**15 de março**
Hoje ele me deu este caderno. Ainda sinto o calor da mão dele no momento em que o entregou.
O desejo que eu carrego não é novo. Nasceu anos atrás, ouvindo minha mãe gemer e pedir mais. Ouvindo ela dizer que ele era o melhor macho que já a tinha comido. Foi ali que eu soube que queria o mesmo.
Pesquisei, na internet, pois para mim era algo estranho, ter desejo sexual pelo seu padrasto. Descobri que outras meninas também sentem o mesmo. Entrei num grupo do Telegram.
Escrevi apenas: “Me toco pensando no meu padrasto quase todas as noites. Ainda sou virgem, tem alguém que tem esse mesmo desejo?.” , logo veio uma resposta com essa sugestão
Beatriz disse: “Oie, também tenho esse desejo, seja benvinda para conversar e compartilhar como seduzir seu padrasto com a gente.”
Clara respondeu: “Começa deixando o corpo à mostra. O olhar dele muda antes da mão.”
E outras mais vieram falar comigo coisas bem safadas que me atiçaram ainda mais
Então não era a única ter esse tipo de desejo, isso me fez sentir normal, mas não menos culpada.
Decidida, escrevi na primeira página. Vou escrever como quem se despe. E vou deixar as páginas onde ele possa ler.
**Para você, Ricardo:**
Eu descobri o desejo por você atrás da porta do seu quarto, ouvindo minha mãe gozar.
Agora eu escrevo. E quero que você leia.
22 de março
Hoje eu te observei pela fechadura do banheiro.
A casa estava em silêncio absoluto. Minha mãe tinha saído no início da tarde e só voltaria à noite. Eu passei pelo corredor e vi a porta do banheiro entreaberta só o suficiente para deixar passar um fio de luz e vapor. Meu coração disparou tão forte que precisei apoiar a mão na parede. Aproximei o rosto devagar, quase sem respirar, e olhei.
Você estava debaixo do chuveiro, de costas para mim. A água quente escorria pelos ombros largos, descia pela coluna, pela curva da bunda, pelas coxas. Quando você se virou um pouco para pegar o sabonete, eu vi o pau. Pesado, ainda semi-duro, balançando com o movimento. O estômago revirou. A buceta latejou imediatamente, um calor úmido se espalhando entre as pernas.
Eu fiquei parada, o olho colado na fresta, sem conseguir me afastar. Cada segundo me deixava mais molhada. Você começou a se ensaboar. A mão desceu e passou pelo pau de propósito, limpando com movimentos lentos e firmes. Eu apertei as coxas uma contra a outra e soltei um gemido baixo demais para você ouvir. A imagem se gravou atrás das minhas pálpebras.
Saí correndo para o meu quarto com as pernas trêmulas. Tirei a calcinha, deitei de costas e enfiei dois dedos enquanto a visão do seu corpo nu se repetia. Gozei forte, com o nome dele preso na garganta, o corpo se contraindo em silêncio.
Para você:
Eu te vi. Nu Pela fechadura. E fiquei molhada só de olhar.
**28 de março**
À noite o corpo pede. Não é pensamento. É umidade quente, latejar baixo. Eu deito, a mão encontra o clitóris já inchado, depois me toco com dois dedos, imaginando que são os dele. Quando gozo, o nome dele quase escapa. Ainda sou virgem.
**Para você:**
Eu me toco quase todas as noites.
E cada vez que o prazer me atravessa, ele tem o formato da sua ausência.
3 de abril
Hoje, sozinha no quarto, abri o Xvideos.
Eu estava procurando vídeos de padrasto e enteada — já era quase um vício. Rolei vários até parar num título que me prendeu na hora. Cliquei.
O vídeo começava com o casal dormindo na cama. A mãe de um lado, o padrasto do outro, a respiração pesada de quem está em sono profundo. A câmera mostrava a jovem entrando no quarto de mansinho, só de calcinha. Ela se aproximava com cuidado extremo, o corpo tenso, o olhar fixo no volume marcado na cueca do homem.
Ela ajoelhava ao lado da cama. A mão direita descia devagar e tocava o pau por cima do tecido. No mesmo instante o homem se mexia. Os olhos abriam. Ele acordava.
O momento em que ele abria os olhos e via a enteada ajoelhada ali, a mão ainda no pau dele, foi o que me deixou molhada na hora. Não havia grito. Não havia rejeição. Só um olhar pesado, surpreso e logo depois escuro de tesão. Ele levantava um pouco a cabeça, olhava para a mulher dormindo ao lado e depois voltava o olhar para a garota. Um silêncio denso. Um entendimento.
Ela continuava. Puxava a cueca para baixo. O pau já estava duro. Ela o segurava, masturbava devagar, depois inclinava o rosto e colocava na boca. A câmera mostrava a língua dela rodando a glande, a boca descendo, a saliva escorrendo. O homem segurava o lençol com força, o peito subindo e descendo mais rápido, mas sem fazer barulho. A mãe continuava dormindo a poucos centímetros.
Quando ele estava completamente duro e brilhando de saliva, a garota subia na cama, afastava a calcinha e sentava devagar. O pau entrava. Ela gemia baixo, o rosto contraído de prazer, e começava a se mover com cuidado — subia e descia sem fazer a cama ranger demais. O homem segurava a cintura dela, os dedos cravados na carne, ajudando o ritmo, o olhar indo da buceta dela para o rosto da esposa dormindo.
Ela gozava assim, sentada nele, o corpo tremendo, a boca aberta num gemido abafado. Depois se levantava, ajeitava a calcinha e saía do quarto como tinha entrado: em silêncio.
Eu sabia que era vídeo montado. Sabia que era ficção. Mesmo assim fiquei louca de tesão.
Parei o vídeo, tirei a calcinha e me masturbei ali mesmo, na cadeira, com as pernas abertas, relembrando o momento em que o homem acordava e via a mão dela no pau. Imaginei que era Ricardo. Que eu entrava no quarto, tocava nele, ele abria os olhos, via que era eu, e em vez de me afastar, deixava eu continuar. Deixava eu chupar. Deixava eu sentar. Tudo em silêncio, com minha mãe dormindo do lado.
Gozei tão forte que precisei morder a mão para não gemer alto.
Fiquei ofegante, a tela ainda pausada no rosto da garota gozando em cima do padrasto, e uma única certeza latejando entre as pernas:
Se eu pudesse…
se a oportunidade aparecesse…
eu faria exatamente a mesma coisa.
Para você:
Hoje eu assisti um vídeo de enteada e padrasto. Ela tocava no pau dele enquanto ele dormia.
Ele acordava. Via. E deixava.
Eu gozei imaginando que era você.
Que eu entrava no quarto, te tocava, você abria os olhos e me deixava continuar.
A ideia não saiu da minha cabeça o resto do dia.
**15 de abril**
A porta estava entreaberta. Ele saía do banho. A toalha escorregou. Eu vi o pau grosso, pesado, ainda bem que ele não me viu.
Ele é grande, como minha mãe o aguenta?
Claro que é por isso que ela tem tanto prazer quando é comida por ele! Corri para o quarto e me masturbei até tremer, a imagem se repetindo atrás das pálpebras.
**Para você:**
Eu vi você. E o meu corpo não soube mais voltar ao que era.
**19 de abril**
Acordei me sentindo especialmente gostosa. Saí sem sutiã, os bicos duros marcando a camiseta. Calcinha socada na bunda, calça solta que mostrava o desenho.
No metrô lotado, um homem atrás de mim começou a encoxar. O pau duro esfregando. “Tá gostando, né, borboletinha…” Eu deixei.
Conversei com ele para as pessoas acharem que éramos conhecidos. Ele apertou minha bunda, depois enfiou a mão dentro da calça e acariciou meu cuzinho com o dedo firme. Quase gozei em pé. Durou três estações.
Quando desci, vi que era um homem mais velho, cabelos grisalhos, mãos pesadas de obra. Foi a coisa mais safada da semana. E mesmo assim, enquanto ele me tocava, eu imaginava que fosse você.
**Para você:**
Um desconhecido me usou no metrô. E eu só conseguia pensar em você.
**27 de abril**
Fui à casa da Mônica pela primeira vez para fazermos o trabalho de casa, ela fica sozinha, a mãe e o pai trabalham e o irmão mais velho estuda de tarde.
Nunca fizemos nada mais que dar uns beijinhos em uns colegas da escola. Cheias de curiosidade e de hormônios que não sabíamos bem o que fazer com eles. O corpo latejava por qualquer coisa, havia uma certa cumplicidade de segredos sobre os meninos e muitas perguntas sobre sexo, eu me sinto bem a vontade com ela, ao ponto de irmos juntas a banheiro, eu reparei que ela depilava todo o pelo da vagina, mas nunca falei nada, sempre estávamos de braços dados pelo colégio, somos boas amigas.
Terminamos o trabalho mais cedo. Ela sugeriu que assistíssemos a alguma coisa. Escolheu *Azul é a Cor Mais Quente*.
As cenas longas, a língua entre as pernas, os corpos se arqueando.
Mônica se inclinou e os seios dela roçaram meu ombro, ela só de camiseta sem soutiens, os biquinhos virilmente durinhos. Nossas bocas quase se tocaram. Fiquei molhada. Pela primeira vez duvidei da minha sexualidade. O desejo pela amiga foi real. E foi bom.
**3 de maio**
Comecei a me oferecer. Shortinho, camiseta fina, sem sutiã, sem calcinha. Hoje esfreguei os seios nos ombros dele de propósito. A respiração mudou. Eu saí pingando.
**Para você:**
Eu coloquei o peso dos meus seios sobre você de propósito. E senti que alguma coisa em você respondeu.
**17 de maio**
Voltei à casa da Mônica. O trabalho era sobre Clarice Lispector. Lemos *O Corpo* juntas. O clima era de tesão puro. Perguntei porque ela se depilava. Ela ficou sem graça e disse que tinha visto em filme pornô, depois reparou que a mãe e a tias dela também eram e decidiu se depilar também.
Sem graça eu pedi que me ajudasse a me depilar, queria também ficar assim, minha mãe também era depilada. Nunca tinha feito. Tinha medo de me cortar.
No banheiro ela se ajoelhou entre as minhas pernas, passou a espuma, depois a lâmina com cuidado quase carinhoso. Quando terminou, a mão deslizou entre os lábios molhados. Ela olhou nos meus olhos, havia um cumplicidade olhar, não precisou palavras, estava nítidos o que nós queríamos e desejávamos a algum tempo e aconteceu.
A boca desceu. Pela primeira vez fui chupada. A língua quente, a boca fechando em volta do clitóris. Gozei rápido, as coxas tremendo. Depois nos beijamos. O gosto dela na minha boca. Ela me puxou para no chão do banheiro e fizemos um 69 até não aguentar mais. Foi bom. E me deixou confusa.
31 de maio
Voltei à casa da Mônica.
Dessa vez não havia trabalho de literatura para justificar. Eu mandei mensagem no meio da tarde: “Posso ir aí?”. Ela respondeu só com um “vem”. O coração disparou na hora.
Cheguei e ela já estava me esperando de shortinho e camiseta fina, sem sutiã. O abraço durou mais do que o necessário. O cheiro do shampoo dela me atingiu de novo e a umidade veio imediata. Entramos no quarto sem falar quase nada. A porta foi trancada. A cortina puxada.
Dessa vez não houve depilação, nem desculpas, nem quase. A gente já sabia o que queria.
Mônica me beijou primeiro. A boca dela era quente e faminta, diferente do beijo hesitante da outra vez. A língua dela encontrou a minha com urgência. Eu respondi com a mesma fome. As mãos dela subiram por baixo da minha blusa e encontraram os seios sem sutiã. Os polegares roçaram os bicos já duros e eu gemi dentro da boca dela. Em segundos estávamos as duas sem roupa, caídas na cama, pernas entrelaçadas, pele contra pele.
Eu chupei os seios dela com vontade, sentindo o peso macio, o bico endurecendo na língua. Ela arqueava as costas e puxava meu cabelo. Depois desci. Abri as coxas dela e coloquei a boca na buceta pela segunda vez. Agora eu já sabia um pouco melhor o que fazer. Lambia devagar no começo, saboreando, depois chupava o clitóris com mais pressão enquanto enfiava dois dedos. Mônica gemia alto, sem se importar, a mão apertando minha cabeça contra ela. Gozei só de ouvir. Depois ela gozou na minha boca, as coxas tremendo, um gemido longo e rouco que me fez ainda mais molhada.
Não demorou para ela me virar de costas e me chupar também. A língua dela era mais ousada dessa vez. Entrava, saía, chupava, lambia os lábios agora lisos com fome. Eu estava de bruços, a bunda empinada, o rosto enterrado no travesseiro, gemendo sem vergonha. Quando os dedos dela entraram junto com a língua, eu gozei rápido e forte, o corpo se contraindo em espasmos molhados.
Ainda ofegantes, nos beijamos de novo. O gosto uma da outra misturado nas bocas. Mônica se ajeitou entre as minhas pernas e começou a se esfregar em mim — buceta contra buceta, molhada contra molhada, o clitóris de uma roçando no da outra. O movimento era lento no começo, depois mais urgente. Eu segurava a bunda dela com as duas mãos, puxando-a contra mim. O barulho molhado enchendo o quarto. Gozamos quase juntas, os corpos tremendo um contra o outro, os gemidos se misturando.
Ficamos abraçadas depois, suadas, as pernas ainda entrelaçadas, a respiração aos poucos acalmando. O silêncio era diferente da outra vez. Menos confuso. Mais consciente.
Eu gostei.
Gostei de verdade. O corpo dela, o gosto, o jeito como ela me olhava enquanto me chupava, a forma como nossas bucetas se encaixava. Tudo foi bom. Muito bom.
E mesmo assim, no fundo da mente, enquanto o prazer ainda latejava, uma parte de mim pensava em Ricardo. No peso diferente de um corpo masculino. No pau que eu ainda não tinha sentido dentro de mim. No olhar dele quando me viu nua no banheiro.
Mas naquele momento, na cama da Mônica, eu não me cobrei.
Só fiquei ali, a mão dela no meu cabelo, o cheiro de sexo no ar, e a certeza de que meu corpo estava aprendendo coisas novas — e gostando de todas elas.
07 de Junho
Hoje subi na escada de propósito.
Estava de saia curta e calcinha fina, quase transparente. Pedi para você me ajudar a pegar uma caixa no alto do armário da despensa. Você ficou embaixo, segurando a escada com as duas mãos. Eu subi devagar, degrau por degrau, a saia subindo junto com o movimento. Sei que você viu. Vi o olhar subir pela minha coxa, demorar na curva da bunda e parar na calcinha.
Quando desci, seus olhos ainda estavam escuros. A mão dele tocou minha cintura para me ajudar no último degrau e ficou ali um segundo a mais, os dedos apertando de leve. Eu senti o volume no short quando passei perto demais, o pau já semi-duro.
Fui para o quarto logo em seguida e me masturbei com urgência, imaginando o que você estava vendo enquanto eu subia, a calcinha à mostra, a bunda na sua cara.
Para você:
Eu subi na escada sabendo que você ia olhar.
E você olhou.
Eu senti.
21 de junho
Hoje você quase reagiu de verdade.
Eu passei por você na cozinha, de shortinho curto e sem sutiã. Os seios roçaram seu braço de propósito quando fui pegar um copo. Você prendeu a respiração. Eu me virei, fiquei perto demais, o peito quase tocando o seu, o olhar no seu olhar.
— Desculpa — falei, a voz baixa e rouca.
Você não se afastou. A mão subiu até minha cintura e apertou. Só um segundo. Mas foi o suficiente para eu sentir a força, o desejo contido, o quase. Os dedos se cravaram na carne. Depois você soltou e saiu da cozinha sem dizer nada, a respiração ainda alterada.
Eu fiquei parada, o coração batendo na garganta, a buceta latejando. Fui para o quarto e me toquei até gozar, ainda sentindo a marca dos seus dedos na minha pele.
Para você:
Hoje você me tocou de verdade. Por um segundo. E eu ainda estou sentindo.
4 de julho
Hoje eu sonhei com você.
No sonho a gente estava sozinho na casa. Você me pegou pela cintura no meio da sala, me beijou com fome e me carregou até a cama. Tirou minha roupa devagar, beijando cada pedaço de pele. Me chupou até eu gozar na sua boca. Depois me fodeu. Devagar no começo, olhando nos meus olhos, depois com força, fundo, me fazendo gemer o seu nome. Você gozava dentro de mim, quente, pulsando.
Acordei encharcada, os dedos já entre as pernas, terminando sozinha o que o sonho tinha começado. Gozei ainda com a imagem do seu pau me abrindo, o corpo se contraindo em silêncio.
Para você:
Eu sonhei que você me comia. E acordei gozando.
**22 de Julho – Rafael**
Comecei a namorar escondido.
Rafael tinha vinte e um anos. Magro, cabelo cacheado castanho claro, jeito carinhoso e um pouco inseguro. Não era tão mais velho quanto eu às vezes fantasiava, mas havia nele uma insistência quieta que me atraía e, ao mesmo tempo, me assustava.
Logo no primeiro dia em que começamos a nos ver as coisas avançaram rápido. Ele me beijou com uma doçura que eu gostei. As mãos dele subiram por baixo da blusa, tocaram meus seios, desceram pela barriga. Depois ajoelhou entre as minhas pernas e me chupou com cuidado, a língua quente e paciente. Eu gozei na boca dele, as coxas tremendo. Foi bom. O prazer veio claro, molhado, real. Mas fechei os olhos o tempo inteiro. E atrás das pálpebras não estava o rosto de Rafael. Estava a barba de Ricardo raspando a pele interna das minhas coxas. Estava a boca de Ricardo. Estava o desejo antigo e proibido que eu carregava desde as noites atrás da porta.
O relacionamento durou algumas semanas. Eu gostava dos beijos. Gostava da forma como ele me tocava — sempre pedindo licença com o corpo, sempre atento demais. O tesão existia. Eu ficava molhada. Gozei mais de uma vez com a boca dele ou com os dedos. Mas havia um limite invisível que meu corpo se recusava a atravessar.
Ele queria muito fazer sexo. Queria penetrar. Falava nisso quase todas as vezes em que estávamos sozinhos, a voz baixa, a mão já subindo pela minha coxa, o pau duro pressionando contra mim. E era exatamente ali que o medo aparecia. Um medo frio e claro de perder a virgindade com ele. Medo da dor. Medo de sangrar. Medo de entregar aquela última barreira para alguém que não era Ricardo. A ideia de ser aberta por Rafael me deixava tensa, quase fria por dentro. O corpo travava. As pernas se fechavam sozinhas. O tesão sumia no mesmo instante em que ele insistia.
Porque o tesão verdadeiro — o que me deixava encharcada no meio da noite, o que me fazia gemer com o rosto no travesseiro — continuava tendo outro nome. Eu imaginava Ricardo enquanto Rafael me chupava. Imaginava o pau de Ricardo enquanto segurava o de Rafael. Imaginava a voz rouca de Ricardo no meu ouvido enquanto outro homem gemia o meu nome. O desejo pelo padrasto era tão maior, tão mais antigo e tão mais fundo, que qualquer outro corpo parecia apenas um ensaio incompleto.
Ainda assim, houve uma coisa boa. Foi com Rafael que eu peguei num pau pela primeira vez. Uma noite, no quarto dele, tirei a calça e a cueca. Segurei o pau duro com as duas mãos, sentindo o calor, o peso, as veias sob a pele. Masturbei-o devagar no começo, depois mais rápido, olhando o rosto dele se contorcer. Vi a glande inchar, ficar mais escura, brilhando. Vi o momento exato em que ele gozou — os jatos quentes escorrendo pelos meus dedos, o gemido baixo, o corpo se contraindo. Eu adorei. Adorei a sensação de ter um pau duro na mão. Adorei ver um homem gozar por causa do meu toque. Fiquei molhada só de olhar.
Mas mesmo naquele momento, enquanto o gozo dele escorria pela minha pele, eu imaginava que era o pau de Ricardo que eu segurava. Que era o gemido de Ricardo que eu ouvia. Que eram as veias de Ricardo latejando contra a minha palma.
Quando ele insistiu de novo para penetrar, eu travei de verdade. O corpo inteiro recusou. O medo de perder a virgindade com o homem errado foi mais forte que qualquer tesão do momento. Terminei o namoro pouco tempo depois.
Não por raiva. Por honestidade. Eu não conseguia dar a ele o que ele queria. Porque o que eu queria — o tesão que realmente me consumia, o medo que eu estava disposta a enfrentar, a dor que eu estava disposta a sentir — ainda tinha outro nome.
Para você:
Outro homem me provou com a boca. Eu gozei.
Peguei num pau pela primeira vez. Masturbei até ele gozar na minha mão. E adorei ver.
Tive medo de perder a virgindade com ele. Medo real. Frio.
Porque o tesão que eu sentia, o desejo que me deixava molhada de verdade,
ainda era só seu.
31 de julho
Mônica me mandou mensagem, dizendo que tinha começado a namorar. O tom era cuidadoso, quase pedindo desculpas sem pedir. Eu respondi que entendia. E era verdade. Eu entendia.
Ser fiel é importante. Eu sei disso melhor do que muita gente. Carrego um desejo proibido há anos e, mesmo assim, nunca criei a ilusão de que o corpo da outra pessoa me pertencia. Quando ela disse que queria ser leal ao namorado, eu só consegui respeitar. Não houve briga. Não houve drama. Só um silêncio meio triste do outro lado da linha e a certeza de que aquilo entre nós tinha que parar.
Desde então não nos vimos mais a sós.
Não houve mais beijos. Não houve mais a língua dela entre as minhas pernas. Não houve mais o cheiro dela na minha pele depois do sexo.
Mas a saudade ficou.
Às vezes, de noite, quando a casa está quieta, a memória volta sem pedir licença. O gosto dela na minha boca. A forma como os seios pesavam nas minhas mãos. O gemido baixo que ela soltava quando eu chupava mais fundo. A sensação de nossas bucetas se esfregando, molhadas, quentes, o clitóris de uma roçando no da outra até o orgasmo chegar quase junto. O silêncio depois, as pernas entrelaçadas, o suor esfriando na pele.
Eu não sinto ciúme do namorado dela.
19 de Agosto
Hoje eu te vi se masturbando.
Era quase madrugada. A casa inteira dormia. Passei pelo corredor e a porta do seu quarto estava entreaberta. A luz baixa do abajur. Você na cama, o short puxado para baixo até as coxas, a mão no pau, o movimento lento e firme. O rosto contraído de prazer, a respiração pesada.
Eu fiquei parada atrás da porta, olhando. Não conseguia me afastar. Cada vez que sua mão subia e descia, minha buceta latejava. Quando você gozou — o corpo se contraindo, o gemido baixo e rouco, o gozo escorrendo pelos dedos e pela barriga — eu quase gozei junto só de ver.
Corri para o meu quarto com as pernas trêmulas. Me toquei com violência, a imagem do seu pau na mão, o som que você fez, o gozo escorrendo. Gozei com o rosto no travesseiro, o nome dele preso na garganta, o corpo inteiro tremendo.
Para você:
Eu te vi. Se masturbando. E gozei só de olhar.
5 de setembro
O relacionamento com Rafael durou alguns meses.
Eu gostava dos beijos dele. Gostava da forma como me tocava — sempre pedindo licença com o corpo, sempre atento demais, como se tivesse medo de me quebrar. Mas ele queria muito fazer sexo. Queria penetrar. Falava nisso quase todas as vezes em que estávamos sozinhos, a voz baixa, a mão já subindo pela minha coxa. Eu não estava pronta. O corpo travava. A ideia de ser aberta por ele me deixava fria por dentro. Porque não era Ricardo.
Ainda assim, houve uma coisa boa.
Foi com Rafael que eu peguei num pau pela primeira vez.
12 de Outubro – Praia
Fomos à praia.
O sol estava forte, o ar quente, o cheiro de sal e protetor solar. Eu escolhi de propósito o biquíni azul-marinho de duas peças, o de baixo bem pequeno, o tecido fino que marcava o desenho da buceta quando molhado. Ricardo estava de short preto. O corpo dele ao sol parecia ainda maior.
Pedimos duas cadeiras juntas. Minha mãe foi caminhar na beira d’água. Ficamos sozinhos.
— Passa bronzeador nas minhas costas? — pedi, já deitando de bruços.
Ele demorou um segundo a mais do que o necessário para responder. Depois se sentou na areia ao lado da minha cadeira. Ouvi o barulho da tampa do frasco. As mãos grandes e quentes tocaram minha pele. No começo foi só as costas, movimentos largos e firmes. Depois desceram. Os dedos passaram pela curva da cintura, roçaram a tira do biquíni e quase entraram por baixo dela. Eu senti o polegar deslizar bem rente à borda do tecido, a poucos centímetros da minha bunda. Um arrepio subiu pela coluna. Eu não me mexi. Só fechei os olhos e deixei.
A mão dele ficou ali um segundo a mais. Depois subiu de novo, como se nada tivesse acontecido. Mas a respiração dele tinha mudado.
Quando terminei de deitar de frente, me virei e peguei o frasco.
— Agora eu passo em você.
Ele ficou parado. Eu me ajoelhei na areia na frente dele. As mãos cheias de bronzeador desceram pelo peito largo, pelos ombros, pelos braços. Depois desci até a barriga. Os dedos passaram bem perto do elástico do short. Eu sentia o calor da pele dele sob as minhas mãos. Quando cheguei perto demais da virilha, vi o volume crescer. Claro. Marcado. O short preto não escondia nada. O pau estava duro, o desenho inteiro visível, a cabeça pressionando o tecido.
Eu demorei o olhar ali de propósito. Depois levantei os olhos e encontrei os dele. Ele não desviou. Só engoliu em seco.
Fiquei molhada na hora. O biquíni colado já estava úmido por dentro de um jeito que a água do mar não explicava.
Levantei, murmurei qualquer desculpa e fui até ao mar. Tinha que me tocar com urgência, pensando as mãos dele nas minhas costas, o polegar quase entrando por baixo da tira, o volume duro marcado no short, mas não fiz tive vergonha, tinha muita gente na praia
Quando voltei, ele já estava deitado de óculos escuros. Não nos olhamos direito pelo resto da tarde. Mas o silêncio entre nós tinha mudado de peso. De cheiro. De temperatura.
Mas quando eu cheguei no apartamento, corri para o banheiro e aí, fiz o que desejava usando meus dedos e a duchinha do chuveiro, gozei rápido, mordendo o próprio braço
Ainda não foi suficiente. Me toquei de novo. E mais uma vez. Três orgasmos seguidos, o corpo tremendo, a imagem do pau dele marcado atrás das pálpebras.
Foi a primeira vez que o corpo dele confessou de forma tão clara. E o meu não soube mais fingir.
Para você:
Hoje suas mãos desceram minhas costas e quase entraram por baixo da tira do biquíni.
Depois eu passei bronzeador em você e vi o seu pau duro marcado no short.
Claro. Inteiro.
Eu fiquei molhada na hora.
Corri para o banheiro e me masturbei três vezes seguidas só com a memória das suas mãos e do volume do seu pau.
Hoje o seu corpo confessou. E o meu respondeu.
15 de novembro – André
Eu estava com a bucetinha latejando quando fomos viajar para o sítio dos meus avós.
Havia festa. Todo mundo bebendo, rindo, dançando no terreirão iluminado por luzes improvisadas. O forró tocava alto, o cheiro de comida e de terra molhada se misturava ao suor dos corpos. Foi ali que eu vi André de novo.
André era o irmão mais novo do meu padrasto. Solteiro. Trinta e poucos anos. Alto, corpo firme, cabelo escuro com fios prateados nas laterais, barba bem cuidada e um olhar maduro que não pedia licença. Eu fiquei olhando de propósito. Porque ele carregava algo de Ricardo — a idade, a forma de se mover, o silêncio seguro, a maneira como as mãos pareciam saber o que fazer sem precisar perguntar.
Quando a música ficou mais puxada, ele veio até mim. Nem perguntou. Só estendeu a mão. Eu aceitei. No meio da roda de gente dançando, ninguém reparava em nada. O forró colava os corpos. Logo ele estava atrás de mim, uma mão firme na minha cintura, a outra descendo devagar até apertar minha bunda por cima do vestidinho curto. O pau dele já estava duro, marcado dentro da calça, pressionando minha bunda a cada passo. Eu não me afastei. Empurrei de leve para trás, aceitando. Ele apertou meus seios por cima do tecido quando a música permitiu, os dedos roçando os bicos. Ninguém viu. Todo mundo dançava, bebia, ria. Eu sentia o volume duro esfregar entre minhas nádegas e a buceta latejar cada vez mais forte.
Quando a música acabou, paramos de dançar, e o povo rindo e bebendo, já era noitinha e passei por ele e toquei de leve, ele entendeu o sinal, eu caminhei em direção ao meio da plantação de frutas, longe das luzes. Olhei para trás. Ele vinha me seguindo.
Parei embaixo de uma árvore nomeio do sítio, só se ouvia de longe as risadas. Ele chegou perto. Eu estava de biquíni por baixo do vestido, o corpo ainda quente da dança. Sem hesitar ele me beijou, a boca faminta, e murmurou contra meus lábios:
— Esse seu olhar safado está me deixando maluco…
O pau dele marcava forte na sunga. Ele cheirou meu cabelo e disse, a voz rouca:
— Você é chave de cadeia, menina. Não vou te comer… mas quero uma coisa sua.
Ele não forçou. Tirou o pau para fora e esperou. Grosso, duro, a glande rosada e brilhante. O cheiro de pele limpa e um pouco de suor masculino. Eu me ajoelhei entre as pernas dele com o coração batendo tão forte que quase doía.
No começo fiquei só olhando. Segurei na base com as duas mãos, sentindo o calor e o peso. Passei a língua devagar na cabeça, experimentando o gosto — salgado, quente, vivo. Depois abri os lábios e deixei entrar. Só a glande no início. A sensação foi estranha e poderosa: o volume preenchendo a boca, a textura lisa e quente contra a língua, o medo constante de encostar os dentes. Ele soltou um gemido baixo quando eu desci mais. Aquilo me deu coragem. Comecei a subir e descer, usando a mão no que não cabia, lambendo enquanto chupava. A saliva escorria. Minha mandíbula doía, mas eu não parava. Ele segurou meu cabelo com uma mão firme e paciente. Eu engasguei uma vez quando ele empurrou mais fundo — a cabeça bateu no fundo da garganta e meus olhos lacrimejaram — mas continuei.
Eu chupava e, o tempo inteiro, imaginava que era o pau de Ricardo na minha boca. Que era a mão de Ricardo no meu cabelo. Que era o gemido de Ricardo que eu estava provocando.
Quando ele avisou que ia gozar, eu não tirei. Os jatos quentes encheram minha boca. Engoli. Parte escorreu pelo canto dos lábios. Continuei chupando devagar até ele terminar de latejar.
Levantei o rosto. A boca formigava. Estava encharcada entre as pernas.
André passou o polegar no meu lábio inferior, limpando o resto do gozo, e disse:
— Que boca deliciosa… mas ainda quero mais uma coisa, não vou perder essa oportunidade.
Ele me virou de frente para a árvore. O tronco era grosso, a casca irregular contra minhas mãos quando eu me apoiei. Puxou o biquíni de lado com um movimento seco. O ar frio da noite tocou minha pele exposta. Os dedos dele, ainda úmidos da minha saliva, desceram pela fenda da bunda e encontraram o cuzinho. Ele começou a circular ali com a ponta do dedo, pressionando de leve, espalhando a umidade. Eu gemia baixo, o rosto virado contra o braço, as pernas já trêmulas. Ele cuspiu na mão, passou mais saliva quente e foi enfiando o dedo médio com cuidado, bem devagar. A entrada ardeu e cedeu ao mesmo tempo. Ele moveu o dedo para dentro e para fora algumas vezes, abrindo caminho, sentindo eu apertar em volta.
Quando percebeu que eu estava mais solta, retirou o dedo. Ouvi o som da saliva dele caindo sobre a própria glande. Depois senti a cabeça grossa do pau se posicionar contra meu cu. Ele empurrou.
A dor foi aguda, profunda, diferente de tudo que eu já tinha sentido. Uma ardidura quente que se espalhou pelas nádegas e subiu pela coluna. Eu soltei um gemido agudo, o corpo inteiro tenso. Ele parou na hora, só com a cabeça dentro, a respiração pesada contra minha nuca.
— Respira… devagar…
Eu respirei. O ardor latejava. Ele esperou longos segundos, as mãos firmes na minha cintura, até sentir meu corpo ceder um pouco. Depois empurrou mais. Centímetro por centímetro. Eu sentia cada veia, cada polegada abrindo o interior apertado. A dor ia e vinha em ondas, misturada a uma pressão intensa e a um prazer fundo, sujo, que eu não esperava. Quando ele chegou fundo, os testículos encostando nas minhas nádegas, eu soltei um gemido longo e quebrado. Estava completamente preenchida por trás. O cu latejava em volta do pau grosso, apertando sem eu controlar.
Ele ficou parado alguns segundos, me deixando acostumar. Depois começou a se mover. Estocadas curtas no começo, bem lentas. Cada saída e cada entrada ardiam e, ao mesmo tempo, mandavam um choque de prazer direto para a buceta, que continuava latejando sem ser tocada. Eu escorria pela parte da frente, a umidade descendo pelas coxas. Ele foi aumentando o ritmo aos poucos. As mãos apertavam minha cintura com força, me puxando para trás a cada estocada. O barulho molhado do pau entrando e saindo do meu cu misturava com os grilos e com a música distante da festa.
Eu gemia contra a árvore, o rosto quente, a boca aberta. A dor tinha se transformado em algo quente e bom. Cada vez que ele entrava fundo eu sentia o estômago revirar de prazer. Ele segurou meu cabelo com uma mão e meteu mais forte. As estocadas ficaram mais profundas, mais rápidas. Eu empurrava a bunda para trás, pedindo mais sem palavras. O pau dele abria tudo, preenchia, latejava.
Quando ele estava perto, apertou minha cintura com as duas mãos e gozou fundo. Eu senti os jatos quentes pulsando dentro do meu cu, enchendo, escorrendo um pouco mesmo com ele ainda enterrado. Ele gemeu rouco contra meu ombro e ficou assim, latejando, até o último espasmo.
Só então se retirou com cuidado. Eu senti o vazio imediato e o gozo dele escorrendo devagar entre as nádegas, quente, descendo pela parte interna das coxas. Meu cu latejava, aberto, sensível, ardiam de um jeito gostoso e estranho. As pernas tremiam tanto que precisei continuar apoiada na árvore.
Ele ajeitou a roupa, passou a mão no meu cabelo úmido de suor e disse só:
— Pena que não terei outra chance.
Eu não respondi. Fiquei parada debaixo da árvore, o cu ainda latejando e escorrendo, o gosto dele ainda na boca, o corpo inteiro tremendo, e a certeza incômoda de que, mesmo tendo chupado e dado o cu para outro homem, o desejo que me atravessava continuava tendo um único nome.
Para você:
Eu chupei um homem, pela primeira vez, que escolhi porque carregava algo de você.
Ajoelhei. Senti o gosto. Engasguei. Engoli.
Depois ele me virou contra a árvore, abriu meu cuzinho com o dedo e me fodeu por trás pela primeira vez.
Eu senti a dor aguda, o ardor, cada centímetro entrando.
Senti quando a dor virou prazer.
Senti ele gozar fundo dentro de mim e escorrer pelas minhas coxas.
Adorei o poder de fazer um homem gozar na minha boca.
Adorei a dor e o prazer de ser aberta por trás.
Mas o tempo inteiro, enquanto a glande batia na minha garganta e depois enquanto o pau dele entrava e saía do meu cuzinho, eu só conseguia imaginar que era você.
O desejo, mesmo assim, ainda era inteiramente seu, eu queria que você fosse o primeiro homem a fazer isso comigo.
CONTINUA,,,,