A ULTIMA FESTA NA FAZENDA

Durante quase dez anos, eu e minha esposa frequentamos a fazenda de Augusto e Helena. Perdemos a conta dos churrascos, aniversários e domingos que passamos por lá. Quando eles anunciaram que tinham vendido a propriedade para se mudar definitivamente para o litoral, fizeram questão de organizar uma última festa. Eu e Cristina fomos preparados para comer bem, rever os amigos e dormir no quarto de hósspedes, como já tínhamos feito outras vezes. O que eu não imaginava era que a lembrança mais inesperada daqueles dez anos de amizade aconteceria justo depois que o último convidado fosse embora.
Chegamos por volta do meio-dia de um sábado de céu azul. O portão já estava aberto e o estacionamento começava a encher. De longe, dava pra ouvir o barulho da música, conversas e risadas. Cristina me deu um cutucão no braço.
— Acho que hoje o pessoal veio preparado pra despedida.
— Melhor pra eles. A Helena avisou que o churrasco é por conta, mas a bebida, cada um traz o seu. E eu trouxe o suficiente pra não precisar dirigir de volta hoje à noite.
Augusto nos recebeu na porta da casa, já com um avental manchado de gordura e uma garrafa de cerveja na mão. Homem grande, barrigudo, cabelos e barba grisalhos, sempre com aquele sorriso fácil de quem está no seu elemento. Me deu um abraço de urso, batendo nas minhas costas.
— E aí, Marcelão! Tá na hora, rapaz. Acho que é a última vez que tu vai entrar nesse portão como convidado.
— Fala sério, Augusto. Depois dessa você vai me chamar pra te ajudar a carregar caixa no litoral.
— Nem pensar. Aposentado é aposentado. A partir da semana que vem, meu único trabalho vai ser decidir se tomo uma cerveja ou um caipirinha antes do almoço.
Helena apareceu na varanda, limpo as mãos no avental. Um pouco mais nova que ele, cabelos castanhos nos ombros com algumas mechas grisalhas, corpo curvilíneo mesmo com os quase sessenta anos. Cumprimentou Cristina com um beijo na bochecha.
— Meninas, vamos pra cozinha. Já tem muita gente conversando perto da churrasqueira, acho que os homens se sentem mais importantes assim.
— Deixa eles se acharem — respondeu Cristina, rindo. — Mas antes de ir, preciso te dar um beijo de despedida da fazenda.
— Despedida? Calma aí. Ainda dá tempo de muita coisa acontecer hoje.
O dia correu natural. Ajudei Augusto na churrasqueira, virando as costelas e a picanha enquanto ele controlava o fogo e distribuía cervejas. Cristina e Helena circularam entre os convidados, conversando com todo mundo. Em determinado momento, vi minha esposa parar perto de Augusto para perguntar alguma coisa sobre a nova casa no litoral. Ficaram conversando por um tempo bom, ela rindo das piadas dele, encostando a mão no braço dele ao fazer alguma observação. Nada demais, dois amigos conversando. Mas havia uma familiaridade ali que me chamou a atenção.
Helena apareceu do meu lado, segurando dois copos de vinho.
— Tua mulher e meu marido estão colocando dez anos de conversa em dia — ela comentou, estendendo um copo pra mim.
— E pelo jeito não vão terminar antes da sobremesa — respondi, aceitando a bebida.
Ela riu, um som grave e agradável.
— Tu sabe como é. O Augusto nunca foi de ficar parado. Acho que ele está mais nervoso com a mudança do que admite.
— E a senhora? Não vai sentir falta desse lugar?
— Vou, sim. Mas não da propriedade em si. Vou sentir falta das pessoas, das festas, dos fins de semana sem horário pra acabar. Como por exemplo, da sua companhia. Tu sempre foste um bom papo, Marcelo.
Eu fiquei um pouco surpreso com o elogio direto, mas lembrando dos boquetes que ela ja me fez.
— Bom, o casal formado, né? O bom papo aqui sempre foi o Augusto. Eu só apoio.
— Não se diminua não. Tu tens aquele jeito calmo de ouvir, de não julgar. É raro hoje em dia. E tem umas horas que uma mulher gosta de ser ouvida sem que o homem já esteja pensando em como vai responder.
O sol começava a baixar quando alguns convidados começaram a se despedir. Outros ficaram para o jantar, mas por volta das dez da noite, os últimos visitantes foram embora. Augusto fechou o portão e voltou para a varanda onde os quatro estávamos. A propriedade, antes barulhenta, ficou em um silêncio quase completo, quebrado apenas pelo canto dos grilos.
— Ainda sobrou comida suficiente pra outro churrasco — comentei, guardando algumas cadeiras.
— Então vender a fazenda foi precipitado — brincou Augusto. — Tinha que ter marcado mais uma festa.
Todos rimos. A bebida já tinha feito efeito nos quatro, aquela leveza de linguagem que só aparece quando ninguém mais está ouvindo.
Helena se espreguiçou na cadeira.
— O que vamos fazer agora? Ir direto dormir?
Cristina olhou para a piscina, a água iluminada pela luz da varanda.
— Sabe o que dava? Dar um mergulho.
Augusto franziu a testa.
— Mas tu não trouxe maiô não, Cristina.
— E daí? A gente pode nadar de roupa. Ou melhor — ela levantou, com aquele brilho nos olhos que eu conheço bem — de roupa de baixo.
Helena riu, mas apoiou a ideia.
— Por que não? Ninguém mais está aqui. Acho uma despedida perfeita para a fazenda.
Augusto olhou pra mim, encolhendo os ombros.
— Quando as duas estão juntas nessa ideia, não tem argumento que valha.
Em menos de cinco minutos, estávamos na beira da piscina. Cristina tirou o vestido, revelando um sutiã preto simples e a calcinha. Helena fez o mesmo, com um conjunto em tom de nude. Eu fiquei de boxers e Augusto de cueca. Sem mais cerimônia, mergulhamos. A água fria contra a pele quente da noite foi um choque delicioso.
Bebamos mais um pouco, flutuando na piscina, as conversas ficando mais soltas, os corpos se encontrando casualmente na água. Quando saímos, molhados, ninguém se apressou em pegar as roupas. Sentamos nos espreguiçadeiras ainda molhados, o tecido da roupa íntima colado ao corpo, revelando as formas sem rodeios.
A atmosfera mudou sutilmente. Era como se a retirada das camadas de roupa normalizadas pelo dia tivesse levado junto algumas barreiras sociais.
Cristina quebrou o silêncio, olhando para Augusto.
— Tu não tem medo de começar uma vida diferente depois de tantos anos no mesmo lugar?
Helena respondeu antes dele.
— Mudanças podem ser interessantes quando duas pessoas continuam dispostas a conversar francamente. Sempre foi assim com a gente.
Cristina manteve o olhar em Augusto.
— Eu sempre achei o Augusto um homem interessante. Aquele jeito tranquilo, experiente...
Foi dito de forma casual, mas todos sentimos o peso da frase. Helena percebeu que a amiga estava falando sério e perguntou, sorrindo:
— Tu está me dizendo isso agora, justo quando a gente está indo embora?
Cristina não hesitou.
— Sim.
Eu fiquei quieto, observando. Augusto, ao contrário do que eu esperava, não pareceu surpreso. Apenas sorriu.
— A Cristina sempre teve bom gosto.
Eu resolvi entrar na conversa.
— Ela sempre teve admiração por homens maduros. E você, Helena? Não vai sentir falta de ter um homem como ele por perto?
Helena me olhou diretamente, um olhar que nunca tinha recebido dela antes.
— Talvez eu precise encontrar um substituto. Alguém mais novo, por exemplo. Com esse jeito calmo que te falei antes.
O silêncio que se seguiu foi diferente. Antes, era o silêncio da paz, da tranquilidade. Agora, era um silêncio carregado de tensão, de possibilidades.
Augusto se levantou.
— Vou buscar uma cerveja. Alguém mais quer?
cristina o acompanhou. helena se aproximou de mim.
— Ela gosta dele mesmo né?
— gosta e o que mais?
— se virem.
enquanto isso na cozinha. Cristina cercou Augusto pela frente, pressionando seus seios contra seu peito. Suas mãos desceram pelas costas dele até encontrarem o bumbum, apertando firmemente.
Augusto retribuiu o abraço, suas mãos grandes percorrendo as costas dela. Sentiu o fecho do sutiã e, com um movimento experiente, o abriu. O sutiã caiu no chão da cozinha, deixando os seios de Cristina à mostra, os mamilos duros contra o peito dele.
Augusto inclinou a cabeça e capturou um dos mamilos na boca, sugando com fome enquanto sua outra mão descia pela barriga dela, passando pela linha da calcinha. Seus dedos encontraram o calor úmido entre as pernas dela, mergulhando sem cerimônia na umidade já existente.
Cristina soltou um gemido abafado contra o ombro dele, suas pernas enfraquecendo. Ela afastou as pernas, dando a ele mais acesso, seus quadris se movendo contra a mão dele em um ritmo implorante.
Augusto usou o polegar para esfregar o clitóris dela enquanto dois dedos a penetravam, sentindo as contrações internas começarem. Ele sabia o que ela queria, o que ela precisava.
— Quer meu pau nessa buceta molhada, não é? — sussurrou no ouvido dela, sua voz rouca de desejo.
Cristina apenas conseguiu balançar a cabeça, incapaz de formar palavras.
Augusto a afastou um pouco, seus olhos percorrendo o corpo nu dela. Com um movimento rápido, ele tirou a cueca, liberando seu pau duro e grosso. Ele a virou, encostando-a na pia fria, entrando por trás com um movimento firme e profundo.
Cristina gritou de prazer, suas mãos segurando a borda da pia enquanto ele a possuía com força. Cada movimento era profundo, determinado, enchendo-a completamente. O som de seus corpos se encontrando ecoava na cozinha silenciosa.
Helena me puxou pra perto, sua mão indo direto ao meu pau duro.
— Querido... me ama.
Ela se ajoelhou na minha frente, sua boca quente me envolvendo. Sua línga dançava ao redor da cabeça do meu pau, chupando com uma experiência que traía sua idade. Eu guiei sua cabeça com minhas mãos, controlando o ritmo, mergulhando fundo em sua garganta.
Quando Augusto e Cristina voltaram da cozinha, o ar estava carregado de expectativa. Eles estavam rindo, mas havia um brilho nos olhos de ambos, uma satisfação mal dissimulada. Cristina, de peito nu, se aninhou ao lado de mim na espreguiçadeira, enquanto Helena, com um sorriso maroto, foi sentar-se no colo de Augusto.
Helena quebrou o silêncio, sua voz um pouco rouca.
— Acho que nós quatro estamos querendo a mesma coisa.
Ninguém discordou. Era como se uma barreira invisível tivesse sido quebrada, e agora tudo era possível.
Augusto beijou Helena, um beijo profundo, enquanto suas mãos exploravam seu corpo. Cristina se virou para mim, seus olhos cheios de desejo.
— Quer brincar, amor?
Eu respondi com um beijo, minha mão subindo pelas coxas dela até encontrar seu calor. Ela estava molhada, pronta. Eu a tirei da espreguiçadeira, deitando-a na grama úmida. Meus lábios percorreram seu corpo, desde o pescoço até o umbigo, e depois mais abaixo. Ela gemeu quando minha língua encontrou o clitóris dela, suas mãos afundando em meu cabelo.
Do outro lado, Augusto já tinha tirado a calcinha de Helena, sua boca fazendo o mesmo que eu fazia com Cristina. Os sons de prazer das duas mulheres se misturavam no ar noturno.
A atração cruzada entre os casais estava clara. Cristina e Augusto, com uma atração que parecia existir há muito tempo, e Helena e eu, descobrindo uma curiosidade recíproca.
Troquei um olhar com Augusto, um entendimento silencioso passando entre nós. Sem uma palavra.
Cristina arqueou as costas quando Augusto a penetrou, um grito de prazer escapando de seus lábios. Ele a possuía com uma fome contida, seus quadris se movendo com um ritmo poderoso. Ela se agarrava a ele, suas unhas marcando suas costas.
Do meu lado, Helena me puxou para cima, suas pernas se envolvendo em minha cintura.
— Me foda, Marcelo. Foda-me como se não houvesse amanhã.
Eu não precisei que me dissessem duas vezes. Entrei nela com um movimento rápido e profundo, sentindo sua buceta apertada me abraçar. Ela era quente, molhada, e se movia sob mim com uma experiência que me deixou sem fôlego.
Fomos levando os quatro para a varanda. A noite estava quente, e os corpos suados se encontravam sem barreiras. Era um turbilhão de pele, gemidos, beijos e carícias. Era uma celebração da vida, do prazer, da amizade que agora tinha se transformado em algo mais.
Em um determinado momento, Augusto comentou, entre um movimento e outro:
— Achei que não teríamos mais momentos assim.
helena e eu nos afastamos um pouco, confusos.
— Como assim? — perguntei.
Augusto olhou para Cristina, que sorriu.
— Nós já transamos antes — ele admitiu. — Em uma das festas do meu filho, há alguns anos.
Fiquei surpreso, mas não traído. Pensei em todos os boquetes que Helena já me deu nas festas anteriores, normalmente pouco antes de ela ir beijar o marido.
— E você, Helena? — perguntou Cristina.
Helena riu.
— Oh, querida. Marcelo e eu temos nossos segredos também.
A confissão, em vez de criar um conflito, parecia ter libertado todos nós. Não havia mais segredos, apenas desejo puro e cru.
A noite continuou, uma exploração sem limites. Houve sexo oral, fetiches, penetração vaginal e anal. Houve uma dupla penetração em Cristina, com Augusto em sua buceta e eu em seu cuzinho, enquanto ela chupava os seios de Helena. E depois, foi a vez de Helena receber a mesma atenção.
Passamos horas ali, na varanda, no gramado, explorando cada fantasia, cada desejo. Em um momento de pura liberdade, Augusto, olhando para meu pau duro e para a boca de Cristina, pediu:
— Deixa eu chupar teu pau, Marcelo.
Fiquei surpreso, mas a imagem excitante me venceu. Ele se aproximou, sua boca experiente me envolvendo, enquanto Cristina, ao seu lado, o lambia e o chupava. Era uma cena de pura bisexualidade, de quebra de todas as barreiras.
Quando o sol começou a nascer, os quatro estávamos exaustos, satisfeitos, deitados no chão da varanda, um emaranhado de corpos e lençóis improvisados. Adormecemos assim, sob as estrelas que começavam a desaparecer.
Acordaram mais tarde, com o sol já alto no céu. O primeiro som que ouvi foi um gemido vindo da cozinha. Me levantei, ainda um pouco tonto da bebida e do sexo, e caminhei até lá.
A cena que me deparei me fez endurecer na hora. Helena estava sentada na cara de Augusto, sua buceta pressionada contra sua boca, enquanto Cristina, frente a frente, dividiam meu pau. As duas línguas dançavam ao redor da cabeça, se encontrando, se beijando com meu pau entre elas.
Eu me aproximei, minha mão indo ao cabelo de Cristina.
— Bom dia, amor.
Ela me olhou, os olhos brilhando de desejo, e me beijou, um beijo com gosto de mim e de Helena.
— Bom dia.
As duas gozaram juntas, seus corpos tremendo de prazer. Helena se afastou da cara de Augusto e se virou para mim, sua boca encontrando a de Cristina em um beijo apaixonado.
Augusto se levantou, seu pau duro balançando. Ele se posicionou atrás de Helena, entrando nela com um movimento firme. Eu fiz o mesmo com Cristina. Os quatro nos movíamos em uníssono, um ritmo primitivo, ancestral.
Terminamos juntos, cada um gozando na boca da esposa do outro. Cristina e Helena se levantaram, o esperma escorrendo pelos cantos da boca, e foram até seus maridos, compartilhando o gozo com beijos profundos.
O café da manhã foi leve, descontraído. A intimidade da noite anterior não destruiu a naturalidade da amizade; pelo contrário, a fortaleceu. Continuávamos próximos, confortáveis, bem-humorados.
Helena comentou que Augusto ainda precisava separar algumas ferramentas antes da chegada do caminhão na semana seguinte.
Cristina brincou:
— Acho que ele está procurando desculpas para não se mudar.
— É que tem tanta coisa aqui — respondeu Augusto. — Uma vida inteira não se guarda em caixas assim, de uma hora pra outra.
— Mas a casa nova vai ser boa — disse Helena. — Perto da praia, com vista para o mar. E com espaço pra receber visitas, né, Augusto?
Augusto me olhou, um sorriso malicioso nos lábios.
— Vai ter. Mas dessa vez eu vou precisar de um quarto de hóspedes maior.
Helena começou a rir, e todos nós seguimos.
Depois do café, combinamos de aproveitar as sobras do churrasco para o último almoço. Eu ajudei Augusto na churrasqueira, enquanto Cristina e Helena preparavam as saladas.
Comemos na varanda, a conversa fluindo naturalmente, como em qualquer outro domingo. Falamos das lembranças da fazenda, dos planos de Augusto e Helena, do futuro.
— Nunca imaginei que sentiria tanta saudade de uma propriedade antes mesmo de entregar as chaves — comentou Augusto.
Helena riu.
— Tu não precisa levar a fazenda inteira na mudança, porque já está tentando colocar metade das ferramentas no carro.
Todos riram, a alegria do momento contagiando a todos.
Depois do almoço, resolvemos dar um último mergulho na piscina. Dessa vez, sem roupa nenhuma. A água refreshante contra a pele nua foi revigorante.
O que começou como uma brincadeira logo se transformou em outra coisa. As mãos começaram a vagar, os corpos se aproximaram. Saímos da piscina e caímos no gramado, sob o sol da tarde.
Nova troca de casais, agora à luz do dia. Novas duplas penetrações, primeiro em Cristina, depois em Helena. Os gritos de prazer ecoando pela propriedade vazia. Foi intenso, selvagem, uma celebração final da vida, do sexo, da amizade.
Quando terminamos, o sol já começava a se pôr, pintando o céu com tons de laranja e roxo.
— Acho que é hora de ir, gente — disse eu, levantando.
Marcelo e Cristina se organizaram, guardando as coisas na mala. Augusto e Helena nos acompanharam até o carro. Houve abraços, promessas de visita à nova casa no litoral.
Antes de entrar no carro, Cristina olhou para Augusto e perguntou:
— E a casa nova vai ter espaço para receber visitas?
Augusto respondeu:
— Vai ter. Mas dessa vez eu vou precisar de um quarto de hóphedes maior.
Helena começou a rir, e nós partimos.
Na estrada, o silêncio era confortável. A paisagem passava pela janela, mas minha mente estava em outro lugar.
Cristina quebrou o silêncio.
— Vou sentir falta da fazenda.
— Eu também — respondi.
Depois de alguns minutos, ela perguntou:
— Tu imaginava que a última festa lá ia terminar daquele jeito?
— Eu só sei que o Augusto passou dez anos me convidando para churrasco. Se tivesse caprichado assim desde o começo, eu nunca teria perdido um.
Cristina começou a rir, e seu riso preencheu o carro. Eu sorri também, dirigindo para casa, levando comigo uma lembrança que faria parte de nós para sempre, uma despedida inesperada que marcaria a amizade construída ao longo de dez anos.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
A ULTIMA FESTA NA FAZENDA

Codigo do conto:
276104

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
01/11/2026

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