Almas Gêmeas - Parte 5

<< NO QUARTO DA INSPETORA Berta, ela me mandou ficar em pé, com os braços caídos ao lado, enquanto ela me dava um esporro e circulava ao redor do meu corpo nu.
Ela fez uma pausa na série interminável de descomposturas, então a “sargento” deteve-se à minha frente e seu olhar analítico percorreu o meu corpo de cima a baixo. Percebi certa prioridade aos meus seios e quadris.
— É evidente que você não é mais virgem, correto?
Não foi uma pergunta, foi uma conclusão. Ela é do tipo que gosta de deixar as meninas constrangidas. Assenti timidamente com a cabeça.

Passei por tudo isso, em ocasião do meu retorno do piquenique na cachoeira. Fui flagrada nua, descalça e suada, pois corri amedrontada por cerca de vinte minutos. Minha cara de culpada deveria assemelhar-se à do gato que comeu o canário. Entretanto, a punição tão temida poderia se transformar em bônus, caso obtivesse êxito na missão a mim confiada pela inspetora Berta: seria enviada para uma entrevista com o mestre Vilânio Yago. Tornar-se aluna e modelo exclusiva do artista plástico era uma oportunidade cobiçada por todas as garotas dos cursos de artes plásticas e teatro ministrados pelo instituto, apesar de circular em off um boato a respeito de rituais eróticos praticados no casarão do mestre.
Se eu conseguisse a vaga, ela ganharia pontos no jogo dos líderes de grupos, e a mulher, considerada implacável, esqueceria a minha falta gravíssima. Também não seria vítima da sua fúria maligna; fez questão de observar.

No dia seguinte, Alex (o guia) veio se desculpar e trouxe minhas roupas.
— O policial grandão é meu tio, ele não sai do meu pé. — Eu acordei com seus gritinhos, sua maluquinha, quis ir até você, mas eu estava tão louco que acabei capotando de novo.
— Você me deixou lá, sozinha e pelada, seu cachorro.
— Desculpa, gata, mas ainda bem que não viram você, pois daria um rolo da porra. — Você sabe, né?
— Tem razão, foi cruel, mas poderia ter sido pior.

O Ateliê.

Nove dias depois, numa segunda-feira, 2 de maio, na hora agendada, fui recebida pelo homem alto, branco, quase albino, aparentando ter saído de um caixão — sinistro pra caramba. Não era bonito e nem “pegável”. Entre 50 e 60 anos.
Bateu um medinho ao solicitar-me que o acompanhasse para conversarmos reservadamente. O primeiro impacto da sua voz forte foi marcante; fiquei impressionada e me senti tão pequenina com meus 1,63 m diante do coroa grandão e extremamente peculiar.
Ao transpor a porta enorme, fiquei chocada com o pé direito tão alto daquele salão com pilares do piso ao teto, como se fosse um templo grego. As janelas eram vitrais, tipo os de catedrais, mas o tema não era divino; eram imagens lúgubres com personagens obscuras. Imaginei assim o apocalipse: uma sensação de tristeza e morte. Ao fundo, uma escada levava ao mezanino.

Paralisei ao identificar um Rottweiler grande e musculoso se aproximando de nós. O homem percebeu minha evidente apreensão e procurou tranquilizar-me, dizendo:
— Relaxa, Gisele, ele é um animal amoroso; é falsa a fama de cão feroz embutida ao Rottweiler. Eles são amigáveis, carinhosos e gentis.
Não sei se era verdade, por isso não mexi um músculo quando o grandão chegou ao meu lado balançando o rabo. Após me cheirar, ele lambeu minha mão como se pedisse carinho. Mesmo com medo daquele cachorro robusto e de porte assustador, falei com ele e acariciei sua cabeça.
— Oi, bonitão, você é muito fofo!
— Ele gostou de você; esse rapazinho safado só gosta de mocinha bonita — disse o seu tutor.
— Quantos anos ele tem?
— Vai fazer sete no dia 5 de junho.
— Não acredito, eu também nasci em 5 de junho.
Seu comentário proferido sobre a coincidência não chegou nem perto do meu entusiasmo.

Subimos ao mezanino e deparei-me com um mundo surreal: o espaço amplo quase às escuras realçava ainda mais aquelas imagens alusivas ao inferno, com bruxas e simulação de rituais satânicos, tanto nas diversas telas ainda em produção, assim como pintadas diretamente nas paredes do cômodo. Imaginei que fora proposital a disposição das telas e a pouca luz; seria com a intenção de assustar quem adentrava o recinto. “O homem tão sério deve se divertir com o medo alheio.” Pensei.
Outras luzes foram acesas, amenizando um pouquinho o clima de terror daquele ambiente sinistro. Ao fundo se destacavam obras com uma temática mais singela, melancólica, recheadas de nudez artística. Outras tinham uma pegada angelical e sagrada, uma alusão às imagens (afrescos) do teto da Capela Sistina, pensei.
Ele apontou para um divã vermelho, mandando-me sentar. O móvel contrastava com meu vestido branco — foi-me solicitado que viesse com ele. Luzes de refletores foram incididas sobre mim. Pegou uma câmera fotográfica profissional e disse:
— Fique à vontade, é só uma preliminar.

Foram pouco mais de dez cliques comigo sentada, deitada e em pé. Ao final, pediu para aproximar-me da sua escrivaninha. Colocou chá, proveniente de uma garrafa térmica, em duas xícaras.
O Rottweiler ficou me rodeando com atitudes carinhosas demais. Mestre Vilânio examinava as fotos enviadas para o seu notebook.

— Fiquei satisfeito com o resultado inicial, Gisele, seu rosto angelical e biótipo poderão somar ao meu novo trabalho — disse com seu vozeirão. — Você está pronta para fazer o teste de modelo?
— Mas eu terei que posar nua… Assim? — falei, apontando para a garota pelada em uma das muitas pinturas semelhantes espalhadas pela sala: a modelo simulava um clima de intimidade romântica abraçada ao Rottweiler.
— Sim, querida, você obteve o privilégio de ser escolhida, não só em razão do seu rostinho angelical; as características do seu corpo e sua desenvoltura serão fundamentais — falou como se falasse o óbvio e pegou em minhas mãos com uma expressão de pai orientando a filha casta. — Na arte, a nudez é tão natural quanto respirar, não há tabus como nas convenções sociais. É beleza, emoção, liberdade de expressão e de pensamento, desde que seja feita de forma responsável. Compreende?
Assenti com a cabeça.
Ele fez uma pausa, ainda segurando minhas mãos; em seus olhos havia um enigma a decifrar. Senti algo estranho, a leveza do meu corpo, um zumbido nos ouvidos como se fossem murmúrios distantes…
— Posar ao natural é um problema pra você? — disse ele secamente, trazendo-me de volta a este plano.
Aquela pergunta soou quase como um ultimato, fazendo meus pensamentos fluírem a milhão. Se desse a resposta errada, meu futuro seria incerto dentro do grupo concorrido da instituição, mas isso seria insignificante perto do que a inspetora Berta faria comigo; ela ia foder com a minha vida… “Não me decepcione, mocinha! — disse-me ela com seu olhar diabólico.” Se não fosse aprovada pelo mestre, as portas se fechariam para mim e também refletiriam na vida dos meus pais, devido à dependência exclusiva do comércio deles com aquele universo. O paradoxo é que seria o caos se soubessem que a filha está posando pelada. A minha situação era difícil. O incômodo causado pelo ateliê sombrio, dando até arrepios de frio e de medo, agora era apenas um detalhe. O drama atual seria a obrigação diária de me despir diante do professor cinquentão com cara de mestre de seita ocultista e manter em segredo.
Meu olhar se deteve no cachorro, latindo para mim e abanando o rabo como se me pedisse para aceitar. Pela expressão enigmática do homem para o cão, minha imaginação levou-me a acreditar haver comunicação e cumplicidade velada entre homem e fera.
Deslizei minhas mãos das dele, enchi a alma de autoestima para responder com segurança e de cabeça erguida:
— Problema nenhum, mestre, posarei nua e darei o meu melhor.

***

Flagrante na Praia

<< EM CERTA OPORTUNIDADE, meus pais, eu e a Giovana, em companhia do meu tio Armando, tia Neide e meu primo Vitor (único filho deles na época), fomos passar um fim de semana prolongado em uma casa alugada no litoral norte de SP.
Enquanto os marmanjos bebiam e dançavam ao participarem de um churrasco numa casa vizinha, naquele início de noite, eu, a Giovana e o primo Vitor fomos para a rua, onde uma turminha jogava queimada.
Fiquei só assistindo os pirralhos jogarem, mas logo tive companhia. Fui muito boba ao me empolgar com elogios referentes à beleza do meu corpo e com suas palavras românticas. Caí na conversa e, disfarçadamente, segui meu galanteador até a casa onde estávamos hospedados. Sucumbi logo ao primeiro beijo. Ele seguiu me acariciando e tocou minhas partes íntimas por cima da roupa. Logo a regatinha foi removida e suas mãos enormes apertaram meus seios pequenos. Causou-me arrepios ao ter minha intimidade invadida e meu corpo desfrutado; não era medo, era um sentimento agradável. O quarto, iluminado somente pela luz da lua gigante entrando pela janela, criava um clima de filme de amor. Suspirei ao sentir sua boca morna em meus mamilos inchados, meus biquinhos durinhos sendo sugados, mordiscados, enquanto meu peito ficava umedecido por sua saliva.
As coisas tomaram um rumo repentino com o percorrer de sua boca ativa pelo meu corpo abaixo. Simultaneamente, suas mãos ágeis arrancaram meu shortinho, deixando-me nua sobre minha cama e inteirinha à disposição dele. Estremeci quando ergueu minhas pernas e enfiou a cabeça para chupar minha vagina. Não contive os gemidos ao sentir sua língua mexendo, feita um bicho, dentro da minha boceta. Fiz força para saborear a sensação de êxtase sem gritar, pois fiquei alucinada com seu dedo mexendo enquanto lambia e chupava… Deus! Como aquilo era bom, até parecia um sonho. Gozei sem parar e até esqueci dos perigos.

Entretanto, a hora do medo chegou; arregalei os olhos ao vê-lo sem calção e acariciando seu pinto duro e assustador.
— Calma, minha linda, só vamos brincar, não vou te machucar, eu juro!
Fiquei apavorada e indecisa; não considerei chegarmos a extremos. Não sabia como reagir perante uma situação nova para mim. Apesar do pavor, cedi aos seus comandos. Ele deitou em meu lugar e pegou-me num abraço seguido de beijo ao deitar-me por cima dele. Durante outros beijos, carícias e palavras românticas, seu pinto alojou-se entre minhas coxas. Captei suas intenções ao ter meu corpo guiado por ele. Compreendi que seria apenas o roçar dos nossos sexos.
Ahh! Como era gostoso. Seu pinto ficou friccionando entre minhas pernas bem apertadinhas. O contato delicioso abrangia da minha boceta ao meu ânus, era alegria pura, a ponto de curtir até os tapas na bunda. De repente, ele ficou mais agitado e com a respiração acelerada… Foi quando entendi que o pulsar do seu pinto era o anúncio do seu gozo com ejaculação imediata. Um líquido viscoso umedeceu minha bunda, no interior do meu rego. Senti um tesão da porra quando ele esfregou a cabeça do pinto em cima do meu buraquinho melado, fez explodir os meus desejos mais sacanas; fiquei cheia de coragem e tentaria suportar, caso ele pretendesse ir além. Mas bateu o desespero e quase morri do coração ao ouvir o grito da minha mãe adentrando a residência.
— Ai, meu Deus do céu! — falei baixinho, saindo a milhão de cima dele e pegando uma camiseta para me limpar. Enquanto isso, o tarado vestiu o calção e se jogou pela janela. Só me restavam dois segundos após ouvir novo grito muito próximo à porta do quarto. Deitei e me cobri no gás. Foi só o tempo dela entrar bufando.
— O que está acontecendo aqui? — disse ela, após acender a luz e fulminar-me com sua expressão: “já entendi tudo” e correr até a janela na tentativa de ainda flagrar alguém em fuga.
Não viu ninguém, aparentemente, então a treta seria só comigo.
— É melhor dizer logo o que você estava aprontando, dona Gisele, pois sinto cheiro de putaria — disse ela num tom impiedoso enquanto avançava sobre mim como um predador atacando a presa indefesa. Minha tia ficou fungando feito um cão perdigueiro e também foi olhar pela janela.
— Nada, mãe — respondi, simulando indignação por ser acusada sem provas —, só fiquei com dor de cabeça e vim descansar.
— Me engana que eu gosto — disse ela e puxou bruscamente o lençol.
A nudez do meu corpo já era o suficiente para ela deduzir a ocorrência de depravações. Contudo, ao puxar bruscamente o meu braço e retirar-me da cama com extrema facilidade, algo grave chamou a atenção da dona Lúcia Helena, a ponto de ela ficar possessa. Não foram os meus pelinhos pubianos umedecidos, obviamente que não. Mamãe ficou puta ao concordar com a vaca da minha tia: “Essa vermelhidão parece ato de putaria.” Lembrei-me dos tapas que levei na bunda há pouco, enquanto gozava adoidada. Naquele instante, só pensei em curtir o momento; não julguei que daria ruim.
Estabeleceu-se o caos; as ofensas da mamãe foram de vagabunda a vadia. E não poderia faltar o “putinha”, ao espancar-me com tapões na bunda. Esses doeram, assim como doeram os vários safanões enquanto ouvia um monte de ameaças de castigos a receber se não contasse quem era o responsável por aquela depravação.
Aguentei firme e não contei nada; ainda assim consegui sobreviver à ira da mamãe e, pouco depois, ao esporro e interrogatório do meu pai. Jurei por tudo o que era sagrado que ainda era virgem e não havia feito sexo com ninguém; foi só uma brincadeira com um colega. E poderiam até me matar, mas não o entregaria.

Ufa! Meus pais acreditaram que a farra foi mesmo com o filho de algum dos casais presentes, eu acho.
Minutos mais tarde, durante o banho dolorido, em razão dos hematomas nas duas bochechas da minha bunda, meu sorriso foi um misto de alívio e satisfação ao pensar:
“Você vai ficar me devendo essa, titio Armando!”

Continua.

Foto 1 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 5


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Ficha do conto

Foto Perfil kmilinha
kmilinhaeseudiario

Nome do conto:
Almas Gêmeas - Parte 5

Codigo do conto:
257205

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
18/03/2026

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