Almas Gêmeas - Parte 26

Busca e Apreensão. << AO RETIRAR MEU cartão SD do esconderijo e correr para mostrar as imagens para meus pais, minha irmã comprometeria o plano que eu e Roberto havíamos elaborado.
— Espera, Gi, me ouve, pelo amor de Deus! — exclamei, angustiada, correndo atrás dela.
Quando a alcancei, já era tarde demais. Ela estava no quarto dos meus pais, chorando como se fosse a vítima, e deu o celular para eles.
Permaneci em silêncio, envergonhada, parada no batente da porta, ponderando o quanto da história seria seguro compartilhar com a família naquele momento.

Assim que meu pai viu as primeiras imagens eróticas e surreais, passei a ser julgada e condenada em uma reunião familiar improvisada e bastante tensa. Precisei abrir o jogo antes do previsto e revelar que fui chantageada, ameaçada e virei escrava do ateliê.
— Todos nós somos, de alguma maneira, vítimas da administração do instituto — desabafei.
Pedi para conversar a sós com meus pais, pois o assunto seria pesado demais para a garota. Para mim, já era inimaginável. Minha mãe mandou a Giovana aguardar na varanda, enquanto a gente conversava no interior da casa. A caçula foi a contragosto, pisando duro e resmungando, após seu Pedro reforçar a ordem.
Comecei de forma direta, sem rodeios, expondo os abusos sofridos, dos quais o tio Agenor estava ciente de tudo. Inclusive, até participava usando uma máscara e hábito com capuz, ocultando-o. Descrevi os casos ocorridos e forneci detalhes.
Meu pai, incrédulo, parecia não querer aceitar a conivência do seu tio. Muito menos sua participação nos abusos que eu era forçada a suportar. Desconsiderando os fatos por mim relatados, ele tentava atribuir a culpa apenas ao mestre Vilânio, afirmando que denunciaria o artista à polícia.
Com uma expressão combinando preocupação e desencanto, minha mãe o encarou. Ela, assim como eu, deveria estar ciente, ou ao menos desconfiar, de que a polícia local não resolveria nada. Isso ocorria devido a estarmos lidando com uma máfia que incluía policiais e políticos, os quais protegiam e encobriam toda a corrupção presente na cidade e nos municípios vizinhos. Era um grupo muito poderoso.

Apesar da tentação de mencionar as outras provas, contive o impulso, pois ainda não era o momento de divulgar a existência do HD com mais de 200 gigas de imagens incriminadoras, que, felizmente, estava fora do alcance dos bandidos. Entretanto, descrevi em detalhes a sequência das cenas surreais ocorridas na “sala secreta”. Em seguida, deixei-os perplexos ao mencionar a mansão, onde identifiquei minha mãe despida e sendo tocada por duas mulheres.
Ela tentou negar, dizendo que eu teria me enganado.
— Mesmo com a máscara e peruca, mamãe, eu a reconheceria em qualquer lugar do mundo, pelas suas covinhas de Vênus acima da cintura, iguaizinhas às minhas e às da Giovana. Eu tive certeza absoluta ao ver claramente a sua marca de nascença em forma de lua, localizada próxima ao sovaco.
Os minutos seguintes foram ainda mais complicados. O impacto foi forte; minha mãe ficou aos prantos e não segurou o vômito. Meu pai jurou nunca ter suspeitado da minha condição de escrava sexual do instituto. A situação da minha mãe já era um fardo quase impossível de carregar, comentou, cabisbaixo. E jamais imaginou que aquelas pessoas seriam capazes de tamanho grau de aberração, pois as fotos e os relatos feitos por mim eram de uma atrocidade doentia e abominável. Meus pais juraram nunca terem assistido, muito menos participado, de rituais como os que eu descrevi, ocorridos nas salas secretas. As seções deles eram orgias e trocas de casais. Estava muito distante das seções de abuso em que eu fui vítima.

Ainda assim, seu Pedro continuava negando que seu tio era um ser abominável.
— Vou ligar para ele — disse.
— Pelo amor de Deus, papai, não faça isso!
Tentei explicar a gravidade da posse daquelas imagens.
— Ninguém pode ter acesso a elas; nem eu, a protagonista dos ensaios, tenho permissão para assistir. Eu roubei essas imagens e quebrei um pacto de confidencialidade assinado em meu primeiro dia no ateliê.
— Esse contrato não tem validade nenhuma, ainda mais depois disso — esbravejou, apontando para o celular.
— Eu sei, mas são eles que fazem as leis. Ameaçaram destruir não só a mim, mas toda a nossa família. Acredite, papai, são pessoas muito ruins e com poder para isso.
— Ouça sua filha, amor, a gente sabe do que eles são capazes — implorava minha mãe, aos prantos.
O homem transtornado parecia fora da realidade e sem noção do perigo; não ouviu a mim e à minha mãe alertando sobre o risco iminente. Ainda assim, o infeliz cometeu a besteira de ligar para o seu tio.
— Vou marcar um encontro urgente para poder conversar com ele — informou.
Eu estava desesperada com essa ideia idiota. Óbvio que daria merda essa porra, pensei e olhei, desacorçoada, para a dona Lúcia Helena. O olhar dela parecia revelar o mesmo.
— Deveríamos procurar a polícia, mas longe daqui, de preferência, a Polícia Federal em São Paulo — falei como último intento.
Meu pai achou um exagero, disse que resolveria ali mesmo, à sua maneira.
Pensei em revelar o roubo dos equipamentos, mas desisti; seu Paulo estava irredutível. Seria até melhor não tomarem ciência de nada; poderão negar com convicção quando a bomba explodir, pensei. Quanto a mim, direi que aproveitei um raro momento de descuido do mestre Vilânio para copiar as imagens do seu notebook.
Lamentavelmente, as imagens do tio Agenor não revelam sua identidade, em razão da sua máscara e do corpo oculto pelo hábito. Coroa esperto.
Quando se tornou impossível demovê-lo da infeliz ideia de ligar, mamãe insistiu para que ele acionasse o viva-voz.
Papai ficou possesso durante a ligação, pois o homem deu evasivas quando ficou sabendo que o assunto da reunião seria sobre supostos abusos sofridos por mim no ateliê.
— Sua filha está ficando louca; jamais aconteceria algo dessa natureza com alunos do instituto — vociferou o líder religioso.
Seu Pedro cometeu a besteira-mor ao dizer:
— Eu vi as fotos do acontecido, tio.
Eu e minha mãe ficamos desesperadas, acenando para ele não falar mais nada. O tio Agenor falou que meu pai também estava louco e desligou na cara dele. Não atendeu às ligações seguintes.
— Agora ele sabe que temos imagens comprometedoras. A gente está correndo perigo, pai.
— É verdade, amor. Eu sempre tive receio de lhe dizer isso: seu tio não é a pessoa correta imaginada por você — disse a mamãe, com uma expressão de medo e abatimento. O homem se afastou calado, cabisbaixo, talvez repassando em pensamento a besteira que fez. Também deveria estar avaliando a sua relação com o tio e os acontecimentos durante o período de vivência no Vale do Paraíba. Minha mãe me abraçou, chorando, e pediu perdão por não ter considerado que as mudanças em meu comportamento não eram devidas a problemas juvenis, mas a algo mais grave acontecendo comigo.
— Como fui covarde e irresponsável. Eu devia ter imaginado até onde chegaria tudo isso.
Tentei amenizar sua dor, dizendo que ela também era uma vítima desse universo corrompido, assim como o meu pai.


Tio Armando.

Se minha mãe soubesse que o tio Agenor não era o único aliciador da família, ela ficaria muito pior. Seu irmão, tio Armando, compartilhava comigo um passado e um presente de intimidades. Nunca fui comportadinha; namorar sempre foi meu passatempo favorito, especialmente quando fazia por vingança, pois sempre odiei minha tia Neide. Garanto que a recíproca é verdadeira.

A última vez em que rolou intimidades com ele foi no final do ano passado. Eu ainda não havia iniciado o treinamento remunerado; só fui admitida no ateliê em maio. Também não era mais inocente, tampouco virgem.

Naquele dia, meu tio, sua esposa e seus dois filhos viriam celebrar a passagem do ano conosco. Meus pais foram abrir a loja no último dia do ano e voltariam somente às 18h. A espertinha da Giovana foi com eles para evitar o contato com a tia Neide. Ela também detesta a dona. Fiquei sozinha, esperando o pessoal e preparando o almoço para a turma. No entanto, quando o relógio marcou 11h, apenas o homem e o menino mais velho, chegaram. Meu tio contou que, em cima da hora, a mulher disse que os pais dela os aguardavam para a virada do ano. Ele decidiu vir para a minha casa, assim como os meninos, porque queriam ir à cachoeira. A bruaca não permitiu que o caçula viesse.
Por fim, seria muito melhor sem ela.

Tio Armando não perdia a oportunidade de assediar-me quando o garoto nos deixava a sós. Aquele olhar conquistador e as atitudes ousadas sabiam me convencer. Rolaram beijos, mãos bobas pelo corpo e seios sugados. Tínhamos um longo histórico de perversão; eu achava divertido e gostava de provocá-lo. Houve vezes em que o irresponsável esteve prestes a consumar o ato e eu, bobinha e mesmo morrendo de medo, não me empenhei o bastante para impedi-lo. Por sorte, sempre havia um anjo da guarda de plantão e algo incomum ocorria exatamente no momento, frustrando as expectativas. Ou seja, por mais que eu tenha dado mole, ele ainda não conseguiu me penetrar.

Pouco depois do almoço, o Vitor se enturmou com a pivetada da rua, jogando uma pelada na porta de casa. Foi a oportunidade que o titio aguardava. Eu estava trocando a roupa de cama do quarto deles. O predador não perdeu tempo, chegou me abraçando por trás, me encoxando e dizendo bobagens em meu ouvido.
— Esquece isso daí, lindinha; ou vou enlouquecer de vontade de transar com você.
Eu entrei fácil demais no seu jogo, pois queria provar que não era mais bobinha e nem totalmente passiva.
Já no primeiro beijo, rolou muita sacanagem no roçar dos corpos, e meu top foi praticamente arrancado pelo homem que fez uma festa com meus seios. Na sequência, ficou nu da cintura para baixo e alisou o membro grande e ereto, fazendo sua expressão de macho predador. Ainda tentou demonstrar carinho, porém, da única maneira que sabia: sendo rude e autoritário.
— Vem, minha lindinha, baixa aqui e chupa meu pau!
Estava acostumada com sua insensibilidade. O sujeito permaneceu em pé. Ajoelhei-me e chupei como ele havia me ensinado em São Paulo. Quando ele percebeu que eu já conseguia engolir tudo, segurou em meu rabo de cavalo e iniciou um vai e vem, enfiando fundo na minha garganta, como se estivesse fodendo com a minha boca. Meu peito ficou todo molhado com a quantidade de baba que salivei.
Instantes após, colocou-me na posição de quatro em cima da cama. Depois de tirar meu short e calcinha, apertou e bateu na minha bunda e começou a me fazer sexo oral com chupadas vorazes e a língua nervosa serpenteando na minha vagina. Foi impossível conter meus gritinhos de tesão. Entretanto, estava morrendo de medo de que o garoto entrasse correndo atrás do pai.

O momento mais tenso chegou. Senti um calafrio quando meu tio deu a entender que era hora da consumação.
Se você abre a porta do inferno, tem que entrar, né? Pensei e não tentei resistir quando a cabeça do pênis começou a roçar minha vagina; porém, sabia que seria uma parada difícil.
Aquela bolota passou com dificuldade pelo espaço apertado, provocando um gemido de dor devido ao volume excessivo. Ele não forçou, retirou, lubrificou um pouco mais com saliva, deu um tapa leve na minha bunda fazendo gracinhas e introduziu o negócio. Caralho! Doeu, mas foi suportável, e a satisfação foi maior, sentindo-o deslizar devagar até ocupar todo o meu interior.

A pegada inicial foi deliciosa, porém, a suavidade virou perversidade e o sádico demonstrou sentir prazer ao espancar a minha bunda. Conforme o bruto judiava de mim, com estocadas e tabefes, eu perdia o controle dos gritinhos e gemidos que, em parte, eram de prazer.

Passado algum tempo, ele tirou, deixou-me de frente e arreganhada para ele, colocou o travesseiro sob o meu quadril e ajoelhou-se no interior do meu vão.
— Você vai gostar disso, borboletinha — disse e deu uma piscadinha sacana.
Meu tio introduziu novamente, segurou em minha cintura ao iniciar as estocadas. Agora o seu olhar de tarado observava cada careta ou sorriso maroto que eu dava; era conforme a intensidade dos golpes aplicados. Ah! Eu estava curtindo de montão aquela foda. Ficaria ali o resto da tarde, se fosse possível.

Em certo momento, com minhas pernas apoiadas sobre os seus ombros, o meu gozo chegou em ondas e revirei os olhos, saboreando meu orgasmo. Só então caiu a ficha…
— Não goza dentro, tio, por favor! — falei, dramatizando, mas sem parar de mexer os quadris.
Ele não disse nada, não me soltou e nem parou com os golpes vigorosos. Aquele instante foi irado demais, fui agraciada com um orgasmo múltiplo e, ao chegar ao clímax, dei um foda-se, gemendo como uma putinha; não me importava caso fosse inundada pelo seu sêmen.
As feições do homem indicavam que ele estava na iminência de gozar; entreguei-me ao momento. É agora, pensei, desejando receber sua porra e apenas focando no prazer momentâneo. Porém, seu pênis deslizou suave para fora.
Quase gritei implorando: “Puta que pariu! Goza dentro, tio!”.
Ele continuou com uma punheta e ejaculou. O primeiro jato foi o mais forte, atingindo o canto da minha boca; os seguintes foram mais volumosos e caíram em meu peito. O safado passou o dedo arrastando a porra em meu rosto para dentro da minha boca. Não me fiz de rogada, chupei seu dedo melado sem a menor cerimônia e ainda chupei o seu pau.
— Sua safadinha! Você ficou bem espertinha, né?
Apenas sorri, orgulhosa do meu desempenho, peguei minhas roupas e fui correndo para o banheiro, pois já tinha abusado da sorte. Foi um milagre que o moleque ainda não tivesse retornado da rua dizendo: “Tô com fome!”

Aquele ano e a sexta-feira terminariam em oito horas, mas ainda teríamos mais dois dias inteiros para desafiar o perigo. Contarei em outro momento.

***

Retornemos ao meu drama familiar, que estava só começando.

Quando papai retornou para a sala, eu continuava conversando com a minha mãe a respeito do que poderia acontecer conosco dali em diante. O homem pareceu-me completamente perturbado.
— Estou farto de tudo isso; juro que vou matar aquele bando de bandidos.
Nunca vi o meu pai tão nervoso. Mas como ele pretendia fazer aquilo sozinho, contra pessoas tão poderosas?

Continua.

Foto 1 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 26

Foto 2 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 26

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Ficha do conto

Foto Perfil kmilinha
kmilinhaeseudiario

Nome do conto:
Almas Gêmeas - Parte 26

Codigo do conto:
258660

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
05/04/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
3