Almas Gêmeas - Parte 23

Reunião no Parque << ESTAVA A POUCOS METROS da entrada do Parque Centenário, que acabara de ser aberto ao público; passavam três minutos das oito da manhã.
Comigo vieram as lembranças da noite maravilhosa que passei em companhia do professor; ele nunca me comeu tão gostoso antes. Mas precisei virar a chave; em instantes teria um encontro que poderia mudar minha vida e a de muita gente. Minha cabeça trabalhou muito nos últimos dias, procurando a melhor maneira de conseguir as imagens que incriminariam os responsáveis pelo instituto.

Roberto, o jornalista, estava na entrada. Caminhamos, parque adentro, até encontrarmos um lugar reservado e afastado de todos.
Mas, antes de iniciarmos a reunião, primeiramente, queria ter certeza de que ele não estava gravando a conversa.
Ele achou graça no início, depois ficou um tanto indignado quando eu disse que era sério. Mas permitiu que eu verificasse.
— Agora é minha vez de revistar você. — Os direitos não são iguais? — disse o fanfarrão.
— Gracinha! Quem vai contar segredos aqui sou eu — falei, também levando na brincadeira.

Comecei contando como minha família chegou ao Vale do Paraíba e como eu fui parar no ateliê.
Devagar fui avançando nas questões mais delicadas, à medida que interagia com ele e conforme sentia firmeza no jornalista.

Minutos mais tarde, já havia compartilhado detalhes da minha condição de escravizada, além do que presenciei acontecer com Cíntia, sua prima. Tanto na mansão quanto no "castelo".
— Eles nos amarraram para que fôssemos estupradas por animais. Não se trata de uma metáfora; eram cães de verdade, enormes e sinistros.

Por fim, ele parecia horrorizado, incrédulo e sedento de vingança. Estava convicto de que sua tia estava envolvida no bando.
Afirmei que não tinha conhecimento algum sobre ela, mas que poderia ser uma espécie de vítima, assim como meus pais. Ela pode ter caído em um golpe perpetrado por eles ou estava sendo ameaçada.
Sua perspectiva era diferente; ele a considerava culpada e continuava afirmando que não conseguia acreditar na crueldade e na maldade daqueles monstros. No entanto, demonstrou entusiasmo e afirmou que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para colocar, ao menos, uma parte daquela máfia na cadeia.
Comecei a apresentar o meu plano de roubo dos equipamentos para avaliarmos se era realmente viável e útil. Eu trouxe todas as informações e a lista do material necessário para a tarefa.
Ele considerou que seria uma prova valiosíssima, porém ficou preocupado, achando que o risco era muito alto e temendo pela minha segurança.
Argumentei que poderíamos aperfeiçoar o plano nos próximos dias, ou mesmo elaborar outro mais seguro.
Em seguida, foi a vez dele de detalhar como procederíamos caso tivéssemos êxito na aquisição das mídias.

— Nesta semana, levei em conta seu alerta de perigo e parei com as investigações, mas entrei em contato com um colega que trabalha para este site de denúncias. Ele mostrou a página no celular e prosseguiu narrando a conversa que teve com o sujeito:
Várias denúncias anônimas envolvendo o instituto e indivíduos considerados importantes foram recebidas por eles. Comecei a entender seu medo; de fato, eles são extremamente perigosos e constituem uma organização criminosa que domina não apenas o comércio e a educação, mas também a polícia, políticos, juízes locais, meios de comunicação, celebridades e igrejas. Enfim, tudo e todos estão sujeitos às suas regras e arbitrariedades.
As poucas evidências que surgiram incriminando essas pessoas desapareceram antes de chegarem aos níveis mais altos da justiça, assim como as vítimas que tiveram coragem de confrontá-los. O erro deles foi não terem buscado a Polícia Federal desde o início.

— Eu estou seguro de que a equipe do site é séria e confiável; atua há anos nessa causa. Eles nos forneceriam todo o suporte jurídico e nos conectariam com a Polícia Federal antes de qualquer divulgação sobre uma vítima ou provas incriminatórias.
— As imagens dos locais onde ocorrem os rituais criminosos constituem evidências relevantes. Se for possível identificar as pessoas mascaradas, ao comparar com fotos postadas nas redes sociais, a denúncia ganhará ainda mais credibilidade — concluiu.

Essa parceria pode dar certo, pensei confiante. Enquanto eu quebrava a cabeça pensando em outra alternativa para obter as provas, de repente, surge praticamente do nada esse jornalista com interesses semelhantes aos meus.

Enviei a ele o vídeo do YouTube que ensina a abrir fechaduras Tetra. Em seguida, optamos por comprar os itens da minha lista de compras.
Roberto adquiriu no Mercado Livre as duas variedades de chaves micha, para porta e armário, além de suas respectivas fechaduras. Os custos foram compartilhados.
Agendamos um novo encontro para o fim de semana seguinte (27/08), quando ele me entregaria a encomenda para eu iniciar meu “curso de chaveiro”.


Lucas.

Após despedir-me do Roberto, liguei para o Lucas para confirmar se ele estava sozinho em sua casa. Havia ligado para ele horas antes. Naquele momento, a ideia dele era acompanhar seu tio até São Paulo, onde acontecia uma feira de informática. Contudo, ele dispensou o professor para ficar comigo.
— Chegarei aí em pouco mais de meia hora; vou comprar um frango assado pra gente almoçar. Capricha no banho, bonitão, que hoje tem matéria nova, tá?
— Oba! No Ipsilone eu arrasei; hoje farei igual.
— Hahaha, que metido! Me aguarde, beijo!

Mais tarde, no quarto do boy:
— Hoje a aula é sobre a Grécia.
— Vixi! Além do alfa, beta e gama, acho que não conheço mais nada de grego.
— Não é sobre… Como direi… Não tem a ver com o idioma.
— Não é sobre a língua. — É isso?
— Na verdade, é sobre língua, beijo e geografia.
— Beijo de língua eu manjo, mas sou péssimo em geografia. Acho que vou levar pau.
— Vai levar, mais ou menos, hahaha!
— Xiii! Você vai me aprontar alguma, né, Gisele? — Que geografia é essa?
— É a geografia do corpo humano, meu gato.
— O grego não beija na boca, é isso?
— Beija, mas o beijo grego não é necessariamente um beijo.
— Danou-se! Agora complicou.
— Partiu namorar, homi! Depois eu mostro o beijo grego na prática.
— Bora, então!

As preliminares de beijos ardentes, toques nas partes íntimas e roupa ficando pelo chão não eram novidades. Nem o boquete engolindo todinho o seu pau. A surpresa dele foi quando, dissimuladamente, fui erguendo suas pernas dobradas e deixando o boy de costas na cama, tipo um franguinho assado, facilitando a minha tarefa de saborear suas bolas.
Sua surpresa se deu quando a pontinha da minha língua tocou seu ânus; o bonito estremeceu como se tivesse levado um choque suave. Firmei minhas mãos em suas coxas, mantendo-o sob o meu domínio, para poder chupar e penetrar com minha língua até onde conseguia. Ele aceitou de boa e deixou escapar alguns gemidinhos.

Óbvio que ele foi à forra, repetindo o “Ipsilone” com a voracidade de um lobo faminto e sem esquecer dos tabefes no bumbum. Porém, se ele pensou em revanche, não conseguiu, pois só me fez gemer de prazer.

Minha relação com o Lucas era física, carnal e momentânea; habitava em mim um sentimento de perversão, agindo conforme alguns medicamentos, clamando por doses cada vez mais fortes.

Fui embora no meio da tarde, antes que o professor chegasse. O placar estava empatado em 3x3, mas o sobrinho ainda ganhava pelo critério de desempate.

Já a bordo do ônibus a caminho de casa, aproveitei a ociosidade para refletir sobre os últimos acontecimentos.
Anteriormente ao meu primeiro encontro com o Roberto, já havia considerado que não era uma ideia sensata envolver o Lucas nessa parada do HD; é muito perigoso. E se der errado? E se ele deixar rastros e for identificado? E se ele falar para o seu tio? Ah! São tantas perguntas. Ainda teria o incômodo de ele querer saber demais. Outro perigo é sua língua comprida. O fofoqueiro do Lucas falou a meu respeito para o Roberto e fez o mesmo ao revelar para mim que seu amigo era apaixonado pela prima Cíntia e tentava namorar com ela às escondidas, ainda sem sucesso.

Continua.

Foto 1 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 23

Foto 2 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 23

Foto 3 do Conto erotico: Almas Gêmeas - Parte 23


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Almas Gêmeas - Parte 23

Codigo do conto:
258544

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
03/04/2026

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