Passado o tempo, o aviso soou no quarto. Era hora de retornar ao ofurô. A regra era clara, primeiro as mulheres. Carolina saiu primeiro, segurando a chave do quarto A feminino. Pouco depois, Ângela apareceu com a chave B feminino, seguida por Bianca, do quarto C feminino. As três ficaram juntas. O vapor do ofurô não conseguia dissolver a tensão no ar. Logo depois, os homens. Paulo entrou primeiro, do quarto A masculino, seguido por mim, do B masculino. Por último, Bruno, do C masculino. Seis corpos. Uma só sala. Paulo, anfitrião por excelência, ofereceu cervejas geladas. O gesto trouxe uma normalidade aparente, mas o clímax já tinha mudado de lugar. Bruno sentou-se perto de Carolina, com o olhar curioso e inquieto. Queria perguntar com quem ela estivera, mas não se atrevia. Bianca se aproximou de mim, carregando nos olhos a pergunta que também não ousava fazer. Carolina, percebendo o clima, aproximou-se de Bruno e reforçou a versão conhecida. O jogo de olhares era silencioso, mas intenso. Paulo observava tudo. Ângela também, escolhendo não agir. Bianca sentia o peso de possibilidades recém-descobertas. Bruno oscilava entre familiaridade e inquietação, tentando decifrar o que acontecera. A noite avançava sem que ninguém se levantasse para ir embora. O ofurô deixava de ser apenas cenário, o tempo já não importava. Foi Bianca quem quebrou o silêncio. Isso tudo me deu muita fome. A frase pousou no vapor como algo que ninguém quis analisar. Riram. Um riso coletivo, quase grato por uma saída que não exigia explicações. Eu me adiantei antes que o momento se perdesse. Disse que dava pra fazer algo rápido. Nada elaborado. Só comida. Ângela sorriu de um jeito específico. Nossa, vamos sentir então os dotes culinários do Coronel. E olhou para Paulo. Não foi provocação. Foi posicionamento. Paulo entendeu na hora. O comentário fazia mais do que brincar, ele reorganizava a narrativa. Ângela se colocava no centro da experiência, deixava claro sem dizer que não havia mistério a ser disputado, ela havia ficado com o Coronel. O peso que ela tinha percebido no olhar de Bruno se dissolveu ali. Carolina não precisava ser defendida. O eixo tinha sido ajustado. Saímos todos do ofurô como estávamos. Como se o corpo nu tivesse deixado de ser evento e virado apenas estado. Na cozinha, o som das panelas redefiniu a casa. Antes de começar, hesitei. Talvez seja melhor eu vestir alguma coisa pra cozinhar. Ângela respondeu antes que o silêncio criasse outra camada. Ah, não. Eu gosto de apreciar o que você possui na frente. Disse rindo, mas não brincando. Bianca concordou rápido demais: Também prefiro assim, mostrando o que nos levou a ficar curiosas. Carolina ficou em silêncio. Preparei o que havia, carne do churrasco com arroz integral e, feijão já pronto enriquecido com bacon e presunto, uma salada simples, de tomate cereja e fatias de manga. A cerveja continuava gelada. As panelas, quentes. Bianca trouxe outra garrafa e, ao me entregar, disse baixo. Quero você ainda hoje Coronel, se não tiver outro plano. Paulo comentou, com naturalidade. Hoje minha esposa certamente não me quer. Ângela respondeu sem hesitar. Paulinho depois do que vivi no quarto B, sou muito grata a você, e posso te confirmar que a mandioca bruta do Coronel e melhor do que imaginei.. Paulo sorriu. Viu, Coronel? Deixou minha esposa apaixonada por essa mandioca bruta. Como disse mais cedo o Bruno la na piscina, amor de pica onde bate fica, e sorriu. Quem será a próxima? Bruno alternava olhares entre Carolina e Bianca, tentando se situar. A tensão flutuava, densa e muda. Levamos a comida à mesa. Antes de servir, Ângela fez algo inesperado. Coronel que coisa deliciosa o senhor fez hoje aqui, para nos deliciar. Ela levantou-se e disse. Mas antes de jantar, quero agradecer de outra forma. Vem aqui, por favor. Eu fui. Quando cheguei perto de Ângela, ela se ajoelhou e começou a chupar o meu kct. Ela me mamava me olhando. O gesto falou por si. Silêncio absoluto. Paulo observava. Carolina e Bianca observavam. Bruno tentava decifrar o que via. Ângela interrompeu primeiro, com naturalidade. Nossa que delícia. Fiquem à vontade, meninas. Vamos agradecer ao Coronel. Bianca se moveu, veio até Ângela, e assim que a anfitriã se levantou, Bianca se ajoelhou e começou a me mamar. Olha que safada, mama com vontade. Agora é sua vez prima, vem agradecer pelo jantar o Coronel. Carolina veio até mim se ajoelhou e mamou gostoso, sob olhares silenciosos de Bruno que não respondeu estava processando a reorganização dos papéis diante dele. Quando a luz voltou a fazer sentido, os pratos estavam vazios. As cervejas suavam. Cadeiras fora do lugar. Paulo recolhia tudo na pia, ancorando a casa no mundo real. Bianca estava tranquila. Carolina estava perto de Bruno, mas não colada. Ângela observava tudo, consciente, sem pressa. Eu permanecia em silêncio. Ninguém falou em ir embora. Mas ninguém precisava provar mais nada. Com o ambiente voltando a si, Ângela decidiu não deixar o silêncio persistir. Queria literalmente colocar fogo no parquinho. Recostou-se na cadeira, cruzou os braços e olhou direto para Bruno. Futuro sargento Bruno, do Corpo de Bombeiros Militar, o que houve contigo? Parece que aquela vontade de dividir a sua namorada, ou melhor a ver sendo comida por outro maxo, não existe mais? Bruno não respondeu. Mas algo nele havia se ajustado. Fantasia é confortável. Realidade exige estômago, disse Ângela. Carolina completou. Eu disse que dividir não é sobre oferecer. É sobre sustentar depois. Ângela assentiu. Agora sim estamos falando a mesma língua. Então Ângela decidiu avançar: Acho melhor vocês dois conversarem a sós. Carolina chamou Bruno, e eles se retiraram rumo à piscina sob o olhar da lua. Ficamos nós quatro na cozinha. Ela achava que ele estava pronto, eu não, disse Ângela. Paulo riu. Não é simples. Bianca olhou para mim. Ângela percebeu. Você quer ficar, e experimentar o Coronel. É para isso que eu estou aqui, respondeu Bianca, sem rodeios. Ângela riu. O que acha de nós quatro fazermos um bacanal? Você é louca, Ângela! Disse Bianca, ainda sorrindo. Eu gosto de viver respondeu Ângela, firme e divertida. Paulo voltou com quatro garrafas de cerveja. Eles ainda não voltaram? Ali vai demorar disse Ângela. Bianca piscou para Ângela. Diga para o Major Paulo o convite que nos fez. Qual convite? Perguntou Paulo. De fazermos um bacanal nós quatro, respondeu Ângela, com o sorriso que não precisava de palavras. Nossa que delícia de loucura! Eu quero! Disse Paulo, rindo. Ângela olhou para Bianca. Viu, Bianca? Um bom corno não foge à luta, ou melhor não deixa sua esposa na vontade com uma pica deliciosa dessa. Ângela não pediu. Determinou. Vai, Paulo. Arruma um quarto para nós quatro. Não havia desafio na voz. Havia certeza. Paulo assentiu sem palavra alguma e desapareceu pelo corredor. Ele sabia exatamente qual quarto escolher não o mais óbvio, mas o mais neutro, aquele que não carregava história demais. Preparar o espaço era, para ele, uma forma de participar sem disputar centro. Bruno e Carolina demoraram mais do que se imaginava. Não romperam, mas também não voltaram ao ponto anterior. Quando retornaram, sabiam que aquela noite seguiria por outro trilho. A gente vai indo, disse Carolina. Ângela assentiu com respeito. Os caminhos estavam traçados. Nós quatro seguimos adiante. Não por excesso, mas por presença. O quarto nos esperava. A casa silenciava. O que aconteceu ali não precisava ser narrado para existir. Algumas noites não se contam. Elas se assentam. E cada um leva consigo exatamente aquilo que estava pronto para sustentar. As fotos foram tiradas por Ângela, enquanto eu comia gostoso Bianca e ela chupava Paulo. Já as outras fotos, são as outras histórias que foram acontecendo com as pedaladas e as conversas, com os outros integrantes do GRUPO DA BIKE, que com o tempo irei compartilhando.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.