Ele sorriu. Olhou minha boca um segundo a mais do que deveria.
— Sou. E você é a Júlia.
Conversamos. Depois conversamos de novo. No corredor. Depois do culto. Sempre quando ela não estava colada. Até que um dia eu falei, baixo:
— A gente podia tomar um sorvete. Só nós dois.
Ele entendeu. Não foi sorvete. Foi motel. Quarto escuro, ar-condicionado ruindo, cama de colcha barata. Mal trancou a porta e a mão dele já estava na minha coxa.
— Você se vestia pra mim, né, putinha?
— Me vestia.
Ele me deitou na beira da cama, ajeitou minhas pernas nos ombros dele e abaixou a cara. Não teve pressa. A língua passou primeiro por fora, lenta, abrindo meus lábios com a ponta. Depois chupou o clitóris inteiro, quente, molhado, puxando com a boca. Eu soltei um gemido que não consegui segurar.
— Porra…
Ele não parou. A língua fazia círculos apertados no clitóris, depois descia pela fenda, enfiava um pouco, voltava, chupava de novo. Os dedos dele entraram. Dois. Grossos. Curvaram dentro da minha buceta e acharam o ponto na hora. Enquanto a boca trabalhava o clitóris, os dedos fodiam, lentos no começo, depois mais fundo, mais ritmados. Eu sentia cada lambida. Cada sucção. A língua larga, áspera no jeito certo, molhando tudo.
— Assim… não para…
Ele riu contra a minha buceta.
— Delícia. Tá escorrendo na minha boca.
A pressão subiu rápido demais. O clitóris latejava de tão inchado. Os dedos bateram naquele ponto por dentro e a língua sugou forte. Foi a primeira vez que eu gozei daquele jeito com sexo oral. Não foi um gozo normal. Foi um negócio que rasgou. A buceta apertou, o ventre contraiu e eu mijei. Um jato quente, descontrolado, direto na boca dele. Eu tentei fechar as pernas, assustada, mas ele segurou minhas coxas e abriu mais.
— Isso. Mija. Tomo tudo.
Ele bebeu. Não desviou. A boca ficou colada, engolindo, lambendo o que escorria, chupando de novo o clitóris ainda latejando. Eu tremia, a cara quente, a buceta pulsando tão forte que doía gostoso.
— Primeira vez… que eu gozo assim… na boca de alguém…
— Então goza de novo.
Ele não me deu tempo. Os dedos voltaram, agora três, abrindo. A língua desceu, lambeu o cu, subiu, chupou o clitóris outra vez, mais bruto. Eu já estava sensível demais. Cada lambida era um choque. Ele enfia os dedos, girava, puxava, chupava. A outra mão abriu minha bunda e o polegar pressionou meu cu. Eu gozei de novo. Outro jato. Mais forte. Mijo quente enchendo a boca dele. Ele tomou tudo outra vez, gemendo contra a minha buceta como se fosse a melhor coisa que já tinha bebido.
Eu fiquei mole. Exausta. As pernas não aguentavam. O clitóris latejava, a buceta aberta, o cu contraído no polegar dele. Eu mal conseguia respirar.
— Eu… não aguento…
— Aguenta. Agora o tio vai foder.
Ele subiu. O pau era grosso, quente, já molhado e visguento. Entrou numa estocada só. Eu estava tão molhada, tão frouxa do oral, que ele enterrou até o fundo sem esforço. Mesmo assim o tamanho esticou. Eu gemi fraco, o corpo mole demais pra reagir direito. Ele meteu. Fundo. Pesado. A barriga dele batendo na minha. Os dedos ainda no meu cu, agora metendo no mesmo ritmo do pau.
— Putinha da igreja… gozou mijando na minha boca duas vezes e ainda aperta.
Eu só aguentava sentir. A buceta latejando em volta do pau, o clitóris esfregando na base a cada estocada, o cu sendo aberto pelo dedo. Ele fodeu até gozar fundo, quente, enchendo. Tirou, passou a cabeça na minha boca e me fez lamber o que restou.
Fiquei deitada, pernas abertas, a buceta pulsátil, o gosto dele na língua, o corpo inteiro mole daquele oral que me destruiu. Foi a primeira vez que um homem me fez gozar daquele jeito só com a boca. E eu ainda estava sentindo o mijo que ele bebeu.


