UMA NOITE NO CHALÉ 17

Eu e minha esposa tínhamos reservado um chalé na serra para passar um fim de semana tranquilo, longe do trabalho e da correria. A viagem estava indo perfeitamente bem até chegarmos à recepção e descobrirmos que o chalé 17 tinha sido reservado para dois casais ao mesmo tempo. A pousada estava lotada, e a única solução era dividirmos o lugar com dois completos desconhecidos. Naquela hora, eu achei que seria o começo de um fim de semana complicado. Mal sabia que o verdadeiro problema seria explicar depois por que não queríamos mais trocar de chalé.
Quando a moça da recepção, com um sorriso constrangido, explicou a situação, eu já estava preparando o carro pra voltar pra casa. Juliana, minha mulher, é mais calma que eu, mas mesmo assim vi o rosto dela fechar.
— Desculpem, o sistema travou e acabou double booking — disse a recepcionista, usando um termo gringo que só fez a coisa parecer mais enrolada. — A pousada está cheia por causa de um festival de culinária na cidade. O chalé 17 tem dois quartos com banhos, sala, cozinha... Seria só por esta noite.
Eu olhei pra Juliana. Ela ergueu os ombros. O que a gente podia fazer? Era sexta-feira à noite, a chuva começava a cair fininha, e a próxima pousada com vaga livre ficava a quarenta minutos dali.
— Pode nos mostrar o lugar? — perguntou ela.
A recepcionista, aliviada, nos guiou pelo caminho de pedras até o chalé. A porta estava entreaberta. Entramos. De dentro, veio uma voz masculina, calma.
— Podem entrar. Já viemos na frente.
O cara que falou era um homem mais velho, uns sessenta anos, moreno claro com cabelos e barba grisalhos. Corpulento, com uma barriga saliente que dava um ar de simplicidade nele. Ele estava de braços dados com uma mulher loira, bem mais nova que ele, mas já com uns fios brancos nos cabelos cacheados na altura dos ombros. Ela era branquinha, com um corpo curvilíneo que a roupa de viagem não escondia, seios bem empinados, provavelmente silicone, e um sorriso fácil.
— Eu sou Henrique, e ela é a Marta — apresentou-se ele, estendendo a mão. — Acho que vamos ser vizinhos de chalé por acidente.
— Rafael. E ela é a Juliana — respondi, apertando a mão dele. Era firme, o aperto de quem está acostumado a mandar.
Juliana cumprimentou Marta com um sorriso. A mulher olhou pro meu corpo, com um interesse rápido mas direto que não achei rude, apenas curioso.
A recepcionista, ainda na porta, explicou de novo a estrutura do lugar. Cada casal teria seu quarto e seu banho. A sala, a cozinha e a varanda eram áreas comuns. Ofereceu um desconto generoso nos dois dias pra nós e pra eles. Olhei pro rosto de Juliana. Ela parecia analisando a situação. O constrangimento era palpável. Era tudo o que a gente não queria. Um fim de semana a dois, e agora tínhamos que dividir o espaço com dois estranhos?
Foi Henrique que quebrou o gelo, com uma piada seca.
— Bom, pelo menos agora temos testemunhas se alguém reclamar do ronco. Eu ronco como um leão, peço desculpas antecipadas.
A gente soltou uma risada meio trancada. A tensão aliviou um pouco.
— Eu também não sou flor que se cheire — brinquei.
— Ótimo — continuou Henrique, passando a mão pela barriga. — A noite pode vir uma sinfonia.
A recepcionista, vendo que a situação estava sob controle, se despediu prometendo café da manhã incluído e mais um desconto se a gente aguentasse a noite sem brigar. Fomos ver os quartos. Eram idênticos, do lado oposto da sala, cada um com sua porta. Dava pra ter privacidade.
Depois de guardar as malas, Juliana me puxou pro nosso quarto.
— E agora? — perguntou ela, em voz baixa.
— Agora a gente faz o melhor que pode. O lugar é bom. Pior que isso seria ter que voltar pra casa na chuva.
— Eu sei. É só... esquisito.
— Sei. Mas vamos dar um tempo. A gente nem conhece eles.
Voltamos pra sala. Henrique e Marta já estavam na cozinha.
— Descobri uma péssima notícia — disse Henrique, tirando cervejas da geladeira. — O restaurante da pousada já fechou. Estou fritando uns linguiças, mas não vai dar pra muita gente. Trouxe pão de alho e queijo. Se quiserem, podem dividir a fome com a gente.
Marta sorriu do outro lado do balcão.
— A gente pode improvisar um jantar. O que vocês trouxeram?
Eu lembrei que tínhamos levado uns ovos, pão e um queijo colonial. Juliana também tinha pegado um vinho tinto na estrada.
— Acho que a gente consegue montar um banquete — disse ela, já pegando o vinho na mala.
O jantar improvisado foi o que salvou a noite. Sentamos todos na mesa da cozinha, dividindo ovos mexidos com linguiça, pão de alho e queijo. O vinho ajudou. A conversa fluiu, natural. Henrique era empresário da construção civil, um homem falante, com um jeito tranquilo de contar histórias. Marta era professora aposentada, alemã de nascença, mas no Brasil desde criança. Eles estavam ali pra comemorar vinte e sete anos de casamento.
— Vinte e sete anos — comentei, impressionado. — Parabéns. Como vocês conseguem?
Henrique deu de ombros.
— A gente já brigou por tudo que se pode imaginar, Rafael. Agora a gente briga menos. A Marta aprendeu a não gritar quando eu perco as chaves, e eu aprendi a não deixar as meias no meio da sala. O resto a gente vai levando.
Marta riu.
— O segredo é não transformar qualquer coisinha numa crise. Depois de muito tempo, a gente aprende o que vale a discussão e o que é só chatice do outro.
Eu olhei pra Juliana. Ela estava prestando atenção em Henrique, com um brilho nos olhos que eu conhecia bem. Era o brilho de interesse. Eu senti um aperto no peito, mas foi rápido. Ela podia achar o cara interessante, era normal. Eu também achei Marta uma mulher atraente. Havia uma segurança nela, uma forma de olhar que era direta e sem frescura.
O vinho acabou, mas a conversa continuou. Fomos pra varanda. O ar estava gelado, e a chuva caía mais forte agora. Eu voltei pra dentro pra acender a lareira da sala. Quando voltei, os quatro já estavam de novo juntos, olhando o fogo começar a crepitar.
— É nessas noites que a gente lembra por que casou — disse Henrique, passando o braço pela cintura de Marta. — O frio de fora, o calor de dentro.
Juliana encostou a cabeça no meu ombro.
— Acho que o mais difícil não é passar vinte e sete anos junto — disse ela, pensando alto. — É continuar se sentindo atraído. E conseguir conversar sobre tudo, sem medo.
Marta olhou pra ela com um interesse genuíno.
— Você acertou em cheio, Juliana. A conversa é tudo. O segredo pra gente é não ter assuntos proibidos. A gente pode conversar sobre qualquer coisa. Mesmo as coisas que muitos casais têm medo de tocar.
Houve um silêncio. A chuva batia no telhado, o fogo estalava. A declaração de Marta ficou pairando no ar, pesada.
— Que tipo de coisas? — perguntou Juliana, curiosa.
Marta sorriu, um sorriso meio maroto.
— Ah, o tipo de coisas que fazem os casais brigar. Atração por outras pessoas, por exemplo. Pra nós, isso sempre foi natural. Admitir que alguém é atraente não quer dizer que a gente vai pular na cama com a pessoa. É só ser honesto.
Henrique concordou com a cabeça.
— Exato. Já vi mulher linda na rua e comentei com a Marta. Ela já fez o mesmo. Desde o começo do namoro. Acho que isso tira um peso das costas. Não precisa fingir que o mundo só tem duas pessoas bonitas.
Eu me mexi na poltrona. A conversa estava ficando íntima demais. Juliana, por outro lado, parecia cada vez mais à vontade.
— Eu também gosto disso — disse ela. — De poder falar. De não precisar fingir que só o Rafael existe no mundo.
Ela olhou diretamente pra Henrique.
— Por exemplo. Eu acho o senhor um homem muito interessante.
A frase caiu como uma bomba. Henrique piscou, surpreso. Marta soltou uma risada baixa, um som quente e compreensivo.
— Eu já tinha percebido — disse ela, olhando pra Juliana com um sorriso. — Só estava esperando alguém falar primeiro.
Eu ri junto, aliviado pela maneira leve como Marta tratou a situação. Mas o clima tinha mudado. De repente, o ar estava mais denso, carregado de uma eletricidade nova.
— E você, Marta? — perguntei, antes de pensar. — Não se incomoda?
Ela me olhou diretamente nos olhos. O olhar dela era intenso, mas sereno.
— Do quê? Da minha mulher ser honesta? Ou de ela achar outro homem atraente? Claro que não. O que me incomodaria seria se ela mentisse pra mim. Ou se ela olhasse pra mim agora com medo do que eu vou pensar. Aliás, falando em ser honesta... — ela fez uma pausa, passando os olhos por mim, da cabeça aos pés. — Eu também achei você muito interessante desde que chegamos, Rafael.
O fogo crepitou. Ninguém disse nada por um longo tempo. Era como se a gente tivesse cruzado uma ponte, e agora não havia mais volta. A atração, que antes era um sentimento abstrato, pairando no ar, tinha se tornado concreta. Dita. Reconhecida por todos.
Henrique se levantou.
— Vou preparar um café. A noite ainda é longa.
Ele foi pra cozinha, Marta o seguiu. Na sala, só eu e Juliana. Ela se virou pra mim.
— Você tá bravo?
— Não. — e era verdade. Eu estava chocado, talvez. Surpreso. Curioso. Mas não bravo. — Você sente mesmo isso por ele?
Ela me olhou fundo.
— Não é amor, Rafael. É só... um desejo. Uma curiosidade. Você não sente isso pela Marta?
Eu confessei.
— Sim. Sinto.
A gente ficou em silêncio de novo, mas era um silêncio diferente. Cheio de coisas não ditas, mas que a gente já sabia. Quando Henrique e Marta voltaram com quatro xícaras de café, a tensão ainda estava lá, mas agora era uma tensão boa. Expectante.
— Acho que a gente estava conversando sobre o rumo inesperado desta noite — comentei, quebrando o silêncio.
Marta me entregou uma xícara, os dedos dela roçando os meus.
— E chegaram a alguma conclusão? — perguntou ela, com um sorriso maroto nos lábios.
Juliana respondeu antes de mim.
— Que talvez esse erro na reserva tenha sido mais interessante do que parecia.
Foi a senha. A partir daquele momento, a conversa se tornou completamente franca. Não havia mais rodeios. A gente falou sobre o que queria, o que não queria, os limites, o medo, a excitação. Todos concordaram. Estávamos todos lúcidos, adultos, consensuais. A decisão de prolongar a noite, de transformar aquele encontro acidental em algo mais, foi compartilhada. Sem pressão. Apenas uma curiosidade mútua, um desejo de explorar o desconhecido.
Foi Juliana quem deu o primeiro passo, de forma característica, direta e decidida. Ela se levantou, caminhou até a poltrona onde Henrique estava sentado e se sentou em seu colo. Ele a olhou surpreso, mas logo seus braços envolveram a cintura dela. O beijo deles foi lento, curioso. Explorador.
Eu observei, sem ciúme, com uma curiosidade imensa. Era a minha mulher, mas era também uma cena estranhamente excitante. Eu senti o calor se espalhando pelo meu corpo. Então, senti uma presença ao meu lado. Era Marta. Ela se sentou no braço da minha poltrona, perto de mim. Seu perfume era sutil, algo com notas de baunilha e um toque de madeira.
— Você não vai ficar só olhando, não é? — sussurrou ela no meu ouvido, a voz quente e baixa.
Eu me virei e a beijei. O beijo de Marta foi diferente do de Juliana. Mais maduro, mais seguro. A língua dela dançou com a minha, e eu senti a mão dela descer pelo meu peito, até a barriga, parando na cintura das minhas calças. Eu respondi, puxando ela pra mais perto, sentindo o corpo curvilíneo dela se ajustar ao meu.
Enquanto isso, do outro lado da sala, Juliana já tinha tirado a blusa de Henrique. As mãos dela roçavam pelos pelos grisalhos do peito dele. Ele, por sua vez, desabotoava a calça jeans dela. A cena era ao mesmo tempo íntima e exibicionista. A lareira iluminava os corpos, criando sombras dançantes nas paredes.
— Vamos pra perto do fogo — sugeriu Marta, se levantando e puxando minha mão.
A gente se moveu, os quatro, como se estivesse dançando uma coreografia silenciosa. O tapete felpudo em frente à lareira era nosso novo palco. As roupas foram caindo, peça por peça. Primeiro as blusas, depois os sutiãs, depois as calças e as cuecas. Em poucos minutos, a gente estava nu, exposto à luz do fogo e ao olhar uns dos outros.
Juliana estava de quatro, o rosto colado na virilha de Henrique. A língua dela brincava com a ponta do pênis dele, que já estava duro e grande. Ele gemia, com a cabeça jogada para trás, os dedos entrelaçados nos cabelos loiros dela. Marta, ao meu lado, observava com um sorriso.
— Sua esposa é uma mulher linda, Rafael — disse ela, passando a mão pelo meu peito. — E muito talentosa.
Eu não respondi com palavras. Em vez disso, a puxei para um beijo. Minha mão desceu pelas costas dela, sentindo a pele macia, até chegar aos glúteos firmes. Ela gemeu quando meus dedos roçaram o ânus dela. Eu a deitei de costas no tapete, e meu corpo se seguiu, encontrando o dela. Meus lábios desceram pelo pescoço, pelo colo, até encontrar um dos seios. A auréola era clara, o bico duro contra minha língua. Eu suguei, senti ela arquear as costas.
A sala estava cheia de sons. Os gemidos de Juliana, a respiração ofegante de Henrique, os estalos da lareira. Eu olhei para eles. Henrique agora estava por trás da minha mulher, o pênis dele entrando e saindo da vagina dela com um ritmo lento e profundo. Juliana gemia, o rosto escondido nos cabelos.
— Você gosta de ver? — sussurrou Marta no meu ouvido.
Eu assenti.
— Então olha bem — disse ela. — E sente também.
Marta me empurrou de costas no tapete. Ela se levantou por um instante, seu corpo iluminado pelo fogo, uma deusa madura e poderosa. Depois, ela se ajoelhou sobre mim, o joelho esquerdo na altura do meu ombro, o direito na minha outra cintura. Ela me ofereceu a vagina, molhada e com os lábios inchados de desejo. Eu não hesitei. Minha língua encontrou o clitóris dela, e eu comecei a chupar, a lamber, a explorar com dedos e boca.
Ela gemeu alto, um som primal que se misturou com os outros sons da sala. A mão dela encontrou meu pênis, que estava duro e latejando. Ela começou a me masturbar, com um ritmo que combinava com os movimentos da minha língua. O ritmo da gente se sincronizou, uma dança de prazer.
De repente, eu senti uma presença perto da minha cabeça. Era Henrique. Ele estava de joelhos ao meu lado, olhando Marta, que agora estava de quatro sobre mim. Ele olhou para mim, nos olhos, e então desceu. Sua boca envolveu meu pênis. Eu fiquei tenso por um segundo, surpreso. Mas a sensação era incrível. A boca dele era quente e úmida, e ele sabia o que estava fazendo. Sua língua roçava a glande, enquanto os dedos dele brincavam com minhas bolas.
Eu olhei para Juliana. Ela estava assistindo a tudo, com os dedos na própria vagina. Seus olhos brilhavam de excitação. Ela me sorriu.
— Surpreso, amor?
Eu só pude balançar a cabeça, incapaz de falar com a boca no clitóris de Marta e a de Henrique em meu pênis. A situação era surreais. Há poucas horas, aqueles homens eram estranhos. Agora, eles estavam compartilhando o prazer mais íntimo que existe.
Marta gemeu alto e se contorceu. O corpo dela estremeceu em um orgasmo poderoso. Eu senti o gosto dela na minha boca. Enquanto ela se recuperava, Henrique se afastou de mim.
— Agora é a sua vez, meu amigo — disse ele, com um sorriso.
Ele me virou de bruços. Eu senti as mãos dele abrir minhas nádegas e a língua dele roçar meu ânus. Eu gemi, uma sensação nova e intensa. Ele me preparou, com dedos e língua, até que eu estivesse pronto. Então, ele colocou o pênis dele na entrada do meu traseiro.
Eu respirei fundo, relaxando os músculos. Ele entrou devagar, com cuidado. A dor inicial deu lugar a um prazer profundo e estranho. Ele começou a se mover, e eu me senti preenchido, completo. Ao mesmo tempo, senti a boca de Juliana no meu pênis. Ela me chupava com fome, enquanto eu era penetrado por Henrique. Era uma dupla sensação, avassaladora.
Eu olhei para Marta. Ela estava sentada de pernas abertas, se masturbando enquanto nos observava. Seus olhos brilhavam de prazer e poder.
— Vamos, meu amor — disse ela para Henrique. — Dê a ele o que ele merece.
Ele aumentou o ritmo, e eu senti o orgasmo se aproximando. Eu vim na boca de Juliana, um jato forte e quente. Ela engoliu tudo, lambendo os últimos vestígios do meu prazer. Henrique veio logo em seguida, um grunhido profundo enquanto ele enchia meu traseiro com seu esperma.
A gente ficou assim por um tempo, os quatro, entrelaçados no tapete, ofegantes e cobertos de suor. O fogo da lareira morria, lançando sombras longas no chão. O cheiro de sexo e fumaça preenchia o ar.
A noite era longa, e a gente não se apressou. Houve mais beijos, mais carícias, mais explorações. A todo momento, eu me surpreendia. Cada toque era uma descoberta. Cada beijo, uma nova fronteira sendo cruzada. A gente se tornou uma criatura de quatro cabeças, oito mãos e quatro corpos, movida por um único desejo: o prazer compartilhado.
A madrugada já ia alta quando a exaustão finalmente nos alcançou. A gente dormiu no chão, em um emaranhado de pernas e braços. Eu acordei com os primeiros raios de sol da manhã. Juliana não estava do meu lado. Eu ouvi gemidos baixos vindos da cozinha.
Me levantei, ainda um pouco tonto da noite passada. A caminhei até a cozinha, completamente nu. A cena que encontrei me fez parar na porta. Juliana estava de cócoras em cima do balcão, com as pernas abertas. Henrique estava de pé, entre suas pernas, comendo sua buceta com fome. Marta estava sentada em uma cadeira, com a mão no clitóris, observando-os.
Quando me viram, Marta me chamou com um dedo. Ela se ajoelhou na minha frente e abriu a boca. Meu pênis, que estava mole, começou a endurecer em sua boca. Ela me chupou com habilidade, enquanto eu observava Juliana e Henrique. A minha mulher gemeu alto e se contorceu em um orgasmo que pareceu durar uma eternidade.
Quando ela acabou, Henrique deu sinais de que também iria gozar. Juliana pediu a ele para gozar em sua boca também. Ele obedeceu, e ela engoliu tudo, com um sorriso satisfeito no rosto.
Depois, eu também gozei na boca de Marta. Ela me olhou nos olhos enquanto engolia. A gente se beijou loucamente, um beijo que continha a gosto de todos nós.
O café da manhã foi uma bagunça maravilhosa. A gente comeu nus, rindo e falando sobre a noite passada. A tensão tinha desaparecido, substituída por uma cumplicidade fácil e divertida. A gente se banhou juntos, lavando o cheiro de sexo um do outro. A água quente do chuveiro era uma bênção.
Depois do banho, a gente se vestiu e saiu para almoçar. Fomos a um restaurante legal, com uma vista linda da serra. A conversa fluiu, como se a gente se conhecesse há anos. A gente riu, contou histórias, e se beijou sob a mesa, como se fossem quatro adolescentes apaixonados.
Quando voltamos para o chalé, a tarde já estava terminando. A gente não falou, mas todos sabíamos o que ia acontecer. A gente foi direto para o tapete em frente à lareira, que eu tinha reaceso.
Desta vez, a transa foi mais lenta, mais carinhosa. Começou com beijos, com carícias. A gente se explorou com mais calma, descobrindo os pontos fracos e fortes um do outro. Eu deitei Marta de costas e entrei nela devagar. Ela gemeu, envolvendo as pernas na minha cintura. Eu me movi com um ritmo lento, olhando nos olhos dela. Ao nosso lado, Juliana e Henrique se abraçavam, seus corpos se movendo em uníssono.
O prazer se construiu lentamente, uma onda que crescia e crescia, até nos levar de volta à praia, ofegantes e satisfeitos. A gente deitou no tapete, olhando o fogo, sem dizer nada. O silêncio era confortável, preenchido pelo som da nossa respiração.
— Depois dessa viagem, acho que vou precisar de mais um fim de semana para descansar — disse eu, quebrando o silêncio.
Todos riram.
— A gente pode combinar outro — disse Henrique. — Mas da próxima vez, sem o erro na reserva.
— Pois é — disse Marta. — Nunca imaginei que viveria uma experiência como aquela por causa de um problema de hospedagem.
— Acho que vou deixar uma avaliação bastante positiva para a pousada — continuou Henrique. — Pelo atendimento excepcional.
A gente riu de novo. A cumplicidade entre os quatro permanecia presente. O sexo tinha nos aproximado de uma forma que eu nunca tinha imaginado possível. A gente não era mais quatro indivíduos, mas sim um grupo unido por uma experiência secreta e compartilhada.
Enquanto a gente conversava, a mão de Marta encontrou a minha. Ela começou a me acariciar, e eu senti o desejo crescer de novo. Ela se inclinou e me beijou, um beijo lento e profundo. Eu respondi com a mesma intensidade. Ao nosso lado, Juliana e Henrique também estavam se beijando, as mãos deles se explorando.
A gente se moveu, os quatro, em uma dança lenta e sensual. As roupas foram caindo de novo, e a gente se encontrou nu, sob a luz do fogo. Desta vez, não havia urgência, nem pressa. Era apenas o prazer do momento, a alegria de estar junto.
Eu deitei Marta de bruços e entrei nela por trás. Ela gemeu, arqueando as costas. Eu me movi com um ritmo lento, sentindo o calor dela me envolver. Ao nosso lado, Juliana estava sentada no colo de Henrique, se movendo para cima e para baixo. A sala estava cheia de gemidos e suspiros, uma sinfonia de prazer.
Eu olhei para Juliana. Ela me olhou de volta, um sorriso nos lábios. Ela se inclinou e me beijou, um beijo que continha o gosto de Marta. Eu beijei de volta, sentindo o gosto de Henrique nos lábios dela. A gente se tornou uma criatura de quatro cabeças, oito mãos e quatro corpos, movida por um único desejo: o prazer compartilhado.
O orgasmo nos atingiu ao mesmo tempo, uma onda de prazer que nos levou juntos, para um lugar onde não havia nada além de sensação. A gente ficou assim por um tempo, os quatro, entrelaçados no tapete, ofegantes e cobertos de suor.
Depois, a gente finalmente tomou outro banho juntos. A água quente do chuveiro nos lavou, limpando o cheiro de sexo e suor. A gente se ensaboou, se beijou, se abraçou. Foi um momento de intimidade calma e serena, um contraste com a paixão selvagem da noite.
Quando a gente saiu do banho, o telefone tocou. Era a recepcionista, avisando que o problema da reserva tinha sido resolvido e que outro chalé estaria disponível para Henrique e Marta a partir daquele dia.
Henrique agradeceu pela informação.
— Agora que resolveram o problema, nem sei se ainda quero trocar de chalé — comentou Marta, com um sorriso.
Juliana começou a rir.
— Pelo menos agora sabemos que o chalé 17 acomoda muito bem quatro pessoas — respondi.
Os quatro trocaram contatos. Henrique e Marta organizaram suas malas e se prepararam para mudar de acomodação. Antes de sair, Henrique apertou a mão de Rafael e agradeceu pela companhia.
— Foi um fim de semana inesquecível, meu amigo.
— Pra mim também — respondi, apertando a mão dele.
Marta abraçou Juliana.
— Espero que a gente se encontre de novo logo — disse ela.
— Com certeza — respondeu Juliana.
Depois que o casal foi embora, Rafael e Juliana ficaram sozinhos na sala. Ela olhou para a lareira e comentou:
— E pensar que ontem eu estava irritada porque tinham feito nossa reserva errada.
— Pois é — respondi. — Acho que foi a primeira vez que paguei por um chalé e ganhei uma história dessas de cortesia.
Juliana riu.
— Você está bem com tudo isso? — perguntei, com um toque de preocupação na voz.
— Sim — respondeu ela, me olhando nos olhos. — Estou. E você?
— Sim. Estou.
A gente se beijou, um beijo lento e profundo.
— Eu te amo — disse ela.
— Eu te amo também — respondi.
No caminho de volta, Juliana dormia no banco do carona com um sorriso leve no rosto. Eu guiava, lembrando de cada detalhe daquelas horas. O sistema de reserva da pousada cometeu um erro, mas, sem querer, ele nos entregou o fim de semana mais inesquecível das nossas vidas. Agora, a cada vez que a gente passa por aquela estrada para a serra, a gente olha um para o outro e já sabe. Às vezes, o melhor roteiro é aquele que você não planeja.
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Ficha do conto

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Nome do conto:
UMA NOITE NO CHALÉ 17

Codigo do conto:
276084

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
30/10/2026

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1

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