PARTE I
Todo final de semana costumo ir ao supermercado para comprar o necessário a fim de reabastecer a despensa; estava no caixa dispondo as mercadorias e um belo jovem, com uma carinha de uns 17 anos, as acomodava nas sacolas; seu jeito era muito tímido, de olhares fortuitos, mas ágil e prestativo; por várias vezes nossos olhares se cruzaram e ele se retraia ainda mais; talvez por eu estar a prestar atenção nas suas mãos, cujas unhas eram todas pintadas de preto.
O detalhe das unhas me fez prestar mais atenção ainda na sua figura; sua beleza era singular, realçada por uma vasta e generosa cabeleira de cor castanho escuro, muito bem cortada e cuidada; seu rosto redondo, de linhas firmes, sobrancelhas grossas, boca carnuda de lábios marcantes; sequer falava ou sorria, sem mostrar os dentes; altura de cerca de 1,70m num corpo proporcional, mãos ágeis no manuseio das compras, as quais acomodou geitosamente no carrinho.
Fiz o pagamento e ao me movimentar para sair ele me encara e pergunta:
-O senhor quer ajuda para levar as compras até seu carro?
-Sim, com certeza, sua ajuda é muito oportuna. E como é seu nome, perguntei.
-Sou Théo, estou aqui em treinamento como atendente, respondeu.
E nos dirigimos até o estacionamento, ele se encarregou de conduzir o carrinho de compras; no trajeto até o estacionamento eu o examinava atentamente e minha libido se agitou; enquanto acomodávamos as sacolas no carro conversamos amenidades e não resistindo à tentação ataquei:
-Théo, e essas unhas negras, tem algum significado, estou intrigado.
Ele riu timidamente e revelou que era de um grupo de rock cover, no qual ele era o baixista; avancei um pouco e falei que ele era bonito demais para ser roqueiro; Théo enrubesceu e com um tímido sorriso perguntou:
-O senhor me acha bonito mesmo? E baixou os olhos meio envergonhado.
Com uma das mãos levantei suavemente seu rosto, segurando em seu queixo, e sem pudor reiterei que ele não era só bonito; que ele era lindo e muito atraente e mais, se não estivéssemos num local público e no seu ambiente de trabalho eu lhe beijava a boca com paixão naquele instante.
Por uns instantes Théo ficou ali como que petrificado; aliviei a tensão dando-lhe um leve tapa no ombro que o tirou do transe; perguntei a que horas terminava seu expediente naquele dia e se podíamos curtir um happy hour juntos; com voz trêmula me disse que naquele dia não era possível, que dali iria pra casa de uma tia pra comemorar o aniversário dela, onde toda a família estaria reunida; mas que poderia rolar no dia seguinte, seu expediente terminaria no meio da tarde e aí teríamos um bom tempo pra conversar e "curtir" a companhia; o termo "curtir" chamou minha atenção e disparou meu tesão; trocamos ali nossos contatos para facilitar o papo.
Fiquei na expectativa do que iria rolar no dia seguinte, mas por cautela resolvi não pressionar para não comprometer o resultado; dia seguinte, logo após o almoço, recebo uma mensagem me questionando se o convite para um drink estava de pé; estou a postos, respondi e avisei que o apanharia na saída do trabalho, apenas me avisasse o horário; ele me disse que o encontrasse dentro de duas horas; o encontrei num ponto de ônibus e ao entrar no meu carro estendeu a mão para um cumprimento; segurei firme sua mão e o puxei para um abraço e lhe dei uma lambida no pescoço; Théo me olhou surpreso e antes que reagisse lhe dei um selinho na boca; eu não conseguia conter meus impulsos lascivos com aquele lindo jovem ao meu lado.
-Você é louco, cara, estamos na rua!!!reagiu.
Sem responder, peguei sua mão e trouxe até meu cacete sobre a calça.
-É isso que você faz comigo Théo; você me enlouquece de tesão, justifiquei.
Ele tirou rapidamente a mão após sentir meu pau pulsar sentro da calça; sua respiração ofegante traía sua tensão; diante disso me desculpei e ele falou que precisávamos conversar; dali fomos até um barzinho discreto e pedimos drinks e petiscos; foi quando ele me falou, com um grau de ingenuidade, que não tinha entendido a minha intenção; que ele não era gay e apenas simpatizava muito comigo; por eu ser coroa, educado, e ter tratado ele com atenção e carinho, coisa que ele não recebia em casa, nem do pai ou dos irmãos mais velhos, já que ele era o caçula.
Diante da sua sinceridade, abri o jogo e disse que meu interesse nele era sexual; que sua idade - ali ele me revelou que acabara de completar 19 anos - muito me atraía, mas que eu o respeitaria e que poderíamos ser apenas amigos; fui então surpreendido com sua reação, a me inquirir acerca da minha experiência sexual com caras novos como ele; que relatando a ele como se davam meus encontros com outros homens, ele poderia aprender muito; meu instinto sedutor falou mais alto e lhe propus fazermos uma experiência empírica; assim eu lhe poderia não só contar das minhas experiências, mas praticarmos juntos algumas delas, nas quais ele poderia experimentar na prática e satisfazer sua curiosidade.
Ele achou uma ideia interessante e quis saber como faríamos; falei que o mais simples seria a "mão amiga" e isso poderíamos fazer ali mesmo, no banheiro do barzinho; paguei a conta e fomos ao sanitário, o puxei para uma cabine PCD; deixei cair minha calça e saltou pra fora meu cacete duraço que latejava; pedi que ele fizesse o mesmo, só que seu pau estava meia bomba; fiz carícias no seu saco lisinho, depois no seu pau que em instantes ficou duraço na minha mão; eram 18cm, grosso sem exagero, veias salientes, cabecinha vermelha; expliquei que ele podia usar sua "mão amiga" no meu cacete e eu faria o mesmo no seu pau; molhei com saliva minha mão e comecei a deslizar no seu cacete; puxei sua mão, quente e macia, e fiz ele me punhetar também; enquanto eu batia pra ele, seus olhos reviravam, sua respiração acelerava e Théo soltava gemidos contidos; com a mão livre na sua nuca o puxei e dei-lhe um beijo lascivo que ele correspondeu com sua língua a acariciar a minha, numa dança de desejo; ao sentir que meu gozo estava próximo, juntei nossos cacetes e com ajuda da sua mão ficamos nos punhetando, friccionando nossos membros um no outro; em poucos minutos nessa dupla punheta seu pau explodiu em gozo, dando um banho de porra no meu cacete, no meu colo que escorreu pelo meu saco; apressei minha punheta e gozei nele também, lambuzando-o todo; nossos lábios descolaram do beijo e seu olhar era de perplexidade.
Théo não acreditava em tudo aquilo, a sua expressão era de felicidade escondida; nos limpamos com toalhas de papel, saímos do box e nos lavamos e discretamente fomos até o carro; a intensa gozada na "mão amiga" não arrefeceu nosso tesão e aí perguntei, já a pensar na sequência, para o de iríamos agora para um desfecho mais completo da "brincadeira". Ele me olhou com um ar pensativo, e disse com voz baixa, meio trêmula quase um sussuro:
-Tony, quero ir pra casa... eu preciso de um tempo, estou confuso... quero pensar em tudo isso que aconteceu, nisso que acabamos de fazer.
Meio decepcionado concordei para não o pressionar; o levei até em casa e a,seu pedido, parando um quarteirão antes para não chamar atenção; ao nos despedirmos tentei um abraço e um selinho que ele recusou educadamente.
-Amanhã à gente se fala, você mexeu muito comigo, tchau! E saiu.
PARTE II



