A tarde estava quase terminando quando a notícia se espalhou pelo andar: uma reunião de última hora. Seis empresários de um grupo de investimentos de São Paulo tinham chegado sem aviso prévio. Junto com Ramos, Veiga, Silveira e mais três diretores da casa, a sala de reuniões ficou com exatamente doze homens. O clima era tenso. O negócio era grande — muito grande. Se fechasse, a empresa dobraria de faturamento em menos de um ano. Mas os visitantes estavam frios, objetivos, difíceis de convencer. Ramos já tinha tentado de tudo: números, projeções, champagne… nada parecia derreter a resistência deles. Foi aí que Jaqueline, que observava tudo da porta entreaberta, se aproximou do chefe e sussurrou no ouvido dele: — Patrão… deixa eu mandar a Camila servir o café. Ramos olhou para ela, compreendeu na hora e sorriu de lado. Minutos depois a porta se abriu. Camila entrou empurrando o carrinho de café, ainda vestida apenas com o vestidinho branco transparente do castigo da manhã. Os saltos altos faziam o tecido subir a cada passo. Os doze pares de olhos se viraram na mesma hora. Jaqueline entrou logo atrás, o sorriso sereno e no controle. — Senhores, esta é a Camila, nossa recepcionista mais nova. Ela vai servir vocês. Ramos se levantou, puxou a ruivinha pelo braço até o centro da sala e falou com a voz calma de quem estava prestes a fechar um contrato: — Camila, se apresenta para cada um dos nossos visitantes. Individualmente. Bem pertinho. Do jeitinho que a Jaqueline te ensinou. Camila olhou para Jaqueline com desespero. A supervisora apenas assentiu, ainda sorrindo, e fez um gesto com a mão: pode começar. A jovem se aproximou do primeiro empresário, as pernas tremendo. Tirou o vestido na frente dele, ficando nua, e falou com a voz embargada, forçada por Jaqueline a manter um sorriso trêmulo no rosto: — M-meu nome é Camila… essas são as minhas tetas… e essa é a minha boceta quase virgem… Jaqueline corrigiu baixinho atrás dela: — Sorrindo. E fala que ainda ninguém quis te foder. Camila forçou o sorriso, as lágrimas escorrendo mesmo assim: — Ainda… ainda ninguém quis me foder… mas isso vai mudar logo… Ela repetiu a apresentação para o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto e o sexto visitante. Cada vez mais perto, cada vez mais exposta, cada vez sendo obrigada por Jaqueline a mudar pequenos detalhes e a manter o sorriso no rosto destruído de vergonha. Os seis homens de São Paulo não disfarçavam mais. Os olhos brilhavam. O negócio, de repente, parecia muito mais interessante. Quando terminou a última apresentação, Ramos bateu palmas. — Agora sobe na mesa, Camila. Dança para os senhores. Jaqueline puxou a ruivinha pela mão, ajudou-a a subir na longa mesa de reuniões e ordenou: — Rebola. Devagar. E sorrindo. O tempo todo. Camila, nua, de saltos, começou a dançar em cima da mesa de madeira. O corpo branco cheio de sardas ondulava sob as luzes fortes da sala. A bunda grande rebolava, os seios balançavam, a boceta rosinha aparecia a cada movimento. Jaqueline ficava ao lado, corrigindo a postura, obrigando-a a sorrir mesmo com o choro escorrendo, e falando alto para todos ouvirem: — Conta para eles, Camila. Fala que você ainda é virgem. A jovem, ainda rebolando, forçou a voz doce e sorridente que Jaqueline exigia: — Eu… eu ainda sou virgem… nunca ninguém quis me foder… mas a Jaqueline está me ensinando… logo logo qualquer um de vocês vai poder usar todas as minhas roupinhas… Jaqueline deu um tapa leve na bunda dela e completou: — Pede desculpa por ainda ser tão iniciante. E fala que da próxima vez vai estar melhor. Camila, as lágrimas caindo sobre a mesa, sorriu o sorriso mais falso e quebrado do mundo e disse: — Me desculpem por ainda ser tão ruim… da próxima vez eu prometo que vou estar bem melhor… é só vocês fecharem o negócio e voltarem… eu vou estar à disposição de todos… O silêncio na sala durou apenas dois segundos. Depois um dos empresários de São Paulo bateu na mesa e soltou uma gargalhada grave. — Fechado. Queremos o contrato amanhã na nossa mesa. E queremos ela presente na assinatura. Ramos sorriu como um homem que tinha acabado de ganhar na loteria. Os outros diretores bateram palmas. Jaqueline ajudou Camila a descer da mesa, ainda nua e tremendo, e beijou a testa da ruivinha com falsidade carinhosa. — Muito bem, minha aluna — sussurrou só para ela. — Você acabou de salvar um contrato milionário… sorrindo.
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