Almas Gêmeas - Parte 30: Final.

<< Giovana, o retorno.
Durante dias e noites, continuei sentindo a presença da Giovana. Ficava agoniada por não conseguir entender o sentido de tudo isso; queria ouvir alguma recomendação daquela energia da outra dimensão, mas era como se ele tivesse me ordenado: “Você agora está por sua conta, vai lá e faça a sua parte. Voltaremos a conversar quando você morrer outra vez.”

Mas eis que, na penúltima noite de internação, a minha crença em milagres foi reforçada. Isso aconteceu quando estava sozinha no quarto do hospital.
“Meu Deus do céu! O que aconteceu, Gisa? O que você está fazendo no meu corpo?”
Minha irmã Giovana falou comigo pela primeira vez, por telepatia, igual nos sonhos: a gente entende o que a pessoa está falando, mas não tem som. Não fiquei surpresa, nem me assustei; ansiava por esse momento desde quando acordei no corpo dela, sentia em meu íntimo que sua alma permanecia ali.

Respondi à sua pergunta, emitindo som normalmente.
— Não foi ideia minha, Gi, estou tão confusa quanto você.
"O que você fez que eu não consigo mexer meu corpo? Eu só o sinto."
— Não fiz nada, eu juro.
"Não precisa ficar gritando, sua louca, fala em pensamento."
A Giovana tem um QI um pouco acima da média; seu raciocínio lógico faz a gente parecer burra. Parei para raciocinar, então falei com ela como se falasse comigo mesma, em pensamento.
"Você consegue me ouvir?"
"Consigo."
“Acho que funciona só quando eu realmente tenho a intenção de falar com você."
“Faz sentido”, disse ela.
"Então você não ouve meus pensamentos?"
"Não ouço." Você ouve os meus, Gisa?"
"Peraí, deixa eu ver. Hmmm… Você está pensando agora?" — perguntei.
"Estou pensando em como me livrar de uma louca que habita em mim."
"Para de me chamar de louca, Gi! Ou vou acreditar que sou mesmo."
“Sou mesma.”
“Sou mesma o quê?”
“Deixa pra lá.”

Em resposta a uma de suas múltiplas perguntas, informei sobre a transferência de Mogi das Cruzes para o Hospital das Clínicas em São Paulo, devido à severidade do trauma cerebral. Depois, menti, dizendo desconhecer o estado clínico da mamãe e do papai. Estava juntando coragem e palavras para confirmar a morte, a qual foi extremamente dolorosa para mim. Seria tanto quanto para a caçula, mesmo ela já imaginando ter sido esse o resultado. Cheguei a essa conclusão quando ela tentou relatar suas lembranças do instante do acidente até despertar e me encontrar ocupando seu corpo.

"Ver aquela cena angustiante: você, papai e mamãe, tão feridos e inertes diante de mim, foi um sofrimento indescritível. Senti vergonha e um remorso imenso por ter causado a confusão absurda minutos antes.”
“Ao ser levada para o interior do carro de resgate, meu desejo era nunca ter existido.”

Minha irmã admitiu ter desistido da vida, antes mesmo de recebermos socorro. Ainda dentro do carro destruído, ela percebeu a gravidade de seus vários ferimentos. Em seguida, a angústia de ver eu e meus pais ensanguentados, inertes e com as cabeças tombadas. Ela supôs que estávamos mortos e, então, desistiu de lutar pela vida.

Ouvi certo dia: “Não existe somente uma causa para desistirmos dessa vida; é um conjunto de coisas perturbando a gente durante algum tempo e acaba nos deixando fora de controle, levando-nos a tomar essa decisão drástica. Às vezes, pode ser até o desejo de matar outra pessoa.”
Será esse o caso da Giovana? Que medo!

Passando por um momento de total incompreensão dos acontecimentos e sobrecarregada com a saraivada de perguntas da garota, apenas resumi contando parte do ocorrido comigo entre o acidente e o despertar no hospital.
“Pelo meu entendimento, meu corpo deu PT e o seu estava à disposição por abandono, mas eu ainda não sabia que era o seu; daí eles fizeram esse arranjo.”
“Eles quem, Gisa?”
“Sei lá, era uma escuridão da porra, eu só sentia a presença de alguém invisível. Mas com certeza era um estagiário incompetente cuidando do meu caso, ou seja, da minha morte.”
“Meu Deus! Você não mudou nada depois de algo tão divino.”
“Estou muito agradecida, sim, e até pretendo ser uma pessoa mais digna; simultaneamente tentarei aproveitar ao máximo essa vida. No entanto, não me verá em igrejas e nem tampouco rezando. Não nasci com esse gene!”
“Realmente, você é um caso perdido” — disse a caçula.
“Falando sério agora, Gi, não tinha mais nada lá, a não ser a escuridão, dois túneis e a saída de retorno para esse plano. Mas eu senti… “senti”, é só um modo de dizer, pois eu não enxergava e nem ouvia. Ali, eu era… Como é mesmo o nome de uma coisa invisível e intocável?”
“Imaterial” — disse a jovem nerd.
“Isso mesmo, eu era imaterial, só tinha a percepção das coisas e era orientada pela energia poderosa. Ela me fez entender o propósito de cada túnel: o avermelhado é a entrada do purgatório; um lugar ruim. É melhor manter distância. Mas, ali também há um tipo de sala de espera na qual os mortos aguardam o momento de nascerem de novo.”
“A outra entrada, de luz suave e agradável, não é o paraíso; é um posto de reciclagem das almas que ficaram livres do purgatório, tipo uma formatação do HD. A memória, sentimentos e experiências de vida são zerados e começa tudo de novo. Foi mais ou menos isso que a energia fez-me entender. Essa mesma energia me deu a opção de retornar para esse mundo e continuar minha vida sem passar pelo processo de zeragem.”
“Por acaso essa energia era Deus?”
“Não era nem o estagiário, eu acho.”
“Quem é estagiário, cacete?”
“É o idiota que me fez morrer antes da hora.”
“Pra mim, chega, Gisa; não dá para conversar sério com você.”
“Tenha calma, garota, é uma história complexa. Prometo lhe contar tudinho e com muitos detalhes. O negócio foi muito louco.”

Nós duas conversamos muito a respeito; a caçula é a nerd, tímida e sensata da família, eu, a esperta, expansiva e louca, mas era incompreensível para nós o fato de ocuparmos o mesmo corpo. Nosso conhecimento é limitadíssimo. Existe uma diferença entre o que achamos que sabemos e o que a gente realmente sabe.

“Tenho a sensação de ter dormido um ano inteiro dentro de um freezer” — disse a caçula durante uma conversa.
“Eu não dormi nada durante os meses em que seu corpo esteve em coma; eram muitas dores. Você sente dor agora?”
“Eu sinto dor, raiva, fome, sinto tudo, mas não tenho força motora nem para piscar. Minhas partes externas não me obedecem.”
“A natureza sabe o que faz, Gi, pois seria engraçado você tentando andar para a direita e eu para a esquerda; a gente não sairia do lugar, hahaha!”
“Não é engraçado, estou me sentindo uma tetraplégica. Não é justo depender de você até quando sinto vontade de fazer xixi.”
“Você quer fazer xixi?”
“Pelo amor de Deus, Gisa! Foi só um exemplo.”

Decidi não perder o meu precioso tempo tentando entender a situação inexplicável. Minha única certeza era a de não contar nada a ninguém e continuar fingindo ser a Giovana, mesmo contra a sua vontade.
Não seria nada fácil o nosso convívio, pois não conseguia ficar em silêncio comigo mesma; a voz da garota resmungando o tempo todo na minha cabeça e enchendo o saco, às vezes tornava-se insuportável. Imagine o inferno que seria a minha vida se os demais soubessem do fenômeno. Também acreditava estar correndo o risco de perder a vida novamente, caso o pessoal do universo maligno em Águas Turvas descobrisse sobre a minha ressurreição. O milagre poderia chegar ao fim a qualquer momento. Eu tinha, portanto, um objetivo a cumprir: assumir a gestão de um corpinho casto, necessitando de prazeres e safadezas. Essa era a minha missão momentânea. Afinal, pecado é desperdiçar as oportunidades de viver momentos felizes, pois a vida é uma festa que pode ser muito curta. Nada é para sempre; digo isso por experiência própria.

Tentei, mas não encontrei uma maneira branda de dar a triste notícia da morte dos nossos pais para a Giovana. Ela ficou inconsolável e choramos muito.
Havia outra notícia ruim para dar, mas segurei um pouco, pois ela iria odiar quando soubesse que iríamos morar na casa dos nossos tios Armando e Neide. Minha irmã detestava a mulher, assim como eu.

Na manhã seguinte:
“Ah, não, Gisa! A tia Neide é um nojo; eu não vou morar com ela. E eu nem vou poder xingar ou chutar a bunda da sonsa, pois não comando mais o meu próprio corpo.”
“Volte a dormir, Cinderela, até você completar 18 anos; daí poderemos nos virar sozinhas.”
“Engraçadinha! — Tenho uma ideia, Gisa: com 16 anos você pode pedir a emancipação.”
“Eu estou morta, garota. Esse corpo é seu.”
“Droga! Dá seu jeito, mulher, pois eu não vou para a casa deles de jeito nenhum.”
“Então você precisa arranjar outro corpo para assombrar, pois eu não aguento mais esse hospital. Além do mais, eles foram nomeados nossos tutores; não temos escolha.”
“Temos sim, vamos para a casa do tio Agenor.”
“Confie em mim, Gi, é melhor a casa do tio Armando. Não pretendo voltar para Águas Turvas; não é seguro. Mais à frente, eu explicarei os motivos. Ainda conversaremos muito a respeito, pois você conhece apenas uma mínima parte do acontecido. Desejará distância daquela gente quando souber tudo.”

Pouco mais tarde.
“Tá bom, Gisa, sei que estou sendo egoísta, tentarei suportar a mulher. Você já fez muito por nós e deve estar cansada com tudo isso.”
“Magina, menina, não me arrependo de nada do que fiz, pois não deixei de viver para que outros vivessem; eu tive momentos plenos mesmo estando presa àquele inferno. E soube aproveitar as oportunidades preciosas quando encontrei pessoas do bem que deram sentido à minha vida.”
“Nossa, Gisa, é você mesma que está aí? — Foi fundo na filosofia. Amei!”
“Hahaha, às vezes, eu também não me reconheço. — Cole em mim, que você brilha, garota! Pretendo continuar aproveitando as oportunidades e recheando nossa vida com momentos deliciosos.”
“Agora fiquei com medo.”
“Boba! Hahaha!”


Virgindade em jogo.

Antes de recebermos alta, ainda tivemos um momento de descontração quando a caçula contou uma história que eu desconhecia.
“Uma semana antes do acidente, o papai e a mamãe iriam à famosa reunião. Estava ameaçando cair uma tempestade. Eu não fui para casa depois das aulas; pedi para dormir na casa do tio Agenor, a tia Madalena não ia à reunião.”

“Cheguei lá molhada, apesar do guarda-chuva. A tia começava a preparar o jantar. Fui para o quarto tirar o uniforme, enrolei-me na toalha e fui tomar banho.”
“A porta do quarto do Guilherme estava fechada quando passei para ir ao banheiro, mas, quando saí, novamente coberta apenas pela toalha de banho, ela estava aberta e o quarto quase às escuras. Eu quis fazer graça, caminhando como se desfilasse em câmera lenta, penteando os cabelos com os dedos, cabeça tombada para trás, tentando parecer sensual ao simular desatenção natural. Passei defronte à porta aberta sem olhar para o interior do aposento, imaginando se ele estaria olhando para mim e esperando que me chamasse.”
“No entanto, levei um baita susto ao tomar uma pancada de lado, quase por trás. Caí de costas, aterrissando no colo que supus ser do primo cadeirante, pois só enxergava o teto. Ao cair, fiquei esparramada sobre ele, parecendo uma barata de pernas para o ar. Foi o maior mico. A toalha se soltou e fiquei nua. Havia também o receio de tombar a cadeira e machucá-lo.”
“O Guilherme se desculpou, dizendo ter saído do quarto sem prestar atenção.”
“Machuquei você, Giovana?”
“Magina, tô legal, não foi nada — falei, isentando-o da culpa.”
“No fundo eu queria xingar o safado, pois tinha quase certeza de que ele fez de propósito. Também teria me levantado mais rápido, caso ele não tivesse me mantido segura nos seus braços e aproximado o seu rosto do meu.”
“Puta merda, Gisa, ele me beijou. E foi muito gostoso.”
“Ele te beijou, ou vocês se beijaram? — Conta a história direito, hahaha!”
“Boba! — Mas o beijo foi só o começo. Ainda pelada em seu colo, não recusei a carona e o convite para continuarmos namorando em seu quarto.”
“Eita, Gi! — O que aconteceu lá dentro?”
“Mais beijos e…”
“Vocês transaram.”
“Vai ouvindo. Permaneci montada em suas pernas; ele começou a beijar e chupar meus seios. Eu fiquei com medo quando senti seu negócio quente e grande embaixo de mim.”
“Você estava de frente para ele?”
“Estava, e de pernas abertas. — Quase surtei quando ele tirou o negócio para fora do short e levou minha mão para cima dele.”
“Você fez carinho?”
“Eu segurei, meio sem saber o que fazer. Ele me beijou novamente, mas, durante o beijo, começou a esfregar a cabeça do negócio duro na minha vagina.”
“Uau! Agora a coisa vai esquentar de vez.”
“Ah, Gisa, eu fiquei louca de vontade, mas com um medo da porra.”
“Medo do quê, garota? De perder a virgindade? Não tem coisa melhor no mundo.”
“Mas ele estava sem camisinha.”
“Aí é problema.”
“Ainda assim, não consegui reagir e a cabeça do pênis entrou. Daí deixei a lógica de lado definitivamente, mexi os quadris devagar, sentindo-o cada vez mais dentro… Foi quando a luz acabou e ouvi a tia Madalena gritando: “Fica aí, Giovana, estou indo te levar uma vela.”
“Eu tentei sair rapidamente em direção ao meu quarto. Quando estava no meio do corredor, a luz voltou e eu corri. Da porta do quarto, eu gritei desesperada: “Não precisa trazer a vela, tia.” Pois estava pelada; a toalha ficou no quarto do Guilherme.”
“Ele a deixou no meu quarto mais tarde, enquanto eu estava na cozinha. Não rolou mais nada, pois a tia Madalena veio dormir comigo. Disse que o tio passaria a noite fora.”

Também já corri pelada naquele corredor. Mas minha tia não dormiu em meu quarto, então não evitou que eu fosse vítima do tio Agenor. Pensei, sem compartilhar com minha irmã.

A história foi divertida, e o selinho dela continuava intacto, mas não por muito tempo. Darei um jeito nisso assim que tivermos alta, pensei pervertidamente.


Na casa dos tios.

Passados alguns dias da alta, já no final de março de 2023, Giovana e eu começávamos a nos adaptar à situação. Para ser convincente como Giovana, eu ainda simulava um certo grau de amnésia.
Nos primeiros dias de estadia na casa do tio Armando, ouvimos relatos contraditórios sobre o acidente. A tia Neide aceitou com prazer a versão do pessoal do instituto, segundo a qual meu pai foi o responsável pelo acidente. Afirmavam que duas testemunhas relataram ter visto nosso veículo desgovernado invadir a pista oposta e colidir com o caminhão Scania.
O Scania vermelho era do tipo com capô alongado. Por essa razão, comparei o bruto com uma locomotiva.
Porém, não aconteceu dessa maneira; comecei a recordar os diversos detalhes ocorridos durante o acidente: meu pai não invadiu a pista contrária, foi o Scania que entrou na contramão e veio em direção a nós. A Giovana estava de acordo comigo.

Nenhum dos nossos celulares foi encontrado, e não havia nenhum computador em casa, afirmou meu tio. De acordo com a polícia, criminosos arrombaram nossa casa e reviraram tudo, levando todos os eletrônicos e itens de valor.

“Que mentira, Gisa, fala para eles que os dois homens e a mulher levaram tudo naquele dia” — irritou-se a caçula.
“Já conversamos sobre isso, garota, será a amnésia que nos manterá vivas.”
“Pelo menos, nossos documentos ficaram com o pessoal do resgate e agora estão conosco. Minha identidade será útil, devido a sermos cara de uma e focinho da outra, como dizia o papai. Já pensou que demais você atingir a maioridade três anos antes do prazo?
“Falsidade ideológica dá cadeia, sua louca.”
“É um risco calculado. Fica fria, Gi!”

Os dias seguiram. Em minhas pesquisas na internet sobre notícias referentes ao dia fatídico, deparei-me com várias mentiras, mas uma parecia verdade:
Em depoimento, um dos membros da equipe médica da viatura de resgate afirmou:
"Estávamos voltando de um atendimento que não exigiu remoção, quando, na estrada, nos deparamos com o acidente acabado de ocorrer..." Lamentavelmente, o casal de adultos ocupando os bancos dianteiros não sobreviveu ao acidente. As duas garotas que estavam no banco traseiro foram removidas do carro ainda vivas, porém, ambas apresentavam um estado de saúde muito grave. Infelizmente, Gisele, a jovem, faleceu durante o trajeto para o hospital. Devido à gravidade das lesões, a menina Giovana foi colocada em coma induzido.

Estou completamente convencida de que os bandidos não teriam poupado ninguém se o resgate não tivesse surgido de forma inesperada para realizar a intervenção imediata.

Encontrei uma notícia sobre o viralejo de Águas Turvas no site de denúncias, onde o Roberto enviou o material. Era de meses após o acidente. Na data da postagem, eu ainda tentava acordar o corpo em coma. A reportagem explicava os detalhes de uma acusação contra o instituto no Vale do Paraíba; o processo corria sob segredo de justiça. Entretanto, vazaram os nomes do meu tio-avô Agenor e do mestre Vilânio, entre outros. Todos constavam de uma lista de acusados de praticarem abusos sexuais durante rituais espirituais. O jornalista também atentou ao fato da suposta presença de menores de idade nessas orgias disfarçadas de evento místico.
Com as ações da Polícia Federal, a rede criminosa entrou em colapso. Acentuou o jornalista.

Em maio de 2024, mais de um ano depois, as notícias relataram que meu tio Agenor, mestre Vilânio e outras pessoas menos relevantes da região do Vale do Paraíba foram considerados culpados de estupro e aliciamento de menores por um júri, após um julgamento. Ficariam encarcerados por um período de 12 a 21 anos e cumpririam ao menos dois terços de suas penas antes que as opções de liberdade condicional fossem consideradas.

Meu esforço não foi em vão. No entanto, nenhum tubarão daquela localidade foi punido ou pelo menos citado como integrante da rede criminosa. Normal!

Setembro de 2025, final da tarde de uma sexta-feira. Poucos minutos após o sinal de saída, eu já estava longe do colégio. Pedalava firme a minha bike a caminho de casa (casa dos meus tios) e ouvia a mesma pergunta repetida pela alma da caçula quase todos os dias:
“Você vai ligar para o Dr. Enrique, Gisa?”
O médico pagou a fiança dias atrás e responderia ao processo em liberdade.
“Tá bom, hoje eu ligo. — Mas aprende a não demonstrar interesse excessivo pelo hétero; deixa ele correr atrás de nós também.”

Fim desta temporada.

Agradeço a todos pela leitura e paciência com o capítulo estendido.

Se você chegou até aqui, obrigado pela atenção. E, se a história lhe agradou, eu recomendo que leia novamente, começando pelo primeiro capítulo. Você vai notar que várias cenas que antes pareceram confusas agora vão fazer sentido.

Foto 1 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 30: Final.

Foto 2 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 30: Final.

Foto 3 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 30: Final.

Foto 4 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 30: Final.


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Ficha do conto

Foto Perfil kmilinha
kmilinhaeseudiario

Nome do conto:
Almas Gêmeas - Parte 30: Final.

Codigo do conto:
258924

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
08/04/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
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