Almas Gêmeas - Parte 6

O Teste << ESTAVA PRONTA para tirar a roupa e dar o meu melhor no teste de modelo. Mas não fiquei nua de imediato; mestre Vilânio me entregou uma túnica de renda fina e angelical para vestir sobre minhas duas peças de lingerie. Ele pegou leve comigo; considerei como uma ponta de generosidade.
Empunhando o equipamento digital, ele tirou uma série de fotos da minha brincadeira com o Amir. Não fiz poses; era para parecer natural. Também fez um vídeo curto.
Ao final, o profissional exibiu o resultado e elogiou a minha intimidade com a lente da câmera. “Mas você precisava se soltar mais ao interagir com o cão.” Foi sua observação.
— Tente vê-lo como um humano, abandone a timidez e faça o que tiver vontade. Ignore a minha presença, seja ousada; o importante é a interação entre vocês dois.
Tentei não demonstrar o quanto de medo ainda sentia do Rottweiler, embora tenha comentado a respeito da minha preocupação dele ficar montando em mim.
Ele sorriu e disse:
— Esse cachorro amou você, Gisele, nunca vi o safado tão enamorado.
Sugeriu meu empenho em fortalecer os laços de intimidade com o cão; assim conquistaria a obediência dele. O animal é uma figura fundamental no projeto — disse o artista — e estará constantemente interagindo com a figura feminina.
Fiquei assustada com a expressão: laços de intimidade. Espero ter entendido errado.

Chegou a hora de ficar pelada. Naquela segunda sessão, ele desenharia meu corpo sem as lingeries. Fui para trás do biombo tirar as duas peças íntimas.
Podemos considerar que retornei nua, em razão de a túnica ser cem por cento transparente.
Ele manteve o ar de profissionalismo e mostrou uma das minhas primeiras fotos para eu adotar a mesma pose e expressão séria. Acomodei-me no divã sob sua orientação, e imediatamente veio-me à mente a lembrança do Leonardo DiCaprio desenhando a garota. Não segurei o sorriso.
— O que foi, Gisele?
— Nada, não, lembrei do filme Titanic.
— Comparada à moça do filme, você ganha em beleza — disse, olhando fixamente para mim, sem esboçar o menor sorriso. Deixou-me ainda mais acanhada.

Por mais de uma hora, mantive a pose e expressão. Chegou um momento no qual a minha nudez não era mais um incômodo; foi até divertido, fiquei excitada várias vezes ao perceber minhas partes íntimas sendo atenciosamente observadas pelo coroa.
O desenho ficou pronto e ficou lindo. O mestre era muito talentoso. Meu corpo tomava quase toda a tela de tamanho médio (50x70, soube depois). Elogiei seu trabalho; em troca, recebi seus parabéns e os votos de bem-vinda.

Fui aprovada pelo mestre Vilânio. E agora? Minha atividade no ateliê teria em torno de duas horas, começaria minutos após o término das minhas aulas no instituto, ou seja, após o crepúsculo. Isso impossibilitaria o meu retorno a Mogi no ônibus dos estudantes. Recomendaram-me a pernoite de segunda a sexta no alojamento do instituto. Para tanto, precisaria da aprovação dos meus pais.
“Não me decepcione, mocinha!” Foi a frase da inspetora Berta, após prometer foder com a minha vida, caso eu não conseguisse a vaga. Portanto, era primordial a aprovação do seu Pedro e da dona Lúcia Helena.

A minha preocupação aparentemente foi em vão, pois meus pais não esboçaram a menor reação contrária. Com antecedência, ficaram sabendo do teste e da minha possível aprovação. Isso ocorreu por intermédio do tio Agenor, durante a reunião mística frequentada pelos meus pais. Meu tio deu sua bênção. “Ela só tem a ganhar estudando artes plásticas com um artista renomado. Dará robustez na evolução do seu aprendizado.” Dissera-lhes ele.
Achei tudo isso fácil demais; havia algo estranho naquele universo que fugia à minha compreensão, pois meu tio deu ênfase às aulas de desenho e pintura, omitindo as de modelo. Eu não seria tonta em revelar todos os detalhes, pois dei graças aos céus por ter dado tudo certo.

Sobre essa tal reunião mística: ocorria todas as quintas-feiras em alguma casa em Mogi ou em Águas Turvas. Tio Agenor era o responsável e instrutor; soube apenas isso, não soube se era algo sagrado ou profano. Meus pais diziam que não podiam comentar a respeito e meu tio-avô só dizia:
— É um ritual secreto, filha, em que ensinamos as pessoas a se encontrarem com o divino.
Deixei quieto o assunto, pois também tinha os meus segredos e telhado de vidro.

***

Festinha de 18 anos.

>> “VOCÊ NÃO VAI BUSCAR a bicicleta?”
“Hmmm… Você quer comemorar o aniversário na companhia do doutor, né, safadinha?”
“Deixa de ser boba, Gisa.”
“Confessa. Ele é muito delicinha, né?”
Meu bate-papo mental foi interrompido pela invasão do meu quarto pelo meu primo Vitor. Ele me viu só de calcinha, escolhendo uma roupa.
— Pô, garoto, bate na porta antes de entrar! — falei brava, cobrindo os seios com as mãos.
— Desculpa. Minha mãe mandou avisar que hoje é seu dia de lavar os banheiros — falou o safado mirim.
— Já ouvi, agora sai!
Ele saiu sorrindo, após ter visto o que queria.
“Belo presente de aniversário: lavar banheiros.”
“Não vejo a hora de sair dessa casa; a bruxa acha que sou sua escrava.”
“Odeio esse moleque, ele é tão sem noção quanto seu pai."

Naquele mesmo dia, era comecinho de noite quando cheguei na casa do médico para pegar minha bike.
— Trouxe o seu jaleco, doutor, obrigada!
— Uma pena você ter escapado da chuva hoje.
— Nossa! Como você é cruel. Gostou de me ver molhada, né, doutor Enrique?
— Amei, você ficou sensual demais — falou o bonito, todo cheio de malícia. — E vestida só com o jaleco, foi de enlouquecer.
— Eu posso vestir, se você quiser — falei e sorri, também expressando a minha malícia.
“Você é tão oferecida.”
“Eu acho que ele gosta assim.”
— Adoraria. Quer ir lá se trocar, enquanto eu pego uma bebida?
— Boa ideia, doutor! Daí você me dá os parabéns e a gente brinda.
— Por qual motivo? — Você tirou um 10 hoje? — falou em tom de brincadeira.
— É algo mais legal.
— Então me conta, estou curioso.
— É meu aniversário de 18 anos.
— Mas você não disse que foi no dia 5 de maio?
— Foi uma mentirinha só para você ficar tranquilo naquele dia. Afinal, o que são duas semanas, né?
— Gisele, Gisele! Eu ainda acho que você continua me enganando.
— Agora estou falando a verdade, eu juro.
— Deixa eu ver a sua carteirinha de estudante.
“Hihihi, se ferrou, esperta!”
— Não prefere ver a minha identidade? — perguntei sem esperar por resposta, pois já havia tirado o meu documento da mochila e entreguei-o para ele.
O homem examinou-o com atenção, antes de dizer:
— Gisele Helena Zaratton… É um nome muito bonito.
— Obrigada.
“Trapaceira duma figa!”
O homem continuou atento aos dados do meu documento, como se fizesse um cálculo de cabeça.
— 18 anos. Parabéns, Gisele, feliz aniversário.
— Obrigada. Não vou ganhar um abraço e um beijo?
— Claro que vai — disse o homem e abraçou-me pela cintura, quase me levantando. Fiquei nas pontas dos pés e agarrada ao seu pescoço para ganhar o beijo de feliz aniversário. A nossa diferença de altura não era um obstáculo para a troca de carícias; senti a protuberância abaixo de sua cintura, ganhando volume e pressionando meu ventre.
— Uau! Que química doida é essa?
— O que foi, doutor?
— É você, garota.
— Fiz algo errado?
— Você me deixa louco de tesão, gatinha.
— Ufa! Isso é bom, né?
— Isso é maravilhoso, sua linda.
Ele sugeriu irmos para o interior da sua residência.
— É hora de relaxar. Preciso de uma ducha quente depois de um dia de trabalho complicado.

Mandei uma mensagem de áudio para meu tio Armando, menti que estava na casa de uma amiga.
— As meninas fizeram uma festinha surpresa para mim; voltarei para casa mais tarde.

O médico não fez um tour comigo pelo interior da casa; fomos direto para o seu quarto — uma suíte.
Fiquei ansiosa, aguardando ele tomar sua ducha, já sem minhas roupas e com o jaleco nas mãos. Peguei o copo de uísque deixado por ele. Bebi um gole, dois… Bebi tudo.
“Para de beber isso.”
“É para desinibir.”
Não vesti o jaleco, fui nua até o banho, atrás do homem.
“Aonde você vai, sua louca?”
“Tomar um banho a dois. É muito gostoso.”
— Posso entrar? — falei, antes de ultrapassar a porta.
— Entra, minha linda, vem aqui.
“Falhou! Ele já está se enxugando.”
— Já tomou banho, seu ligeirinho? — falei, zoando. — Queria ensaboar você.
— Foi uma duchinha rápida. Mais tarde a gente se ensaboa.
— Vou cobrar, viu? — falei, fazendo charminho e biquinho.
— Vem cá, amor — disse ele, ao largar a toalha e estender-me os braços.
Receber um abraço gostoso de um corpo nu e cheiroso é muito excitante, ainda mais quando é seguido de um beijo carregado de desejos; daí é só alegria.
Com as mãos pouco abaixo da minha bunda, o homem ergueu meu corpo. Abracei seu pescoço e enlacei sua cintura com as pernas. O grandalhão não demonstrou esforço ao permanecer em pé, sustentando meu corpo e iniciando a penetração. Ah! Foi maravilhoso sentir o contato robusto daquela pegada.
“Ai! Que gostoso.”
“Não falei, ele é muito delicinha.”
Os minutos seguintes foram de movimentos intensos. Meu gemido era um choro de prazer fluindo no ritmo das estocadas vigorosas.
Eu já gozava gostoso quando ele caminhou uns passos e prensou minhas costas contra a parede de azulejos. Ahhh! Foi o melhor momento daquela noite: sua pegada máscula de estocadas fortes, seus urros animalescos no momento do seu gozo e meu orgasmo múltiplo me enlouquecendo. Foi perfeito, o melhor presente de aniversário que já tivera.
“Uau! O que foi isso, Gisa?”
“Anotou a chapa do trem?”
“Hahaha.”

Mais tarde, após a festinha realizada no interior do quarto, com pizza, champanhe e muito sexo, nós adormecemos.

Acordei assustada e mal consegui abrir os olhos de tanto sono. Estranhei a cama, mas reconheci o homem pelado dormindo ao meu lado sob o edredom. A ficha caiu rápido.
“Caralho! Que horas são?”
“Muito tarde, com certeza.”
“Ai! Essa cólica é sinal de que vai descer.”
“Eu acho que foi o uísque.”
O relógio de cabeceira marcava 11h45 da noite. Tirei o celular do modo avião e mandei uma mensagem de texto para o meu tio: “Dormirei aqui na casa da minha amiga, voltarei amanhã cedo.”
Não houve resposta. Provavelmente já estava dormindo. Desliguei o celular; era meia-noite. Teria voltado a dormir, não fossem os braços me pegando enquanto ainda estava de costas para o homem. Foi uma surpresa agradável sentir o calor do seu corpo e suas mãos macias em meus seios super sensíveis naquele dia. Sua ereção pediu passagem no vão das minhas coxas e se aconchegou gostoso comigo. Ele tinha razão, a química entre nós era incomum; fiquei encharcada ao primeiro contato da sua pele na minha. Sob seu comando, minha perna levantou e seu membro deslizou deliciosamente para dentro da minha vagina. Com os corpos fundidos, a aceleração dos golpes foi progressiva. Começou suave, passou a forte e culminou numa intensidade insana. “Deeeus! Que homem gostoso.” Foi o comentário mental ao atingir mais um momento de clímax naquela noite. Porém, ao sentir o pulsar do seu pênis; não houve tempo para emitir um alerta… Ele gozou e despejou seu sêmen lá dentro.
Até a voz interna se calou com a preocupação, mas só por míseros segundos, pois demos um foda-se e continuamos a saborear o instante único.
Aquela transa de ladinho fechou a noite com chave de ouro.

“Foi mil vezes melhor do que uma festa de debutantes. Eu te amo, Enrique.”
“Pega leve, garotinha, ele só quer sexo.”
Travava esse bate-papo mental no banheiro, sentada no vaso, minutos após ter recebido a ejaculação do homem. E segundos após expeli-la, junto com a menstruação, vinda em um momento providencial. Ufa!

Continua.


Foto 1 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 6

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Almas Gêmeas - Parte 6

Codigo do conto:
257212

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
18/03/2026

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