O dia em que fui com o Jair para a comunidade pela primeira vez foi diferente de tudo. A casa dele ficava um pouco afastada, no meio de um caminho de mata, de frente para o rio. Não tinha cerca. Só a casa simples, com varanda ao redor, janelas e portas grandes, sem nenhuma divisória por dentro — só as paredes e o teto. No quintal, cordas estendidas para roupa. O ar cheirava a terra molhada e rio. Quando desci do barco e vi aquilo, algo dentro de mim se abriu. Lembrei da aldeia. Das mulheres nuas andando sem vergonha. Eu, baixinha, pele morena, seios médios, bunda grande e buceta peluda, senti a mesma vontade. A oportunidade de ficar nua na natureza, como se fosse uma delas. Assim que o Jair guardou as malas e saiu para falar com alguém da comunidade, eu tirei tudo. A blusa, o sutiã, a saia, a calcinha. Fiquei nua no meio da varanda. O vento quente tocou a pele inteira. Os mamilos endureceram na hora. Os pelos da minha buceta sentiram o ar pela primeira vez fora de casa. Foi libertador demais. A partir daí fiquei nua o tempo todo. Lavei roupa no rio, a água morna subindo pelas minhas coxas, a bunda grande para fora enquanto eu esfregava as peças nas pedras. Os seios médios balançavam a cada movimento. Depois tomei banho ali mesmo, o sabão escorrendo pelo corpo moreno, pelos pelos molhados, pelo cu. Estendi as roupas no quintal, andando de um lado para o outro completamente nua, a buceta à mostra, a bunda sacudindo. Na varanda eu sentava no chão de madeira, pernas abertas, sentindo o sol e a sombra das árvores. Dentro da casa, sem paredes para esconder, eu andava livre, o corpo inteiro ao ar. Algumas pessoas passaram pelo caminho. Vi rostos ao longe. Uma mulher mais velha olhou, desviou o olhar rápido e seguiu. Um homem passou mais perto, demorou o olhar nos meus seios e na minha buceta peluda antes de baixar a cabeça e continuar. Eu senti o coração disparar, mas não me cobri. Fiquei parada, nua, como se aquilo fosse normal. O pior — ou o melhor — foi no rio. Eu estava lavando uma camisa do Jair, agachada na beira d’água, a água batendo na minha bunda, quando ouvi risadas. Levantei o rosto. Três rapazes da comunidade, alunos do Jair, parados no caminho, olhando direto para mim. Eu nua, seios médios pingando, buceta peluda à mostra, as mãos ainda na roupa molhada. Meu coração subiu pela garganta. O susto foi real. Mas eles só riram, baixinho, e um deles levantou a mão e deu tchau. Eu, a crente tímida, levantei a mão molhada e dei tchau de volta. Naturalmente. Como se eu fosse uma daquelas mulheres da aldeia. Eles riram de novo e seguiram caminho. Quando contei para o Jair à noite, ele ficou louco de tesão. O pau de dezoito centímetros endureceu na hora, grosso, peludo, a cabeça já brilhando. Os olhos dele brilhavam. — Eles te viram… toda — ele repetia, a voz rouca. — Nua. Lavando roupa. A buceta… os peitos… Eu só balancei a cabeça, ainda sentindo o calor entre as pernas. Aquela noite transamos na varanda. Ele me deitou de costas na madeira, as estrelas enormes em cima de nós, o rio escuro espelhando a lua. Eu abri as pernas. Ele entrou de uma vez, o pau grande sumindo inteiro na minha buceta peluda. Eu gemí alto, sem medo de ninguém ouvir. A varanda rangia. A bunda grande batia na madeira a cada estocada. Os seios médios balançavam. Ele me fodeu fundo, olhando para o rio, para as estrelas, para o meu corpo moreno completamente exposto sob a noite. — Conta de novo — ele pedia, ofegante. — Como eles te viram… Eu contei, gemendo, enquanto ele metia mais forte. Gozei primeiro, o corpo inteiro tremendo, o gozo escorrendo pelos pelos e pingando na madeira. Ele gozou logo depois, fundo, enchendo, o corpo rígido contra o meu, o porra quente vazando enquanto a gente olhava as estrelas e o rio quieto lá embaixo. Ficamos assim, nus, o suor esfriando na pele, o pau dele ainda dentro de mim, balançando devagar enquanto escorria. A mata ao redor em silêncio. E eu, baixinha, pele morena, bunda grande e buceta peluda, senti pela primeira vez que aquele lugar também era meu.
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