O último verão



O último verão

Dear Graig McGill
Congratulations! It is our great pleasure to offer you admission to UCLA for the Fall Quarter 2017. You have been admitted to the UCLA Anderson School of Management. We are sure that you bring an impresive array of strenghts to your academic endevors. We know that UCLA will benefit from your intelligence, imagination, and energy, and we hope you will choose UCLA for your undergraduate education.
....
Em outubro passado enviei o requerimento para a UCLA postulando uma vaga na universidade. Com um GPA de 3,9 eu alimentava forte esperança de ser admitido. O e-mail de aceitação, seguido da carta, chegou no final da segunda quinze de março e foi motivo de comemoração na família. Em meados de setembro eu me mudaria para Los Angeles com o início das aulas. Seria, portanto, meu último verão antes de encarar a complexa maratona de estudos até obter um diploma universitário. Contudo, minha grande preocupação não residia nessa questão, mas em revelar aos meus pais que era gay.
Já havia alguns anos que eu travava uma luta interna com a minha sexualidade, e tinha colocado como meta, a expor à família antes de seguir para a universidade. Pois bem, essa data limite estava cada vez mais próxima e, toda vez que pensava nela e nas consequências da minha revelação, sentia um frio na barriga.
Todo verão costumávamos seguir para Fort Bragg no Condado de Mendocino no litoral norte do Estado e a pouco mais de 230 quilômetros de casa onde meus avós paternos moravam numa casa de praia que fez minha alegria desde a infância. Devido aos compromissos do meu pai e o trabalho como arquiteta da minha mãe, eles permaneceriam apenas uma semana, voltando para São Francisco ao final dela. Eu ia passar o verão todo por lá, o que sempre havia deixado meus avós radiantes.
Nesses anos todos fui fazendo muitas amizades com os garotos da vizinhança cujos familiares também mantinham uma casa de veraneio da cidade. Alguns deles também moravam em São Francisco ou cidades próximas e isso ajudou a consolidar nossas amizades. Eu não só era um dos mais novos da turma, como certamente o mais introvertido. Como filho único também era um pouco mimado e, por não ter com quem disputar ou brigar por nada, me sentia um pouco solitário. Ao invés de isso me ajudar a fazer amizades com facilidade, acabou por se mostrar o contrário. Havia uma espécie de receio dentro de mim em me relacionar com estranhos, pois me sentia inseguro quanto ao que podiam fazer comigo, uma vez que no colégio percebi como os garotos podiam ser cruéis quando se deparavam com alguém que fugia do padrão.
Eu tinha exatamente esse perfil, retraído, tímido, um pouco nerd, aquela cara de menino ajuizado e, para minha desgraça, um corpo que não acompanhava o desenvolvimento dos demais garotos da minha idade e que, ainda por cima, carregava uma bunda que não parava de crescer, me tornando alvo de gozações e bullying, para dizer o mínimo; já que algumas vezes me vi assediado por caralhos excitados de alguns garotos mais abusados. Eu só fui entender de onde vinha esse assanhamento todo deles quando cheguei à maturidade sexual, tardia, diga-se de passagem, quando eu mesmo passei a sentir tesão pelos corpos musculosos dos meninos, principalmente daqueles parrudões líderes ou capitães dos times de esportes.
Dois dias após nossa chegada a Fort Bragg a turma estava completa com a vinda do Bruce, do Alan, do Chris, do Jacob e do Scott. À medida que iam chegando passavam pela casa dos meus avós para saber se eu já tinha chegado e cada reencontro virava uma festa, para alegria dos meus avós que estavam habituados a ver essa turma reunida a cada verão.
O Bruce e o Scott eram, digamos assim, os mais ousados da turma e não disfarçavam a disputa pela liderança do grupo. Também eram os fisicamente mais avantajados e isso parecia fazer deles os que se achavam mais machos que os demais. Nenhum dos dois escondia o tesão velado que sentiam por mim, embora mantivessem a insegurança de serem tidos como gays, uma vez que era exatamente o que pensavam de mim, mesmo sem nenhuma prova concreta sobre a minha sexualidade. Eles não me assediavam de forma agressiva, tudo era feito em tom de brincadeira para dar vazão ao tesão que sentiam pela minha bunda e pelo meu jeito de ser. Os dois estavam sempre dispostos a me exibirem suas qualidades de macho, a me protegerem mesmo não havendo perigo algum, a disputarem minha atenção. Eu nunca havia reparado nisso até chegar a maturidade sexual, quando seus corpos enormes e cheios de músculos começaram a me provocar arrepios que desciam pela minha coluna e iam se concentrar no meu cuzinho que, nos últimos verões já tinha se assanhado todo quando os vi pelados com suas imensas bengas sacolejando entre as coxas peludas. Não dava para negar que eu tinha um fraco pelos dois. O que sentia por eles ia além da amizade, era algo mais profundo e significativo e, talvez, esses dois safados de carteirinha estivessem sendo minha primeira paixão, já que nunca tinha sentido nada semelhante antes. Era difícil dizer de qual deles eu gostava mais, pois ambos sempre estavam nos meus sonhos libidinosos, como uma tentação à qual não dava para resistir.
O Chris, o Jacob e o Alan eram mais controlados, me viam apenas como um bom e velho amigo, apesar de terem as mesmas suspeitas quanto a minha sexualidade. No entanto, isso não parecia fazer diferença alguma para eles, não impedia de nossa amizade se consolidar cada vez mais. A família do Jacob era praticamente nossa vizinha em São Francisco, já que moravam numa transversal a quatro quadras da nossa casa. Foi na escola que o conheci e desde então ficamos amigos.
A casa dos meus avós, situada no topo de uma falésia, se debruçava diretamente sobre a praia e, por isso, era onde nos juntávamos antes de descer a escarpa até a praia. Toby, meu Weimaraner, se juntava a nós todo estabanado não vendo a hora de correr atrás dos maçaricos e tarambolas que ciscavam à procura de moluscos, tatuíras e pequenos caranguejos onde as ondas lambiam a areia. Por vezes ele sumia das minhas vistas me obrigando a sair à caça dele. Nessas ocasiões era quase certo encontrá-lo na última casa da rua onde meus avós moravam, a casa dos Rawlins, um casal idoso muito amigo dos meus avós e com quem costumavam jogar cartas na varanda nas noites quentes. Eles me conheciam desde bebê e por não terem tido filhos, me tratavam como um neto que nunca tiveram. O Toby corria para a casa deles por conta da cachorrinha deles, a Hazel, uma Biewer Terrier para lá de agitada.
Enquanto isso, nós ou jogávamos vôlei ou tênis de praia, ora em duplas ora um contra o outro, em disputas que não raramente acabavam em bate boca de quem perdeu. Também costumávamos explorar a região de bicicleta, o que durava horas e era motivo de broncas quando chegávamos em casa quando já havia escurecido.
Eu não sei o que se passava nesse verão, parecia que todos estavam mais agitados que de costume. Era certo que a entrada na universidade tinha a ver com isso, mas havia algo mais, algo que pairava como uma nuvem sobre nossas cabeças, algo que nos fazia crer que todos aqueles anos de brincadeiras descompromissadas estavam perto do fim.
Talvez tenha sido esse o motivo pelo qual o Bruce e o Scott inventaram de colocar um fim à virgindade de quem ainda não a havia perdido, já que os dois não paravam de se vangloriar de terem metido em mais bocetas do que realmente fizeram. E quem estava nesse rol de virgens? Claro, o tímido do Graig e o Chris que parecia um tarado querendo mudar seu status e se deixava influenciar pelas histórias pornográficas do Bruce e do Scott. O coitado estava tão concentrado e preocupado com o desempenho de sua rola que qualquer garota de biquini na praia o deixava de pau duro, hilária e constrangedoramente duro. Ele não tinha outro assunto e havia trazido tanta pornografia em revistas, vídeos e relatos estapafúrdios que chegava a ser cômico.
- E você, Graig? – indagou o Scott, com um olhar sacana que eu bem conhecia, pois fazia tempo que mirava minha bunda.
- O que tem eu?
- Vamos te ajudar a encontrar uma garota para perder a virgindade. – afirmou, me provocando.
- É isso aí! Até o final do verão todos devemos ter perdido a virgindade, ninguém vai para a faculdade virgem, seria uma vergonha! – disse o Bruce, fazendo questão de confirmar que a dele já tinha ido para o espaço havia tempo.
- Dispenso qualquer ajuda nesse sentido! Eu sou capaz de resolver isso sem a intervenção de ninguém. – devolvi, fazendo surgir risinhos irônicos na cara do Bruce e do Scott.
- Pois trate de se empenhar! Se até o final do verão você não tiver metido o pau na boceta de uma garota, nós vamos descabaçar o seu cuzinho. – ameaçou o Scott, deixando a cobiça falar mais alto.
- Deixa de ser ridículo, Scott! Sabia que esse papo de tarado já cansou? – devolvi exasperado.
- Quem manda ter uma bundinha gostosa dessas? Por falar nela, ela deu uma bela de uma crescida desde o verão passado. Você ficou ainda mais tesudo!
- Puto! Idiota! – retruquei zangado, o que o fez rir.
- Posso te mostrar outra coisa que cresceu desde o último verão, quer ver? – perguntou, ao mesmo tempo que baixou o short e fez o cacetão pesado saltar indecente para fora. – Não acha que sua bundinha e ele formam uma dupla perfeita?
- Palhaço! Quem é que vai se interessar por uma coisa mixuruca dessas?
- Vamos ver se vai chamar ele de mixuruca quando eu o enfiar no seu cuzinho! – devolveu ultrajado, pois aquela coisa era o que mais lhe dava orgulho, depois da montanha de músculos que cobria seu corpão.
O Bruce, por sua vez, não deixava por menos. Assim que notava o Scott dando em cima de mim, ele também botava as manguinhas de fora, não querendo ficar para trás, e querendo me mostrar que era tão ou mais interessante e machão que o rival nessa disputa ridícula. Dono de um cacetão igualmente cavalar, não se furtava a me exibi-lo só para atiçar minha homossexualidade reprimida. O pior disso tudo era que em meus sonhos eu me via envolvido em tórridas orgias com os dois, com aquelas duas picas taurinas fazendo a minha alegria; algo que eu jamais ia admitir em voz alta, nem sob tortura.
- Quando estávamos voltando pela praia ao anoitecer vi luzes acessas na casa dos Rawlins, você não disse que o Sr. Rawlins se mudou para um asilo de idosos, vovô? – perguntei ao meu avô, após termos recebido a notícia no início do ano que a Sra. Rawlins havia falecido.
- A última vez que o visitamos ele disse que pretendia alugar a casa durante o verão, até surgir um comprador. – respondeu meu avô.
- O senhor sabe quem alugou?
- Não, não sei! Deve ser recente, pois na semana passada ainda passei diante dela e estava tudo calmo e fechado por lá.
- Acho que deve ter sido hoje, uma vez que ontem quando fui procurar o Toby a casa estava vazia. – afirmei.
- Ele não perde essa mania, não é? Ainda vai procurar a Hazel para brincar.
- É um malandro, só me faz perder tempo correndo atrás dele para ver o que está aprontando. – devolvi. – É isso mesmo, estamos falando de você, seu safado fujão! – exclamei, quando o Toby veio enfiar a cabeça no meu colo pedindo carinho.
Tinha chovido bastante durante a noite e o sol demorou a aparecer na manhã seguinte quando levei o Toby para um passeio pela praia. Os rapazes vieram logo em seguida e, não sei o que deu no Bruce e no Scott que estavam mais terríveis que de costume. Do nada, durante a caminhada, o Scott me agarrou sem mais nem menos tentando me roubar um beijo.
- Ficou maluco! O que pensa que está fazendo, seu tarado idiota?
- Sabia que precisei bater uma punheta por sua causa essa noite. Não conseguia dormir pensando na sua bundinha que passou o dia todo de ontem metida naquela sunguinha entalada no rego. – revelou, sem pudores diante de todos.
- Você é um pervertido, é por isso que o sexo te atormenta à noite. E minha sunga não estava enfiada no rego, isso é coisa da sua cabeça suja! – protestei, tentando me livrar de seus braços que me mantinham colado no torso dele, enquanto tentava colar sua boca à minha, numa desfaçatez grotesca.
- Só um beijinho, que custa? Não vou arrancar pedaço! – exclamou todo excitado, enquanto a mão boba entrava devassamente na minha bermuda expondo parte das nádegas sobre as quais deslizava cheia de cobiça.
- Alguém me ajude a tirar esse sacripanta tarado de cima de mim! Dá para me ajudar? Ei, vocês aí, seu bando de amigos da onça. – implorei, só recebendo olhares e risos de escárnio como resposta. – Putos! Todos vocês, putos! – berrei mais alto, quando notei a ereção dentro da bermuda do Scott.
- Se der um beijo nele, também vou cobrar o meu! – disse o Bruce, dando uma apertada na caceta ao ver minhas nádegas.
- E você três, o que fazem aí parados que não me ajudam com esse cafajeste? – indaguei, encarando o Jacob, o Alan e o Chris, cujas expressões indecifráveis não me permitiam saber se estavam gostando daquilo, ou se simplesmente não queriam se meter nos desatinos do Scott.
Para pôr fim a situação, parei de resistir e permiti que ele me beijasse por um breve instante, antes de o empurrar para longe com um sorriso de vitória estampado naquela cara desavergonhada.
- Você nem se atreva a chegar perto se não quiser levar uma joelhada nessa sua coisa dura aí dentro! – exclamei resoluto quando o Bruce intentou se aproximar para cobrar seu beijo.
- Veadinho! Você não perde por esperar! Quando eu te pegar vai ser para beijar esses lábios vermelhos e comer essa bundinha gostosa. – ameaçou enciumado.
- Cadê o Toby? Viu no que deu seu assanhamento, sua cavalgadura? O Toby sumiu outra vez, alguém viu para onde ele foi? – questionei ao notar o desaparecimento dele. Ninguém viu nada, estavam todos mais interessados naquele beijo roubado e na minha bunda exposta. – Vou procurar por ele, e dispenso qualquer ajuda, bando de traíras!
O sol havia despontado ainda tímido, mas assinalava um dia quente pela frente, quando os deixei jogando vôlei e fui procurar meu cachorro. Não o encontrei em casa, pois algumas vezes ele resolvia voltar antes do que nós à procura de uma sombra fresca. Então voltei à praia e fui até a casa dos Rawlins, pois a caminhada era mais curta do que pela rua. Subi a escarpa até o quintal da casa, chamando pelo Toby.
- Toby, seu malandro, trate de aparecer, sei que está enfiado em algum lugar por aí! – chamei repetidas vezes, sem obter resposta.
Circundei a casa, os janelões de vidro estavam abertos, a varanda onde ele costumava encontrar a Hazel estava vazia, embora a porta de entrada estivesse aberta, permitindo ouvir música saindo lá de dentro.
- Olá! Olá, alguém em casa? – perguntei, enfiando a cara pela porta aberta. – Toby! Toby!
Dei uns dois ou três passos para dentro da casa e pude ver um sujeito sentado na mesa da cozinha diante de um laptop com fones de ouvido tampando as orelhas.
- Olá! Desculpe, olá! – chamei mais alto, já que o sujeito sem camisa não me ouvia.
De repente, ele se virou na minha direção e, um pouco espantado, levantou da cadeira no mesmo instante em que o Toby correu na minha direção, vindo sabe-se lá de onde.
- Ó minha nossa! Ó não! Ó minha santa! Não, eu não vi nada! – exclamei estarrecido quando me deparei com o sujeito completamente pelado e com seu cacetão gigantesco pendurado entre as coxas, apesar de haver tapado os olhos com a mão e virado o rosto em direção à porta, não sabendo se devia correr na direção dela, ou se devia ficar ali parado e enfrentar a situação.
- Olá! Você deve ser o dono dele, não é? Vi vocês na praia com ele ontem e agora há pouco. – disse o sujeito que, em momento algum, fez menção de cobrir a nudez ou o caralhão estupendamente sensual.
- Eu ... eu ... sim, não ... quer dizer, sim ... Toby, seu malandro, o que está fazendo aqui? Anda, vamos embora! – devia parecer um paspalho. Estava corado, isso era certo, pois meu rosto parecia estar pegando fogo. A todo momento eu desviava o olhar para não ter que encarar aquele corpão, nem aquela coisa gigantesca. O sujeito veio até mim com a mão estendida.
- Olá, sou Leo, e você?
- Gra ... Graig, sim Graig! – respondi abestalhado, sem saber se pegava ou não naquela mão. Quando a estendi suada e fria, ela se perdeu dentro da daquele num aperto forte.
- Prazer Graig! Está hospedado nas proximidades?
- Estou! Sim, é! Na casa dos meus avós, ali, a dos telhados vermelhos no início da rua. Venho todos os verões para cá, desde pequeno. Meus amigos também, eles moram nas redondezas. Quer dizer, uns tem casa própria, outros, isto é, o Bruce e o Alan, também vem para a casa dos avós. – desatei a falar de tão nervoso que estava com aquele macho parrudo me examinando como se eu fosse um alienígena. – Esta era a casa dos Rawlins, um casal de amigos dos meus avós. O Toby sempre vinha procurar a cachorrinha deles, a Hazel, da raça Biewer Terrier, para brincar, por isso ele sempre corre para cá quando estamos em Fort Bragg. – eu temia que se parasse de falar ia ter um colapso. Ele parecia estar se divertindo com meu nervosismo. – Eu vou indo! Eu tenho que ir! Me desculpe pelo Toby ter invadido a sua casa! Até mais, tchau! Eu preciso ir! – corri porta afora como se houvesse um fantasma me perseguindo.
- Até mais! Gostei de te conhecer! – ouvi, antes sumir na rampa que conduzia à praia.
Só parei de correr umas centenas de metros depois, já sem fôlego e com o coração palpitando à mil no peito. O homem deve estar achando que sou um doido, que comportamento foi aquele, Graig? Era só um homem pelado! Conversava eu comigo mesmo.
O Leo devia estar perto dos quarenta anos, se é que já não os tinha. Era um homem grande e forte, nunca tinha visto um peitoral tão musculoso e com aquele tanto de pelos lindos formando dois redemoinhos ao redor dos mamilos e descendo por uma trilha até se juntar aos pentelhos da virilha. E que virilha, minha nossa! Super hiper pentelhuda e com aquele caralhão grosso e cabeçudo emergindo dela. Era estonteante, não admira eu ter ficado sem palavras e perder completamente a noção do que fazia ali, especialmente quando ele focou seu olhar sobre o meu corpo que nem nu estava, mas me fez sentir como se estivesse. Fiquei com a imagem dele o dia inteiro na cabeça, e o nome Leo ecoando com seu tom de voz nos ouvidos. Ele soava sexy na voz grave e rouca dele, tão sexy que me arrepiava todo.
- Aonde vai a essa hora, Graig? Já passa das 22h30m, você devia ir para a cama e dormir, amanhã cedo os rapazes vão chegar e você ainda vai estar na cama. – questionou minha mãe.
- Estou sem sono, vou dar uma volta na praia, levar o Toby para fazer as necessidades.
- Ele já saiu com seu pai, está até cochilando na cama dele.
- Estou com muito calor, preciso caminhar, e ele também vai querer quando me vir saindo.
- Não demore! Vou deixar a porta da cozinha destrancada e o alarme ligado. Trate de voltar logo, está me ouvindo rapazinho? E tranque tudo quando voltar!
O Toby me acompanhava tocando a cabeça nas minhas pernas de vez em quando, e me encarando como quem pergunta – desde quando passeios à noite, o que deu em você? – ao que respondi – não me olhe assim, foi por sua causa que eu tive que olhar para aquilo tudo – ele sabia que eu não devia estar no meu juízo perfeito.
Eu havia tomado a direção da casa dos Rawlins sem perceber. Podia ter caminhado na direção contrária, até o rochedo que separava as duas praias, mas me encontrava caminhando sob a lua em crescente quase completo, com a cabeça fervilhando. De repente, o Toby latiu em direção ao mar e, por entre a espuma branca das ondas foi surgindo o corpão nu do Leo que me acenava ao vir na minha direção. Tudo em mim travou, menos o cuzinho que mais parecia um estroboscópio de tanto que piscava.
- Minha nossa, é ele! Pelado! Peladão! Valham-me todos os santos! – exclamei, sem notar.
- Já não é hora de os meninos estarem na cama, o que faz caminhando por aqui? – perguntou em tom jocoso, me fazendo sentir um garotinho travesso.
- Já pensou alguma vez em vestir alguma coisa para cobrir essa coisa? – devolvi chateado por ele ter me chamado de menino.
- Gosto de me sentir livre! Sente vergonha ao me ver pelado, ao olhar tão atentamente para o meu sexo? – ele foi direto e cruel, me deixando vexado.
- Não, claro que não! Que absurdo, por que eu deveria ficar envergonhado, o peladão é você não eu! – devolvi, ele riu.
- Porque me parece que gostou do que está vendo! – essa foi como um soco no estômago.
- Eu ... eu ... eu não gostei, por que deveria gostar?
- É que me pareceu que você gosta de caras grandes e musculosos, como aquele seu amigo que te beijou esta manhã. – respondeu.
- Você ... você ... você viu aquilo? Não foi nada! Foi coisa daquele bestalhão tarado do Scott que só pensa em sacanagem.
- Não posso culpá-lo! O que ele estava acariciando esta manhã é de deixar qualquer um tonto e alucinado. – afirmou. Eu engoli em seco, e achei melhor encerrar aquela conversa por ali.
Caminhamos até a rampa que dava acesso a casa, ele se rindo por dentro da minha timidez, e eu me perguntando o que um homem lindo e viril como ele estava fazendo sozinho naquela praia.
- Quer subir e tomar um refrigerante, um suco? Uma cerveja?
- Não! É tarde, preciso voltar para casa! Boa noite!
- Venha almoçar comigo amanhã, vou preparar um peixe grelhado, gosta de peixe?
- Não sei se posso! Talvez! Não sei o que vou dizer lá em casa! – pelas minhas respostas ele percebeu que eu não descartei o convite, só estava confuso e temendo esse encontro.
- Amanhã às 12h30m sem falta, ou vou te buscar na casa dos seus avós e aproveito para os conhecer! – determinou. – Pelado! – emendou. Comecei a rir. Ele gostou.
Como minha mãe havia previsto, quando a turma passou para me pegar, eu estava no milésimo sono, pois tinha demorado a conciliar o sono depois do meu encontro com o peladão e tesudo do Leo que, pela primeira vez, entrou nos meus sonhos eróticos que me fizeram melar a cueca.
- Por que está esquisito assim? – perguntou-me o Alan quando me juntei a eles quase no final da manhã.
- Não estou esquisito! Só dormi mal!
- Deve ter sentido a falta da minha pica! Eu já te falei que, quanto mais você adiar uma transa comigo, mais tesão vai sentir e, todo tesão reprimido vira um problema! – intrometeu-se o Bruce.
- Eu não vim aqui para ouvir as besteiras desse idiota! Fui! Tenho mais o que fazer! – retruquei furioso, antes de voltar para casa, tentando encontrar uma desculpa para comparecer ao almoço que o Leo havia me imposto. A última coisa que eu precisava, era ele aparecer lá em casa e conhecer meus pais.
- Deixa de ser besta, Graig! Você está cansado de saber que o Scott e o Bruce adoram zoar com você! Não vai dar uma de melindrado agora, vai, depois de tantos anos? – indagou o Alan.
- Mais tarde a gente se encontra, agora não estou afim!
- E como vamos formar um time para o vôlei sem você? – questionou o Chris. Passando a dar um esporro no Scott e no Bruce por conta do meu desfalque.
Tomei uma ducha e me arrumei todo. Bermuda, camiseta nova, mais de quinze minutos escovando os cabelos, perfume, óculos de sol e saída discreta pela porta lateral da sala da lareira.
- Onde pensa que vai? Sua avó e eu vamos colocar o almoço na mesa dentro de poucos minutos. – disse minha mãe, ao me flagrar escapando na surdina.
- Esqueci de avisar, a família do Alan me convidou para o almoço! – menti, na cara dura.
- O Alan? Ele não mencionou nenhum almoço quando vieram te buscar esta manhã. – minha mãe tinha um desconfiômetro que colocaria qualquer investigador de polícia no chinelo. Ela farejava uma mentira no ar a quilômetros de distância.
- Ele deve ter esquecido de mencionar! Que saco, para que todo esse interrogatório? – indaguei ultrajado.
- Porque você acordou estranho depois do tal passeio noturno de ontem que, por sinal, eu estou tentando entender até agora. – devolveu ela. Por aí vocês podem tirar uma conclusão do porquê eu ser tão tímido e retraído. Deixei-a resmungando e fui para o meu encontro. Um encontro com um homem de verdade, não um molecão metido a macho.
Por questão de segurança, levei o Toby comigo. Seria a desculpa perfeita caso alguém fosse me questionar o que fazia na casa de um homem desconhecido que tinha o hábito de não se vestir. Vim à procura do Toby, seria a resposta ensaiada.
Meu coração queria sair pela boca quando comecei a subir a rampa até a casa, de onde vinha um tentador aroma de peixe grelhado. Ainda não sei dizer se por sorte ou azar, o Leo estava usando um short meio folgado, que cobria o caralhão, mas não impedia que se fizesse uma ideia de seu tamanho.
- Oi! – cumprimentei encabulado quando me aproximei dele perto da churrasqueira na varanda ao lado da cozinha.
- Oi! – ele me examinou com aquele mesmo olhar de cobiça, e sorriu gentil ao perceber que eu tinha me arrumado todo para o encontro. – Está muito bonito! Aliás, você sempre está muito bonito! – ele podia ter me poupado de ouvir isso, ao menos não teria ficado vermelho feito um pimentão.
O peixe estava uma delícia, mas eu quase não conseguia sentir seu sabor, de tão nervoso que estava na presença daquele homem maduro, anos mais velho do que eu, mas que tinha a capacidade provocar um rebuliço dentro de mim como jamais havia sentido antes.
- Gostou?
- Hã? Do quê? Ah, sim, está uma delícia! – respondi, sem conseguir olhar para mais nada além do tronco viril que tinha diante dos meus olhos, me enfeitiçando e deixando minhas pregas anais em polvorosa.
- Do peixe! Parece que não está do seu agrado!
- Não! Está, eu juro! Está muito gostoso, acho que foi o melhor peixe grelhado que já comi!
- Então por que está tão tímido e reservado?
- Não estou tímido, nem reservado!
- Você mente muito mal, sabia? Está todo corado, deliciosamente corado!
- Vai tirar onda com a minha cara, também?
- Por que também? Seus amigos fazem isso com você? Aqueles dois que não param de passar a mão na sua bunda?
- São dois idiotas! Eu odeio eles! – me defendi, como se negar que sentia tesão quando o Scott ou o Bruce me bolinavam me livrasse de ser gay.
- E se eu te dissesse que também estou morrendo de vontade de amassar sua bundinha e roubar uns beijos seus? O que diria?
- Nada, eu acho! Por que está fazendo isso comigo?
- Isso o quê? Te deixando excitado?
- É.
- Vem cá, vem! – exclamou, afastando um pouco a cadeira da mesa e batendo a mão na própria perna que estava tão aberta que dava para ver a cabeçorra do caralhão escorregando para fora.
Subitamente me faltou o ar, o peito palpitava agitado, eu me levantei e caminhei até ele. Ele pegou na minha mão e me fez sentar em seu colo. Contornou meu rosto com as pontas dos dedos, tocou meus lábios e me puxou contra si para um beijo longo e lascivo. Eu tremia da cabeça aos pés com aquela língua vasculhando livremente minha boca, mas retribuía com o mesmo furor excitado os toques e as mordiscadas que recebia nos lábios. O sabor de macho de sua saliva combinava perfeitamente com o cheiro viril de sua pele, onde minhas mãos se agarravam e escorregavam tateando o calor que vinha dela.
O Leo me carregou até o quarto como se eu fosse um boneco pendurado ao seu pescoço musculoso. Sentou-me na beira da cama, tirou minha camiseta, puxou minha bermuda e cueca juntas pelas pernas e se inclinou sobre mim. Eu o tocava receoso nos bíceps saltados, nos ombros largos, nos flancos rijos, encarando-o com um olhar ingênuo de quem não sabia o que fazer num momento como aquele.
- Não precisa ter medo! Não vou fazer nada que você não queira! Não vou te machucar! – sussurrou à meia voz, o que deixou tudo mais licencioso e com ares de proibido.
- Nunca fiz isso antes! – exclamei. Era bom deixar bem claro, caso ele ainda não soubesse.
- Sei que não! Seus olhos estão me dizendo que não, enquanto seu corpo me diz que você não quer outra coisa. – ele tinha razão. O desejo ardia dentro de mim, o cuzinho não via a hora de sentir aquela estaca afundando dentro dele.
Ele tirou o short, o cacetão já saltou à meia bomba espirrando gotas de pré-gozo. O Leo se deitou de lado na cama com as pernas bem abertas, passou o indicador e o dedo médio sobre a chapeleta melada e os levou até meus lábios, que estremeceram ao toque antes de começarem a lamber e provar o sumo cheiroso dele.
- Tem mais aqui! – disse ele, apontando para a pica cada vez mais rija.
Eu me abaixei entre as pernas dele, segurei no caralhão latejante e envolvi a glande lentamente com a boca. Ele grunhiu rouco, gemeu – Ah, Graig! – e enfiou a mão espalmada nos meus cabelos. Eu não estava acreditando que tinha um baita de um cacete na boca e que o estava chupando e me deliciando com seu sabor másculo. Onde foi parar a sua timidez, Graig? Quando foi que você se tornou esse gayzinho safado que está adorando chupar a verga de um macho maduro, eu me perguntava.
O Leo deslizou a mão sobre as minhas costas, alcançou a bunda e começou a amassar minhas nádegas, enquanto eu continuava mamando sua rola já completamente dura e difícil de mover de tão rija. Só parei para soltar um gemido quando ele enfiou um dedo no meu cuzinho, começando a explorar o buraquinho estreito que se contraiu ao sentir o invasor. Ele não parava de me cutucar e eu não tirava o cacetão da boca, percorrendo toda extensão dele até chegar às bolonas que acariciava com as pontas dos dedos. Meu rosto já estava todo lambuzado de pré-gozo quando ele soltou um urro, agarrou minha cabeleira com força e esporrou na minha boca, me forçando a engolir um jato atrás do outro para não sufocar. Nunca imaginei que a porra alcalina de sabor amendoado podia ser tão saborosa, e não desperdicei uma gota daquele néctar viril.
- Tesão o caralho, moleque! Que tesão, puta merda! – exclamou ele, enquanto ejaculava e me observava devorando seu esperma leitoso. Encarei-o com doçura, engolindo seu sumo abundante.
Ele inspirou profundamente umas duas três vezes antes de vir para cima de mim. Abriu minhas pernas, colocou-as sobre os ombros e enfiou o polegar no meu cu. Eu me agitei quando o espasmo anal mastigou o dedo. Ele me olhava como um lobo observa o cordeiro que vai devorar, e isso me encheu de tesão. Soltei um gemidinho, como quem está pedindo por aquilo, como quem estava tão afogueado para sentir uma rola no cu que não queria saber de mais nada.
Sua experiência de homem macho e ativo soube como interpretar aquele gemido libidinoso. Ele meteu a cara no meio das minhas pernas, tornou a enfiar o dedo no meu cuzinho e, quando o tirou, começou a lamber minha rosquinha plissada. Gemi novamente, mais alto, mais suplicante. Ele ia mordiscando a parte interna das minhas coxas, as nádegas, o entorno do buraquinho onde seu dedo se movia num vaivém torturante. Eu segurava sua cabeça entre as mãos e erguia a pelve, num contorcionismo excitado pelo tesão insuportável.
Então ele veio. Engatinhou para cima de mim, segurando minhas pernas bem abertas e pincelou o caralhão ao longo do reguinho imaculadamente liso. Afundei as pontas dos dedos nos ombros dele e, ao sentir a estocada da penetração, gritei sentindo a carne se rasgando e caralhão afundando no meu ânus.
- Aaaaaiiiii! Eu não vou aguentar! Está doendo! Meu cu está doendo, Leo! Ai, meu cuzinho! – gani desesperado, sentindo a força e o poder daquele macho enorme entrando no meu corpo.
Ele arfou forte e me beijou, me apertando em seus braços até a tremedeira que sacudia meu corpo cessar. Lentamente, meus esfíncteres se amoldaram àquela tora grossa e latejante, eu inspirei fundo, suspirei, gemi condescendente e toquei na barba dele por fazer. Simultaneamente, ele ia se empurrando para dentro do meu rabo, abrindo, esgarçando-o até o caralhão desaparecer atolado até o fundo do meu cu. Eu o senti pulsar forte dentro de mim, sentia as vibrações, sentia o calor que vinha dele, sentia a carne dele fazendo parte da minha. Duas lágrimas rolaram uma em cada canto dos olhos, ele as secou com os polegares.
- Você está bem? Está doendo? – balbuciou, sem tirar o olhar lascivo e gentil do meu rosto.
- Um pouco! – falseei emocionado, temendo que ele fosse retirar o pauzão do meu cuzinho se lhe dissesse a verdade, pois tudo o que eu mais queria era sentir sua masculinidade pulsando dentro de mim.
Ele tornou a me beijar, impulsivo, frenético, voraz, e grunhiu rouco, interrompendo o vaivém do caralhão que esfolava meu cuzinho, se estremecendo e dando uma leitada forte cujos jatos eu podia sentir escorrendo na mucosa sensível.
- Ah garoto! Ah Graig, tesudinho gostoso! Você mata qualquer um! – ronronou, afagando meu rosto sorridente.
Depois de alguns minutos arfando e ligeiramente suado, ele se deixou cair ao meu lado, saciado, contente, realizado. Rolei para cima dele e o cobri de beijos, parecia não haver gratidão e carinho o bastante neles, mas eu me empenhava e os distribuia por seu rosto, sobre a barba, no pescoço, no contorno anguloso da mandíbula, sentindo a umidade dele formigar no meu cuzinho desvirginado. Só percebi que também havia gozado em algum momento quando senti minha barriga lambuzada de porra.
Passamos deitados ali a tarde toda, mãos dadas, conversando em voz baixa sobre assuntos que nunca pensei expor a ninguém. O anoitecer trouxe uma brisa que entrava pelos janelões abertos, fazendo flutuar as cortinas de tecido fino. Senti frio, ele me puxou para junto dele e envolveu seus braços ao meu redor. Era como um ninho, um ninho quente e aconchegante onde me senti protegido e perdendo o medo de ser gay.
- Você é um homem maravilhoso, Leo! Estou tão feliz! – asseverei sincero, como alguém que havia descoberto a si mesmo.
- É bom ouvir isso de você! Fico feliz e realizado que tenha gostado! – devolveu, junto com outro beijo.
Todos já haviam jantado quando entrei em casa, pé ante pé, procurando não ser descoberto.
- Mocinho, volte para cá! Não pense que vai escapulir dessa vez! Onde esteve? – fuzilou-me meu pai, carrancudo e zangado.
- Eu já disse quando saí, no Alan! Puxa vida, não se pode nem mais pisar fora de casa sem dar mil explicações! – retruquei.
- No Alan? Curioso ele não saber que tinha te convidado para o almoço, não acha? – questionou minha mãe.
- Você não pode ter feito isso, mãe? Você ligou para o Alan? – perguntei incrédulo com a ousadia dela.
- Quando se tem um filho que mente para sair de casa sem dar explicações, é preciso tomar algumas providências! – retrucou ela.
- Até você resolver dizer onde e com quem esteve esse tempo todo, está de castigo, Graig! Nada de praia com os amigos amanhã, nada de laptop e pode ir me passando seu celular, uma semana sem ele, está bom para você, ou quer mais? – indagou meu pai.
- Que merda, caralho! Eu não fiz nada de errado! – esbravejei.
- Quer voltar conosco para casa no final de semana? Mais um desses palavrões, dessa boca suja e você pode dizer adeus às férias, Graig! Não abuse, moleque! – exclamou meu pai, perdendo a paciência.
Foi um vexame ouvir minha mãe contando para a turma que eu estava de castigo por todo aquele dia e querendo saber deles por onde eu andei, quando passaram em casa para seguirmos para a praia.
- Ele abusou da nossa confiança, foi isso! Sumiu a tarde toda ontem e só chegou em casa após o jantar. Se algum de vocês sabe o que ele andou aprontando, é bom abrirem as bocas, ou ele volta conosco para São Francisco no final de semana. Nem tentem ligar para o celular dele para combinarem alguma justificativa, pois ele foi confiscado até esse moleque aprender que ainda nos deve explicações. – desembuchou minha mãe. Eu imagino como eles devem ter se entreolhado estarrecidos, sem entender nada, uma vez que, para todos os efeitos, eu era o mais ajuizado e inocente daquele bando.
No entanto, o que mais estava me preocupando, era não poder ligar para o Leo e contar que estava de castigo e não podia ir com ele até Mendocino naquela tarde. A preocupação virou pavor quando me lembrei de ele ter mencionado que viria me buscar em casa, pelado, caso eu não comparecesse ao almoço. Se ele desse as caras aqui em casa eu não só teria muito a explicar, como estaria literalmente fodido em todos os sentidos.
Sabe a lei de Murphy? Pois é, ela existe e veio me provar que o que tiver que dar errado, vai dar. Eu soube disso quando ouvi a voz do Leo do meu quarto conversando com meu pai em algum lugar do térreo da casa. Quase tive um colapso, era agora que a coisa ia ficar preta para o meu lado. Quando ouvi meu pai me chamando enquanto subia a escada, entrei em pânico. Era agora que todos iam ficar sabendo que sou gay, que um homem maduro havia me descabaçado, que o escândalo ia cair na boca dos meus familiares e da turma da praia.
- Graig! Graig! Não está me ouvindo, garoto, por que não responde? – perguntou ao entrar no meu quarto, com meu celular confiscado na mão. – Por que não nos disse que passou a tarde de ontem ajudando o Leo com os consertos na casa dos Rawlins?
- Consertos na casa dos Rawlins! – exclamei
- Sim! Não foi isso que ficou fazendo a tarde toda para chegar em casa após a hora do jantar? Sinto até um peso na consciência por ter te castigado! Tome, aqui tem seu celular de volta e óbvio que também está liberado do castigo. Tudo isso podia ter sido evitado se você tivesse nos dito a verdade. Nós aqui pensando que você estava aprontando, quando na verdade estava sendo prestativo e gentil. – concluiu, me deixando boquiaberto.
- É, foi isso, foi!
- Sujeito simpático esse Leo! Ele veio saber porque você não apareceu por lá esta tarde, ficou preocupado já que você tinha garantido que ia ajudá-lo novamente. Vá moleque, saia desse quarto e vá se encontrar com seus amigos que não param de ligar nesse celular querendo saber o porquê de você estar de castigo. Anda, coloca um sorriso nessa cara amarrada e perdoa seu pai. – ele veio me abraçar com um daqueles seus abraços de urso. Agora era eu quem estava me sentindo culpado, com remorsos, por estar omitindo a verdade.
Então ele veio mesmo, cumpriu a ameaça e veio ao meu encontro. Quando soube do castigo, inventou toda essa história, tirando o meu da reta. Se já o admirava pelo físico avantajado, pela maturidade sexy, pela maneira carinhosa como tirou meu cabaço, pelo tanto de tesão que sentia por mim, eu agora o idolatrava. Qual gay novinho como eu não sonha com um homem mais velho carinhoso e protetor que numa única transa consegue te levar às nuvens? Nem pensei duas vezes e corri para a casa dos Rawlins. A turma da praia teria que esperar, o Leo era mais importante que tudo naquele momento.
Ele ainda estava subindo a rampa da escapa quando o encontrei, depois de haver corrido pela praia no seu encalço, acompanhado do Toby que estava achando tudo aquilo uma farra. Usava apenas um short, tórax maciço e peludo totalmente exposto, exaltando sua virilidade. Fiquei imaginando o que meu pai deve ter pensado ao ver um homem como ele vir perguntar por seu filho molecão. Ele se virou ao notar minha aproximação. Corri diretamente para os braços dele. O Leo me fez rodopiar sem os pés tocarem o chão, me pegou no colo e me levou para dentro da sala, enquanto eu, pendurado em seu pescoço, o cobria de beijos efusivos.
- Eu não disse que ia te procurar toda vez que combinássemos algo e você não aparecesse? Até de castigo ficou por minha causa! – sentenciou, quando foi me soltando sobre o sofá e se inclinando em cima de mim, beijando minha boca e a preenchendo com a língua devassa. – Eu precisava saber como você está, como está o cuzinho depois de eu ter arregaçado suas preguinhas e as feito sangrar.
- Sensíveis, e com muita saudade de você! – devolvi, o que o fez arrancar minha camiseta e bermuda e cair de boca nos meus peitinhos, chupando e prendendo os mamilos entre os dentes até me ouvir gemer, lascivo e pronto para o receber tal qual uma cadela no cio querendo ser montada pelo macho.
- Então vamos esperar elas se recuperarem, não quero te machucar mais do que já machuquei! Vou ter que aliviar meu tesão de outra maneira. – afirmou.
- Eu cuido disso! – exclamei, enfiando a mão no short dele e libertando o caralhão reto e cabeçudo e o sacão pesado, antes de cair de boca na gigantesca glande em forma de cogumelo.
- Ah moleque safado! Gostou tanto assim do leitinho que mamou do meu caralho ontem? Está me deixando maluco, garotão tesudo, sabia?
- Adorei o leite. Passei a noite toda o sentindo formigar no cuzinho enquanto sonhava com você!
Após essa afirmação, foi uma questão de poucos minutos para ele ejacular na minha boca e me contemplar engolindo seu sêmen cremoso de sabor amendoado. Ele acabou não resistindo e algum tempo depois, quando estávamos sentados nas espreguiçadeiras da varanda observando o sol se pôr, veio se deitar sobre mim com o caralhão já duro e babando. Fui abrindo lentamente as pernas para ele se encaixar no meio delas, e o puxei para um beijo de entrega ao sentir ele pincelando o pauzão na portinha da minha fenda. Foi um impulso único, firme e obstinado que fez a cabeçorra estufada varar meus esfíncteres sensíveis, dilacerando mais algumas preguinhas e afundar no meu cuzinho enquanto eu me agitava debaixo dele e soltava um grito pungente.
- Ai macho, meu cu, macho!
- Quer que eu tire? – indagou com o brilho libidinoso desejando que não.
- Não! Só mete devagar! Teu pauzão é muito grosso, estou todo arregaçado! – devolvi, mordendo os lábios para aplacar a dor.
- Está arregaçadinho, é? Repete para teu macho que está arregaçadinho por meu cacete ser muito grosso repete, tesudo da porra!
- Teu caralhão é muito grosso, e muito gostoso! Mete ele todo em mim, mete, macho! – sussurrei junto à orelha dele quando a lambia com sensualidade.
Ele foi se empurrando para dentro de mim, meus ganidos e a respiração acelerada o excitavam ao sentir o pauzão me abrindo todo e me dando a impressão de estar cutucando meu umbigo pelo lado de dentro. Ele arfava montado em mim me dominando aos seus desejos mais libertinos, fodendo meu rabo e me levando ao delírio.
- É muito nobre de sua parte, filhão que esteja ajudando o sujeito que alugou a casa dos Rawlins, mas não vá desperdiçar todas as suas férias com esse trabalho, não se esqueça que essas são suas últimas férias conosco antes da sua mudança para Los Angeles. – disse minha mãe, quando cheguei em casa naquela noite após ter jantado praticamente no colo e nos braços do Leo.
- Por onde raios você tem andado, Graig? Caralho, não atende o celular, não responde as mensagens, o que deu em você? Está zangado conosco? – perguntou o Chris quando me juntei a eles na praia na manhã seguinte, ainda caminhando como se houvessem cavado um túnel no meu cu. – Foi por causa das brincadeiras estúpidas do Scott e do Bruce?
- Epa! Agora a culpa é minha por ele ficar de cara amarrada com a gente? Foi brincadeira, ele bem sabe disso. Estou passando a mão na bundinha tesuda dele faz tempo e só agora ele resolveu encrespar, caralho! É isso Graig, você está puto comigo só porque dei umas amassadas nesse bundão? – questionou indignado o Bruce. – Se for, que vá à merda!
- E minha? Vai dizer que também sou culpado por você estar cheio de não-me-toques? Você nunca ligou, e aposto que até gostou de eu te dar uns amassos e te encoxar, senão já teria reclamado antes. Vai dar uma de veadinho melindrado agora, é isso? – fez coro o Scott, tão furibundo quanto o Bruce.
- É que vocês dois não sabem a hora de parar, e isso de ficar o tempo todo dando em cima do Graig como se estivessem no cio, já encheu o saco! Puta merda, é todo dia a mesma coisa! Deixem ele em paz, cacete! – protestou irado o Alan, em minha defesa.
- É isso mesmo! Enquanto vocês ficam aporrinhando o Graig a gente deixa de aproveitar nosso último verão juntos, que merda, saco! – exclamou o Jacob.
- Calma pessoal! Está certo que já estou cheio das brincadeiras idiotas de vocês dois, Bruce e Scott, mas não sumi por conta delas. Eu estava dando uma força para o cara que alugou a casa dos Rawlins. – esclareci.
- Dando uma força como? Que papo é esse? Quem é esse sujeito? Eu já o vi uma vez de longe, é um velho, tem idade para ser seu pai, que tipo de força você pode dar para esse cara? – questionou o Scott, tudo empertigado exigindo explicações como se eu fosse sua propriedade.
- Vá à merda, Scott! Não te devo satisfações! Não banque o engraçadinho para cima de mim.
- O Scott está certo! Que história é essa de dar uma força? Se o sujeito é um velho como o Scott diz, o que você está fazendo por lá? Seus pais estão sabendo que você está dando essa tal força para um cara desconhecido? Não estou gostando nem um pouco dessa história! Deixar de ficar com a gente para dar uma força para um sujeito que ninguém sabe quem é e de onde veio, é no mínimo muito estranho. – sentenciou enciumado o Bruce.
- Era só o que me faltava, dois cães de guarda tomando conta da minha vida! Vão se catar, os dois, que saco! Como se já não bastasse minha mãe controlando cada passo que eu dou! – exclamei revoltado.
Pois bem, agora eu tinha mais dois vigiando tudo o que eu fazia, o que dificultou meus encontros com o Leo. Passamos a nos encontrar após o jantar, o que ninguém gostou em casa, pois aquilo começava a soar esquisito. Que raios de consertos alguém faz durante a noite?
- Sei lá, mãe! Ele tem outras coisas para fazer, trabalho eu acho, e deixou os consertos para mais tarde. – argumentei, para justificar minhas saídas tardias.
Tudo melhorou depois dos meus pais voltarem para casa, sem a vigilância da minha mãe eu me sentia mais livre porque meus avós não ficavam no meu pé como ela. Bastava eu avisar que ia dormir na casa de alguém da turma que estava tudo certo, pois fazíamos isso desde criança. Eu estava pronto para passar uma noite inteira com o Leo, sentindo seu corpão enroscado no meu, sentindo o roçar devasso do caralhão dele no meu reguinho antes de ele o enfiar até o talo no meu cuzinho, só me soltando depois de o haver leitado com seu sêmen pegajoso.
Eu voltava dos encontros com o Leo revigorado, alegre, achando que nossa relação era a coisa mais importante da minha vida. O que confirmava isso eram as marcas indeléveis que a sanha dele deixava na minha pele, o sabor do esperma que havia engolido ainda presente na boca, a ardência prazerosa queimando nas pregas anais dilaceradas, a lembrança dos coitos abrasadores que desencadeavam ondas de prazer pelos nossos corpos.
Começo da terceira semana de setembro, a última das férias daquele verão. Na semana seguinte começariam as aulas na faculdade. Acordei melancólico na segunda-feira por saber que não teria mais o Leo para abraçar, beijar e brincar com seu pintão, nem de o sentir pulsando forte no íntimo da minha carne. Ficamos de nos encontrar apenas à noite, pois ele tinha umas coisas para resolver, enquanto eu queria aproveitar todo tempo que nos restava ao lado dele.
O sol ainda estava se pondo quando rumei com o Toby pela praia para o encontro com o Leo. O tesão aumentava a cada passo, só de me imaginar nos braços dele, de chupar o caralhão grosso que depois ia me distender as pregas anais e me abrir todo ao se alojar no fundo do cuzinho. Da praia vi que não havia luzes acessas na casa e pensei que ele talvez ainda não tivesse voltado do compromisso. Bati na porta e ninguém atendeu, o carro não estava no lugar de sempre e me sentei nos degraus da varanda, esperando pelo retorno dele. As horas foram passando, até o Toby já estava ficando irrequieto quando me passou um pensamento nefasto pela mente. O Leo partiu sem se despedir. Não, ele não ia fazer uma coisa dessas comigo, afinal é um homem maduro que não faria uma molecagem dessas, não depois de haver tirado minha virgindade e transado comigo por tantas vezes e tão intensamente que deixava minhas preguinhas inchadas e algumas vezes até sangrando. Quando os vagalumes cintilavam à minha volta, horas depois, a realidade baixou com tudo e me pus a chorar. Ele foi embora sem se despedir, sem sequer pensar no quanto isso me faria sofrer. Ao chegar em casa me atirei na cama e desabei num choro convulsivo. Não era apenas o verão que estava findando, o que ele e eu tivemos naquelas semanas também acabou.
O Bruce havia se despedido de nós na sexta-feira, ao voltar para casa e depois seguir para New Haven, Connecticut e cursar engenharia elétrica e Ciências da Computação na Yale. O Chris e o Alan passaram por aqui para tomar o café da manhã comigo e se despedir. O Chris ia pegar um voo dali a dois dias para Boston, pois ia cursar a faculdade de engenharia mecânica; e o Alan seguiria de Fresno, onde morava para Austin no Texas num voo no sábado, onde ia cursar engenharia da computação. O Jacob ia voltar para casa comigo e com meus pais que vinham me buscar no domingo. Ambos íamos para a UCLA, repetindo uma tradição de estudarmos juntos desde o colégio. O Scott vai voltar para a casa dele em Los Angeles amanhã, e não sei exatamente quando embarcaria para Nova Iorque para cursar administração na Universidade de Columbia.
Talvez tivessem sido todas essas despedidas, sem que soubéssemos exatamente quando e se voltaríamos a nos encontrar para outro verão em Fort Bragg, pois nossas vidas iriam mudar muito depois da faculdade e esses verões provavelmente ficariam apenas na saudade.
É claro que durante o nosso último café da manhã juntos, o Scott e eu tínhamos que brigar. Era por isso que eu não sabia quando partia o voo dele para Nova Iorque. O motivo, o de sempre desde o início daquelas férias, o Leo. O Scott ficou à minha caça por todo o último sábado, queria que a turma toda fosse ao Dick’s Place, um bar super badalado em Mendocino para comemorarmos o fim das férias, e como não me encontrou, foi até a casa dos Rawlins, já bufando feito um touro bravo, para ver se eu estava com o Leo. Deu com a porta fechada, pois o Leo quis subir a costa do pacífico de carro até Newport, passando pelas praias da região. Como acabou ficando tarde pernoitamos num resort, numa suíte com vista para o mar, onde ele me enrabou tanto que eu mal conseguia apoiar a bunda no acento do carro durante a volta, de tão arregaçado que meu cuzinho ficou. Eu amei cada minuto daquele passeio. Para um garotão que poucas semanas antes tinha perdido a virgindade para aquele machão maduro e parrudo, aquilo parecia uma lua de mel.
- Onde esteve? Saiu com aquele velho desgraçado? O carro dele não estava lá! Aposto que ele te levou para alguma dessas praias mais isoladas e fodeu seu cu até não mais poder. – começou o Scott, iniciando a discussão que acabou numa briga feia, a mais feia que já tivemos.
- Desde quando tenho que te dar satisfações? Se toca, babacão! Vai cuidar da sua vida!
- Já contou para sua família que é um tremendo de um veadinho que está dando a cu para um velhote?
- Vá à merda, Scott! Vá á merda e saia da casa dos meus avós agora! Não vou ficar ouvindo seus insultos dentro da minha própria casa, seu imbecil!
- Eu vou, tudo bem! É assim que você quer, então vá tomar no cu! Aliás, já é o que está fazendo. Quando eu cruzar aquela porta é para sempre, está entendendo? Para sempre! Nunca mais quero olhar na sua cara! – ameaçou furioso.
- É um favor que me faz! Some, adeus! – devolvi revoltado.
- Gente, o que é isso? Por que vocês dois estão brigando tanto esse verão? Era para ser o mais legal de todos, e olhe no que deu! Vocês dois se engalfinhando por qualquer besteira. – argumentou o Jacob. – Volta aqui, Scott, deixa de bobagem! Volta e façam as pazes! Não vai ser depois de tantos anos de amizade que vamos nos despedir nesse clima de guerra.
- Foi o Scott quem começou! – exclamei
- É o Graig que pediu por isso! – revidou ele, soltando fogo pelas ventas, antes de partir. – Você pode até fugir, mas um dia vou te encontrar! – exclamou numa ameaça que não entendi direito.
Eu me arrependi, horas depois, de o haver expulso de casa, mas meu orgulho me impediu de ligar para ele e me desculpar, afinal tinha sido ele a me provocar. Ao me instalar no alojamento da universidade tentei ligar para ele, mas ele não atendeu, e nem respondeu minhas mensagens. Devia estar puto comigo e, conhecendo-o como eu o conhecia, ia manter sua postura de machão ultrajado, mesmo que estivesse morrendo de saudades minhas.
Depois de alguns meses ligando para tentar fazer as pazes, sem que ele atendesse, acabei desistindo e me conformei que nossa amizade já era. Com o restante da turma o contato era frequente, estávamos sempre trocando informações de como nossas vidas estavam indo, os desafios enfrentados na faculdade, os namoricos e pegações e até um ou outro encontro rápido quando estávamos em férias.
Durante os cinco anos da faculdade eu voltei poucas vezes para casa, embora a distância entre Los Angeles e São Francisco não fosse tão grande assim. Isso acontecia geralmente no Dia de Ação de Graças ou na semana do Natal, já que minha mãe, dias antes, não parava de me azucrinar os ouvidos em ligações diárias. É que eu vivia muito atarefado com as disciplinas e trabalhos da faculdade, o que me deixava com pouco tempo livre. Durante pouco mais de dois desses anos, também fiquei envolvido com um colega do alojamento, Blake. Não era nada sério, estávamos mais atraídos fisicamente um pelo outro do que propriamente apaixonados. Ele fazia parte do time de futebol ligado ao College Football com a bolsa de estudos financiada pela NCAA. Estava mais focado numa vaga no Los Angeles Rams como profissional da National Football League do que no curso de direito que o pai havia lhe imposto.
Como os demais jogadores do time, o Blake fazia o tipo garanhão musculoso cobiçado pelas garotas e por qualquer gay que se sentisse abalado pelo volumão que carregava entre as pernas, o que o fazia ser um cara um bocado convencido. A minha indiferença quanto a essa dotação, que o fazia se sentir o dono do pedaço, é que foi nos juntando aos poucos, entre discussões por motivos fúteis e uma aversão mútua difícil de explicar. Até o dia em que durante uma delas, rolou um beijo sensual, após ele me prensar contra a parede querendo me fazer aceitar uma imposição absurda com a qual eu não concordava.
Eu tremi nas bases quando senti aquela língua obstinada preenchendo minha boca, aquelas mãos amassando meu tórax, aquele corpão quente espremendo o meu e me fazendo sentir seu dote excitado resvalando na minha coxa. Bastou o cuzinho piscar para eu me entregar, nem mais sabendo porque tinha me oposto à sua imposição. Horas depois da prensa, eu gemia debaixo dele na cama do meu quarto com o cacetão cabeçudo dele esporrando feito um chafariz. No dia seguinte ele deu um chega para lá na garota na qual estava metendo a estrovenga e começamos a ficar. Parecia ser sina minha estar envolvido com brutamontes machões que queriam controlar meus passos e socar seus pauzões na minha bundona carnuda, tipo os Bruces, Scotts e Blakes da vida. Um dia ele me flagrou com um colega do time que sabidamente também estava interessado no meu buraquinho anal. Não estávamos fazendo nada de errado, eu apenas ria de um caso que ele contou durante o qual ficou me tocando o corpo para demonstrar o que estava narrando. O Blake como todo mastodonte típico, com mais músculos que massa encefálica, já achou que eu também estava levando o cacetão do cara no rabo; fez um puta escândalo, ameaçou me dar umas porradas e deu um bocado delas no colega de time, o que o fez ser suspenso dos jogos por dois meses, enquanto eu terminava tudo com ele.
Fazia quase dois anos que eu havia entrado para a empresa de processamento de pagamentos online, depois de formado, quando me encontrava sentado numa mesa externa do Java Beach Café com uns colegas após o expediente. Soprava uma leve brisa do mar amenizando o calor enquanto o sol se punha sobre o Pacífico. Ele tocou meu ombro despertando olhares curiosos dos meus colegas.
- Scott! – exclamei surpreso quando o reconheci, mais maduro no terno alinhado amoldado sobre aquele tanto de músculos, que me pareceram bem maiores do que da última vez que o vi naquele já longínquo verão em Fort Bragg.
- Graig! Te reconheci desde o outro lado da rua, está ainda mais lindo! – exclamou, me fazendo corar, ao notar como meus colegas estavam nos encarando.
- Você também não está nada mal! Jamais te imaginei vestindo um terno! – devolvi embaraçado. – Esse é o Scott, um amigo de infância com quem costumava passar os verões na casa dos meus avós. – esclareci rapidamente, antes que eles começassem a tirar conclusões erradas. Os rapazes olharam para ele quase certos dele já ter metido a rola no meu rabo que, diga-se de passagem, era o mais cobiçado da empresa desde o primeiro dia que pisei nela. As garotas olharam para o porte avantajado dele e para o volumão dentro da calça, já o imaginando como provedor de suas proles.
- Sente-se! Junte-se a nós! – convidou um dos colegas que andava louco por saber da minha vida privada. Fiquei sem ação. Ao mesmo tempo que estava feliz com aquele reencontro, temia que o Scott falasse demais e me pusesse em maus lençóis. Felizmente, ele apenas se mostrou simpático e até fingiu interesse por uma das garotas, só para me tranquilizar.
Anoitecera quando nos despedimos, ficando apenas o Scott e eu para caminhar até onde nossos carros estavam estacionados. Ele fez questão de me acompanhar, mas quase não falou durante o trajeto. Parecia estar estudando o que tinha para dizer, enquanto eu me desculpava por tê-lo expulso da casa dos meus avós naquele último verão. Não era nas minhas desculpas que estava interessado, pois dava para notar que mal me ouvia.
- Espero que possa me perdoar algum dia! Por que nunca respondeu minhas ligações e mensagens? Sei que fui muito grosseiro naquele dia, eu nunca quis te magoar, juro!
- Hã? Ah, está tudo bem, não esquenta! – respondeu, após eu ficar esperando um bom tempo pela resposta. – Está com alguém?
- Não! Por quê? E você, namora, casou? – devolvi, sem que ele prestasse novamente atenção no que eu dizia.
- E aquele velho que alugou a casa dos Rawlins, continuam se encontrando, ainda tem contato com ele? – comecei a me irritar com as perguntas dele levantando essa história antiga.
- Claro que não! Que absurdo, isso faz séculos! Nem sei por onde o Leo anda agora! – respondi exasperado.
- Foi ele, não foi? Naquele verão foi ele, não é?
- Do que você está falando? O quê, foi ele? Não estou entendendo. – respondi confuso.
- Quem tirou seu cabaço! Foi ele quem te desvirginou quando você sumia por horas e dias sem explicações, não foi?
- Mas que conversa mais sem sentindo, Scott! Depois de todos esses anos é isso que você quer ressuscitar, quem desvirginou quem!
- Tinha sido o nosso acordo. Se você não perdesse a virgindade com alguma garota até o fim daquele verão, era eu quem ia te descabaçar.
- Você só pode estar maluco! Eu jamais concordei com isso, não fechei acordo algum com você! Isso é coisa da sua cabeça! Vejo que não mudou nada, ainda é o mesmo Scott sem noção que só me aporrinhava. – desabafei, incrédulo com aquela cobrança ridícula.
- Eu sempre te quis! Você sabe disso, não se faça de inocente! Sempre fui louco por você, nunca escondi isso!
- Que você era e continua sendo louco eu sempre soube, assim como sempre soube que você só tinha uma coisa em mente, meter essa coisa enorme em mim, só para poder se vangloriar. – retruquei.
- Não era para me vangloriar, nunca pensei dessa maneira! Eu te queria, queria sim meter meu pau nesse rabão tesudo, mas só para que você soubesse que era meu. – afirmou.
- Que história é essa de ser seu? Não preciso de um dono, não sou cachorro para ter dono!
- Você sabe o que eu quis dizer, não mude a história! Caralho Graig, como você pode? Eu não fiquei puto com você por ter me expulsado da casa dos seus avos, eu fiquei puto quando desconfiei do jeito que você ficou depois de conhecer aquele velho. Eu sabia que estava rolando alguma coisa, e que ele devia estar te comendo. Eu sabia, caralho! Por isso nunca atendi suas ligações, eu estava puto com você Graig, puto entende? – desabafou.
- E pelo visto continua! – retruquei
- Só até te ver agora há pouco no Café! Quando botei os olhos em você tudo mudou. Não consigo ficar zangado com você, Graig! Eu só queria que você gostasse um pouquinho de mim. – confessou, o que derreteu meu coração, e me fez enxergar o que sempre tentei negar, que era apaixonado por ele desde a adolescência.
- Fico feliz de saber disso! Se você não tivesse sido sempre tão babaca comigo, eu já teria te confessado o quanto gosto de você, o quanto sempre te quis. – ele me encarou e abriu um baita sorriso.
- Sério? Verdade? – indagou, me puxando para junto do tronco maciço e me beijando em plena rua numa sofreguidão avassaladora, fazendo minhas pernas tremerem.
- Era para ter sido você! – exclamei, com os lábios ainda trêmulos do beijo.
- O que quer dizer com isso? Não entendi!
- O tal acordo! Eu tinha decidido que ia perder a minha virgindade com você, mas naquele verão você se mostrou o maior babaca, pior do que todas as vezes anteriores. Nisso surgiu o Leo, um homem maduro, que me olhou como ninguém nunca tinha me olhado antes. Ele parecia conseguir ler a minha alma e isso me seduziu, me fez ver que eu podia deixar de ser virgem com quem compreendia a minha sensibilidade. Então aconteceu. – revelei.
- Eu sentia tanto tesão por você que não sabia como lidar com ele. Achava que enfiar meu cacete em você ia ser o bastante para você gostar de mim. Tem razão, fui um babacão, um puta de um babacão e acabei te perdendo para aquele velho. – retrucou.
- Já cansei de dizer, o Leo não é um velho, é um homem maduro que soube fazer da minha primeira vez a coisa mais especial que já senti. Se você tivesse deixado de lado essa sua empáfia de machão e percebido o quanto eu sempre gostei de você, teria sido você o meu primeiro homem.
- Me dá uma segunda chance! Diz que ainda não desistiu de mim!
- Nunca desisti de você! – asseverei. O beijo que rolou em seguida confirmava o quanto ainda gostávamos um do outro.
O Scott havia se mudado para São Francisco depois da faculdade por conta do trabalho. Passamos a nos encontrar o tempo todo durante o mês seguinte àquele reencontro, íamos a baladas, jantávamos num restaurante ao menos uma vez por semana, aos sábados pela manhã costumávamos caminhar ou no Mission Dolores Park que ficava próximo ao apartamento dele, ou no Washington Square Park próximo à casa dos meus pais, parando depois numa mesa na calçada de um dos inúmeros cafés da região. A cada saída rolavam alguns beijos, uns amassos rápidos no carro que só aumentavam o tesão que sentíamos um pelo outro.
- Não quer entrar? – perguntei, quando ele me deixou em casa depois de um cinema e uma pizza, já tarde da noite. – Meus pais estão viajando! – soltei a dica, meio que explicitando minhas intenções.
- Estão é? Quer dizer que estaremos sozinhos? E é por isso que está tão carinhoso comigo essa noite?
- Sempre fui carinhoso com você! Você que nunca reparou!
Ele veio para cima de mim feito um leão faminto assim que entramos em casa. As nossas roupas foram ficando pelo caminho até chegarmos ao quarto, quando nada além da minha cueca cobria minha nudez e o rabão que ele tanto cobiçava. Sob a cueca boxer dele dava para ver o contorno à meia bomba do caralhão excitado.
Soltei um gemidinho sensual com os lábios colados aos dele quando sua mão deslizou para dentro do meu rego, fazendo meu cuzinho piscar. O corpão do Scott havia mudado bastante desde aquele último verão, deixando de ser o corpo de um molecão para se transformar num corpão de macho. Os pelos do peito mais que dobraram e não resisti ao apelo de deslizar minhas mãos sobre eles e sobre o peitoral largo. Aqueles pelos esparsos que se espalhavam pela cara dele quando garoto, deram lugar a uma barba que ele parecia ter preguiça de fazer, e que o deixava com um ar sexy e viril, e também deliciosamente gostosa de se cofiar. Os bíceps haviam crescido, as coxas estavam bem mais musculosas e cheias de pelos, o abdômen trincado tinha uma trilha de pelos que ia se perder dentro da virilha. E aquilo que sempre me provocava um frenesi quando me deparava com ele, agora pulsava debaixo da cueca e estava formando uma rodela úmida no tecido.
- Você cresceu bastante desde a última vez que te vi! – elogiei, ao acariciar os braços musculosos.
- Tem outra coisa que cresceu depois daquele verão! – exclamou lascivo com um risinho impudico. – Por que não confere?
- Bobão! Sempre fazendo propaganda desse troço enorme!
- Não preciso fazer propaganda, sei que você sempre gostou do que viu, e que ficava transtornado e com tesão, apesar de desdenhar como se não se importasse. Mas eu sabia que você não era indiferente ao meu pau, sua boca mentia, mas seus olhos não. – afirmou.
- Tá, até pode ser verdade! Mas que você continua sendo um convencido, continua! – devolvi, sentindo o cuzinho assanhado revolvendo as pregas.
- Ele vai ser todo seu essa noite! – sussurrou na minha orelha enquanto a prendia entre os dentes, me fazendo estremecer da cabeça aos pés quando baixou a cueca e soltou o bichão grosso e pesado.
Ele passou dois dedos sobre a cabeçorra melada de pré-gozo e os colocou sobre meus lábios. Eu os lambi encarando-o cheio de desejo. Comecei a me ajoelhar diante dele antes mesmo dele ordenar que eu o chupasse, soltando um grunhido assim que sentiu minha boca envolvendo a cabeçorra descomunal. Lambi e suguei a verga que dava um pinote a cada um dos meus toques, fazendo-o gemer. O sacão dele era do tipo taurino, com as duas bolonas penduradas pesadas dentro do escroto suspenso pela pele alongada. Eu o lambi e chupei cada uma das bolas ingurgitadas sem me importar com os pentelhos que roçavam minha língua.
- Cacete, Graig! Isso está me matando, seu safado! Foi isso que o velhote te ensinou, foi? Você foi um bom aluno, seu tesudinho safado! – ronronava ele, excitado pelo meu empenho em mamar o pauzão cheiroso.
Durante uma chupada mais intensa, ele quase gozou na minha boca, puxando o caralhão para fora antes de esporrar. No mesmo instante ele me debruçou sobre a beira da cama, apartou as bandas da bunda e começou a me mordiscar a pele das nádegas, adentrando em direção ao rego lisinho aberto, no fundo do qual meu cuzinho piscava alucinado. Soltei um gemido e fechei as mãos agarrando o lençol quando senti a língua molhada dele lambendo minhas pregas. O tesão era tanto que meu corpo foi sendo tomado por espasmos. O Scott meteu um dedo dentro dele, gani alto quando os esfíncteres se contraíram prendendo o intruso devasso. Ele o movimentou num vaivém libidinoso me fazendo gemer cada vez mais intensamente, num tesão descontrolado.
- Ai Scott! – gemi, ao sentir um segundo dedo adentrando meu cuzinho me vasculhando despudoradamente.
Quando os tirou, montou em mim, ajustou minha bunda roliça à sua virilha e deslizou o caralhão algumas vezes ao longo do meu reguinho. Soltei outro gemido quando senti a cabeçorra do pauzão forçando a entrada do meu buraquinho. Um impulso forte a fez mergulhar no meu cu, estirando dolorosamente as pregas que foram se rompendo à medida que ela deslizava para dentro de mim. Eu me esforçava para me abrir, mas o caralhão era grosso demais, enorme demais, obstinado demais.
- Meu cuzinho, Scott! Ai meu cuzinho, macho! Vai devagar! Não estou aguentando! – choraminguei entre a dor e o prazer de estar sendo preenchido.
- Tesão da porra, Graig! Agora sou o dono desse cuzinho, seu puto! Geme, geme gostoso para o teu macho, geme, tesudo! – grunhia ele, realizando o que talvez tinha sido seu maior desejo desde que nos conhecemos.
Já nas primeiras bombadas eu me esporrei todo em meio a um ganido longo, o gozo simplesmente explodiu sem controle quando senti a gana com a qual aquele macho sequioso me possuía. Ele girou meu corpo, se encaixou entre as minhas abertas e elevadas até a altura de seus ombros e meteu outra vez o caralhão no meu cu com uma estocada forte. Eu liberei um grito e me agarrei aos ombros largos dele, deslizando as mãos espalmadas em direção as costas à medida que ele ia enfiando o pauzão até o talo no meu rabo. Quando começou a arfar e sua respiração se acelerou, eu envolvi seu rosto nas mãos, aproximei a boca e o beijei, sentindo meu corpo fundido ao dele.
- Eu te amo, seu putinho tesudo! Te amo faz anos! – ronronou ele, deixando o cacetão pulsar forte dentro do meu casulo anal.
- Foi o que sempre quis ouvir você me dizendo! Também te amo, Scott! Mesmo quando você se mostrava um presunçoso safado, eu te amava, sonhando com esse momento. – confessei.
Faz pouco mais de seis meses que nossa casa ficou pronta após uma reforma de mais de um ano. A papelada para oficializar nossa união já estava no escritório do escrivão do condado e um juiz já havia sido designado para a cerimônia que seria realizada nas dependências do Lakeside do Olympic Golf Club onde meu pai era sócio. Tinha sido um pedido do Scott, um pedido enfático sem margens para discussão eu diria, pois para mim teria bastado morarmos junto. A felicidade que ele me fazia sentir me bastava como prova de seu amor.
Ver toda turma reunida novamente na cerimônia do nosso casamento foi um presente sem igual. Era como se aquelas férias de verão em Fort Bragg jamais seriam esquecidas.

Foto 1 do Conto erotico: O último verão

Foto 2 do Conto erotico: O último verão

Foto 3 do Conto erotico: O último verão

Foto 4 do Conto erotico: O último verão


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Ultimos 30 Contos enviados pelo mesmo autor


272630 - Duas marionetes submissas nas mãos de um títere poderoso - Categoria: Gays - Votos: 0
272062 - Quando a fuga é a única alternativa - Categoria: Gays - Votos: 4
271505 - Quando a justiça vem de quem menos se espera - Categoria: Gays - Votos: 5
270986 - A transformação - De garotão recatado a putinho do padrasto - Categoria: Gays - Votos: 14
270501 - Na era dos lobisomens - Categoria: Gays - Votos: 2
269974 - Cunhadinho precisou levar muita pica para amansar - Categoria: Gays - Votos: 13
269408 - O monge e o guerreiro - uma paixão improvável - Categoria: Gays - Votos: 1
268836 - O veadinho da favela e seus machos - Categoria: Gays - Votos: 5
268170 - Nos colos do papai e do titio - Categoria: Gays - Votos: 19
267572 - Escravo sexual do general romano - Categoria: Gays - Votos: 5
266864 - Meus primos e eu - Uma relação quase incestuosa - Categoria: Gays - Votos: 4
266122 - Perdi o cabaço na pica do irmão do meu amigo - Categoria: Gays - Votos: 12
265554 - Carona com o caminhoneiro machão - Categoria: Gays - Votos: 22
264901 - Garanhão bruto abusa do virgenzinho - Categoria: Gays - Votos: 6
264343 - O gay perdido no faroeste - Categoria: Gays - Votos: 3
263287 - Como adentrar o coração de um vaqueiro bruto - Categoria: Gays - Votos: 9
262734 - Superando o medo dos machos - Categoria: Gays - Votos: 2
262162 - Rendido pela paixão - Categoria: Gays - Votos: 0
261636 - Um cowboy à brasileira - Categoria: Gays - Votos: 9
260951 - Gêmeos sacanas - Categoria: Gays - Votos: 3
259700 - Aquele verão inesquecível - Categoria: Gays - Votos: 1
259116 - A rola que me transformou num criminoso - Categoria: Gays - Votos: 1
259098 - O clube dos machos - Categoria: Gays - Votos: 6
257413 - Recomeço com o irmão machão do meu cunhado - Categoria: Gays - Votos: 9
255881 - Novinho cai nas mãos de mafioso e vira michê - Categoria: Gays - Votos: 1
254550 - De volta às origens - Categoria: Gays - Votos: 1
254053 - Novinho ingênuo e o patrão safado - Categoria: Gays - Votos: 6
253545 - A verga do motorista de aplicativo veio parar no meu rabo - Categoria: Gays - Votos: 8
253014 - O novinho atiçando os parentes machos - Categoria: Gays - Votos: 13
252407 - Cordeiro vira banquete em festa de lobos - Categoria: Gays - Votos: 3

Ficha do conto

Foto Perfil kherr
kherr

Nome do conto:
O último verão

Codigo do conto:
273245

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
26/09/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
4