Esta é a quinta parte da estória. Recomendamos que leia as anteriores para entender esta.
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Meu pai é um gato, parece ser bem mais jovem do que é realmente e isto traz dificuldades para todos nós, além de ser muito safado, mulherengo como nunca vi igual.
Ele mede 1.80 m de altura, pesa uns setenta quilos, aproximadamente, trabalha como representante comercial de empresas automobilísticas e isso faz com que ele tenha de viajar muito. E o lema dele era: “atravessei um rio, estou solteiro”. Claro que isto foi fatal para nós todos. Papai e mamãe separaram-se, claro e tive de ir viver com ela, na casa de minha avó. Meu pai foi morar com sua máe e construiu um lugarzinho só para ele, com suíte, sala, cozinha, coisa pequena, mas suficiente pra ele. A gente conhecia quele lugar como “o matadouro” de papai. Era pra lá que ele arrastava suas vítimas, suas peguetes, suas ficantes, era um lugar que eu detestava, passei a ter uma raiva permanente por ele e suas mulheres!
Seu josé, como muitos o conheciam, ou apenas “Zezinho”, como os parentes dele o chamavam..., bem, ele vivia do trabalho pra casa, mas o trabalho o levava pra outras cidades e nisso ele se divertia, né, ninguém pra se intrometer, estava mesmo solteiro, daí...
Foi no terceiro ano de separação entre eles que fui levada pra casa de minha avó paterna. Papai havia montado pra ela uma loja de roupas e ela faturou uma nota com isso, era boa em administração e vendas. Meu pai, por outro lado, tinha conseguido sucesso como representante das firmas de peças automotivas. Todos os familiares acreditavam que ele e mamãe voltariam a viver juntos, mas eu não via assim. Tia Marluce e tio Teobaldo eram meus padrinhos e mamãe resolveu levar-me pra viver com eles uns tempos. Eu detestava papai, era ele o +único responsável pela separação de nossa família, eu estava cada vez mais rebelde, nem os colegas de escola me suportavam. Mamãe não queria saber de mim naquele momento, minha avó, mãe de papai, estava ocupada demais com algumas coisas e não podia cuidar de mim, daí sobrou pros meus padrinhos. Eles tinham uma filha, Bruna, de mesma idade que eu, moreninha de cabelos castanhos escuros, na altura dos ombros, bem lisos, rosto bonito, mais baixa que eu um pouco e mais cheinha, bunda maior pernas mais grossas, peitinhos bem maiores, todos achavam que era um tesão de garota, fazia tudo por mim, se eu a mandasse cair num precipício comigo, cairia, éramos bastante amigas e eu gostei de ficar com meus padrinhos por causa disso, ia ter com quem conversar. Eu não queria sequer pensar em chegar perto de meu pai, eu o odiava! Mas era meu pai certo?!
Papai vivia viajando e quando chegava, sempre tinha algumas “... reclamações de Cris”. Ele sentava comigo e tentava mostrar o lado certo das coisas. Eu não dizia nada, simplesmente o ignorava e nossa relação não avançava. Parecia que éramos pessoas desconhecidas, o carinho que tivemos um pelo outro era só um sonho.
Me lembrava o que tinha acontecido conosco antes da separação. Mas ele dizia que aquilo nunca mais tornaria a acontecer! Eu ficava arrasada com aquilo e procurava cada vez mais ser rebelde, irada com ele.
Um ano depois de me encontrar ali entre eles, claro, meu corpo havia mudado, estava mais bonita, mais curvilínea, mais tentadora ainda que antes, tenho certeza, os homens me elogiavam horrores e eu fazia que percebia nada, queria que ninguém se engraçasse comigo não.
Daí, foi por conta da amizade sincera que tinha com Bruna que fiquei sabendo de algumas coisas a respeito de meu pai. Ele pediu ajuda da Bruna pra tentar ajeitar as coisas comigo. Ela me contou assim:
“Ele me convidou pra conversar um pouco na casa de vovó e se saiu com essas coisas, sabe, de que eu devia ajudá-lo a fazer as pazes com você. E eu disse:
- Tio, nem parece que conhece sua filha, ela é turrona. Só o senhor pode resolver isso com ela. Sei que ela ama o senhor, não que concorde com a forma desse amor, mas fazer o que né. E ele me elogiou:
- Menina, você está ficando cada dia mais bonita e... deixa pra lá.
- Sei muito bem que você ia dizer gostosa, né tio?!
- Por aí, por aí...
- Tio, você é muito safado. A Cris quase morre de infarto com os comentários das meninas do colégio, que ficam te elogiando e contando pra ela seus casos. Manera né, pega leve tio. Ela já arrumou até confusão por isso. Deixa pra pegar as safadas só nas suas viagens. O senhor só quer pegar as novinhas e amigas dela! Claro que ela fica uma pilha com isso, não acha?!
- Não sei quem são as amigas dela. Quem não gosta de uma novinha assim como voc? Só se for doido.
- Êta tio, tá me cantando, é?
- Ainda não, mas até que não é uma má ideia. Você tá um tesãozinho, Bruna.
- Larga de ser safado tio! Sou sua sobrinha.
- Já me chamou de safado duas vezes hoje, olha que acabo acreditando. Além de seu tio, não sou cego e sou homem.
- Que vai acontecer se o senhor acreditar quando digo que é safado?
- Você vai correr perigo.
- Tenho medo não. Ah, se você não fosse meu tio!
- Que aconteceria?
- Nem te conto... mas deixa pra lá, pense na sua filha.
E meu irmão chegou e acabou com a graça toda.”
Mas, se eu era cabeça dura, papai também era.
No entanto, foi ele que resolveu conversar comigo de qualquer forma e tentar mesmo resolver nossa situação, se deixasse por mim, continuaria naquilo e seria ruim para nós dois.
Ele chegou certo dia todo arrumadinho, tão bonito! Ai, meu coralão! Quae saiu pela boca! Tomou banho, fez a barba, colocou uma loção muito gostosa, uma calça jeans azul, camisa polo de mesma cor e um par de tenis esportivos.
- Tio! Onde o senhor vai assim? Você está um gato!
- Vim convidar as duas moças mais bonitas da cidade para comer uma pizza. Vão se arrumar.
- Eu não vou! – falei bem séria e já me preparava pra me afastar deles, mas ele me segurou pelo braço.
Olhei fixamente pra mim e falou:
- Vai, sim, precisamos ter uma conversa.
Bruna me puxou pelo braço e fomos nos trocar, mas contra minha vontade!
Voltamos lindas, tenho de admitir! Papai ficou embasbacado, feito pastel, tadinho! Joguei meus cabelos louros, que desciam até o meio das costas, para o lado esquerdo, colocara uma blusinha fina de ceda verde-escuracom um generoso decote “V”, meus peitos firmes apareciam nitidamente no tecido, não coloquei sutien, de propósito, um xorte jeans curto, mostrando generosamente minhas pernas e um tenis branco e meias soquete brancas.
Bruna não perdia em nada, seus cabelos castanhos escuros estavam presos em cima da cabeça, deixando seu rosto bonito livre pra ser admirado, vestia uma blusa azul cintilante, também com um decote em V, também sem soutien, seus seios eram de médios para grandes bem redondos deixando uma entrada bem estreita entre eles que eram durinhos. estava com uma calça jeans azul bem justa, que moldava suas curvas e formas voluptuosas, com um cinto preto. Calçava uma sandália de salto também preta. Me despedi do pessoal. Bruna entrou atrás e eu na frente.
Fomos até o “Varanda”, espécie de restaurante/pizzaria do local, estávamos num silêncio total. Quando descemos, papai foi logo dizendo:
- Quero entrar de braço-dados com essas duas beldades para deixar todos com inveja.
- Quer fazer ciúmes pra quem tio?
- O coroa aqui, quer deixar a rapaziada com água na boca.
- Deixa disso tio você não é coroa. Entramos e fomos logo pra uma mesa, a rapaziada não tirava os olhos da gente. Fizemos o pedido e ficamos aguardando. Comemos em silêncio e, ao terminarmos, pedi pra ir ao banheiro. Foi Bruna quem me contou a conversa que eles dois tiveram.
- Linda, o que sua prima tem contra mim?
- Você é cego tio! Ela te ama!
- Isso é normal, mas... não parece.
- Deixa de ser bobo tio, não é só um amor de filha - calou-se nessa hora, pois eu voltava. Papai pagou a conta e saímos.
- Vamos pra onde, pai?
- Praça... vamos pra praça - era só atravessar a rodovia Belém - Brasília e pronto. Depois de estacionar, papai falou baixinho no ouvido de Bruna alguma coisa, mas eu não consegui entender. Compramos pipocas e a Bruna disse:
- Tio, vou falar com umas amigas, tá? Volto logo.
- Tudo bem - a praça ficava em volta da igreja, mas atrás dela tinha uma rua estreita e mal iluminada com umas árvores e banco para sentar. Era pouco frequentada, servia mais para dar uns pegas nas gatinhas. Sentamos em um banco mais isolado. Eu beliscava sem vontade a pipoca, calada. Foi ele quem começou.
- Filha, temos que parar com essa situação – ele estava com voz rouca e um pouco insegura. Olhei pra ele com um olhar cheio de fúria e explodi:
- O Sr. acha, que com duas palavras bonitas, vai concertar todo mal que causou pra gente com seu abandono? – eu não queria chorar, mas não consegui segurar as lágrimas e continuei - Você traía mamãe com tudo que era puta quando viajava, e nos trocou por elas! – eu estava cheia de raiva por ele, batia os punhos fechados no seu peito, dizia que o odiava - “... te odeio... nunca vou te perdoar!” Tentou me abraçar, mas não, queria aquilo não - Me solta! Eu estava vheia de fúria e ele viu que precisava mudar de estratagema se quisesse mesmo me convencer.
- Para com isso! Deixa de ser criança mimada... você não sabe nada da vida, nem da missa a metade.
- Sei sim! Diga que não é verdade?
- Olha nos meus olhos... sei que vacilei...mas sua mãe não quis me perdoar... e tem mais...
- Mais o que? Que vai inventar agora?
- Olha pra mim e escuta! Eu também resolvi sair por sua causa.
- Não me acuse pela sua covardia, que foi que fiz?
- Você não fez nada... mas... e eu estava doido por você... apaixonado pela minha própria filha! Queria fazer mal para a pessoa que mais devia proteger, não era certo!
- Mas não fizemos nada! Nada! – eu estava começando a me entregar...
- Não desvia o olhar! Fizemos sim e você sabe... não podia trair sua mãe com você! Eu transava com sua mãe pra você ver! Sabia que você fingia dormir. Depois nem fingia mais e se masturbava sabendo que eu estava acordado, ainda tem aquele dia que ficamos sozinhos. Nunca deixei de te amar, mas tinha que fazer aquilo.
E desabei em um choro intenso, a represa rebentou! Ele me abraçou, procurei esconder o rosto em seu peito forte e chorei, solucei! Havia algo muito, muito forte que nos unia, era muito poderoso e não seria eu quem iria resistir àquilo.
- Te amo, pai!
- Também, filha!
A gente se beijou, ah, aquele beijo! Parecia uma novela com final feliz! Nos afastamos e veio uma crise de riso, ríamos sem parar, sem controle sem saber porque. Demorou pra gente voltar ao normal, enxuguei minhas lágrimas e ficamos abraçadinhos um tempão, deixava ele sentir a rigidez e calor dos meus seios pressionando seu peito, reparei que seu pau endureceu na hora, ele se afastou e levantou-se rápido, tentando disfarçar, mas eu percebi seu desconforto, fiquei feito boba olhando para o volume, deu um sorriso maroto e fez um comentário, mas eu falei com saudade na voz:
- Há muito eu não via ele assim. Agora sim, tudo voltou ao normal. - Sorri e levantei-me. A gente se abraçou e saiu andando como dois namorados, à procura da Bruna.
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Continua, viu, acabou não!
As fotos são meramente ilustrativas.





Delícia delícia demais
Delícia