O amigo do meu pai, só uma brincadeira entre homens de verdade - Parte 3
Dois dias. Quarenta e oito horas em que o WhatsApp ficou em silêncio absoluto. Nenhuma mensagem, nenhum áudio, nenhuma visualização das últimas conversas. Eu não mandei nada. Não era da minha praxe. Já tinha visto esse filme antes. Homens casados, com filhos, com a vida montada, que metem e depois somem como se o corpo deles precisasse de um período de quarentena moral. Como se o silêncio fosse uma forma de reorganizar a narrativa interna: “foi só uma vez”, “foi testosterona”, “foi curiosidade”. Eu conhecia o ritual. Já tinha engolido o silêncio de outros. Alguns voltavam. Outros nunca mais apareciam. Rick, eu suspeitava, voltaria. Homens como ele raramente conseguem ficar só na primeira vez quando a química funciona. Passei os dois dias treinando mais pesado do que o normal. Academia de manhã e de noite. Peito, costas, perna, ombro. Suava até o short colar na pele. Em casa, no banho, a água quente escorria pelas costas e eu ainda sentia, de leve, a memória da invasão. O cu ardia um pouco no primeiro dia, um lembrete físico discreto. No segundo, já tinha passado. O corpo esquece rápido. A cabeça, nem tanto. Na quarta-feira, por volta das onze da manhã, o celular vibrou enquanto eu revisava um projeto na faculdade. Rick: E aí, campeão. Tudo certo? Simples. Casual. Como se a última mensagem tivesse sido sobre um orçamento de render e não sobre ele gozando dentro de mim no sofá da sala enquanto a esposa viajava com os meninos. Eu olhei a tela por alguns segundos. Respire fundo. Digitei. Eu: Tudo. E aí? Rick: Trabalhando pra caralho. Cliente atrasando de novo. Tu treinou esses dias? Eu: Todo dia. Peito e perna ontem. Hoje foi costas. Rick: Manda uma foto então. Quero ver se o shape tá se mantendo. Eu levantei da cadeira, fui até o banheiro da faculdade, trancando a porta. Tirei a camiseta, deixei só a calça jeans. A luz fluorescent batia de cima, marcando o peito, o abdômen, a linha do V que descia. Tirei três fotos. Escolhi a melhor, de frente, ombros relaxados, expressão neutra. Mandei. Ele visualizou em menos de um minuto. Rick: Porra. Ficou ainda mais definido. O peito tá mais cheio. Vira de lado. Eu virei o corpo, contraí o abdômen, deixei a calça descer um pouco na cintura. A curva da nádega apareceu. Mandei. Rick: Isso. Agora de frente de novo. Puxa a calça mais baixo. Quero ver se a definição da coxa acompanhou. Eu obedeçi. O tecido desceu até quase a base do pau, sem mostrar a cabeça. O volume já estava começando a aparecer só de imaginar o que ele estava fazendo do outro lado da tela. Mandei a foto. Rick: Caralho, Lucas. Tu tá duro já? Eu: Um pouco. Rick: Só um pouco? Eu: Depende do que tu vai pedir agora. Houve uma pausa de quase dois minutos. Eu fiquei olhando a tela, o coração batendo um pouco mais rápido, mas o rosto neutro. Sempre neutro. Rick: Manda uma de costas. Short baixo. Quero ver a coluna e a bunda. Eu tirei a calça, fiquei só de cueca boxer preta. Virei de costas para o espelho, puxei a cueca um pouco para baixo, o suficiente para marcar a divisão das nádegas. Mandei. Rick: Porra. Tá redonda pra caralho. Tu treina glúteo também? Eu: Claro. Hip thrust e elevação pélvica. Rick: Funciona. Agora vira de frente. Tira a cueca. Só a foto da cintura pra baixo. Quero ver o pau. Eu hesitei só um segundo. Depois puxei a cueca, deixei o pau semi-duro cair para o lado. A luz batia na veia que já começava a inchar. Mandei. Rick: Caralho. Grosso mesmo. A cabeça tá rosada. Tu tá pingando? Eu: Um pouco. Rick: Passa o dedo na fenda e manda outra. Eu fiz. O pré-gozo brilhou na ponta do dedo. Mandei a foto. Rick: Porra, Lucas… Eu fiquei olhando isso agora no escritório. A mão tá na calça. Eu sorri sozinho. Eu: E tu? Vai me mandar alguma coisa também ou só vai ficar pedindo? Houve outra pausa. Mais longa. Rick: Espera. Três minutos depois chegou uma foto. Ele estava no banheiro do escritório, camisa social aberta, peito peludo à mostra, o relógio pesado no pulso. A calça estava aberta, a cueca puxada para o lado. O pau dele aparecia semi-duro, grosso, a cabeça escura já brilhando. A legenda era só: Rick: Tá assim desde que tu mandou a primeira. Eu olhei a foto por um tempo. O corpo dele aos trinta e oito ainda era pesado, masculino, sem excesso de definição, mas com volume e presença. O pau grosso, veias saltadas, exatamente como eu lembrava. Eu: Ficou bom. Manda uma de corpo inteiro. Rick: Aqui não dá. Tem gente no corredor. À noite eu mando. Eu: Beleza. Rick: E Lucas… Eu: Fala. Rick: Não apaga essas fotos. Eu quero ver de novo depois. Eu: Não vou apagar. A conversa morreu ali. Eu voltei para a mesa da faculdade com o pau ainda semi-duro dentro da calça e a cabeça já um pouco mais quente. À noite, quase onze e meia, o celular vibrou de novo. Eu estava deitado na cama, só de short, o corpo ainda quente do segundo treino do dia. Rick: Ainda acordado? Eu: Tô. Rick: A mulher já dormiu. Os meninos também. Tô no escritório de casa. Manda outra foto. Quero ver o shape depois do treino de hoje. Eu: Que tipo de foto? Rick: Sem camisa. Short baixo. Luz de lado. Quero ver o peito suado se ainda tiver. Eu levantei, fui até o espelho do quarto. A pele ainda brilhava de suor residual. Tirei o short, fiquei só de cueca. Tirei uma de frente, outra de lado, outra de costas com a cueca puxada. Mandei as três. Rick: Porra. Tá ainda melhor à noite. O ombro tá mais largo. Manda uma segurando o pau por cima da cueca. Eu fiz. A mão envolveu o volume, apertou de leve. Mandei. Rick: Isso. Agora tira a cueca. Quero ver ele duro. Eu puxei a cueca. O pau já estava completamente ereto, apontando para cima, a cabeça brilhando. Mandei duas fotos: uma de frente, outra de lado mostrando a curvatura. Rick: Caralho, Lucas. Tá maior do que eu lembrava. Ou eu que tô com saudade. Eu: E a foto que tu prometeu? Rick: Espera. Quatro minutos depois chegou. Ele estava de pé no banheiro de casa, só de toalha na cintura. A toalha estava aberta na frente. O pau duro, grosso, apontando para a câmera, a cabeça escura e úmida. O peito peludo, o abdômen ainda marcado, a mão livre segurando o celular. A legenda: Rick: Assim que eu fiquei depois das tuas fotos. Eu olhei longamente. Depois digitei: Eu: Manda uma segurando ele. Rick: Já tô segurando. Eu: Com a mão inteira. Apertando. Outra foto chegou. A mão grande dele envolvia a base, o polegar passando na glande, espalhando o pré-gozo. O pau parecia ainda mais grosso naquele ângulo. Eu: Porra. Rick: Tu também. Manda uma batendo uma. Quero ver a mão no pau. Eu sentei na beirada da cama, enquadrei da cintura para baixo, a mão subindo e descendo devagar. Tirei três fotos em sequência. Mandei. Rick: Isso… Mais rápido. Eu acelerei o movimento, a cabeça do pau já molhada. Mandei outra. Rick: Caralho. Eu tô batendo uma aqui também. Olhando tuas fotos. Eu: Manda áudio então. Quero ouvir. Alguns segundos depois chegou um áudio de dezessete segundos. A voz dele estava rouca, baixa, ofegante: “Tô te olhando aqui… pau na mão… lembrando do teu cu me engolindo naquele sofá… porra, Lucas… tu tem um corpo de homem de verdade… e um cu apertado pra caralho… eu quero meter de novo…” Eu ouvi duas vezes. O pau latejou na minha mão. Eu: Continua. Outro áudio, mais curto: “Eu quero te ver de novo. Quero te foder mais forte. Quero ouvir tu gemendo meu nome. Mas não é gay. É só dois homens. Entendeu?” Eu: Entendi. Rick: Bom. Agora goza pra mim. Manda a foto depois. Eu continuei masturbando, olhando as fotos dele, ouvindo o áudio de novo. O orgasmo veio rápido, jatos fortes na barriga e no peito. Eu tirei a foto ainda ofegante, o gozo escorrendo pelo abdômen. Mandei. Rick: Porra. Que porra linda. Eu também. Um minuto depois chegou a foto dele: o pau ainda duro, a mão suja, jatos brancos escorrendo pelos dedos e pelo peito peludo. A legenda era só um “caralho”. Ficamos em silêncio por alguns minutos. Depois ele mandou: Rick: Amanhã a mulher viaja de novo. Vai levar os meninos pra casa da mãe dela em Atibaia. Volta só domingo de noite. Tu topa vir aqui? Eu: Que horas? Rick: Nove da noite. Porta dos fundos. Não precisa bater. Eu: Beleza. Rick: E Lucas… Eu: Fala. Rick: Vem preparado. Quero te ver suado. Treina pesado antes de vir. E não goza de novo até chegar aqui. Guarda pra mim. Eu: Pode deixar. Rick: Boa noite, campeão. Eu: Boa noite, Rick. Desliguei a tela. Deitei de costas, olhando o teto. O corpo ainda latejava. Eu não masturbei de novo. Preferi guardar, exatamente como ele pediu. Na quinta eu treinei como ele mandou. Peito e tríceps até a falha. Depois perna. Saí da academia com as pernas tremendo, o short encharcado, o cheiro de homem forte grudado na pele. Tomei banho rápido em casa, só o suficiente para tirar o excesso de suor, mas deixei o cheiro de testosterona. Vista jeans escura, camiseta preta justa, tênis. Nada demais. Nada que chamasse atenção. Cheguei na casa dele às nove em ponto. A rua estava quieta. Entrei pelo portão dos fundos, como combinado. A porta da cozinha estava entreaberta. Empurrei. Rick estava na sala, de pé, de costas para mim, olhando a televisão desligada. Camisa social branca aberta no peito, mangas dobradas até o cotovelo, calça social preta, pés descalços. O relógio pesado no pulso brilhava sob a luz baixa. Quando se virou, o olhar dele desceu pelo meu corpo inteiro sem pressa. “Chegou”, falou, a voz grave, controlada. “Cheguei.” Ele se aproximou. Não me beijou. Não me abraçou. Só parou na minha frente, perto o suficiente para eu sentir o calor do corpo dele, e passou a mão no meu peito por cima da camiseta, apertando o músculo. “Treinou mesmo.” “Como tu pediu.” A mão desceu, passou pelo abdômen, parou na fivela do cinto. Os dedos grandes desfizeram o cinto com calma, puxaram o zíper, enfiaram por dentro da cueca e envolveram o pau que já estava semi-duro. Apertou. “Já tá pronto pra mim.” Não era pergunta. Eu não respondi. Ele tirou a mão, trouxe os dedos até o nariz, cheirou. “Cheiro de academia. De homem que treinou sério. Eu gosto disso.” Puxou a minha camiseta para cima. Eu levantei os braços. Ele tirou, jogou no sofá. Depois ajeitou as mãos nas minhas costas, desceu até a nádega, apertou forte por cima da calça. “Tira o resto.” Eu obedeçi. Calça, cueca, tênis, meia. Fiquei nu no meio da sala dele, o pau já ereto, apontando na direção dele. Rick ficou me olhando por um tempo longo, o olhar escuro, concentrado, como se estivesse decidindo por onde começar. “Tu é um puta de um corpo”, falou baixo. “Peito largo, ombro largo, perna grossa, pau grosso. E ainda por cima sabe ficar quieto quando precisa. Isso me deixa doido.” Ele se aproximou de novo. A mão voltou ao meu pau, masturbou devagar, o polegar passando na fenda, espalhando o pré-gozo que já começava a vazar. “Eu passei dois dias tentando não pensar nisso”, confessou, a voz mais rouca. “Dois dias. Olhando pra minha mulher, olhando pros meus filhos, tentando me convencer que foi só uma vez. Que foi curiosidade. Que não ia rolar de novo.” A mão apertou mais forte. “Mas eu fiquei duro toda noite lembrando do teu cu me engolindo. Do jeito que tu gemeu quando eu achei a próstata. Do jeito que tu falou ‘sou teu’. E ontem, quando a gente bateu uma junto no Whats… porra, Lucas. Eu gozei olhando tuas fotos e ainda fiquei com vontade de mais.” Ele soltou meu pau, deu um passo atrás e começou a se despir. Camisa, calça, cueca. O corpo dele apareceu sob a luz: peito peludo, abdômen ainda marcado, ombros largos, o pau já completamente duro, grosso, veias saltadas, a cabeça escura brilhando de pré-gozo. Maior do que eu lembrava. Ou talvez eu tivesse esquecido de propósito. “Vem cá”, mandou. Eu fui. Ele me puxou pelo pescoço e me beijou com força. Língua quente, dentes raspando, a barba arranhando meu queixo. As mãos grandes desceram pelas minhas costas, apertaram as nádegas, abriram, o dedo médio encontrou a entrada ainda sensível. Empurrou só a ponta. Eu soltei um gemido baixo dentro da boca dele. “Ainda tá apertado”, murmurou contra meus lábios. “Bom. Eu gosto apertado.” Me virou de costas, empurrou meu peito contra a parede da sala. O corpo dele colou atrás do meu. O pau quente encaixou entre minhas nádegas, deslizou para cima e para baixo, espalhando o pré-gozo. “Eu não sou gay, Lucas”, falou no meu ouvido, a voz baixa e firme. “Tu também não é. Isso aqui é outra coisa. É dois homens se respeitando. É testosterona. É energia. É um homem mais velho ensinando um mais novo a receber pau sem perder a masculinidade. Tu entende isso?” “Entendo”, respondi, a voz já rouca. “Fala de novo.” “Entendo, Rick. É só isso.” Ele cuspiu na mão, passou os dedos na minha entrada, empurrou dois de uma vez. Eu contraí, soltei o ar. Ele girou os dedos, procurou, encontrou. A próstata latejou. Meu pau bateu contra a parede, pingando. “Porra…”, eu gemí. “Isso. Geme. Eu quero ouvir.” Os dedos saíram. A cabeça do pau dele encostou. Empurrou. Lento. Centímetro por centímetro. Eu sentia cada veia, cada expansão. Quando chegou no fundo, ele parou, a barriga colada nas minhas nádegas, a respiração quente no meu pescoço. “Caralho, Lucas… teu cu me come inteiro. Parece que foi feito pra isso.” Começou a se mover. Estocadas longas, profundas, quase saindo todo e entrando de novo. O barulho de pele batendo em pele ecoava na sala. Eu apoiava as mãos na parede, a cabeça baixa, gemendo baixo a cada investida. “Mais forte”, eu pedi. Ele obedeceu. As mãos seguraram meu quadril com força, os dedos cravando na carne. As estocadas ficaram mais curtas, mais pesadas. Cada vez que entrava batia direto na próstata. Meu pau balançava intocado, pingando no chão. “Tu gosta disso, né?”, ele rosnou. “Gosta de levar pau de homem casado. Gosta de sentir esse pau grosso te abrindo enquanto eu falo que não sou gay. Gosta de mandar foto do pau duro pra mim e depois vir aqui sentar nele.” “Gosto.” “Fala direito.” “Eu gosto de levar teu pau, Rick. Gosto de tu me comendo assim. Gosto de tu mandar eu gozar olhando tuas fotos.” Ele gemeu alto, mordeu meu ombro. Acelerou. O sofá da última vez tinha sido só o aquecimento. Agora ele estava me fodendo de verdade, sem contenção, sem medo de fazer barulho. A casa estava vazia. Ninguém ia ouvir. Depois de um tempo ele me puxou para trás, me virou, me empurrou de joelhos no chão. O pau dele, brilhando de saliva e do meu cu, apontou na minha cara. “Chupa. Limpa. Do mesmo jeito que tu chupou ontem na minha cabeça enquanto eu batia uma.” Eu abri a boca. Ele empurrou até a base. O cheiro era forte, masculino, de sexo e suor. Eu engoli, a língua trabalhando na veia de baixo. Ele segurou minha cabeça com as duas mãos e fodeu minha boca com movimentos curtos e controlados. “Isso… engole tudo. Mostra pra mim que tu aguenta. Ontem tu gozou mandando foto pra mim. Hoje tu vai gozar com meu pau na garganta.” Saliva escorria pelo meu queixo, caía no peito. Eu engasgava, mas não parava. Os olhos marejavam. Ele tirava quase todo, deixava eu respirar, e enfia de novo até o fundo. “Porra, tua boca é quente pra caralho. Melhor que buceta. E eu fico pensando nisso quando tô comendo minha mulher. Tu sabia?” Ele tirou o pau, puxou meu cabelo para cima, me fez olhar nos olhos dele. “Eu passei dois dias sem te mandar mensagem porque eu precisava ter certeza”, falou, a voz rouca, a respiração ofegante. “Precisava ter certeza que eu ia conseguir te foder de novo sem me sentir menos homem. E eu consegui. Olha pra mim. Eu tô te comendo e continuo sendo o mesmo Rick. O mesmo engenheiro. O mesmo pai. O mesmo marido. Isso não muda nada. Entendeu?” “Entendi.” “Fala.” “Não muda nada. É só dois homens. Só energia. Só testosterona.” Ele sorriu, aquele sorriso de canto que eu conhecia desde moleque. Me puxou para cima, me beijou de novo, depois me empurrou de quatro no sofá. Ajoelhou atrás de mim, abriu minhas nádegas com as duas mãos e cuspiu direto no cu. A língua veio quente, penetrou, girou. Eu soltei um gemido longo, a cabeça caída no encosto. “Porra, Rick…” Ele lambeu, chupou, enfiou a língua o mais fundo que conseguiu. Depois voltou com os dedos, dois, depois três. Abriu, esticou, massageou a próstata até eu estar tremendo. “Agora eu vou te foder de verdade”, anunciou. “Sem dó. E tu vai gozar só com o pau no cu. Sem a mão. Do mesmo jeito que tu gozou ontem só de me ouvir no áudio. Consegue?” “Consigo.” A cabeça do pau dele encaixou de novo. Empurrou de uma vez só, até o fundo. Eu gritei baixo. Ele não esperou. Começou a meter com força, as bolas batendo na minha pele, as mãos segurando meu quadril como se eu fosse escapar. O sofá rangia. O cheiro de sexo encheu a sala. “Isso… toma. Toma esse pau. Tu é meu agora, Lucas. Meu. Enquanto eu quiser. Entendeu?” “Entendi… porra… mais fundo…” Ele se inclinou sobre mim, o peito peludo colado nas minhas costas, a boca no meu ouvido. “Eu penso em ti quando tô comendo minha mulher”, confessou, a voz quebrada de prazer. “Penso no teu cu apertado. No jeito que tu engole meu pau. No jeito que tu manda foto do pau duro e depois vem aqui abrir as pernas pra mim. Isso me faz gozar mais forte nela. Tu sabia disso?” Eu só conseguia gemer. Ele metia sem parar, cada estocada mais profunda que a anterior. “Responde.” “Eu… eu sabia…” “Bom. Porque vai continuar acontecendo. Eu vou te chamar quando quiser. Tu vai mandar as fotos que eu pedir. Tu vai vir. Tu vai abrir as pernas. E eu vou te foder até tu não aguentar mais. E depois a gente volta pra vida normal. Como se nada tivesse acontecido. Porque nada aconteceu. Foi só energia. Só testosterona. Só dois homens se resolvendo. Certo?” “Certo… porra, Rick… eu vou gozar…” “Goza. Goza só com o pau no cu. Mostra pra mim. Do mesmo jeito que tu mostrou ontem.” Ele acelerou ainda mais. As estocadas ficaram brutais. Eu sentia ele inchando dentro de mim. A próstata latejava sem parar. Meu pau batia contra a barriga, pingando sem parar. O orgasmo veio de dentro, profundo, sem a mão. Eu gritei, o corpo inteiro travando, o cu contraindo em volta do pau dele em espasmos violentos. Jatos fortes sujaram o sofá. Eu tremia, ofegante, a visão embaçada. Rick não parou. Continuou metendo através do meu orgasmo, alongando a sensação até eu estar quase chorando de prazer excessivo. Só então ele gemeu alto, cravou os dedos na minha carne e gozou. Jatos quentes, densos, enchendo meu cu. Eu sentia cada pulsação. Ele ficou fundo, latejando, respirando pesado no meu pescoço. “Caralho… Lucas… caralho…” Ficamos assim um tempo. O pau dele ainda dentro, o gozo escorrendo aos poucos pela minha coxa. Ele saiu devagar. Eu senti o vazio. O gozo dele desceu mais, escorreu até a bola. Rick se sentou no sofá, puxou meu corpo para cima dele. Eu fiquei de lado, a cabeça no peito peludo dele, ouvindo o coração ainda acelerado. A mão grande passou no meu cabelo, desceu pelas costas, parou na nádega e apertou com posse. “Dois dias”, ele falou baixo, quase para si mesmo. “Dois dias tentando me convencer que não ia rolar de novo. Ontem a gente bateu uma junto e eu ainda fiquei com vontade de te foder. E olha onde a gente tá.” Eu não respondi. Só respirei o cheiro dele. Ele beijou minha testa, seco, de posse. “Vai ter terceira vez. E quarta. E quantas forem necessárias. Mas sempre assim. Sempre no silêncio. Sempre como se nada tivesse acontecido depois. Tu aguenta?” Eu levantei o rosto, olhei nos olhos dele. O mesmo sorriso de canto, o mesmo fingimento de inocência que eu usava desde o começo. “Eu aguento.” Ele riu baixo, satisfeito. A mão desceu entre minhas pernas, encontrou meu pau ainda semi-duro, sujo de gozo, e apertou. “Bom. Porque eu ainda não terminei com você hoje.” E não tinha terminado mesmo. Rick me puxou para cima, me fez montar nele. O pau dele ainda estava duro, brilhando do nosso sexo. Eu me posicionei, desci devagar, sentindo ele abrir de novo o caminho que ainda estava sensível e molhado. Quando sentei até o fim, ele soltou um gemido grave, as mãos subindo pelo meu peito, apertando os músculos. “Isso… agora tu rebola. Mostra pra mim como um homem senta em pau. Do mesmo jeito que tu mandou foto batendo uma pra mim ontem.” Eu comecei a me mover. Lento no começo, subindo quase até a cabeça e descendo com força. O pau dele batia fundo. Eu apoiava as mãos no peito peludo dele, sentindo o coração acelerar de novo. Rick olhava para baixo, vendo o próprio pau desaparecer dentro de mim a cada movimento. “Porra… olha isso. Teu cu me engolindo. Parece que foi moldado pra mim. Ontem eu gozei olhando a foto do teu pau. Hoje eu tô gozando dentro do teu cu. E ainda vou querer mais.” Ele ergueu o quadril, encontrou meu ritmo, começou a meter de baixo para cima. O barulho molhado encheu a sala de novo. Eu rebolava, a cabeça jogada para trás, gemendo sem vergonha agora. “Fala o que tu sente”, ele mandou. “Sinto teu pau grosso me abrindo… sinto cada veia… sinto tu batendo na próstata… sinto o gozo de ontem ainda misturado com o de agora…” “E tu gosta?” “Gosto pra caralho.” “Mesmo eu sendo casado? Mesmo eu tendo filhos? Mesmo eu te tratando como se isso não fosse nada depois? Mesmo eu sumindo dois dias e depois pedindo foto do teu pau duro?” “Mesmo.” Ele sorriu, o sorriso escuro de quem sabe que tem controle. “Então continua sentando. Eu quero gozar de novo dentro de ti. Quero te encher até tu não aguentar mais andar amanhã. E amanhã, se eu mandar mensagem pedindo foto, tu vai mandar de novo. Certo?” “Certo.” Eu acelerei. As coxas queimavam. O suor escorria pelo peito, pingava no corpo dele. Rick metia com força de baixo, as mãos apertando minha cintura, me guiando. O segundo orgasmo dele veio rápido. Ele gemeu meu nome, cravou os dedos, jatos quentes de novo. Eu sentia o excesso escorrer para fora, sujando as bolas dele e minhas coxas. Ainda assim ele não amoleceu completamente. Continuou dentro, latejando, enquanto eu masturbava meu próprio pau em cima dele. Em menos de um minuto eu gozei de novo, jatos fortes no peito peludo dele, no queixo, quase no olho. Ele riu, baixo, satisfeito, e passou o dedo no gozo que escorria pelo peito, levou à boca, provou. “Gosto de homem”, murmurou. “Gosto do teu gosto. Gosto do jeito que tu manda foto e depois vem aqui me dar.” Depois disso o corpo pediu trégua. Nós dois estávamos suados, ofegantes, sujos de gozo e saliva. Rick me puxou para o lado, deitou comigo no sofá largo, meu corpo meio em cima do dele. A mão grande fazia carinho lento nas minhas costas, descendo de vez em quando até a nádega e apertando, como se quisesse lembrar que eu ainda estava marcado por ele. Ficamos em silêncio por um tempo longo. A televisão continuava desligada. A casa vazia. Lá fora, algum cachorro latiu longe. “Tu vai sumir de novo?”, eu perguntei, a voz baixa, sem drama. Ele não negou. “Provavelmente. Um dia ou dois. Às vezes mais. É assim que funciona na minha cabeça. Eu preciso voltar pro papel. Preciso olhar minha mulher no olho sem sentir que tô traindo alguma coisa maior do que o casamento. Preciso me convencer de novo que isso aqui é só… isso. Que as fotos que a gente manda são só de dois homens que treinam juntos. Que o sexo é só energia.” “Eu sei.” “Tu já passou por isso antes.” Não era pergunta. Eu não respondi. Ele entendeu pelo silêncio. A mão dele subiu até meu cabelo, puxou de leve para eu olhar para ele. “Mas eu volto. Sempre que a vontade bater mais forte que a culpa. E quando eu voltar, eu vou querer as fotos de novo. E depois eu vou querer te foder de novo. Mais forte. Mais fundo. Mais vezes. Tu tá preparado pra isso?” Eu olhei nos olhos dele. O mesmo homem que apertava minha mão firme demais quando eu era moleque. O mesmo homem que meu pai chamava de Rick desde a faculdade. O mesmo homem que agora me fodia e depois sumia para reorganizar a própria masculinidade. “Tô.” Ele beijou minha boca, lento, quase carinhoso. Depois falou contra meus lábios: “Então dorme um pouco. Daqui a pouco eu te acordo. Ainda tenho o resto da noite. E eu pretendo usar. E amanhã, se eu mandar mensagem pedindo foto do teu pau, tu já sabe o que fazer.” Eu fechei os olhos. O cheiro dele, o calor dele, o gozo escorrendo ainda entre minhas pernas. Lá fora a noite continuava indiferente. Dentro da casa, o jogo que tinha começado com um número de WhatsApp e um orçamento de render tinha subido mais um nível. E eu, como sempre, estava disposto a jogar.
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