O PREPARATIVO
Ela fez as ligações. Uma a uma. No quarto. Fechada. Ele só ouvia os pedaços. "Seis da noite." "Traz cerveja." "Vai ter comida." "Não precisa trazer camisinha."
Seis caras. Seis. Todos já sabiam o que ia acontecer. Porque ela mandou mensagem para cada um. A mesma mensagem. Para os seis:
"Sábado, 18h, aqui em casa. Vai ter gang bang. Vocês gozam dentro. O meu marido é corno, vai estar de cinto, ajoelhado, e limpa a buceta depois. Cada um. Toda vez que vocês gozarem, ele vai limpar na hora. E depois vocês podem gozar de novo. Fala pro Marquinhos que ele já sabe. E fala pro Índio que ele é o convidado de honra."
Seis caras. O Índio. O Marquinhos. O Rafael — o da firma, o primeiro. O Wesley — o jogador, o do apartamento. E dois novos: o primo dela, o Beto, que tinha ombro de nadador; e o dono da padaria da esquina, o Sandro, que tinha mão de pedreiro e fama de comer calado.
Seis caras. Um corno. Uma dona.
O DIA
Sábado. Ele cozinhou desde o meio-dia. De cueca. De cinto. Fez churrasco no quintal do prédio. Fez arroz. Fez farofa. Fez salada. Encheu a geladeira de cerveja. E às 17h ela chegou no quintal e falou:
— Vai tomar banho. E volta só de cueca e cinto. Nada mais. E ajoelha na porta quando o primeiro chegar.
— Seis caras, dona?
— Seis.
— E o Marquinhos?
— O Marquinhos também. Você já sabe. Você limpou ele semana passada.
— E o Índio?
— Você já sabe. Você limpou ele sexta.
— E os outros?
— Você limpa hoje. Todos. Cada um. Toda vez. Sem pausa. Sem reclamar. E depois limpa tudo de novo. Junto. Misturado. E come. E goza. De cinto. Na frente deles. Toda vez.
Ele engoliu. E falou:
— Tô pronto.
— Fala o que você é.
— Sou corno manso de castidade.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE!
AS 18H
O primeiro a chegar foi o Índio. Passou por ele ajoelhado na porta. Nem olhou. Só entrou. Depois o Marquinhos. Esse parou. Olhou para ele no chão. Sorriu. E falou:
— Cara, hoje é o dia.
— É.
— Tá pronto?
— Tô.
— Fala o que você é.
— Sou corno manso de castidade.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE!
O Marquinhos riu. Entrou. Os outros foram chegando. Um por um. O Rafael. O Wesley. O Beto. O Sandro. Cada um passou por ele. Ajoelhado. De cinto. Na porta. Cumprimentando com a cabeça. Ou nem isso.
E quando o sexto entrou, ela saiu do quarto. De roupão. Cabelo solto. E falou, alto, para a sala:
— Pessoal. Vou explicar uma vez. Depois não precisa mais explicar nada.
Os seis pararam. Olharam para ela.
— Ele é o meu marido. E é corno. De cinto. De joelho. Ele limpa a minha buceta depois de cada um de vocês. Cada vez que vocês gozarem dentro, ele vai estar aqui. Ajoelhado. Esperando. E vai limpar na hora. Enquanto vocês bebem e descansam. E depois vocês podem gozar de novo. E ele limpa de novo. E no final, ele come tudo. Misturado. Hoje eu sou o DEPOSITO DE PORRA de vocês, e o corno o faxineiro do deposito!
Um silêncio. E o Sandro — o padroeiro, o calado — falou:
— É sério?
— É sério. Fala, corno.
Ele, ajoelhado na sala, de cinto, olhou para os seis. E falou:
— É sério. Sou corno manso de castidade. Limpo a buceta dela depois de cada um de vocês. E como a porra de todos. Misturada. No final.
O Sandro riu. Alto. Balançou a cabeça.
— Nunca vi isso.
— Vai ver agora.
Ela deitou na maca. No meio da sala. Todos os seis em volta. Bebendo cerveja. Rindo. Falando. E ela olhou para o Índio. E falou:
— Começa você.
O Índio tirou a camisa. Ficou só de cueca. E comeu ela. Na frente dos cinco. Na frente do corno. Devagar. Fundo. Ela gritou. Xingou. E quando ele avisou que ia gozar, ela gritou:
— GOZA DENTRO! GOZA TUDO DENTRO! ELE VAI LIMPAR! OLHA ELE! OLHA O CORNO AJOELHADO! OLHA!
O Índio gozou. Fundo. Muito. E saiu. E ela, de pernas abertas, cheia, olhou para o corno.
— VEM! RÁPIDO! LIMPA! E VOLTA PRA JOELHO! O PRÓXIMO JÁ TÁ ESPERANDO!
Ele foi. Ajoelhou na beira da maca. Cheirou. Lambeu. Bebeu. Enfiou a língua. Tirou tudo. E voltou para o joelho. Em trinta segundos. E o Marquinhos já estava tirando a cueca. Já estava indo. Já estava comendo.
E ela gritou, para os vizinhos, para o prédio, para o mundo:
— OLHA! OLHA O MEU MARIDO! LIMPANDO A PORRA DELES! SEIS! SEIS CARAS! E ELE LIMPA TODOS! E VOCÊS AÍ EMBAIXO TÊM QUE OUVIR! PORQUE ELE É CORNO! CORNO MANSO! LIMPADOR DE BUCETA GOZADA! LIMPADOR DE PORRA DE MACHO!
O Marquinhos gozou. Fundo. E saiu. E ela chamou de novo:
— VEM! LIMPA! RÁPIDO!
E ele foi. De novo. Lambeu. Bebeu. Voltou. E o Rafael já estava em cima dela. Comendo. E os outros quatro rindo. Bebendo. Assistindo. Assistindo o corno ajoelhado. De cinto. Esperando a vez. Esperando a porra. Esperando o gosto.
E assim foi. Seis vezes. Seis caras. Seis porras. E ele limpou as seis. Uma atrás da outra. Sem pausa. Sem reclamar. Sem sair do joelho. E a cada gozada, ela gritava mais alto:
— LIMPA! LIMPA TUDO! LIMPA O QUE ELES DEIXARAM! E DEPOIS VAI COMER TUDO! TUDO MISTURADO! PORQUE VOCÊ É CORNO!
Na quinta vez, o Marquinhos falou, rindo:
— Cara, ele tá com a cara toda melada.
— Tá — falou ela. — E é assim que tem que ser. Fala, corno. Fala o que você é.
— Sou corno manso de castidade.
— Fala mais alto, pros seis ouvirem.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE! EU AMO BUCETA GOZADA DE MACHO!
— E o que mais?
— E COMO A PORRA DOS SEIS! MISTURADA! NO FINAL!
— E goza como?
— Gozo de cinto! Sem tocar! Sem mão! Só de lamber!
CONTO ÚNICO 9 — O GANG BANG (continuação)
O Sandro riu. Alto. Bateu palma.
— Nunca vi isso na vida. Nunca.
Ela olhou para ele. De pernas abertas. Cheia. Escorrendo. Cinco porras já dentro. Misturadas. E falou:
— Faltou você.
O Sandro levantou. Calmo. Tirou a camisa. Ombro grande. Barriga de quem come pão todo dia. Tirou a calça. E foi. Sem pressa. Sem falar nada. Pegou ela. Virou ela de quatro. Na maca. Na frente de todos. E comeu.
Ela gritou. Gritou alto. Xingou. E os outros cinco riram. Bebendo. E o corno — ajoelhado no canto — olhava. Olhava o sexto. O último. Comendo a esposa dele de quatro. Na frente de todos. De cinto. De joelho. Esperando. Com a cara já melada dos cinco anteriores.
O Sandro comeu devagar. Fundo. Sem falar. E ela gritou, com o rosto enfiado no colchão:
— GOZA DENTRO! GOZA TUDO DENTRO! ELE VAI LIMPAR! E DEPOIS VAI COMER TUDO! TUDO JUNTO! SEIS! GOZAAAAAAAAAAA!
E o Sandro gozou. Fundo. Farto. Muito. E saiu. E ela ficou de quatro. Cheia. Escorrendo. Tanto que pingava no colchão. Tanto que escorria pela coxa.
— VEM! LIMPA! E DEPOIS PEGA TUDO! TUDO MISTURADO! AGORA!
Ele foi. Ajoelhou atrás dela. Enfiou o rosto. E lambeu. E o gosto veio. Os seis. Todos. Misturados. Negro e branco. Amigo e estranho. Conhecido e desconhecido. Seis porras dentro de uma mulher. E ele limpou. Bebeu. Engoliu. Passou a língua em cada canto. Tirou cada gota. Limpou tudo. Até não sobrar nada.
Ela virou de barriga para cima. Sentou na maca. Olhou para os seis. Os seis estavam sentados. Cansados. Bebendo. Rindo. Olhando para ele. De joelho. Cara melada. De cinto. E o pau preso — pulsando. A cueca toda molhada. A mancha enorme. Ele já tinha gozado três vezes. Sem tocar. Só de lamber.
Ela apontou para ele.
— Olha. Olha a cueca dele. Ele gozou três vezes. Sem tocar. Sem mão. Só de lamber a porra de vocês. E agora ele vai comer. Tudo. O que sobrou. Vem cá.
Ele foi. De joelho. Na frente dela. Ela pegou a porra dele. Com a mão. Com os dedos. Melada. E enfiou na boca dele. Junto com o que ele já tinha na boca. Tudo. A porra dos seis. A porra dele. Misturada. E ele engoliu. Tudo de uma vez. Sem careta. Sem tossir. Engoliu.
O Marquinhos aplaudiu. Devagar. Três palmas. O Rafael riu. O Wesley falou:
— Cara, esse aí é guerreiro.
Ela riu. E falou:
— Guerreiro? Ele é corno. Fala, corno. Fala pros seis o que você é.
— Sou corno manso de castidade.
— Fala mais alto. Pro prédio inteiro ouvir.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE!
— E o que você faz?
— Limpo a buceta da minha esposa cheia de porra de macho, eu amo buceta gozada e porra de macho!
— Fala mais alto.
— LIMPO A BUCETA DA MINHA ESPOSA CHEIA DE PORRA DE MACHO! EU AMO BUCETA GOZADA E PORRA DE MACHO!
— E goza como?
— LAMBENDO SUA BUCETA DELICIOSA LOTADA DE PORRA!
— ISSO! AGORA PEDE MAIS!
Ele olhou para os seis. Olhou para ela. E falou:
— Mais?
— É. Pede. Pede pra eles gozarem de novo. Pede pra encher de novo. Pede pra você limpar de novo. Pede alto. Pros vizinhos ouvirem.
Ele respirou. Fundo. E falou, alto, para a sala, para a parede, para o prédio:
— POR FAVOR! GOZEM DE NOVO! ENCHAM ELA DE NOVO! QUERO LIMPAR DE NOVO! QUERO COMER DE NOVO! GOZEM! TODOS! DE NOVO!
Os seis riram. E o Índio levantou primeiro. Já duro de novo. E falou:
— Vou gozar de novo. Só pra ver ele limpar.
E foi. E os outros foram atrás. Um a um. De novo. Seis vezes mais. E ela gritou. E ele limpou. E comeu. E gozou. De cinto. Sem tocar. Quatro vezes naquela segunda rodada. Sete vezes no total. Sem tocar. Sem mão. Só de lamber. Só de limpar. Só de comer.
E quando acabou — duas da manhã — os seis estavam exaustos. Ela estava destruída. E ele estava de joelho. Cara melada. Cueca encharcada. De cinto. Sorrindo.