No dia seguinte saímos cedo.
A Ana me levou a uma boutique pequena, de roupas leves. O ar-condicionado batia frio na pele. Ela falou:
— Escolhe o que você gostar. Vestido, short, o que quiser.
Escolhi um vestido claro, leve, florido também, mas novo e bonito. Ela pegou o cabide e me puxou para o trocador.
— Experimenta.
Entrou comigo. O espaço era pequeno. Eu fiquei vermelha na hora. Tirei o vestido velho com as mãos tremendo. Fiquei só de calcinha — aquela calcinha antiga, um pouco frouxa, de algodão surrado. A Ana olhou e balançou a cabeça.
— Essa calcinha não… deixa que eu escolho umas novas pra você.
Ela abriu a cortina para sair. Por uns segundos o corredor da loja ficou à mostra. Duas mulheres passando viram. Eu, pretinha magra, seios pequenos, só de calcinha velha, no meio do trocador. O coração subiu pela garganta. Puxei a cortina rápido, o rosto queimando de vergonha.
A Ana voltou com várias peças: vestidos curtos, shorts, blusinhas, e um monte de calcinhas e sutiãs. Tudo pequeno. Tudo sexy. Renda, transparentes, cores claras. Eu experimentei o vestido novo. Ficou leve no corpo. Ela sorriu satisfeita e levou tudo para o caixa.
Paguei nada. Ela pagou tudo.
Quando chegamos, o Jair estava deitado no sofá, nu, o pau grande descansando na barriga. A Ana fechou a porta, tirou a própria roupa na hora e falou alto, animada:
— Amor, vem ver o que comprei pra Duda!
Ela me empurrou de leve para o meio da sala.
— Veste e mostra pra ele.
Eu fui para o quarto, o coração batendo. Tirei o vestido novo e vesti o primeiro conjunto: um sutiãzinho branco e uma calcinha de renda. Voltei. O Jair olhou. O pau dele se mexeu. Eu senti o olhar dele descer pelo meu corpo magro, pelos seios pequenos, pela calcinha. A vergonha era tanta que minhas mãos tremiam.
A Ana batia palmas.
— Agora a outra.
Fui de novo. Troquei. Mostrei. Cada vez que voltava o pau dele estava um pouco mais inchado.
Chegou a vez das calcinhas. Ela pegou um monte e falou:
— Mostra só as calcinhas agora.
Eu quase morri. Mas obedeci. Fui ao quarto, tirei o sutiã, fiquei só de calcinha e voltei. O Jair estava sentado, as pernas abertas, o pau já semi-duro. Eu fiquei parada no meio da sala, pretinha, magra, seios pequenos duros de vergonha e frio, a calcinha de renda cobrindo quase nada.
A Ana pegou um conjunto branco de renda transparente e estendeu para mim.
— Esse agora. Troca aqui mesmo.
O ar sumiu dos meus pulmões.
— Aqui…?
— Aqui.
As mãos tremiam tanto que quase não consegui. Tirei a calcinha. Fiquei completamente nua na sala, na frente dos dois. A buceta com aqueles pelinhos finos e escuros que eu quase não tinha. O Jair olhou direto. O pau dele endureceu na hora — grosso, pesado, subindo até ficar completamente duro, a cabeça brilhando.
Eu dei um passo para trás, a mão tentando cobrir. O susto foi real. Mas ao mesmo tempo senti a umidade escorrer entre as coxas. A buceta latejou. Virgem, dezoito anos, nua na frente do professor e da mulher dele, o pau enorme apontando para mim.
A Ana sorriu, calmamente.
— Viu, amor? Ela é linda.
Eu não conseguia falar. Só ficava ali, o corpo inteiro quente, os seios pequenos subindo e descendo rápido, a buceta latejando sem eu nunca ter sido tocada, e o olhar do Jair queimando em cada centímetro da minha pele