Não faz muito tempo que conheci o George; foi na Galeria do Rock, em uma loja de discos de vinil, onde procurava um presente para o meu pai, um roqueiro das antigas. Era início de noite de quinta-feira; continuamos a conversar em uma lanchonete após nossas compras. Contou-me que trabalhava com sua mãe em uma fábrica de roupas de propriedade da família.
O George não era bonito, muito menos delicinha, mas era asseado. Não era inteligente, mas era um ouvinte atencioso. Rolou uma conexão, pois eu estava carente e buscando estabilidade física e financeira após conseguir me desvincular de um relacionamento tóxico. Aquela parecia ser a oportunidade que esperava de ficar rica sem precisar me tornar uma “laranja”, praticar rachadinhas ou explorar a fé de pessoas humildes, atraindo-as para uma seita alienadora e mentirosa disfarçada de igreja evangélica.
Voltamos a nos encontrar na noite seguinte para assistirmos ao filme “O Agente Secreto”.
Saímos do cinema abraçados e, na praça de alimentação, já nos considerávamos namorados. Afinal, ele era simpático, solteiro, da minha idade, saudável e filho de uma empresária conhecida no ramo das confecções. Vocês devem estar pensando que meu interesse foi apenas na herança da futura sogra, né? Tá bom! Podem jogar pedras agora; foi por isso mesmo.
Tivemos cinco ou mais encontros em dez dias; ele já me fazia juras de amor e queria transformar nosso namoro em compromisso sério.
Ainda não tínhamos praticado sexo, não por eu ser casta e comportada — vocês me conhecem, né? Costumo “sarrar” até com poste engravatado. Mas, com o George, adiei a transa, porque eu via nele uma possibilidade de casamento e estava jogando com algumas regras novas.
A possibilidade de matrimônio crescia a cada encontro, pois a companhia do único herdeiro da empresária era agradável e eu ansiava em ser nora de uma multimilionária.
A terceira semana de namoro começou promissora; recebi uma sondagem sobre noivado em plena segunda-feira. O pedido oficial, caso eu aceitasse receber o anel de compromisso, aconteceria já no sábado seguinte em uma festa de bodas de cristal. A mãe empresária havia se casado pela segunda vez, um ano após seu marido, pai do George, falecer. A nova união estaria completando 15 anos.
Evidente que fechei o negócio, digo, aceitei o pedido. Como agradecimento e imaginando um anel com um solitário de muitos quilates, fui carinhosa ao extremo ao final do encontro daquela noite, no interior do carro de vidros escuros estacionado poucos metros antes da portaria do meu prédio. Até desci a calcinha um pouco para que ele pudesse me tocar com mais liberdade. Porém, não funcionou; não alcancei o prazer devido à sua falta de habilidade manual. Simulei um orgasmo, contorcendo-me e gemendo, com o objetivo de elevar sua autoestima.
— Seu danado! Você me fez gozar gostoso demais — menti, descaradamente.
Depois foi a minha vez de chupá-lo e, enquanto saboreava gulosamente o seu pau apetitoso, o meu fogo acendeu. “Quem sabe o desempenho do herdeiro seja melhor transando?” Pensei e fiquei com desejos de senti-lo dentro. Estava a ponto de livrar-me da calcinha e sentar com a boceta na piroca do boy para foder gostoso. Era improvável que corrêssemos o risco de sermos vistos, devido ao horário avançado.
Porém, antes que colocasse o meu plano em ação, ele gozou, enchendo a minha boca com seu leite viscoso. Continuei chupando, engolindo e refleti melhor naquele instante; decidi continuar adiando o coito.
Obviamente, ele ficou satisfeito com o boquete; no entanto, disse que não aguentava mais de vontade de transar comigo e que, por ele, nós casaríamos o quanto antes.
Agora sim que eu não iria mesmo ceder; esperaria a noite de núpcias, torcendo para dar tudo certo.
Por fim, continuei sendo amorosa e agradeci quando ele prometeu que saberia esperar. Fiquei na torcida para que não houvesse empecilhos para o nosso noivado, uma vez que ainda nem conhecia a mãe do George. Ainda assim, já fazia planos de começar o trabalho de agilizar o casamento logo após ganhar o anel de noivado.
Contarei mais em breve.
Beijos!


