Meus pais me chamaram na noite anterior. — Duda, o professor Jair aceitou te hospedar na casa dele em Coari. Você vai fazer as duas provas do Enem e depois volta. Se comporta. É casa de gente de respeito. Fala baixo, ajuda no que precisar, não atrapalha. E agradece, viu? Eu só balancei a cabeça. Tinha 17 anos, era virgem, magrinha, seios pequenos, quase sem bunda. Pretinha de jeito indígena. Nunca tinha dormido fora de casa sozinha. O coração batia forte só de imaginar a cidade. No dia seguinte o professor veio me buscar. A viagem de barco foi quieta. Quando chegamos no prédio e ele abriu a porta do apartamento, eu vi ela. A Ana. Completamente nua. Pele morena, seios médios, bunda grande, e entre as pernas uma buceta bem peluda, escura, à mostra sem nenhum pudor. Eu travei. A mochila quase caiu da minha mão. Os olhos dela me olharam calmos, como se eu fosse só mais uma visita. Eu nunca tinha visto uma mulher adulta nua daquele jeito, tão à vontade. O professor fechou a porta e explicou tudo: os meus pais tinham pedido o favor, eu ficaria a semana toda por causa das provas. A Ana falou com a voz baixa e educada: — Pode ficar tranquila. Aqui a gente vive assim. Sem roupa. É o nosso jeito. Você não precisa fazer igual… mas a gente não vai mudar. Eu só consegui balançar a cabeça. A boca estava seca. Ela me levou para o quarto. Mostrou o armário e o colchão no chão, bem do lado da cama deles. — Pode colocar suas coisas aqui. Você dorme nesse colchão. Eu comecei a desfazer a mochila, tentando não olhar para o corpo nu dela que ainda estava na porta. O coração batia tão forte que eu achava que ela ia ouvir. Depois veio o banheiro. O professor saiu enxugando o cabelo, completamente nu. O pau dele balançava pesado a cada passo — grande, grosso, peludo, maior do que qualquer coisa que eu já tinha imaginado. Eu levei a mão à boca sem conseguir segurar o susto. Os olhos arregalados. Nunca tinha visto um homem adulto nu de verdade. Meu pai trocava de roupa de vez em quando, mas era diferente. Aquele pau… era outro nível. Grosso, escuro, balançando livre, a cabeça já meio inchada. A Ana se aproximou e perguntou baixo: — Você já viu um homem nu? Minha voz saiu num fio: — Já… meu pai trocando de roupa. Mas nunca um pau desse tamanho. Ela não riu. Só olhou para mim com um brilho estranho nos olhos. A noite chegou. Apagaram as luzes. Eu deitei no colchão, de lado, de costas para a cama deles. O quarto ficou escuro, só um pouco de luz da rua entrando. Eu ouvia a respiração dos dois. Depois ouvi o barulho da cama rangendo. O som molhado. Baixo, mas claro demais no silêncio. Eles estavam transando. Eu senti o corpo inteiro esquentar. A respiração ficou presa. Eu apertava as coxas uma na outra, a calcinha já úmida. Nunca tinha ouvido o barulho real de sexo. O gemido abafado dela. O barulho da pele batendo. O cheiro diferente que subiu no ar — suor, sexo, alguma coisa quente e animal. Eu ficava imaginando. O pau grande que eu tinha visto balançando agora estava dentro dela. Enchendo. Metrando. Eu, virgem, deitada a menos de um metro, sentia a própria buceta latejar pela primeira vez daquele jeito. Os seios pequenos doíam de tão duros que os mamilos ficaram. Eu queria colocar a mão entre as pernas, mas tinha medo de fazer barulho. Então só apertei as coxas com mais força, sentindo o tecido da calcinha grudar molhado. Eles gozaram. Eu ouvi os gemidos finais, o corpo dele pesado, o silêncio depois. Depois só a respiração deles se acalmando. Eu fiquei de olhos abertos no escuro por muito tempo. A calcinha encharcada. A buceta latejando sem eu nunca ter tocado. A imagem do pau dele balançando quando saiu do banheiro não saía da minha cabeça. O barulho da cama. O cheiro. A Ana nua na sala quando eu entrei. Fui dormir excitada pela primeira vez na vida. Virgem, magrinha, seios pequenos, o corpo inteiro quente, a calcinha molhada colada na pele, e a certeza de que aquela semana não ia ser nada do que meus pais imaginaram.
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