Depois daquela noite em que Bruno participou pela primeira vez, as coisas mudaram rápido dentro de casa.
No começo, Bruno adorava. Quase toda semana eles marcavam encontros: às vezes com Kauã e Victor, às vezes com os primos, às vezes com desconhecidos que Paola arrumava pela internet. Bruno assistia, participava, limpava a esposa com a língua depois de cada suruba.
Mas Paola sentia que algo dentro dela estava mudando. Quanto mais Bruno aceitava e participava, mais ela percebia que o tesão maior não era mais o adultério escondido… era ser completamente livre, sem limites, sem precisar fingir ser uma boa esposa.
Uma noite, depois de uma sessão pesada com quatro homens na sala de casa, enquanto Bruno dormia exausto no sofá, Paola sentou na cama e tomou uma decisão.
No dia seguinte, ela fez as malas.
Quando Bruno chegou do trabalho, encontrou a esposa já arrumada, com duas malas grandes na porta.
— Amor… o que é isso? — perguntou ele, pálido.
Paola olhou para ele com carinho, mas firmeza.
— Bruno, eu te amo de um jeito… mas eu não nasci pra ser esposa. Eu nasci pra ser puta. De verdade. Sem fingimento, sem finais de semana, sem ter que voltar pra casa e fingir que sou normal. Eu vou embora.
Bruno tentou argumentar, chorou, implorou. Ofereceu abrir a relação ainda mais, disse que pagaria por tudo, que aceitaria qualquer coisa. Paola apenas balançou a cabeça.
— Você foi o melhor marido que uma putinha poderia ter. Me deu segurança, me deu prazer assistindo… mas agora eu quero viver como eu realmente sou. Sem volta.
Ela pegou as malas e saiu.
Três dias depois, Paola se mudou para o **Cabaré Lua Vermelha**, o mesmo lugar onde tinha feito sua despedida de solteira anos antes. O dono, um homem experiente chamado **Seu Valter**, já a conhecia e aceitou na hora quando ela propôs:
— Quero morar aqui. Quero trabalhar todo dia. Quero ser a puta principal da casa. Sem limite de horário, sem limite de clientes. Quero viver de pau, porra e prazer.
Seu Valter sorriu e deu a ela o melhor quarto do segundo andar — uma suíte grande com cama king, espelhos no teto e nas paredes, luz vermelha suave e uma varanda que dava para o salão principal.
A partir daquela semana, Paola virou a estrela do Cabaré Lua Vermelha.
Todo dia, a partir das 20h, ela descia para o salão vestida para matar: lingerie vermelha ou preta, saltos altíssimos, maquiagem pesada e um sorriso de quem sabe exatamente o que é. Os clientes pagavam caro só para ter uma hora com ela. Outros pagavam mais para assistir.
Paola não recusava quase nada.
Algumas noites ela subia com dois ou três homens ao mesmo tempo. Outras vezes fazia shows no palco: dançava no pole, tirava a roupa devagar e deixava os clientes mais generosos subirem para comer ela ali mesmo, na frente de todo mundo.
Uma noite memorável, ela fez uma suruba aberta no salão principal. Deitou numa mesa grande de veludo, abriu as pernas e deixou que 7 homens a usassem um atrás do outro enquanto o resto do cabaré assistia. Gozo escorria pelo seu corpo, pelos peitos, pela barriga, pela buceta e pelo cu. Paola gozava sem parar, gritando palavras sujas para a plateia:
— Isso… me usem… eu sou a putinha oficial do Lua Vermelha agora!
Bruno apareceu algumas vezes nas primeiras semanas. Sentava no fundo do salão, pagava uma mesa VIP só para assistir a esposa (agora ex-esposa) sendo destruída por desconhecidos. Paola sempre olhava para ele enquanto era fodida, mandava um beijo e continuava gemendo mais alto, como se quisesse mostrar que finalmente estava no lugar certo.
Com o tempo, Bruno parou de ir. Aceitou que tinha perdido Paola para o mundo que ela sempre quis.
No cabaré, Paola floresceu. Ganhava muito dinheiro, mas gastava quase tudo em roupas, lingerie, brinquedos e festas particulares. Dormia até o meio-dia, acordava molhada só de pensar na noite que viria. Às vezes acordava com um cliente ao lado, às vezes com dois.
Ela era, finalmente, livre.
Livre para ser a verdadeira putinha desde novinha que sempre foi.
E o Cabaré Lua Vermelha nunca mais foi o mesmo depois que Paola passou a viver entre suas paredes vermelhas.

