Minutos após meu encontro com o professor Rodrigo na quadra de esportes, saímos em seu carro e ele parou em uma praça fora das dependências do instituto. Seria para uma conversa rápida, a fim de decidirmos para onde ir. Águas Turvas é um vilarejo com predominância rural e de vida diurna. O maior contingente da população pertence ao instituto: alunos, professores, pessoal administrativo, comerciantes e outros ligados à religiosidade. Inexistem atividades fora do instituto durante a noite.
Não rolou uns amassos dentro do carro, pois, mesmo sendo mínima a chance, ainda assim havia o risco de sermos vistos por alguém em trânsito, podendo gerar consequências graves. As relações amorosas entre alunos eram proibidas dentro do perímetro do instituto. Ainda mais agravante seria o namoro entre aluna e professor, seja dentro ou fora daquele universo castrador; seríamos condenados à crucificação e queimados em praça pública, provavelmente.
Meu estado letárgico causou-lhe estranhamento, a ponto de ele iniciar um interrogatório. Tentei tirar a importância da situação, respondendo apenas superficialmente. O assunto era delicado e nem todos podiam saber de tudo.
— O que realmente acontece nesse treinamento remunerado, Gisele?
— Eu aprendo técnicas de desenho e pintura e passo parte do tempo posando para o mestre produzir suas obras de arte.
— Vestida?
— Claro. — Por que todo mundo me pergunta isso?
— Talvez devido aos boatos a respeito de abusos sexuais acontecidos no ateliê, e até o desaparecimento de uma aluna, em um passado recente. — E você voltou tão diferente após o treinamento… Fala para mim, Gisele. — O que realmente acontece dentro daquele espaço?
— Não acontece nada de mais, professor Rodrigo; além disso, eu tenho um compromisso de confiabilidade, não posso comentar nada a respeito. O que acontece no ateliê, fica no ateliê.
— Me chame só de Rodrigo, por favor, linda — disse ele, com simpatia. — E o que acontece fora do ateliê? Também soube que levam estudantes para reuniões em outros locais.
— O que acontece fora é tão top secret quanto. Se te contar, terei que te matar. Hahaha! Brincadeira.
— Se é brincadeira, então conta. Confia em mim, Gisele, eu sei guardar segredo.
— Na real? Preferiria estar transando com você agora, em vez de ficar respondendo a esse questionário.
— Uau! Gostei da sinceridade; você é bem direta e de atitude.
Pedi-lhe para esquecer o ateliê e o instituto até segunda-feira, pelo menos.
— Por favor, tira a gente daqui, professor, antes de virarmos assunto de fofoqueiros.
— Tem razão, não quero te complicar. Onde você mora?
— Eu moro em Mogi, mas durmo no alojamento durante a semana e vou para casa só no sábado de manhã.
— Eu também moro em Mogi. — Não gostaria de ir para sua casa agora?
— Adoraria, mas ouviria um monte após darem por minha falta no alojamento. Principalmente dos meus pais.
Quando ele pôs o carro em movimento a caminho do instituto, eu pensei melhor a respeito. “Foda-se!”
— Mudei de ideia. Bora pra Mogi, professor, digo, Rodrigo.
— Tem certeza, linda?
— Tenho. Pensarei numa desculpa depois.
Durante o trajeto, já na metade do caminho rumo a Mogi das Cruzes, perguntei-lhe se poderia dormir na sua casa. Havia ficado encorajada imediatamente após ele dizer que morava sozinho num puxadinho nos fundos do terreno onde reside a sua irmã mais velha.
Momentos após ele concordar em hospedar-me por uma noite, soube que o jovem adulto já foi casado por cinco anos e separou-se há dez meses.
— Nossa! Você casou com quantos anos, 18?
— Quantos anos você acha que eu tenho?
— Tem cara de uns 25
— Tenho um pouco mais, já fiz 29.
— Nossa! Igualzinho à minha mãe. Ela quase 30 mas não parece nem um pouquinho. Todos perguntam se ela é a minha irmã mais velha. Somos muito parecidas.
— Então sua mãe também deve ser muito linda.
— Obrigada! — Que mês você nasceu, Rodrigo?
— Em março.
— Minha mãe nasceu no Dia Mundial do Rock, 13 de julho.
— Eu nasci em 3 de março, numa terça de carnaval.
— Então você é do Dia Mundial do Samba, né?
Após os risos, fez a observação de estarmos na rua de sua casa. Passava muito das 10h da noite quando saímos do carro, que ficou estacionado na rua. Havia pouca iluminação no sobrado; provavelmente todos estavam em seus quartos. Seguimos pelo corredor lateral sem fazermos barulho. Entramos num puxadinho bem legal, construído nos fundos, com cheirinho de novo e também de limpeza. O térreo era composto por uma cozinha pequena e equipada. Ao lado, uma micro sala e banheiro. Uma escada caracol, de tubos e chapa de ferro, no espaço entre a sala e a cozinha, levava para um quarto de tamanho razoável no piso superior. Naquele cômodo havia uma cama de casal bem convidativa. Incluso no cômodo, havia um lavabo.
— Quer uma camiseta para dormir?
— Não ri de mim, mas… você tem uma camisa social de mangas compridas? Eu sempre morri de vontade de dormir vestida com uma.
Ele me deu uma camisa social branca e desejou-me bom sono e lindos sonhos.
— Eu vou dormir lá no sofá, fica à vontade, meu anjo.
Ganhei um selinho e ele desceu as escadas carregando um travesseiro e um edredom. “Sério que vai me tratar como uma namoradinha virgem e recatada?” Pensei, decepcionada. Vim com a maior intenção de ser a putinha do professor e transar a noite toda com ele.
Minutos depois, trajando apenas a camisa do homem, fiquei deitada na expectativa do seu retorno.
Não demorou e o som do chuveiro ligado no piso térreo me encheu de ideias.
Quando o professor retornou do banho com a toalha lhe cobrindo da cintura para baixo, encontrou-me deitada no sofá, coberta com o edredom.
— Vim dormir com você, mas preferiria que fosse dormir comigo lá no quarto.
— Você é mesmo muito maluquinha, Gisele.
— A propósito, eu não sou mais virgem, tá? — falei e joguei o edredom no chão, exibindo meu corpo nu, em razão de a camisa encontrar-se totalmente aberta.
— Uau! Que perfeição. Você é magnífica, princesinha — disse ele, pouco antes de agachar-se para me beijar muito gostoso.
Na subida para o quarto, pelos degraus estreitos, fiz graça rebolando o bumbum parcialmente à mostra. Ele vinha imediatamente atrás, me dando tapinhas na bunda e falando safadezas.
O bonito pegou-me nos braços na porta do quarto e carregou-me até a cama como se fosse nossa noite de núpcias.
Pelo nível das carícias preliminares, minhas expectativas de gozar gostoso naquela noite pareciam estar garantidas. Retribui-lhe o prazer que sua boca me proporcionou, percorrendo com a minha as suas áreas íntimas e sensíveis. Dei maior atenção ao seu órgão volumoso.
A seguir, o atrito de nossas peles durante o esfregar safado dos corpos incendiou de vez a ambos, induzindo à primeira introdução de arrepiar e arrancar o meu gemidinho longo.
Após receber uma série maravilhosa de estocadas, executadas em sintonia com os movimentos circulares dos meus quadris, percebi seu esforço em segurar o gozo e, como consequência, o sêmen.
— Não precisa segurar, estou protegida. — Você quer gozar?
— Você quer que eu goze?
Meu, sim, foi longo e convidativo. Queria sentir um pouquinho mais dele dentro de mim.
Deus! Foi incrível ouvi-lo uivando como um lobo ao abrir a comporta. Acabei-me no prazer do meu clímax, gozando e tentando conter os gritinhos enquanto ele ejaculava litros.
Ainda estávamos recuperando o fôlego e conversávamos. Isso, instantes após o ápice da transa animal. Amei sua observação sobre a minha desenvoltura na cama; senti-me empoderada.
— Garota do céu! Como você consegue ser tão gostosa? Essa foi a melhor transa da minha vida.
O homem demonstrava surpresa com a minha experiência sexual.
— Para, vai! Está me deixando envergonhada — falei, fazendo charminho.
É tão bom quando transamos por prazer e não por obrigação. Ainda mais com um parceiro como o Rodrigo, gostoso e generoso. Devo ter feito a maior cara de boba após os momentos deliciosos que acabara de viver em seus braços. Principalmente após seus elogios, enaltecendo meu desempenho. Fiquei muito feliz e orgulhosa de mim mesma.
Essa desenvoltura adquiri em parte com os rituais sexuais dos quais fui obrigada a participar, tanto na sala secreta do ateliê quanto nas orgias da mansão. Pelo menos soube tirar algum proveito dos contratempos infernais que já passei com o grupo de sádicos. Aprendi alguns segredinhos e consegui usá-los a meu favor, principalmente quando estou fora daquele universo autoritário e abusivo. Transar ficou ainda mais gostoso após ter aprendido a perceber os sinais e adaptar-me ao meu parceiro; assim, consigo satisfazê-lo e também deliciar-me com momentos únicos.
O professor Rodrigo ficou com seu pau entre minhas coxas após ter gozado pela última vez naquela noite. Dessa vez, a transa foi na posição de ladinho e assim permanecemos. Adormecemos de conchinha, enquanto eu nem lembrava que existia o instituto.
“Onde não há olhos para vigiar ou lei para punir, os instintos sexuais despertam.”
Continua.

