Era o segundo dia consecutivo que um cinquentão de porte altivo e muito simpático vinha ao escritório, e eu devo tê-lo contagiado com minha alegria, devido a trocarmos olhares e sorrisos durante suas duas breves passagens defronte à minha mesa. Inclusive, deu-me uma piscadinha e nossa conexão foi imediata.
Escutei um dos advogados conversando com a secretária Iolanda Aparecida, minha superior, dizendo que o acordo foi fechado e que a indústria representada pelo homem seria um dos principais clientes do escritório.
Coincidiu de o simpático descer comigo no elevador ao final do meu expediente. Rolou um clima suave; passei a chamá-lo apenas de Geronimo, a seu pedido, e aceitei prontamente o convite para um happy hour de terça-feira em um bar próximo.
O bate-papo com o cara charmoso ficou animado, a ponto de eu dar o bolo em meu namorado; mandei mensagem alegando que estava ajudando uma amiga adoentada.
A conversa maliciosa estava agradável até o final do segundo drink, foi quando ele expeliu seu discurso alinhado com a extrema-direita, em defesa dos traidores da pátria que praticaram um golpe de estado e que continuam lambendo as botas dos americanos. Isso tira o tesão, mas não me surpreendeu; partindo de um grande empresário, pois são raros os que são progressistas.
No entanto, acabei relevando quando o homem experiente e safado tentou contornar o clima ruim que havia criado ao dizer que apoiava a redução da escala 6x1. Evidente que era mentira e sua intenção era terminar nosso encontro em uma suíte de motel.
Eu também estava a fim de transar e antevia que teria satisfação garantida com o homem experiente. Não estragaria a nossa noite. Deixei temporariamente de lado meus ideais políticos e saímos do barzinho com o propósito de encontrarmos um local discreto para praticarmos uma safadeza gostosa.
Ele pegou seu carro no estacionamento e comentou sobre um motel muito show em que eu era assídua, mas menti dizendo que não conhecia motéis.
— Gostaria de conhecer? — perguntou-me.
— Já que você insiste tanto… Bora, lá! — respondi, fazendo graça e carinha de sapeca.
O homem não era pão-duro; escolheu uma das melhores suítes de um motel classe A.
— Uau! Que luxo, amei. Só falta uma música legal para combinar — disse eu, e me encaminhei direto até o painel Autonav na cabeceira da cama. Coloquei um som para rolar.
— Você não disse que não conhecia motéis, Kamilinha?
— Então… eu tenho só a teoria que aprendi com a minha tia — falei sem olhar para ele. Fiquei me sentindo completamente humilhada; tamanha foi a minha mancada. Felizmente, ele se comportou como um verdadeiro cavalheiro, mudou de assunto e mencionou que, antes de tudo, iria tomar um banho, começando a se despir.
— Também vou, mas antes, ouve essa música gostosa. Vou dançar para você.
Eu estava me sentindo alegrinha por causa dos drinks que tomei no bar. Subi na cama e comecei a serpentear o corpo, dançando ao ritmo suave da melodia. Desabotoei a blusa, retirei-a calmamente e a joguei para o lado. Após virar de costas para ele, rebolei sensualmente enquanto descia a saia.
Com apenas duas peças de lingerie no corpo, dancei, fazendo gestos provocativos para o meu espectador peladão.
— Nossa! Que calcinha é essa, Kamilinha? Você está na maldade, né?
Minha calcinha branca de rendinha destacava os meus grandes lábios. Sorrindo, continuei o ato de despir-me de forma lenta e sensual. Tirei o sutiã e balancei o tronco, como se oferecesse meus seios para ele. Excitei o homem e seu membro enrijeceu sem a necessidade de contato íntimo. Ele invadiu meu “palco”, a cama king size.
— Eu não aguento mais de tanto tesão — disse ele e deitou comigo. Depois do beijo ardente de desejos, fez festa em meus seios e, logo após, a brincadeira festiva foi em minha vagina. Retirou delicadamente a minha calcinha e alucinou-me com sua língua vibrante e atitudes gulosas.
Não tive chance de retribuir-lhe o oral, pois pegou-me de quatro logo na sequência, dando golpes deliciosos em minha boceta, que me fizeram uivar como uma cadela ao atingir o momento maravilhoso do clímax.
A ducha ficou para depois da rodada de drinks e, na sequência, a segunda etapa da transa aconteceu com ainda mais intensidade.
Em certo momento, o integrante da fauna bolsonarista, que tenta rasgar a Constituição com a farsa da “dosemetria”, tentava fazer o mesmo com a minha bunda.
— Ooooh! Seu bruto, você está judiando de mim — atuei ao falar, toda manhosa.
— Essa é a bundinha mais gostosa do mundo — disse o sádico, dando tabefes sem sutilezas. Contudo, era muito gratificante sentir toda sua energia dentro de mim, socando fundo e sem piedade.
Por fim, com ambos satisfeitos e promessas feitas para um novo encontro que ocorreria em breve, fomos embora, cada um para sua residência.
Contarei mais em alguns dias.
Beijos!


