Cada manhã eu acordava com o mesmo aperto no peito. O pecado, a vergonha, a voz do pastor na minha cabeça dizendo que o corpo era templo. Mas à noite, quando a casa ficava quieta, eu fechava os olhos e via ele nu. Aquele pau grande balançando mole. E a calcinha já vinha molhada antes mesmo de eu tocar.
Um dia, quando papai e mamãe saíram pra cidade, eu travei a porta do quarto. O coração batia tão forte que eu ouvia no ouvido. Tirei o vestido devagar. Depois o sutiã. Meus peitos pesados caíram livres, os bicos escuros já duros só de pensar. Depois a calcinha. A buceta peluda apareceu, os pelos densos e pretos, já úmidos. Eu me olhei no espelho pequeno que tinha. Pele escura inteira à mostra. Nunca tinha ficado assim sozinha, de propósito. Passei a mão nos peitos, senti o peso. Desci a mão e toquei os pelos. Estava quente. Molhada. Eu andei pelo quarto nua, sentindo o ar nas partes que nunca tinham sentido ar. Depois, coragem maior: saí do quarto e andei pela casa inteira. Sala, cozinha, corredor. Cada passo fazia os peitos balançarem. A buceta peluda arrepiava com a brisa que entrava pela janela. Eu tremia, mas não de frio. De vergonha e de algo quente que eu não sabia nomear.
No trabalho, ele ficou nu todos os dias.
No começo eu ainda baixava o olhar. Depois fui me acostumando. O pau dele, sempre ali, balançando quando ele andava, às vezes meio duro quando eu passava perto. Um dia ele passou quase o dia inteiro de pau duro. Grosso, empinado, a cabeça escura brilhando um pouco. Eu assustei. As mãos tremeram na hora de limpar a mesa. Mas ele não falou nada, só continuou lendo no sofá como se nada fosse. Eu limpei, varri, lavei louça, tudo com a calcinha encharcada. Já nem ligava tanto de ver. Mas ficava sempre molhada. Sempre.
Duas semanas depois, no final do dia, eu pedi pra conversar.
Ele estava nu, sentado na poltrona do escritório, o pau mole descansando na coxa.
— Senhor… se a proposta ainda estiver de pé… eu aceito.
A voz saiu baixa, quase sem força. Ele ergueu o olhar e sorriu de leve.
— Está de pé. Combinamos então. Na próxima vez que você vier trabalhar, chega, tira a roupa na sala e deixa pendurada no cabide. A partir daí, fica nua o tempo todo.
Eu só balancei a cabeça. Não consegui falar mais nada.
O dia chegou.
Eu acordei cedo, o estômago revirado. Vista o vestido como sempre, mas por baixo já estava sem calcinha. Só o sutiã, porque não aguentei sair de casa sem. O caminho até a casa dele foi o mais longo da minha vida. Cada passo me lembrava do que eu ia fazer.
Cheguei. Bati na porta. Ele abriu, já nu. O pau mole, pesado, balançando. Me olhou e deu um passo pro lado.
— Pode entrar.
Eu entrei. A sala estava quieta. O cabide de madeira estava ali, perto da porta, esperando. Minhas mãos tremiam. Eu não conseguia olhar pra ele direito.
Comecei pelo vestido. Puxei o zíper devagar, sentindo o tecido escorregar pelos ombros. Ele estava parado a uns dois metros, os olhos em mim. Não falava. Só olhava. Cada centímetro que o vestido descia, eu sentia o olhar dele queimar a pele. O vestido caiu no chão. Fiquei só de sutiã. Meus peitos grandes subiam e desciam rápido com a respiração. Eu engoli seco e levei as mãos atrás das costas. Destranquei o sutiã. O tecido soltou. Os peitos caíram livres, pesados, os bicos escuros já duros. Eu ouvi ele soltar o ar pelo nariz, bem baixinho. O pau dele começou a endurecer na minha frente, subindo devagar enquanto eu tirava o sutiã e pendurava no cabide.
Agora só faltava a calcinha. Mas eu não estava de calcinha. Eu já tinha tirado em casa. Então, quando o vestido caiu, eu já estava nua da cintura pra baixo. A buceta peluda à mostra, os pelos densos e pretos, já úmidos de vergonha e de desejo. Eu senti o ar quente tocar os pelos. Meu rosto esquentou tanto que eu achei que ia pegar fogo.
Ele não desviou o olhar. Olhou cada detalhe. Os peitos pesados, a barriga macia, a curva do quadril, e principalmente a buceta peluda. Eu vi o pau dele ficar completamente duro, grosso, empinado, a cabeça escura brilhando. Ele engoliu em seco.
Eu peguei o vestido e o sutiã e pendurei no cabide, bem direitinho, como ele tinha pedido. Depois fiquei parada, nua, as mãos tentando cobrir alguma coisa e não conseguindo. Os peitos pesados demais, a buceta peluda demais. Eu tremia inteira.
Ele deu um passo mais perto. A voz saiu baixa, rouca:
— Pode começar o serviço, Bruna.
Eu balancei a cabeça, o sorriso tímido aparecendo sem eu querer, e fui em direção à cozinha. Nua. Os peitos balançando a cada passo. A buceta peluda latejando. E ele atrás de mim, o pau duro apontando, olhando cada movimento que eu fazia.