Capítulo 19: O castigo no corredor

Jaqueline chegou mais cedo de propósito. Ficou andando de um lado para o outro perto da recepção, o coração acelerado de ansiedade e expectativa. Tinha escolhido pessoalmente a roupa de Camila na noite anterior: um vestidinho branco transparente que mal chegava no meio da coxa, sem sutiã, calcinha fio-dental preta e saltos altos. Queria ver a ruivinha entrar daquele jeito, exposta, envergonhada, completamente sob seu controle.
Quando o elevador abriu, porém, Jaqueline franziu a testa.
Camila saiu envolta em um casaco longo e pesado, abotoado até o pescoço. Só se via a barra da saia curtíssima e os saltos. O rosto estava vermelho e os olhos baixos.
— Que porra é essa? — perguntou Jaqueline, a voz já perdendo a doçura. — Tira esse casaco. Agora.
Camila apertou ainda mais o tecido contra o corpo.
— Jaqueline… eu não consegui. Na rua… as pessoas olhavam. Eu ouvi comentários. Tinha homem rindo, mulher me olhando torto… eu fiquei com muita vergonha. Não ia conseguir caminhar até aqui vestida daquele jeito. Todo mundo ia pensar que eu sou…
— Uma puta — completou Jaqueline, o sorriso sumindo. — Exatamente o que você está se tornando. E você desobedeceu.
A ruivinha baixou a cabeça, já com os olhos marejados.
— Me desculpa… eu realmente não consegui…
Jaqueline agarrou o pulso dela com força e a puxou pelo corredor lateral, longe da recepção principal. Parou em um corredor mais afastado, perto das salas de arquivos, onde o movimento de funcionários de outros andares era constante. Ali, sem cerimônia, arrancou o casaco de Camila e o jogou no chão.
O vestido branco transparente ficou completamente à mostra. Os mamilos escuros, a sombra da calcinha fio-dental, as curvas inteiras. Qualquer pessoa que passasse veria tudo.
— Fica aqui — ordenou Jaqueline, a voz fria e sádica. — De costas para a parede. Pernas afastadas. Mãos ao lado do corpo. E não se cobre. Você quis se esconder na rua? Então agora vai ficar exposta o dia inteiro para quem quiser ver.
Camila soluçou.
— Por favor… não faz isso… alguém pode aparecer…
— Exatamente.
Jaqueline deu dois passos para trás e cruzou os braços, apenas observando. Não demorou.
O primeiro a passar foi um técnico de manutenção. Parou no meio do caminho, os olhos arregalados. Depois veio um contador do terceiro andar. Em menos de vinte minutos a notícia já tinha se espalhado pelos corredores. Homens começaram a aparecer sob qualquer desculpa: “preciso de um arquivo”, “só passando”, “vim ver se a impressora…”. Todos queriam ver a ruivinha de vestido transparente parada no corredor como um troféu.
Jaqueline sorriu, deliciada, e decidiu piorar tudo.
Quando o quinto homem parou para olhar, ela se aproximou de Camila e falou alto o bastante para todos ouvirem:
— Já que tanta gente veio admirar, você vai se apresentar. Do jeito que eu ensinei. Tira o vestido.
Camila balançou a cabeça, desesperada.
— Não… pelo amor de Deus…
— Tira. Ou eu mesma rasgo.
Com as mãos trêmulas e o choro voltando com força, Camila puxou o vestido para cima e ficou só de calcinha fio-dental e saltos. Jaqueline puxou a calcinha também, deixando-a completamente nua no meio do corredor.
— Agora se apresenta. E cada vez que um homem novo parar, você muda o que fala sobre o seu corpo. Eu quero variedade.
O primeiro da fila era um segurança alto. Camila, soluçando, falou:
— M-meu nome é Camila… essas são as minhas tetas… e essa é a minha boceta…
Jaqueline a corrigiu na hora, dando um tapa na bunda:
— Fala que suas tetas são pesadas e pedem para serem chupadas.
Camila repetiu, a voz quebrada.
Quando o segundo homem parou (um analista financeiro), Jaqueline mandou mudar:
— Agora fala que sua boceta ainda é virgem e está se molhando de vergonha.
Camila obedeceu, as lágrimas caindo no peito.
Para o terceiro, um jovem estagiário que mal conseguia disfarçar a ereção:
— Diz que seu rabo foi feito para levar tapa e pau.
A ruivinha falou, a voz quase sumindo de tanto chorar.
Para o quarto:
— Fala que você está aprendendo a ser puta e que qualquer um aqui pode te usar se a sua supervisora deixar.
E para o quinto, um senhor de meia-idade do jurídico:
— Agora se ajoelha, abre a boca e pede desculpa por ter tentado se esconder de manhã.
Camila caiu de joelhos no chão frio do corredor, nua, exposta, cercada por homens que não disfarçavam o desejo. Com a voz embargada e o rosto destruído de humilhação, falou:
— Me… me desculpem por ter usado o casaco… eu tive vergonha… mas eu estou aprendendo… podem olhar… eu sou a putinha nova do escritório…
Jaqueline estava ao lado, braços cruzados, o sorriso mais sádico e satisfeito que já tinha dado. Cada lágrima de Camila, cada voz trêmula, cada homem babando, tudo isso a deixava encharcada de prazer e poder.
Ela passou a mão nos cabelos acobreados da jovem ajoelhada e falou baixo, só para ela ouvir:
— Isso é só o castigo de hoje, Camila. Amanhã, se desobedecer de novo… eu deixo eles tocarem.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Capítulo 19: O castigo no corredor

Codigo do conto:
276010

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
31/10/2026

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