu pré-gozo perfumado. Coloquei primeiro uma das bolas na boca e chupei, depois a outra, acariciando-a com a língua. – Pega o Nando no colo, Pedro! Leva ele até a cama enfiando um dedo no cuzinho dele durante o trajeto e deite-o devagar e com carinho. Beije-o, forçando que aceite sua língua e a chupe. Vá descendo lambendo a pele até abocanhar um dos peitinhos dele e lamba, chupe e mordisque o mamilo até ouvir ele gemer. Depois abra as pernas dele, torne a enfiar um dedo no cu, explore a fendinha, meta um segundo dedo, um terceiro se for preciso até ele se contorcer em espasmos de tesão. – o Pedro seguia rigorosamente as ordens, enquanto o “doutor” se punhetava suspirando alto entre uma ordem e outra. – Pegue o cacete de borracha mais grosso e comece a empurrar ele para dentro do cuzinho do Nando, deixando-o gemer, mas sem o machucar.
- Ai, ai, ai meu cuzinho, tá indo muito rápido! Tira, tira, por favor, vai me rasgar! – gani, quando senti as preguinhas se dilacerando.
- Eu disse, sem machucar! O garotão está gemendo muito! Está doendo, Nando? Pode mandar ele parar na hora que quiser! – garantiu o “doutor” Nasjar, arfando tanto que dava para perceber que estava a um passo do gozo.
- Seria melhor eu enfiar o meu cacete no rabo dele, ao invés dessa coisa! Não é à toa que ele está sentindo dor. – argumentou o Pedro, expressando um desejo que há tempos ele vinha adiando.
- Então meta! Meta a pica nele, cubra-o como um garanhão cobre uma égua. Beije-o, mostre a ele que é o macho, que quer a sujeição incondicional dele. – mandou o “doutor” Nasjar, numa expectativa aflitiva para vê-lo me possuindo.
- Só com camisinha! – exclamei, impondo fortemente minha exigência.
- Vou perder um tempão colocando a camisinha, o “doutor” pode acabar perdendo o tesão. – argumentou o Pedro, que já segurava o trolha cavalar na entrada do meu buraquinho, pronto para a socar em mim.
- Sem camisinha não rola! Não preciso lembrar que o Pedro é um putanheiro, e eu não quero pegar nenhuma doença de um depravado feito ele! – reiterei.
- Coloca de uma vez essa porra de camisinha, Pedro! Estou agoniado, meu pinto está para explodir, porra! – berrou o “doutor” punhetando a caceta que conseguiu endurecer.
O Pedro assentiu à revelia. Encapou afoitamente o pauzão que mal e porcamente coube no preservativo com a largura nominal de 60mm, abriu meu rego, deslizou o cacetão ao longo dele por umas três vezes e o apontou sobre a minha fendinha.
- Ain, ain, ain, meu cu, ai meu cu! Está rasgando meu cu, seu brutamontes! Ai macho, não me arrebenta, não me arrebenta! – gritei, enquanto ele se empurrava gradativamente para o fundo do meu rabo.
O “doutor” Nasjar foi à loucura com meus gritos agoniados, me vendo contorcer debaixo daquele machão parrudo e obstinado em me foder. Ele urrou alto enquanto os jatos de porra espirravam do cacete dele, antes de amolecer.
- Puta merda! Essa foi foda! Caralho de tesão me fizeram sentir! – exclamava, sem se importar com o pau já totalmente flácido e lambuzado. – Continuem, continuem! Abra o rabo, Nando, deixa ele te foder! Pede para ele te inseminar, pede garotão! – dizia em êxtase.
- Que porra de camisinha que nada, caralho! Não dá para sentir nada! É como chupar bala sem tirar o papel, cacete! Vai ser à seco, quero sentir esse cuzinho apertado me encapando a rola. É assim que macho fode, no pelo, na raça! – exclamou o Pedro, alucinado pelo tesão enquanto arrancava o preservativo e socava com uma única e potente estocada, o caralhão para dentro do meu cuzinho.
Voltei a gritar, ele se inclinou sobre mim, me beijou com sofreguidão, metendo cada vez mais fundo até eu sentir o sacão dele batendo no meu reguinho. Me agarrei a ele, aos ombros largos, aos bíceps, às costas onde afundei os dedos na carne rija e arranhei a pele gemendo e suplicando para ele ir mais devagar.
- Tesudinho do caralho! Nunca enfiei minha rola num buraquinho tão quente e apertado! Sente teu macho, sente putinho, e me beija, beija teu macho, beija! – grunhia o Pedro, metendo num vaivém enérgico e extravasando todo tesão acumulado.
- Ai macho, macho bruto! Pauzudo, brutamontes! – devolvi, sentindo cada vez mais tesão à medida que o caralhão grosso e cabeçudo pulsava forte no fundo do meu rabo, ao mesmo tempo que acariciava aquela barba e cobria o rosto dele com beijos molhados. Meu corpo não parava de tremer, eu estava sentindo algo que nunca senti antes e, fosse lá o que fosse, vinha do corpão parrudo daquele macho que me apertava com força em seus braços, respirando acelerado e querendo me devorar por inteiro.
O “doutor” Nasjar assistia a tudo com evidente satisfação, vendo o Pedro me virar do avesso, enquanto socava aquele pauzão enorme no meu cuzinho a cada nova posição que me colocava. Eu gemi alto e me esporrei todo quando estava sendo enrabado de quatro, meu pinto sacolejando a cada estocada que levava, o prazer sendo ganido à medida que o cu era arregaçado pelo caralhão ensandecido do Pedro. Senti minhas forças se exaurindo, o corpo amolecendo nas mãos fortes dele, no calor prazeroso dos pelos do peito dele colado nas minhas costas. O quarto ecoou o urro gutural dele quando gozou, inundando meu cuzinho com sua porra farta e pegajosa. Ele não me soltava, permaneceu debruçado sobre mim, estremecendo a cada jato que ejaculava e, mesmo depois do último, continuou engatado em mim, esperando sem pressa o pauzão profundamente aninhado no meu ânus amolecer.
- Você acaba de tirar o cabaço do garotão, Pedro! Como se sente, Nando? Seu primeiro coito com um macho, não uma mera enfiada de brinquedinhos no rabo, foi melhor, mais prazeroso? – perguntou o “doutor” Nasjar. – Eu sabia que uma hora vocês iam se entrosar, eu sabia!
- Estou sangrando! – exclamei, ao ver gotas de sangue pingando do meu cu depois de o Pedro puxar o pauzão para fora, deixando um rombo largo pelo qual se via minha mucosa vermelha e coberta de porra se fechando em contrações.
- Ele era mesmo virgem? - perguntou o Pedro perplexo e surpreso.
- Claro que era, rapaz! O que você pensou, que por ele ser gay vive dando o cu por aí? Como eu gostaria de ter tido o privilegio que você acabou de ter! Descabaçar o Nando é algo que teria me proporcionado o maior prazer desse mundo. – afirmou o “doutor”, tomando meu rosto entre as mãos. – Está doendo, Nando? Venha, vamos cuidar desse cuzinho! – emendou, trazendo o pacote de lenços umedecidos para aplicar no meu cu, do qual gotejava não apenas o sangue, mas o sêmen leitoso que não coube mais na ampola retal.
- Deixa que eu faço isso! Afinal, fui eu quem estourei o cuzinho dele! – interveio o Pedro, enciumado pela atitude do “doutor” Nasjar.
Daquele dia em diante, todas as sessões terminavam com um coito real, com meu ânus aconchegando o pauzão voluntarioso do Pedro. Muitas das vezes o “doutor” Nasjar já tinha se retirado depois de gozar, e o Pedro e eu continuávamos nos pegando, trocando carícias, beijos lascivos até gozarmos envoltos numa onda de prazer. Apesar do entrosamento que, de fato, aconteceu, eu nunca depositei esperanças em relação ao Pedro. Eu sabia que ele se sujeitava aquilo como eu, por uma causa maior. Ambos sabíamos que éramos marionetes que agiam guiados pelas cordas que o poderoso doutor Nasjar puxava a seu bel prazer. Não passávamos disso, bonecos obedientes e submissos que precisavam daquele homem para não verem suas famílias caindo na desgraça.
Já estávamos nisso há quatro anos quando o “doutor” Nasjar passou mal durante uma reunião na empresa e teve que ser levado às pressas para o hospital durante um ataque cardíaco. No dia seguinte ele faleceu, sem eu ter chance de me despedir. Tinha me afeiçoado a ele, nem tanto pelo que me obrigava a fazer, mas pela tranquilidade e segurança que proporcionou à minha mãe e irmã, bem como à faculdade que me permitiu concluir. Ele era um velho solitário que, apesar da enorme fortuna, nunca conseguiu comprar sequer uma única ereção que lhe permitisse engravidar a esposa e se tornar pai. Ele então comprou aqueles breves e fortuitos momentos de tesão que assistia com o Pedro e eu transando, masturbando um caralho que pouco prazer lhe ofereceu.
Além de mim e do Pedro, afora uma multidão de funcionários das empresas, fornecedores, parceiros comerciais e homens de negócios, presentes no funeral, estava a irmã dele e os dois sobrinhos, dos quais ele havia me feito muitos relatos durante todos esses anos de convívio. No mesmo dia do sepultamento, eles apareceram na casa para me expulsar. Não discuti, sabia que estava ali por conta de um acordo que agora já não existia mais, e parti. O que eu ganhava na empresa, de onde ainda era funcionário, me permitia custear um apartamento simples e tocar minha vida adiante.
Cerca de dois meses depois, fui convocado ao escritório de um advogado independente do departamento jurídico do conglomerado de empresas do “doutor” Nasjar. Na recepção, topei com o Pedro que não via desde o sepultamento e com a irmã e sobrinhos dele.
- Convoquei-os para a abertura do testamento do Sr. Jorge Nasjar, pois são parte interessada. – disse o advogado ao iniciar o encontro.
Ele não conseguiu ler o testamento sem a intromissão, os protestos e a revolta da irmã do doutor” Nasjar, inconformada em não receber nada além da casa onde há anos morava de favor, num bairro classe média.
- Não pode ser, ele era meu irmão de sangue! Eu tenho direito a tudo o que ele deixou, as empresas, as casas, os carros, tudo enfim. – berrava ela, ao perder o controle. – E os meus filhos, eles são sobrinhos dele, devem receber alguma coisa também. Como assim, ele não deixou nada para eles? Esse testamento foi forjado! Eu vou à justiça pleitear o que me pertence por direito!
- A senhora pode ir pleitear o que quiser e onde quiser, mas o testamento não deixa dúvidas. Tudo a que tem direito é a casa onde reside. – afirmou o advogado.
Quietos e boquiabertos, o Pedro e eu nos encarávamos ainda sem acreditar que aquele velho depravado e maluco tinha nos deixado uma pequena fortuna. A todos funcionários das empresas ele deixou o controle acionário, cada um passou a ser dono de uma fração delas, não mais meros empregados. Eu saí dali, mais feliz do que nunca. Tinha o bastante para iniciar uma carreira e garantido um futuro seguro para mim e para minha família. O Pedro compartilhava a mesma sensação de liberdade e alívio. Nos despedimos com um abraço e uma promessa de mantermos contato; isso, porém, não aconteceu.
Passados dois anos nos encontramos casualmente numa feira de negócios. Ele me reconheceu primeiro, tocou meu ombro e, quando me virei dei de cara com seu sorriso. Nem sei explicar o que senti naquele momento, afora o calafrio que me percorreu da cabeça aos pés, e da contração anal. Ele demorou a falar alguma coisa, perdido na maneira como me encarava.
- Tudo bem com você? O que tem feito? – perguntou de maneira formal.
- Sim! E você como está?
- Bem! Estou bem!
- Ótimo! Nunca imaginei você usando um terno, lhe cai muito bem! – era tudo o que tínhamos a dizer um ao outro. Nem parecia que fizemos sexo durante quatro anos, conhecíamos cada parte do corpo do outro, sabíamos exatamente onde e como nos tocar para o tesão explodir.
- Ossos do ofício! – retrucou, ao que se seguiu um silêncio prolongado demais. – Você nunca fez contato! – exclamou, ajeitando o nó da gravata que o estava a sufocar.
- Nem você! – devolvi.
- Tem alguém na sua vida? – o que ele queria saber era se tinha um cara me comendo, por isso ficou encabulado com a pergunta.
- Não!
- Caralho Nando! É assim que vamos conversar depois de tantos anos, depois de tudo que fizemos e tivemos juntos? Vamos fazer de conta que nada daquilo nos marcou, que nada teve importância? – questionou. – A grande verdade é que eu sinto sua falta! Nunca imaginei me dizendo isso para um gay, mas é a pura verdade, eu sinto sua falta. Às vezes acordo à noite e parece que estou ouvindo sua voz me recriminando por algo que eu disse ou fiz, ouço você gemendo manhoso e sensual embaixo do meu corpo cobrindo o seu quando seu cuzinho aninhava meu cacete, parece que ainda estou sentindo suas mãos acariciando minha barba como você gostava de fazer, vejo-as deslizando suavemente sobre meu tórax, sinto-as brincando com minha pica e meu saco até eu ficar louco de tanto tesão. Aí eu desperto e estou todo melado e de pau duro. – a confissão me abalou. Eu havia aprendido a gostar daquele brutamontes xucro que não desconfiava da força que tinha quando me pegava, deixando marcas pelo meu corpo que chegavam a perdurar dias após cada transa.
- Também sinto sua falta! – confessei. – Quando te conheci, certamente não correspondeu ao homem com o qual eu sonhava compartilhar a vida. Porém, do mesmo jeito que você enfiava esse caralhão imenso em mim, foi introduzindo um Pedro que a cada coito me apresentava uma nova faceta de sua personalidade.
- E você ainda gosta desse Pedro que introduzia tudo isso em você? – a pergunta capciosa veio acompanhada de um sorriso libidinoso.
- Sim, gosto! Nenhum cara que conheci depois de você conseguiu atender minhas expectativas, porque eu procurava por você neles.
- Se eu não te levar para um canto isolado qualquer, para minha cama ou, seja lá onde for, agora mesmo, meu cacete vai estourar de tanto tesão! Eu preciso dos teus beijos, da sua voz me chamando de macho, dos teus lábios chupando minha rola, do seu cuzinho úmido, quente e apertado aninhando minha pica.
Ele entrou apressado no primeiro motel que encontramos pelo caminho, arrancou vorazmente minhas roupas, me lançou sobre a cama abrindo minhas nádegas lambendo e mordiscando minha rosquinha anal, extraindo meus gemidos libertinos de desejo e aceitação. Minutos depois, eu senti meu cuzinho se abrindo, as pregas rompendo e o caralhão deslizando até o fundo das minhas entranhas quando soltei um grito de dor e prazer. O quarto do motel estava tomado pela penumbra ao final do coito quando ele acariciava meus cabelos deitado sobre seu peitoral largo, enquanto meus dedos cofiavam os pentelhos densos de sua virilha. Meu ânus ardia completamente encharcado com o esperma leitoso dele.

Foto 1 do Conto erotico: Duas marionetes submissas nas mãos de um títere poderoso

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Ficha do conto

Foto Perfil kherr
kherr

Nome do conto:
Duas marionetes submissas nas mãos de um títere poderoso

Codigo do conto:
272630

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
19/09/2026

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