Bruna - O Emprego

Eu ainda lembro do cheiro daquele dia.

Era meu aniversário de dezoito anos. Acordei cedo, como sempre, com o sol já batendo forte nas águas de Coari e o cheiro de peixe e terra molhada entrando pela janela. Vista o vestido mais limpo que eu tinha — um de algodão claro, comprido, que a mamãe tinha costurado. Tentei esconder o tamanho dos meus peitos, mas eles sempre apareciam. Pele escura, cabelo preto enrolado preso num coque, e aquele sorriso que todo mundo dizia ser bonito, mas que eu escondia toda vez que alguém olhava pra mim.

Eu era Adventista. Cresci ouvindo que o corpo era templo, que nudez era vergonha, que desejo era pecado. Nunca tinha visto um homem nu. Nunca tinha tirado a roupa na frente de ninguém além da minha mãe, quando eu ainda era menina. A buceta peluda, quente, escondida por baixo da saia, era algo que eu nem tocava direito. Só lavava rápido, sem olhar muito.

O anúncio estava no quadro da igreja: “Precisa-se de empregada, três vezes por semana, casa de professor”. Eu precisava daquele dinheiro. Papai pescava, mamãe lavava roupa dos outros, e a gente vivia apertado. Fui até a casa dele com o coração batendo no peito.

Ele me recebeu no escritório. Uns quarenta anos, cabelo já com um pouco de branco, voz calma. Me olhou de cima a baixo, mas sem grosseria.

— Quantos anos você tem, Bruna?

— Completo 16 hoje, senhor.

Ele sorriu.

— Parabéns. Você é da igreja, né? Vi pelo vestido.

Eu baixei a cabeça e sorri daquele jeito tímido que eu sempre sorria.

Ele explicou o serviço: limpar, lavar, organizar, cozinhar o básico. Três vezes por semana. O salário era bom. Eu aceitei na hora. Quase chorei de alívio.

Comecei no dia seguinte.

Na primeira semana tudo parecia normal. Eu chegava, cumprimentava baixinho, trabalhava calada. Até o terceiro dia.

Eu estava no corredor dobrando toalha quando ele saiu do quarto só de cueca. Uma boxer cinza. O tecido marcava tudo. O volume pesado, grosso, balançando um pouco quando ele andava. Eu travei. Nunca tinha visto aquilo tão de perto. Meu rosto esquentou inteiro. Ele passou por mim como se nada fosse, disse “bom dia” e foi pra cozinha. O cheiro dele — sabonete e pele quente — ficou no ar. Eu senti a calcinha umedecer. A buceta peluda latejou de um jeito que eu nunca tinha sentido. Apertei as coxas. Foi pecado. Foi vergonha. E foi quente.

Dois dias depois foi pior.

Ele saiu do quarto com só uma toalha jogada no ombro. O corpo inteiro nu. Peito peludo, barriga firme, coxas fortes. A toalha cobria o pau, mas eu via o movimento dele por baixo. Ele passou tão perto que eu senti o calor da pele dele. Meu coração bateu tão forte que eu pensei que ia cair. Os peitos pesados subiam e desciam rápido. A buceta estava molhada, os pelos grudados. Eu nunca tinha ficado assim. Nunca.

Na semana seguinte, quando eu cheguei, ele me chamou pro escritório.

— Bruna, senta. Preciso falar com você sobre o salário.

Eu sentei, mãos suadas no colo, o vestido longo escondendo tudo.

— Você gostaria de ganhar o dobro?

O dobro. Com o dobro eu comprava comida melhor, remédio pra mamãe, talvez até um vestido novo. Eu disse que sim, a voz quase sumindo.

Ele fechou a porta.

— Eu sou nudista, Bruna. Gosto de ficar nu dentro de casa. E gostaria que você trabalhasse nua também. Por isso eu pagaria o dobro.

Eu fiquei sem ar. O sangue subiu pro rosto, pro pescoço, pros peitos. Nunca tinha ouvido uma proposta daquelas. Nunca tinha imaginado.

— Eu… eu nunca… — minha voz saiu embargada. — Nunca fiquei nua na frente de ninguém, senhor. E nunca vi um homem… assim.

Ele assentiu, calmo.

— Eu sei. Você pode pensar. Mas a partir de agora eu vou ficar nu na sua frente. Pra você se acostumar.

E ele começou a se despir.

Primeiro a camisa. Depois a calça. Por último a cueca. O pau saiu pesado, grosso, ainda mole, mas enorme. Balancava quando ele se mexia. A cabeça escura, as veias marcadas, os testículos cheios. Eu não conseguia desviar o olhar. Meus peitos subiam e desciam rápido. A buceta latejava, molhada, traidora. Eu apertei as mãos no colo com tanta força que as unhas entraram na pele.

Ele ficou ali, nu, o pau gigante balançando mole enquanto falava:

— Não precisa decidir hoje. Pensa. Mas eu vou continuar assim.

Eu me levantei tremendo, murmurei um “sim, senhor” quase sem voz e saí da casa. O caminho de volta foi um tormento. Cada passo fazia a calcinha molhada esfregar nos pelos densos. Os peitos pesados balançavam, os bicos duros roçando o sutiã. Eu pensava nele. Naquele pau grande, mole, balançando. Na ideia de tirar minha própria roupa na frente dele. De ficar nua, os peitos grandes expostos, a buceta peluda à mostra, o sorriso tímido tentando esconder o desejo que já nascia.

Em casa, à noite, deitada na rede, passei a mão por baixo da saia. Os dedos encontraram a umidade quente entre os pelos. Eu nunca tinha me tocado daquele jeito. Fechei os olhos e vi o professor nu. O calor subiu. Os peitos pesados subiram e desceram com a respiração ofegante. Quando o orgasmo veio, silencioso e assustador, eu enterrei o rosto no travesseiro pra não gemer.

No dia seguinte eu ia voltar.

E ainda não sabia se ia dizer sim.


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


273661 - Bruna - Nua em Casa - Categoria: Exibicionismo - Votos: 0
273659 - Bruna - A Namorada do Patrão - Categoria: Exibicionismo - Votos: 0
273657 - Bruna - Nua no Emprego - Categoria: Exibicionismo - Votos: 0
273654 - A Comitiva do Prefeito - Categoria: Exibicionismo - Votos: 0
273073 - Ana na Comunidade dos Pelados - Categoria: Exibicionismo - Votos: 3
273070 - A Comunidade Nudista - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
273069 - Duda em Família - Categoria: Exibicionismo - Votos: 1
273063 - Duda Perdeu o Cabaço - Categoria: Exibicionismo - Votos: 3
273060 - Aula de Sexo para Duda - Categoria: Exibicionismo - Votos: 2
273058 - Duda Nua na Casa do Professor - Categoria: Exibicionismo - Votos: 2
273054 - Duda Chegando na Casa do Professor - Categoria: Exibicionismo - Votos: 1
273043 - A Aluna de Jair - Categoria: Exibicionismo - Votos: 3
273038 - O Dono Cobrando o Aluguel - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6
273037 - O Amigo e o Entregador - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
273036 - Nua na Comunidade - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6
273034 - Fotos Externas - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4
273032 - Nua no Apartamento - Categoria: Exibicionismo - Votos: 3
273030 - Primeira Visita na Tribo - Categoria: Exibicionismo - Votos: 6

Ficha do conto

Foto Perfil casalamazonas
casalamazonas

Nome do conto:
Bruna - O Emprego

Codigo do conto:
273656

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
02/10/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
0