Depois da lua de mel voltamos para Coari. Alugamos um apartamento pequeno num bairro tradicional. Era o primeiro do corredor, porta de frente para a escada, e uma janela grande que dava direto para o corredor. Quem passava conseguia ver a sala inteira se a cortina estivesse aberta. O apartamento tinha só uma sala, cozinha americana, um quarto e um banheiro. Simples. Quente. Sem ar-condicionado. O Jair começou a trabalhar como professor na zona rural. Quinze dias na comunidade, quinze dias na cidade. Eu ficava sozinha. Nos primeiros dias ainda usava camisola, shorts, qualquer coisa. Mas o calor de Coari era pesado, grudento, entrava pela pele. Um dia, no meio da tarde, fechei a porta, puxei a cortina da janela até o fim e tirei tudo. A blusa, o sutiã, a saia, a calcinha. Fiquei nua no meio da sala. Foi libertador. A pele morena inteira ao ar, os seios médios livres, a bunda grande sem nada apertando, os pelos da minha buceta sentindo a brisa quente que entrava pela fresta da janela. Lembrei da aldeia. Das mulheres andando sem vergonha. Dos homens com o pau balançando sob a tanga. Entendi a sensação. O corpo leve. O corpo meu. A partir daquele dia comecei a ficar nua o tempo todo. Só fechava a cortina quando ouvia passos no corredor. O resto do tempo andava pela sala, pela cozinha, pelo quarto, os peitos balançando, a buceta peluda à mostra, o suor escorrendo entre as coxas. Quando o Jair voltou, depois dos quinze dias, abriu a porta e me encontrou assim. Eu estava na cozinha americana, de costas, mexendo algo no fogão. Ele parou. Olhou. Eu virei devagar, os seios médios, a bunda grande, a buceta peluda bem na frente dele. — Ana… A voz dele saiu rouca. Achei estranho, disse. Mas o pau dele já estava duro dentro da calça. Eu fui até ele, baixinha, a pele quente colada no corpo dele ainda vestido. — É a liberdade — eu falei baixinho. — Lá na aldeia… eu vi. Agora eu entendo. Aqui dentro, é só a gente. Ele não falou mais nada. Tirou a camisa, a calça, a cueca. O pau grande, peludo, de dezoito centímetros, balançou pesado quando ficou livre. Eu olhei. Lembrei das tangas da aldeia. Do jeito que apareciam. Agora era o dele, só nosso, balançando pela sala enquanto ele andava atrás de mim. A partir daí ele também ficou nu em casa. Os quinze dias que passava comigo, andávamos os dois sem roupa. Eu, a crente tímida de pele morena e bunda grande, cozinhando nua, sentada no sofá com as pernas abertas, os pelos da buceta à mostra. Ele, o pau grosso e peludo balançando a cada passo, às vezes já semi-duro só de me olhar. Quando eu passava perto da janela e ouvia passos no corredor, o coração acelerava. A cortina ainda estava fechada… mas a possibilidade existia. E isso me deixava molhada. Uma tarde ele me pegou na sala, me empurrou contra a parede perto da janela, ergueu uma das minhas pernas e enfiou de uma vez. O pau de dezoito centímetros sumiu inteiro dentro da minha buceta peluda. Eu gemí alto, as mãos nas costas dele, a bunda grande batendo na parede. Lá fora alguém subia a escada. Os passos pararam um segundo perto da nossa porta. Eu apertei os olhos, gozei em silêncio, o corpo tremendo, o gozo escorrendo pelos pelos enquanto o Jair gozava fundo, enchendo. Quando os passos se afastaram, ele riu baixo no meu pescoço. — Nossa casa agora — sussurrou. — Do nosso jeito. Eu só assenti, ainda ofegante, a pele morena colada na dele, o pau ainda dentro de mim, balançando devagar enquanto escorria.
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