A DESPEDIDA DO VIZINHO

Durante oito anos, Sérgio morou no apartamento ao lado do nosso. Era aquele tipo de vizinho que recebia encomenda, emprestava ferramenta e sempre tinha cinco minutos para conversar no corredor. Quando minha esposa me contou que ele havia vendido o apartamento e iria embora no sábado, resolvemos organizar um jantar de despedida. Achei que seria apenas uma maneira de agradecer pela amizade. O que eu não sabia era que Vanessa guardava um interesse por ele havia anos. E que tinha decidido revelar isso justamente na última noite.
Na sexta-feira, quando cheguei do trabalho, já encontrei a conversa rolando. Dois ou três pacotes de papelão empilhados na frente da porta 402. Vanessa, com aquele corpo curvilíneo que fazia minha cabeça desde que a conheci, estava encostada no batente, rindo de alguma bobagem que o vizinho dizia. Sérgio, o bom velhinho de barba curta e cabelos grisalhos, parecia um urso acorrentado. Gordinho, tranquilo, sempre com aquele sorriso fácil.
— E aí, homem, boa tarde? — cumprimentei, soltando a pasta no chão.
— Alexandre! Pelo visto, o boato é verdade. Ele vai mesmo nos abandonar — disse minha esposa, com aquele jeitinho dramático que só ela tinha.
Sérgio deu de ombros, um sorriso meio sem graça no rosto.
— O mercado esfriou, meu filho. Coloquei no mercado e, na mesma semana, vieram três propostas. Não tinha como recusar. Aposentadoria na praia me chamando. Caminhão vem buscar as coisas amanhã cedo.
Apertei a mão dele. — Sentiremos falta, vizinho. De verdade.
— Eu também de vocês. Oito anos passam rápido, né? — respondeu ele, com a voz genuinamente pesarosa.
Foi Vanessa que deu o golpe de misericórdia. — Nem pensar de você ir embora sem a gente dar uma despedida digna. Jantar hoje aqui em casa. Sem desculpas.
Ele tentou esboçar um "não vou incomodar", mas minha mulher tem um jeito de convencer que nem exército resistiria. Acabou aceitando. Voltaria assim que terminasse de organizar umas últimas caixas.
A noite caiu, o cheiro de picanha na churrasqueira elétrica da varanda começou a invadir o apartamento. Vanessa, sempre prática, preparou uma farofa de primeira e um vinagrete para morrer por. Sérgio apareceu pontualmente com uma garrafa de vinho tinto e uma sobremesa de caixinha que, confesso, não estava nem um pouco mal.
O papo fluiu fácil, como sempre. Foi falando das viagens que ele planejava fazer, da vontade de aprender a pescar de verdade, e não apenas olhar o mar. Vanessa, sentada à minha esquerda e Sérgio à direita, o ouvia com uma atenção que, na hora, achei apenas carinhosa.
— Se depender do senhor, vai acabar vivendo de restaurante — brincou ela, servindo mais um pedaço de carne para ele.
— Por isso estou indo morar perto de vários — retrucou Sérgio, e todos rimos. A piada soltou ainda mais o ambiente.
Comecei a notar as pequenas coisas. O modo como ela tocava o braço dele para enfatizar uma frase. A forma como os olhos deles se encontravam por um segundo a mais que o normal. Não eram olhares de amigos. Havia outra coisa ali, uma corrente elétrica que eu nunca tinha sentido antes. Uma curiosidade começou a borbulhar na minha barriga.
Em certo ponto, Sérgio se lembrou de ter deixado o celular no carregador.
— Desculpe, só um minutinho. Volto já.
E ele saiu, deixando Vanessa e eu sozinhos na cozinha. Ela começou a arrumar os pratos, e fiquei observando as costas dela, o balanço dos seios sob o vestido de verão.
— Tu nunca percebeu nada, Alexandre? — perguntou ela, de repente, sem se virar.
— Perceber o quê?
Ela se virou, encostando-se na pia, com um ar de quem já decidiu alguma coisa. — Que eu acho o Sérgio um homem interessante. E não é só como vizinho, entende?
O mundo parou por uns dois segundos. Eu sabia que ela gostava dele, claro. Eles sempre deram bem. Mas "interessante" daquele jeito, com aquele brilho nos olhos... aquilo era novo.
— Quer dizer que... — comecei, sem saber exatamente o que perguntar.
— Quer dizer que eu sinto uma vontade enorme de saber como seria beijar aquele homem. Já faz alguns anos. Desde uma vez que ele me ajudou com umas compras, no elevador. A gente conversou, ele me fez rir... e de repente eu vi ele de outro jeito. Nunca fiz nada, claro. Pensei que era apenas meu devaneio. Mas agora que ele está indo embora... achei que pelo menos podia te contar.
Eu não sabia o que dizer. Uma mistura de choque, ciúme e... puta curiosidade. Eu a conhecia. Sabia que ela não era uma mulher de fugir de seus desejos.
— E tu resolve me contar isso agora? No dia que ele tá se mudando?
Ela sorriu, um sorriso malandro, aquele que me deixava com as pernas moles desde a época do namoro. — Antes tarde do que nunca, meu amor. E... — ela se aproximou, a voz baixa e quente no meu ouvido — eu gostaria de saber. Se tu também estivesse curioso. Se tu se sentisse bem com isso.
A minha mente estava em turbilhão, mas meu corpo já tinha uma resposta bem clara e firme. A ideia de minha mulher com outro homem, e especificamente com aquele homem, o vizinho tranquilo de 70 anos, era ao mesmo tempo absurda e excitante como o diabo.
— Acho... acho que a curiosidade também tá me matando, confessei.
Combinamos que tudo dependeria dele. Da vontade dele, do interesse dele.
Quando Sérgio voltou, o clima já estava diferente. Mais pesado. Mais carregado de possibilidade. Ele se sentou de novo, mas Vanessa, em vez de sentar na cadeira dela, foi sentar bem ao lado dele no sofá. Perto demais para ser casual.
O papo continuou, mas agora eu era um observador atento. Via a mão dela que, "sem querer", pousava na coxa dele. Via o olhar dele que agora não se desviava dos olhos dela. A tensão na sala era tão densa que dava para cortar com uma faca.
Foi Vanessa que rompeu a barreira.
— Sérgio... perguntou ela, com uma calma impressionante. O senhor, em todo esse tempo... nunca percebeu que eu te achava... homem? Que eu te achava um homem atraente?
Ele parou com o copo de vinho no caminho da boca. Olhou para ela, depois para mim, como se procurando uma resposta, uma permissão. Achou que era brincadeira.
— Vanessa... não vá por aí...
— Eu vou, Sérgio. Estou indo. Alexandre e eu conversamos. E eu quero saber. O senhor nunca reparou em mim?
A sinceridade dela atingiu em cheio. Ele respirou fundo, colocou o copo na mesa e olhou diretamente nos olhos dela.
— Claro que eu percebi, Vanessa. Como não ia perceber? Mas há o respeito. Pela amizade, pelo casamento de vocês. Jamais passaria da minha cabeça... — ele olhou para mim — jamais faria algo para estragar isso.
— Nós não vamos deixar, disse eu, minha voz surpreendentemente firme. A gente tá curioso também, velho.
Ele nos encarou, um homem de 70 anos, de barba branca e aparência comum, mas que de repente parecia o protagonista da noite. A decisão estava no rosto dele.
Vanessa não esperou. Inclinou-se e beijou ele. Não foi um beijo de despedida de amizade. Foi um beijo molhado, profundo, carregado de oito anos de desejo não dito. E ele retribuiu com a mesma fome.
Ela se afastou um pouco, respirando ofegante, os olhos brilhando. Sem dizer uma palavra, tirou o vestido por cima da cabeça, deixando o corpo à vista. Os seios maravilhosos, a pele clara, a calcinha vermelha que contrasteava com a pele. Era uma visão que eu nunca iria esquecer.
Sérgio a olhou, o desejo estampado no rosto. Ele se virou para mim. — Alexandre... tem certeza?
— Façam o que vocês têm vontade, respondi, o próprio corpo já respondendo por mim. Estou assistindo. E participando.
Vanessa se ajoelhou no chão, na frente dele, e começou a desabotoar a calça dele. Puxou o zíper e liberou o pau já duro. Era grande, grosso, com as veias saltadas. Vanessa olhou para mim com um sorriso de vitória antes de levar a cabeça dele para a boca. E começou a chupar com uma fome que eu raramente tinha visto nela.
O som da boquete dela, os gemidos dele, a visão da minha esposa de joelhos para o nosso vizinho... era tudo ao mesmo tempo, um turbilhão de emoções e excitação. Eu me levantei, tirei minha própria roupa, e me sentei na poltrona ao lado, com a rola na mão, assistindo a tudo.
Ela chupou ele por um longo tempo, trabalhando a cabeça com a língua, levando o máximo que conseguia. Ele passava a mão pelos cabelos dela, gemendo baixo.
— Levanta, disse ele, e a voz dele, agora mais rouca, mandou um arrepio na minha espinha. Ela obedeceu, subindo no seu colo.
Ele segurou o pau e encaixou na buceta dela. Ela gemeu alto quando ele entrou. Era isso o que ela queria. Começou a movimentar, a cavalgar, os seios balançando no rosto dele. Ele beijava ela, sugava os seios, enquanto ela subia e descia.
Eu fui até eles, me ajoelhei atrás dela. Passei a mão pelo bumbum dela, senti o calor, a umidade. Com um dedo, comecei a esfregar o cuzinho dela. Ela gemeu ainda mais, empinando o traseiro para mim. Era um convite.
Entrei no quarto, peguei o gel da bancada e voltei. Untei meu pau e o cuzinho dela. Com cuidado, comecei a entrar. Ela estava apertada, mas relaxou e eu entrei até o fim. A sensação de estar junto dela, enquanto ela era comida pelo vizinho, era indescritível.
A gente ficou assim por um tempo, um ritmo sincronizado. A buceta dela apertada no pau dele, o cuzinho dela apertado no meu. O gemido dela era constante agora, um som de prazer puro, inebriante.
— Vamos para a varanda, disse Sérgio de repente. Quero te comer debaixo do céu.
Fomos, os três nus. O ar da noite estava fresco na pele. Ele deitou ela no tapete da varanda e abriu as pernas dela. Começou a comer a buceta dela com uma fome animal. A língua dele trabalhava, sugava, mordiscava o clitóris dela. Ela se contorcia toda, gemendo, puxando os cabelos dele.
Eu fiquei de joelhos perto da cabeça dela e ofereci meu pau. Ela me olhou com os olhos cheios de desejo e começou a me chupar de novo. Os três conectados, um ciclo de prazer.
Ele comeu ela até ela gritar, vindo com um espasmo forte. Ele subiu, enfiou o pau dela de novo, com força. Ele a fodia agora, com uma energia que contradizia sua idade. Cada golpe dela era acompanhado por um gemido.
— Chupa o pau do seu marido, disse ele pra ela, enquanto a fodia. Chupa bom.
Ela obedeceu, com mais vontade ainda. A visão do pau dele entrando e saindo dela, enquanto ela me chupava, quase me fez gozar.
— Alexandre, disse ele, parando por um segundo. Vem cá. Ele se sentou no chão e me puxou para perto. E antes que eu pudesse entender, ele segurou meu pau e levou à boca.
Fiquei estático. A boca quente e molhada dele no meu pau era uma sensação nova, inesperada. Ele não era inexperiente. Sabia o que estava fazendo. Chupava com vontade, enquanto Vanessa o observava, com os olhos arregalados, a mão na própria buceta.
Ela se ajoelhou e se juntou a ele. Os dois, compartilhando meu pau. A língua deles se encontrando na minha cabeça. Foi demais. Eu não aguentei.
— Vou gozar, avisei.
Eles se encostaram, com os rostos juntos, a boca aberta. Eu gozei no rosto dos dois, um esguicho quente e grosso. Eles lamberam, se beijando com meu porra na boca. Era a cena mais pornográfica que eu já tinha visto ou participado.
Depois, Sérgio focou em Vanessa de novo. A colocou de quatro e entrou por trás. Ele pegou meu pau e o colocou na boca dela. Fodi a boca dela enquanto ele fodia o cuzinho dela. O trio estava completo, selado por suor, porra e um desejo que nunca soube que existia.
Fomos para o chão, todos exaustos. A gente ficou deitado, enrolado, os corpos suados e colados. O cheiro de sexo impregnava o ar. Vanessa estava entre nós, com a cabeça no meu peito e a mão na barriga dele.
— Oito anos morando do lado de vocês e só agora descubro que estava perdendo algumas boas conversas, disse Sérgio, com a voz rouca.
— Pois é. E justo agora que tu resolveu vender o apartamento, respondi, e todos rimos, uma risada cansada e feliz.
Foi assim que adormecemos, os três nus na varanda, sob as estrelas da cidade. Um estranho, intenso e perfeito final para uma noite de despedida.
Acordei com o sol batendo no rosto. Estava sozinho no tapete. Me levantei, as dores do corpo falando da noite passada. Ouvi vozes baixas e risadas vindas da cozinha.
Lá estavam eles. Vanessa, usando apenas a minha camiseta do Corinthians, e Sérgio, de calça, ambos tomando café. Eles estavam rindo de alguma piada, tão naturais como se tivessem feito isso toda a vida.
Ela me viu e sorriu. — Bom dia, dorminhoco.
— Pelo jeito, até no dia da mudança vocês resolveram começar sem mim, respondi, me servindo de café.
Sérgio riu. — Fui só conferir se o caminhão já não tinha chegado. Voltei pra pegar um cafezinho antes do caos começar. E encontrei esta anfitriã generosa.
Ele olhou para Vanessa com um carinho que me fez sentir um calor no peito. Não era ciúme. Era algo mais. Era compartilhamento.
— Ele ainda não chegou, não se preocupe, disse ela, como se lesse meus pensamentos. Ainda temos tempo.
O clima na cozinha era diferente da noite anterior. Mais calmo, mais íntimo. Ela se sentou no meu colo e me beijou, um beijo lento, de bom dia. Eu senti a mão de Sérgio nas minhas costas, passando suavemente.
— A gente precisa terminar direito, disse Vanessa, com a voz baixa. Sem a pressa da noite.
Levamos o café para o sofá da sala. A luz da manhã entrava pelas janelas, iluminando os corpos. Ela tirou a camiseta, ficando nua mais uma vez. Ela se ajoelhou na nossa frente e começou a nos chupar, alternando entre nós dois.
Aquele momento era diferente. Não era a fome doída da noite. Era uma exploração, um aprendizado. Ela descobria o corpo dele com a língua, com as mãos. E ele, por sua vez, descobria o meu.
Depois, ela se deitou de costas no sofá e nos chamou. — Venham.
Nós nos aproximamos, um de cada lado. Eu beijei ela, enquanto ele beijava os seios dela. Nossas mãos se encontravam no corpo dela, explorando cada centímetro. Foi um momento de pura conexão, os três unidos por prazer e por uma intimidade que nunca imaginamos que existiria.
Ele entrou nela de novo, lentamente, enquanto eu a beijava. O ritmo era calmo, profundo. Cada movimento dele era ecoado pelo meu beijo. Era como se a gente respirasse junto, como se fôssemos um só corpo.
Vanessa veio de novo, com um gemido baixo e prolongado. E depois Sérgio veio também, dentro dela. E eu fiquei lá, segurando a mão dela, sentindo o corpo dela tremer, e me sentindo estranhamente completo.
Ficamos assim por um longo tempo, em silêncio. A only era o som da nossa respiração.
— O caminhão vai chegar logo, disse Sérgio, finalmente se levantando. Eu preciso ir.
Ele foi se vestir e nós o acompanhamos até a porta. Ele nos abraçou, um abraço longo e apertado.
— Obrigado, disse ele. Por tudo. Por esse jantar. Por essa despedida.
— A gente que agradece, disse Vanessa. Pela amizade. Pela surpresa.
— Eu achei que a parte mais difícil dessa mudança seria encaixotar os móveis. Pelo jeito, estava enganado, disse ele, e os três rimos.
Ele nos deu um último beijo e saiu. Ficamos na porta, até o elevador fechar.
Depois que Sérgio foi embora, Alexandre e Vanessa permaneceram alguns minutos na varanda. Ouvimos os funcionários da mudança trabalhando no apartamento vizinho.
Vanessa olhou para o marido e perguntou:
— Tu imaginava que a despedida dele seria assim?
Alexandre respondeu:
— Eu só sei que, se todo vizinho fizer uma despedida dessas, nunca mais vou reclamar de mudança no prédio.
Ela começou a rir e o abraçou.
E assim, depois de oito anos de convivência, descobri que a história mais inesperada com o vizinho aconteceu justamente na última noite em que ele morou ao lado. O apartamento 402 ficaria vazio, mas as memórias daquela noite, daquela despedida, ficariam para sempre. Não como um segredo, mas como um capítulo inesperado e maravilhoso da nossa vida. Um capítulo que nos fez ver que, às vezes, as melhores histórias estão logo ao lado, esperando apenas a coragem de serem vividas.
Foto 1 do Conto erotico: A DESPEDIDA DO VIZINHO


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Nome do conto:
A DESPEDIDA DO VIZINHO

Codigo do conto:
276086

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
31/10/2026

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