Você precisa entender… eu era Adventista. Cresci ouvindo que o corpo era sagrado, que a nudez era vergonha, que olhar era pecado. E agora eu passava três dias por semana completamente nua na casa de um homem de quarenta anos, vendo ele transar com a namorada no sofá, o pau dele melado, a buceta dela escorrendo… e eu molhada o tempo todo. O segredo estava me comendo por dentro. Então, numa noite, depois do jantar, eu chamei papai e mamãe pro quarto e fechei a porta.
Eles sentaram na cama. Eu fiquei em pé, o coração batendo tão forte que eu sentia no pescoço.
— Eu preciso contar uma coisa… sobre o trabalho.
Contei tudo. Do começo. Da proposta. Do dobro do salário. De eu ficar nua. De ver o patrão nu todos os dias. Da namorada que apareceu. De eles transarem na minha frente. Minha voz tremia. Eu não conseguia olhar nos olhos deles.
Papai ficou vermelho. Mamãe levou a mão à boca. O silêncio foi tão pesado que eu ouvi o relógio da sala.
— Bruna… — mamãe falou primeiro, a voz baixa. — Isso é… pecado. É errado.
— Eu sei — eu respondi, quase chorando. — Mas o dinheiro… a gente tava precisando tanto.
Papai ficou calado um tempo. Depois suspirou fundo.
— O salário tá ajudando pra caramba, filha. Remédio da sua mãe, comida, a conta de luz… Se você conseguir continuar… se não tiver violência, se ele não te forçar… a gente precisa desse dinheiro.
Mamãe olhou pra ele, preocupada, mas não discordo. Eu fiquei assustada. Esperava grito, bronca, ordem pra largar o emprego. Em vez disso, eles aceitaram. E, ao mesmo tempo, eu senti um alívio enorme. Não era mais segredo. Alguém sabia.
Naquela noite eu dormi agitada. Sonhei com o pau do patrão e com o olhar do meu pai.
No dia seguinte acordei cedo. A casa ainda estava quieta. Papai e mamãe dormindo. Eu fiquei deitada um tempo, o coração acelerado, pensando. Se eles já sabiam… se já tinham aceitado… por que eu ainda precisava me vestir toda em casa?
Levantei. Tirei o vestido de dormir. Fiquei só de calcinha e sutiã. Os dois brancos. A calcinha de renda transparente na frente — aquela que eu tinha comprado escondida semanas atrás. Os pelos pretos e densos da minha buceta apareciam nitidamente através do tecido. O sutiã também de renda, apertando os peitos grandes, os bicos escuros marcando.
Saí do quarto assim. Fui pra cozinha. Comecei a fazer o café. Os peitos pesados balançavam a cada movimento. A calcinha transparente deixava tudo à mostra. Eu sentia o ar quente do Amazonas na pele.
Ouvi a cama ranger. Passos. Papai apareceu na porta da cozinha, ainda de short. Parou. Os olhos dele desceram direto pra calcinha. Ficaram fixos nos pelos que a renda não escondia. Depois subiram pros peitos. Ele engoliu em seco. Não falou nada por uns segundos.
— Bruna… o que é isso?
A voz dele saiu rouca.
Mamãe apareceu atrás, de camisola. Olhou, franziu a testa.
— Filha…
Eu virei, o rosto quente, mas a voz saiu mais firme do que eu esperava.
— Eu… eu me acostumei na casa do patrão. Ficar nua. E como vocês já sabem e aceitaram… eu vou ficar assim também em casa. Pelo menos quando a gente estiver só.
Papai não tirou o olhar da minha buceta. A calcinha transparente marcava tudo. Eu vi o short dele se mexer um pouco. Mamãe ficou preocupada, mordia o lábio, mas não mandou eu me vestir.
Eu terminei o café assim. Depois fui pro banheiro. Tomei banho demorado, a água escorrendo pelos peitos, pela buceta peluda. Quando saí, me enxuguei só pela metade. A toalha estava no ombro, o corpo inteiro nu, a pele escura ainda brilhando de água. Passei na frente do pai, que estava sentado na sala. Ele levantou os olhos. Olhou meus peitos pesados, a barriga, a buceta peluda molhada, as gotas escorrendo pelas coxas. Não desviou. Eu senti o olhar dele queimar cada centímetro. O coração bateu forte. Medo. Vergonha. E um calor estranho entre as pernas.
A partir daquele dia, eu fiquei nua em casa também.
E no trabalho.
Você não imagina como era… chegar em casa, tirar tudo, e ver o pai tentar não olhar, mas olhar mesmo assim. A mãe ficava quieta, preocupada, mas o dinheiro continuava entrando. E eu… eu ia me acostumando. Os peitos livres, a buceta peluda ao ar, o segredo agora compartilhado.
Mas lá no fundo, eu ainda tremia.
Porque agora não era só o patrão que me via nua.
Era o meu próprio pai.