DIÁRIO DE LARISSA PARTE 2



CONTINUANDO,,,,
13 de dezembro
Hoje eu fiz uma das coisas mais sujas e deliciosas que já fiz.
Ele tinha acabado de sair do banho. Eu entrei logo depois, ainda com o vapor no ar e o cheiro do sabonete dele pairando. Enquanto a água corria, a ideia nasceu sem eu conseguir segurar. Quando saí, ainda enrolada na toalha, fui até o cesto de roupa suja no corredor. O coração batia tão forte que eu tinha medo de alguém ouvir.
Revolvi as peças com cuidado até encontrar a cueca box cinza que ele usara o dia inteiro. O tecido ainda estava levemente úmido do corpo. Eu a peguei, escondi no meio da minha própria roupa suja e subi para o quarto com as pernas já trêmulas. Tranquei a porta. Apoiei a costas nela por um segundo, respirando fundo. Depois me sentei na beira da cama, abri as pernas e levei a cueca ao rosto.
O cheiro me atingiu de imediato.
Não era só suor. Era algo mais íntimo, mais denso. Um odor masculino quente, salgado, um pouco amargo, misturado ao cheiro da pele dele e ao calor do dia. O tecido da frente — exatamente onde o pau e o saco ficam o dia inteiro — concentrava o aroma mais forte. Eu inspirei fundo várias vezes, o nariz colado, quase me afogando naquele cheiro. Cada inspiração fazia a buceta latejar e ficar mais molhada. Eu já tinha lido relatos de outras mulheres que faziam a mesma coisa: cheiravam a cueca do marido, do namorado, do crush, e se tocavam só com aquilo. Agora eu entendia. O cheiro era viciante. Era ele em forma de perfume proibido.
Depois passei a língua.
Lá no centro, onde a glande e o freio ficam pressionados o dia inteiro. O gosto era salgado, quente, vivo, um pouco metálico e intensamente masculino. Não era desagradável. Era íntimo demais. Eu lambi devagar, de baixo para cima, sentindo a textura do tecido úmido e o sabor se espalhando na língua. Lambia e inspirava ao mesmo tempo. Minha boca se encheu daquele gosto enquanto a umidade escorria pela minha própria calcinha.
Não aguentei mais.
Tirei a calcinha, abri as pernas o máximo que consegui e esfreguei a parte da frente da cueca dele diretamente na minha buceta. O tecido áspero e úmido contra o clitóris. Eu pressionava, esfregava em círculos, depois de cima a baixo, exatamente no lugar onde o pau dele descansa. O cheiro e o gosto ainda estavam na minha cara e na minha boca enquanto eu me masturbava com a cueca dele. Os dedos entravam junto, molhados, fazendo barulho. Eu gemia baixo, o rosto enterrado no tecido, imaginando que era o pau dele ali, quente, pesado, me abrindo.
Gozei forte. As pernas tremeram. O corpo inteiro se contraiu. Eu continuei esfregando a cueca contra mim durante o orgasmo, o tecido agora encharcado da minha umidade misturada ao cheiro dele. Fiquei deitada depois, ofegante, a cueca ainda pressionada entre as pernas e contra o rosto, o coração aos poucos acalmando.
Guardei a cueca no fundo da minha gaveta.
Ainda cheira a ele.
E eu ainda estou molhada só de escrever isso.
Para você:
Hoje eu roubei sua cueca do cesto.
Cheirei fundo o lugar onde o seu pau fica o dia inteiro.
O cheiro era quente, salgado, masculino, viciante.
Lambi. O gosto era o mesmo: salgado, vivo, seu.
Depois esfreguei a cueca na minha buceta até gozar, exatamente no lugar onde a cabeça do seu pau descansa.
Outras mulheres já confessaram fazer a mesma coisa.
Agora eu entendo por quê.
Eu gozei com o seu cheiro e o seu gosto na boca e entre as pernas.
E ainda quero o original.

12 de janeiro – Piscina
Estávamos no sítio dos meus avós.
A casa grande, o cheiro de mato molhado, o calor grudento de janeiro. Minha mãe e minha avó tinham ido até a cidade resolver umas coisas. Meu avô dormia a sesta dentro de casa. Sobramos só nós dois na área da piscina.
A água estava morna, quase quente demais. Eu usava o biquíni azul-marinho de duas peças, o de baixo bem pequeno, o tecido fino já colado ao corpo. Ricardo estava de short de banho preto, o peito nu, gotas de água escorrendo pelos músculos. A gente ficava se empurrando de leve, rindo, fingindo que era só brincadeira de sempre. Ele me jogava água, eu nadava até ele e tentava afundá-lo pelos ombros. O riso ecoava no silêncio do sítio.
Foi então que a brincadeira mudou de tom sem nenhum de nós anunciar.
Eu finjo que ia me afogar no lado fundo. Ele veio atrás, as mãos grandes segurando minha cintura por baixo da água para me puxar de volta. Os dedos apertaram a pele molhada com uma firmeza que não era só de resgate. Eu recuei o corpo por instinto — ou de propósito — e minhas nádegas encontraram o volume dele.
Ele estava duro.
O pau marcado dentro do short, quente mesmo dentro da água, pressionando exatamente a fenda da minha bunda. Eu senti o comprimento inteiro se encaixar entre as nádegas. Não foi um toque rápido. Ele não se afastou. As mãos permaneceram na minha cintura, os dedos se afundando um pouco mais na carne. Eu senti a respiração dele mudar contra a nuca. Quente. Irregular.
Ficamos assim.
A água se movia devagar ao nosso redor. Eu não ousei me mexer para frente. Ele também não. O pau dele latejava levemente contra mim, e a cada pequena ondulação da água o contato ficava mais claro, mais íntimo. Eu estava encharcada por dentro do biquíni. O clitóris latejava tanto que doía. Minhas pernas tremiam dentro da água.
Ele aproximou a boca do meu ouvido. A voz saiu baixa, rouca, quase um sussurro:
— Você está bem?
Eu só consegui responder com um som. Um “hã” curto, ofegante. Empurrei a bunda de leve para trás, aceitando a pressão. Ele soltou o ar contra meu pescoço e as mãos apertaram mais. Os dedos desceram um pouco, quase tocando o elástico do biquíni. O pau dele esfregou devagar, de baixo para cima, uma única vez, bem marcado. Eu gemi. Baixo. Real.
Foi a primeira vez que o corpo dele confessou o desejo sem disfarce.
Alguém gritou de longe — o portão, talvez um vizinho. Ele se afastou de repente, como se tivesse levado um choque. Virou o rosto. A respiração ainda estava descompassada. Eu fiquei parada na água, o coração batendo na garganta, a buceta latejando de um jeito quase doloroso.
Subi da piscina com as pernas moles. O biquíni colado, a marca do volume dele ainda queimando na minha pele. Fui direto para o banheiro dos fundos. Tranquei a porta, tirei o biquíni encharcado e me sentei no vaso com as pernas abertas. Me toquei com urgência, o polegar no clitóris, relembrando a pressão do pau dele entre as minhas nádegas, o calor da respiração no meu ouvido, o aperto das mãos na cintura. Gozei rápido, mordendo o próprio braço para não fazer barulho, o corpo inteiro se contraindo.
Quando voltei, ele já estava de camiseta, sentado na espreguiçadeira, fingindo mexer no celular. Não nos olhamos direito pelo resto da tarde. Mas o silêncio entre nós tinha mudado de peso. De cheiro. De temperatura.
Foi a primeira vez que ele me encoxou de verdade.
E o meu corpo inteiro respondeu como se esperasse por aquilo há anos.
Para você:
Você me segurou pela cintura dentro da água.
Eu recuei e senti o seu pau duro se encaixar entre as minhas nádegas.
Você não se afastou.
Apertou mais. Esfregou devagar. Respirou no meu ouvido.
Eu gemi.
E depois corri para o banheiro e gozei só com a memória da sua dureza contra mim.
Foi a primeira vez que o seu corpo confessou.

27 de Janeiro
Hoje eu deixei a porta do meu quarto entreaberta enquanto me tocava.
Sabia que você ia passar pelo corredor depois do jantar. Deitei de bruços, a camisola subida até a cintura, a calcinha puxada para o lado, fechei meus olhos e iaginei você me vendo. Dois dedos subindo e descendo devagar, o quadril se movendo contra a mão. Eu gemia baixo, o suficiente para ser ouvido se alguém parasse do lado de fora. O barulho molhado dos meus dedos enchia o quarto silencioso.
Ouvi os passos. Eles pararam exatamente na frente da porta.
Eu continuei com os olhos fechados. Mais fundo. Mais rápido. Sabia que você estava ali, olhando pela fresta, vendo a minha bunda empinada, os dedos tocando na minha região mais íntima, a umidade escorrendo pela coxa. O tesão ficou tão forte que eu gozei quase gritando, o rosto enterrado no travesseiro, o corpo se contraindo em espasmos longos e violentos.
Os passos só se afastaram depois que eu terminei e o silêncio voltou.
Para você:
Eu deixei a porta aberta de propósito.
E gozei sabendo que você podia estar ouvindo e vendo.
**01 de Fevereiro**
Sozinha em casa, procurando um filme mais apimentado, encontrei *Ninfomaníaca* na Globoplay. Assisti inteiro. As cenas cruas, o excesso. Me masturbei no sofá imaginando que cada estocada era você me fodendo sem piedade. Gozei com a boca aberta na sala vazia.
17 Fevereiro
Hoje a conversa ficou pesada demais.
Estávamos sozinhos na sala, assistindo a um filme qualquer na televisão. O silêncio entre uma fala e outra foi ficando carregado. Eu comentei sobre o calor da noite. Você respondeu que a casa estava abafada. Eu disse que minha roupa estava grudando no corpo. Você olhou de lado, demorado.
— Está mesmo — murmurou, a voz mais baixa.
Eu cruzei as pernas, a saia subindo um pouco. Seu olhar desceu até as coxas. Eu continuei, a voz quase um sussurro:
— Às vezes dá vontade de tirar tudo e ficar só de calcinha.
Você engoliu em seco. A mão apertou o braço do sofá com força. Eu senti o volume crescer no short, claro, marcado. Nenhum de nós mudou de assunto. Ficamos ali, o filme rolando sem ninguém prestar atenção, a tensão tão densa que eu quase conseguia tocar no ar entre nós.
Para você:
Hoje a conversa foi só pretexto.
Eu senti você ficar duro só de eu falar.
E eu fiquei molhada só de perceber.

8 de março
Deixei a calcinha bem melecada aberta na pia de propósito.
Eu já tinha combinado com ele que eu iria tomar banho antes de e depois ele entraria. Eu não estou me entendo, hoje acordei desde cedo bem assanhada, minha bucetinha está bem melada e foi assim o dia inteiro, ela está encharcada de verdade, tanto que escorreu até para o short. Quando saí, sequei o corpo com pressa, deixei a calcinha preta de renda que eu usava —bem fina, quase transparente quando molhada. Estava pesada de umidade, o tecido escuro e brilhante no centro da minha fenda.
Abri ela sobre a pia de mármore branco, bem na frente do espelho, com o fundinho virado para cima. Os lábios da calcinha abertos, o miolo encharcado exposto, uma o meu creme transparente ainda escorrendo devagar pelo tecido. Qualquer um que entrasse veria na hora o quanto eu estava molhada. Vi na hora o quanto eu queria que ele visse.
Saí do banheiro só de toalha curta e fui para o quarto. Ouvi a porta do banheiro abrir pouco depois. O barulho da torneira. O chuveiro ligando. Meu coração disparou tanto que precisei sentar na beira da cama para não tremer em pé. Fiquei contando os minutos. Imaginei ele entrando, vendo a calcinha aberta na pia, parando. Imaginei o olhar dele descendo até o tecido melecado. Imaginei se ele ia só olhar… ou se ia tocar.
Quando o chuveiro desligou e a porta se abriu de novo, esperei só alguns segundos e voltei.
A calcinha não estava mais na mesma posição.
Tinha sido mexida.
O short que eu também deixara ao lado estava um pouco deslocado. A calcinha estava mais para a esquerda, e o miolo encharcado parecia ter sido tocado — o tecido um pouco amassado, como se dedos tivessem pressionado ali.
Eu fiquei parada na frente da pia, o coração batendo na garganta, as pernas moles.
Será que ele pegou a calcinha com as duas mãos?
Será que levou até o rosto e cheirou fundo o cheiro da minha buceta?
Será que passou o dedo no tecido molhado, sentindo a textura da minha excitação?
Será que ficou duro na hora e se masturbou ali mesmo, com a minha calcinha grudada no pau ou no rosto, gozando pensando em mim?
A imagem me atravessou com uma força tão grande que eu quase gozei em pé.
Saí do banheiro quase correndo. Tranquei a porta do meu quarto, tirei a toalha, me deitei de pernas abertas e enfiei dois dedos fundos de uma vez. Me masturbei com violência, relembrando a calcinha aberta, o tecido melecado, a certeza de que ele tinha tocado. Imaginei a mão grande dele pressionando o miolo molhado, o nariz dele inalando meu cheiro, o pau duro latejando enquanto ele gozava.
Gozei tão forte que a visão escureceu por um segundo. O gemido saiu rouco e longo contra o travesseiro. Fiquei deitada depois, ofegante, a mão ainda molhada, a mente girando em torno de uma única pergunta:
O que exatamente você fez com a minha calcinha, Ricardo?
Para você:
Eu deixei a calcinha aberta na pia de propósito.
O fundinho virado para cima. Bem melecada. Brilhando.
Para você ver. Para você tocar.
Você mexeu. Eu sei.
E eu fiquei louca. Louca de imaginar se você cheirou. Se passou o dedo.
Se bateu punheta com o cheiro da minha buceta no ar.
Eu gozei até tremer só com essa possibilidade. E ainda estou molhada só de escrever.
13 de Abril
Hoje fiz cafuné em você.
Você estava no sofá, a cabeça reclinada, cansado depois do trabalho. Eu me sentei ao lado e comecei a passar os dedos no seu cabelo, devagar, na nuca, atrás da orelha, no couro cabeludo. Você fechou os olhos e soltou um suspiro baixo. Eu continuei. Minha outra mão desceu até o peito, abrindo os botões da camisa um por um, sem pressa.
Quando a mão chegou perto demais da barriga, você segurou meu pulso. Não para me afastar. Só segurou, os dedos firmes. O olhar que me deu quando abriu os olhos era pesado, escuro, quase faminto. Eu continuei o cafuné, mais perto, o seio roçando seu braço de propósito. Senti o pau endurecer de novo sob o short, o volume crescendo devagar.
Saí de perto antes de fazer mais. Fui para o quarto com as pernas moles e me toquei até gozar, ainda sentindo o cheiro do seu cabelo nos dedos e a marca da sua mão no meu pulso.
Para você:
Hoje meus dedos estavam no seu cabelo.
E eu senti você ficar duro de novo.
Quase não consegui parar.

19 de abril
Hoje me deitei no seu colo.
Estávamos na sala. Minha mãe tinha ido dormir cedo. Você no sofá, de short e camiseta, assistindo qualquer coisa. Eu cheguei sem dizer nada e me deitei de lado, a cabeça no seu peito, as pernas dobradas sobre as suas. Seu braço ficou em volta da minha cintura por reflexo.
Eu me mexi. Devagar. De propósito. A bunda roçando o volume dele. Senti endurecer sob mim, o pau ganhando forma contra a curva das minhas nádegas. Continuei, pequenos movimentos de quadril, como se só estivesse ajeitando a posição. Sua mão apertou minha cintura com mais força. Os dedos se cravaram na carne. A respiração ficou mais pesada contra o meu cabelo.
Fiquei assim longos minutos, sentindo o pau duro latejar contra mim, o tesão subindo até eu ficar molhada de verdade. A umidade já manchava a calcinha. Quando me levantei, o volume no short estava claro, impossível de esconder. Nenhum de nós falou nada. O silêncio pesou entre nós.
Para você:
Eu me deitei no seu colo de propósito.
E senti você ficar duro sob mim.
Não consegui parar de me mexer.
10 de maio
Inventei o escorpião.
A casa estava silenciosa. A mãe havia saído há mais de uma hora. Eu sabia que estávamos sozinhos. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro bem quente e deixei a água escorrer pelo corpo por longos minutos. O vapor já embaçava o espelho quando eu respirei fundo, fechei os olhos e gritei.
Gritei de verdade. Com o pânico inventado saindo convincente demais da garganta:
— Socorro! Tem um escorpião! Ricardo! Socorro!
Os passos dele vieram quase correndo pelo corredor. A porta foi arrombada com um golpe seco, a maçaneta batendo na parede. Ele entrou disparado, só de short de casa, o peito nu subindo e descendo rápido, os olhos caçando o perigo pelo chão, pelas paredes, atrás do vaso.
Mas não tinha escorpião nenhum.
Eu estava parada debaixo da água quente, completamente nua. A pele brilhando, molhada, os cabelos grudados nos ombros e nas costas. Os seios pesados, os bicos duros por causa do ar frio que entrou pela porta aberta. A barriga contraída. E a buceta — eu tinha me depilado inteira naquela manhã, com cuidado, até ficar completamente lisinha — estava à mostra, os lábios rosados e suaves, a água escorrendo entre as coxas e descendo pelas pernas.
Ricardo parou no meio do banheiro.
O olhar mudou.
Não foi imediato. Foi uma transformação lenta, quase visível. Os olhos dele desceram do meu rosto para os seios, demoraram ali, depois desceram mais, passaram pela barriga e pararam entre as minhas pernas. Eu vi a garganta dele se mover quando engoliu. Vi o momento exato em que o olhar deixou de ser de padrasto preocupado e se tornou o olhar de um homem vendo uma mulher nua pela primeira vez. Um olhar escuro, pesado, que demorava em cada detalhe.
Ele ainda tentou cumprir o papel. A voz saiu rouca, mais baixa do que o normal:
— Cadê o escorpião?
— Acho que… já saiu — eu respondi, a voz saindo quase um sussurro. Não me movi. Continuei debaixo da água, o corpo inteiro exposto, deixando ele ver.
Ele abriu o box com a mão, olhou no chão, atrás dos frascos de shampoo, ao lado do ralo. Mas os olhos voltavam para mim o tempo todo. Para os seios. Para a buceta lisinha. Para a forma como a água escorria pela curva da minha bunda. Eu sentia o olhar dele como um toque. Minha buceta latejou. Eu sabia que estava ficando molhada de um jeito que a água do chuveiro não explicava.
Ele pegou a toalha que estava no suporte e estendeu na minha direção, sem conseguir desviar o olhar por completo.
— Se cobre…
Eu não peguei. Sacudi a cabeça devagar, a água escorrendo pelo rosto.
— Vou continuar o banho. Ainda não terminei.
O silêncio que veio depois foi denso. Ele ficou parado, a toalha ainda na mão, o olhar preso no meu corpo. Eu vi, claramente, o volume crescer dentro do short. Duro. Marcado. Impossível de esconder. O pau dele reagindo à minha nudez ali, a poucos passos de distância.
Eu respirei fundo e falei, a voz baixa, quase inocente, mas carregada de tudo o que eu queria que ele entendesse:
— Pode ficar, se quiser. Se o escorpião voltar… voc ê mata.
Ele não respondeu na hora. Só me olhou. O peito ainda subia e descia mais rápido que o normal. O olhar desceu de novo até a minha buceta e demorou ali. Eu abri um pouco mais as pernas, só o suficiente para ele ver melhor. A água batia nos meus ombros e escorria em fio direto entre os lábios lisos.
A voz dele saiu rouca, quase arrastada:
— Você… se depilou toda.
Não era pergunta. Era constatação. E havia um peso nela. Um desejo mal disfarçado.
— Fiquei lisinha — eu respondi, olhando nos olhos dele. — Acha bonito?
Ele engoliu de novo. A toalha acabou caindo da mão dele e ficou esquecida no chão. O olhar percorreu meu corpo com uma lentidão quase cruel: os seios, a cintura, a curva da bunda, a buceta completamente nua e suave.
— Princesa, bonito não é a palavra — murmurou.
A forma como ele disse ¨princesa¨ fez meu clitóris latejar. Eu passei a mão devagar pela própria barriga, descendo até quase tocar os lábios, e depois subi de novo, sem pressa, deixando-o acompanhar o movimento.
— Então fica — eu repeti, mais baixo. — Me vigia. Se o escorpião aparecer, você resolve.
Ele não saiu. Ficou parado ali, o pau claramente duro dentro do short, o olhar faminto percorrendo cada centímetro da minha pele molhada. Eu me virei de lado de propósito, depois de costas, deixando ele ver a bunda, a linha da coluna, a forma como a água escorria entre as nádegas. Quando me virei de frente outra vez, seus olhos já estavam mais escuros.
A tensão no banheiro era tão densa que eu quase conseguia sentir o cheiro dela. Meu corpo inteiro estava acordado. Os seios pesados, os bicos doloridos de tão duros, a buceta latejando e escorrendo. Eu sabia que ele via. Sabia que ele queria. E ele sabia que eu sabia.
Ficamos assim longos segundos. A água caindo. A respiração dos dois mais alta que o chuveiro. Uma cumplicidade silenciosa e perigosa no ar. Eu não fingi vergonha. Ele não fingiu que não estava me devorando com os olhos.
Só quando o silêncio ficou quase insuportável ele falou, a voz rouca:
— Eu… vou lá fora. Se gritar de novo, eu venho.
Ele se virou. Eu vi o volume marcado no short quando ele saiu. Duro. Pesado. Claro.
Fechei a porta com a mão trêmula, mas não travei. Fiquei debaixo da água ainda um tempo, a mão entre as pernas, me tocando com a imagem do olhar dele gravada na pálpebra. Os dedos entraram fácil. Eu gozei em silêncio, a testa apoiada no azulejo frio, gemendo baixo o nome dele, ainda sentindo o peso daquele olhar na minha pele.
**12 de maio**
Me deitei nua com um espelho entre as coxas. Abri os lábios e vi o hímen. Fui acariciando o clitóris enquanto olhava o reflexo ficar molhado. Imaginei você me fodendo até o fim — a dor, o sangue, o pau me abrindo. Gozei olhando para mim mesma.
**Para você:**
Hoje eu me olhei por dentro. nE já me entreguei na imaginação.

**18 de maio**
Abri o diário e encontrei a letra dele:
“Eu li. E gostei.”
Tremi inteira. Me masturbei na hora.
**Para você:**
Você leu. E respondeu. Agora o silêncio entre nós tem outro peso.

23 de maio
Finamente aconteceu.
Acordei às 6h12 já decidida.
Desde o dia em que li a mensagem dele no diário — “Eu li. E gostei.” — eu sabia que iria acontecer. Não era mais uma dúvida. Era só questão de esperar a oportunidade certa. Naquela manhã, ela apareceu.
A casa estava em silêncio. Ouvi os barulhos da cozinha. A mãe tinha tomado o remédio de sexta e não acordaria antes das dez. Levantei, tirei o pijama e coloquei só a calcinha minúscula e transparente que eu guardava para esse dia. Nada por cima, sem soutiens, seios a mostra. Fui para a cozinha com o coração acelerado, mas sem hesitação.
Ricardo estava de costas, só de cueca. Quando se virou e me viu, os olhos percorreram meu corpo e a respiração dele mudou. Eu parei na frente dele.
— Eu sei que você leu — disse, a voz baixa. — Eu sei que gostou. Então me pega, tira minha virgindade, seja meu primeiro homem.
O beijo começou devagar e logo se aprofundou. As mãos dele apertaram minha cintura e minha bunda. O pau já duro pressionava minha barriga. Foi só ali, com o corpo dele colado ao meu, que o medo apareceu por alguns segundos — medo da dor, medo de sangrar. Mas o desejo era maior.
Ele me levantou e me sentou na bancada. Beijou meu pescoço, chupou meus seios, afastou a calcinha e me tocou. Eu estava encharcada. Os dedos dele me abriram com cuidado. Quando puxou a cueca, o pau saltou quente e pesado. Ele esfregou a cabeça na minha entrada.
— Vai doer um pouco. — Eu quero. Me fode.
Ele empurrou. A dor foi clara. O hímen cedeu. O sangue escorreu. Ele esperou. Depois avançou centímetro por centímetro até estar completamente dentro. Eu gemia, a testa no ombro dele, as pernas tremendo. A dor foi aos poucos dando lugar a uma pressão intensa e a um prazer fundo que eu nunca tinha sentido com nada nem com ninguém.
Ele me fodeu devagar no começo, depois com mais força. A bancada batia na parede. Eu pedia mais. Ele me carregou até o quarto ainda dentro de mim. Me virou de quatro, segurou meu cabelo, meteu fundo. Depois de lado, olhando nos meus olhos.
Foi então que o orgasmo começou a se formar.
Não foi rápido. Foi uma construção lenta e avassaladora. Uma onda que vinha de longe, subindo pelas pernas, apertando a barriga, subindo pelo peito. Eu sentia o pau dele batendo fundo e o clitóris sendo pressionado a cada estocada. O prazer ia se acumulando em camadas. Minhas coxas começaram a tremer sem eu controlar. O gemido saiu mais agudo, mais longo. Eu apertei o pau dele por dentro com uma força que eu nem sabia que tinha.
Quando a onda quebrou, foi como se o corpo inteiro explodisse.
As contrações vieram violentas, uma atrás da outra, apertando o pau dele em espasmos ritmados e fortes. Eu gemi alto, ele tapou minha boca, por razões óbvias. Não porque quis — porque precisei. O prazer era tão grande que parecia sair do meu controle. As pernas tremeram com força. Um formigamento subiu pela coluna até a nuca. Por alguns segundos eu tive a sensação de que estava flutuando fora do próprio corpo, só existindo naquele ponto de prazer puro. O coração batia tão forte que doía. Lágrimas escorreram pelo canto dos olhos sem eu perceber. O corpo continuou se contraindo em ondas menores, uma atrás da outra, enquanto ele ainda me fodia fundo.
Eu nunca tinha sentido nada parecido.
Nem sozinha. Nem com a boca de ninguém. Nem na imaginação.
Foi o orgasmo de quem esperou tempo demais. De quem escreveu, se tocou, se ofereceu, se depilou, se expôs e guardou a virgindade para um único homem. O corpo inteiro desabou em prazer. Eu continuei tremendo mesmo depois que as contrações mais fortes passaram. O pau dele ainda latejava dentro de mim quando ele gozou, quente, pulsando, preenchendo tudo. Eu senti cada jato e ainda contraí em volta dele, em espasmos menores, como se o orgasmo não quisesse terminar.
Ficamos abraçados. Eu ainda tremia. A respiração descompassada. As pernas moles. O corpo formigando da cabeça aos pés. O cheiro de sexo, suor, sangue e gozo no ar. Eu o sentia ainda dentro de mim e o calor escorrendo pelas coxas.
O medo tinha durado só alguns segundos. O resto foi o prazer mais intenso que eu já vivi.
Agora eu sou uma mulher completa.
Para você:
Eu acordei decidida.
Desde que li sua mensagem, só esperava a oportunidade.
Hoje ela apareceu.
Você me abriu.
Eu senti a dor, o sangue e cada centímetro seu.
Você me fodeu até eu gozar do jeito mais forte que já senti na vida — o corpo inteiro tremendo, gemendo sem controle, as contrações apertando você, as lágrimas escorrendo, a sensação de sair de mim mesma de tanto prazer.
Ainda sinto o ardor e o calor escorrendo.
Ainda sinto o peso de você.
Ainda tremo só de lembrar.
Agora eu sou uma mulher completa.
E foi você quem me completou.

Epílogo
Depois daquela manhã de Maio, nada voltou a ser como antes.
O que começou na cozinha e terminou no meu quarto se repetiu. Muitas vezes. De muitas formas.
Houve tardes em que a casa estava vazia e ele me fodia contra a parede do corredor, a mão na minha boca para eu não gemer alto demais. Houve noites em que eu ia até o quarto dele depois que minha mãe dormia, tirava a calcinha e me oferecia para ele, íamos para meu quarto eu sentava no pau dele até gozar tremendo. Houve manhãs preguiçosas em que ele me chupava por longos minutos antes de me comer devagar, olhando nos meus olhos. Cada vez foi mais intenso. Cada vez o prazer ficou maior, mais solto, mais viciado. O corpo dele aprendeu o meu. O meu corpo aprendeu o dele.
Nunca fomos descobertos.
Helena nunca soube.
Os anos passaram. Eu saí de casa, namorei, transei com vários homens, experimentei quase tudo o que quis experimentar. Gozei, me perdi, me encontrei de novo. Casei. Construí uma vida.
Mas o tesão por Ricardo nunca desapareceu de verdade.
De vez em quando, quando a saudade aperta de um jeito que não dá para ignorar, a gente ainda se encontra. Um motel discreto, uma tarde roubada, uma mensagem curta que significa “hoje”. O corpo dele continua reconhecendo o meu. O meu continua respondendo como na primeira vez. Às vezes é devagar e profundo. Às vezes é bruto e urgente. Sempre é bom. Sempre carrega o peso de tudo o que vivemos em segredo.
Hoje sou uma mulher casada.
Já fui comida por muitos.
Mas nenhuma folha do meu corpo esqueceu as mãos, a boca e o pau do homem que me transformou de menina em mulher naquela manhã de maio.
Se vocês, leitores, quiserem…
se pedirem…
eu escrevo mais.
Escrevo os detalhes das outras vezes.
Escrevo como ele me fodia quando a casa estava vazia.
Escrevo o que ele sussurrava no meu ouvido.
Escrevo como eu ainda gozo pensando nele.
Basta pedir.


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Ficha do conto

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markao68

Nome do conto:
DIÁRIO DE LARISSA PARTE 2

Codigo do conto:
274806

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
16/10/2026

Quant.de Votos:
1

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