Quando ela vinha sozinha
Na primeira vez que Letícia veio sozinha, eu fui buscá-la no aeroporto. Assim que ela me viu, correu e pulou no meu colo, me beijando como se não nos víssemos há meses.
— Meu namorado… senti tanta saudade — murmurou ela, já esfregando o corpo no meu.
No apartamento, mal fechamos a porta. Ela tirou a roupa no caminho até o quarto, ficou só com a aliança de ouro e se jogou na cama.
— Vem… faz amor comigo. Quero sentir meu namorado inteiro.
Fizemos amor lento e intenso a tarde toda. Eu em cima dela, olhando nos olhos, metendo devagar e fundo. Letícia envolvia minhas costas com as pernas, cravando as unhas e gemendo:
— Eu te amo, Rodrigo… esse ano vai ser difícil, mas eu vou vir sempre que puder.
Depois do sexo romântico, veio a safadeza. Eu a fodi de quatro contra a janela com vista pro mar, arrombei o cu dela com força, dei tapas na bunda e enchi todos os buracos de porra. Letícia gritava sem medo:
— Isso, namorado! Me usa! Sou sua puta quando venho sozinha!
Passamos o fim de semana inteiro como um casal de verdade: fomos à praia, jantamos fora, transamos no sofá, no chuveiro, na varanda à noite. Ela dormia agarrada em mim, usando só a aliança de ouro.
Quando o marido não podia vir (o que acontecia umas duas vezes por mês), ela inventava alguma desculpa e vinha sozinha. Nessas visitas, o tesão era ainda maior. Ela chegava molhada só de imaginar o que eu ia fazer com ela.
Num desses fins de semana, ela chegou e já me empurrou no sofá:
— Quero que você me foda o fim de semana inteiro. Quero voltar pro Rio andando torto.
E foi o que fiz. Comi ela de todas as formas possíveis: na cozinha enquanto ela tentava fazer comida, no carro estacionado na praia à noite, e especialmente no domingo de manhã, bem lento e romântico, olhando nos olhos enquanto ela sussurrava:
— Mesmo longe, eu sou sua namorada… essa aliança é prova disso.
O ano em Espírito Santo foi difícil pela distância, mas foi um dos períodos mais intensos da nossa relação. Letícia cumpriu a promessa: quase todo final de semana ela estava lá, às vezes com o marido, às vezes sozinha.
E toda vez que ela ia embora, eu olhava para a aliança de ouro no dedo e sorria, sabendo que aquilo era muito mais que um swing.