Era para ser só uma semana comum. Meu marido viajaria a trabalho — como tantas outras vezes — e eu ficaria com a casa, a cama, os pensamentos. Silêncios longos que às vezes me acalmam, às vezes me devoram. Mas naquele final de semana, meu marido deveria voltar. Eu tinha planos, mas, ele mudou. Decidiu que não viria, e discutimos. Fiquei puta com ele. Tão puta que voltei ao chat do Uol, e algo mudou. Ou melhor, alguém mudou tudo.
Na sexta-feira à noite encontrei Luís. Um homem maduro, elegante. Paulista, 55 anos, sócio de um escritório de investimentos, casado. Vinha toda semana para Brasília, onde dividia um apartamento na Asa Norte com dois sócios. Um deles eu viria a conhecer depois. Mas naquele momento... Era ele.
E eu. Casada. Sozinha. Cheia de vontades mal resolvidas.
# Parte 1: Sábado
Perto do final da tarde, ele me mandou uma mensagem discreta:
"Vem jantar aqui hoje? Abro um vinho. Você escolhe a música."
Eu relutei, pensei. O fogo entre minhas pernas decidiu por mim.
Respondi apenas:
"Manda endereço, e me espera."
Me preparei com cuidado. Vesti um tubinho azul escuro, levemente solto, mas que ainda marcava meu quadril e desenhava a curva da minha bunda. Me olhei no espelho e sorri de lado. Sabia que aquele reflexo não era de uma mulher indecisa.
Cheguei ao apartamento por volta das 20h. Ele abriu a porta — camisa branca dobrada nos antebraços, um sorriso contido, olhar que me despiu sem cerimônia.
— Boa noite... — murmurei, entrando sem quebrar o contato visual.
— Pensei que você fosse me deixar esperando mais um pouco — ele respondeu com um tom grave, firme.
Fechou a porta atrás de mim.
— Você está linda.
Na mesa, o vinho já respirava. Um tinto encorpado. As taças reluziam. Ele serviu com calma, observando cada gesto meu — da forma como cruzei as pernas ao levantar a taça até o modo como deslizei os dedos pelo colo, distraída. Mas ele não estava distraído.
Conversamos sobre tudo um pouco. Política, filmes, viagens. Mas a tensão entre nós era o verdadeiro prato principal. A cada vez que nossas mãos se tocavam por acidente, eu sentia o arrepio subir pelas coxas. E ele percebia.
Depois do segundo cálice, veio o silêncio confortável. Aquela pausa onde ninguém precisa dizer nada, porque os corpos já conversam. Ele se aproximou devagar, ficando atrás de mim. Suas mãos pousaram nos meus ombros, e ele lembrou da “brincadeira” que fizemos no chat, na noite anterior, sobre eu ir encontrá-lo sem calcinha (ainda que até aquele momento não havíamos combinado nada)
— Você está mesmo sem calcinha? — sussurrou no meu ouvido.
— Descobre — respondi.
Ele me fez levantar e virou-me de frente, seus olhos se demorando no decote, depois descendo pela cintura até onde o vestido terminava. Deslizou as mãos pelas minhas coxas, subiu lentamente... E confirmou.
— Puta que pariu…
Nos beijamos ali mesmo, com pressa e fome. O vinho já não fazia mais sentido. Depois dos beijos ardentes e excitantes, passadas de mãos pelos corpos, onde ele apertara minha bunda com tesão, me pegou no colo e carregou até o quarto sem dizer uma palavra. Eu ria baixinho, excitada com a força com que ele me segurava.
Na cama, me deitou com cuidado, mas com firmeza. Acendeu apenas uma luz lateral. Me olhou nos olhos.
— Se você quiser parar, é agora — disse ele, sério.
— Tarde demais — respondi.
# Parte 2: o oral definitivo
Luís afastou meus joelhos com uma calma que só aumentava meu desejo. Ele não tinha pressa. Seus olhos passeavam pela minha pele centímetro por centímetro.
— Você sabe o que está fazendo comigo, né? — ele murmurou, deslizando os dedos pelas minhas coxas, até quase tocar onde eu mais pulsava.
— Me diz — provoquei.
Ele riu de leve. Era um riso grave, másculo, com gosto de experiência. Então se abaixou e começou a me beijar devagar, das coxas para cima, contornando minha virilha, roçando os lábios na parte interna das minhas pernas enquanto empurrava o vestido para cima. Me arrepiava inteira. Estava tão molhada que sentia o ar frio tocar a pele úmida e reagir como um choque.
Quando ele finalmente beijou e lambeu minha buceta, soltei um gemido involuntário.
— Assim? — perguntou.
— Assim mesmo... Mais.
Ele obedecia com vontade. A língua dele era firme, mas sutil. Sabia explorar, alternando círculos lentos no meu clitóris com lambidas longas e profundas. Eu arqueava o quadril, gemendo cada vez mais alto, os dedos cravados nos lençóis.
— Já? — ele perguntou, me olhando de baixo, com a boca ainda entre minhas pernas.
— Já o quê?, respondi.
— Já está gozando?
Balancei a cabeça negativamente, mordendo o lábio. Ele voltou a me chupar com mais força, dessa vez colocando um dedo dentro de mim, devagar. Meu corpo inteiro tremeu. Então gozei. Forte. De forma incontrolável. E ele continuou me lambendo durante o orgasmo, me fazendo perder o fôlego.
— Caralho, Tania... Você goza lindo — ele disse, subindo por cima de mim e beijando minha boca com gosto de mim mesma.
Senti o pau dele duro roçando meu ventre. Ele já estava sem calça, só de cueca. Grossa, marcando o volume que parecia pulsar contra o tecido (foto abaixo).
— Deixa eu ver — pedi.
Ele se ajoelhou, tirou a cueca lentamente. E eu arregalei os olhos.
— Nossa...
— Demais? — perguntou com um meio sorriso.
— Vamos ver — respondi, sentando-me à beira da cama e segurando o pau dele com uma das mãos. Era quente, pesado, grosso. Comecei a beijar a glande, depois fui descendo a língua pelo corpo. Ele gemeu.
— Que boca... — murmurou, passando a mão pelos meus cabelos.
Chupei com calma. A boca cheia. Os olhos fixos nos dele. Ele segurava minha cabeça, mas com respeito. Eu queria provocar. Suguei, deixei escorrer saliva, esfreguei a ponta da língua ali onde ele estremecia.
— Se você continuar assim... — ele avisou, trêmulo.
Parei. Levantei, tirei meu vestido. Ele me olhava com desejo. Disse a ele:
— Quero você dentro de mim.
# Parte 3: sendo penetrada por outro após 10 meses
Enquanto ele rasgava a embalagem do preservativo, deitei de costas, abri as pernas lentamente, e ele se posicionou entre elas. Passou a glande pela minha entrada, sentindo o calor.
— Puta que pariu... — ele murmurou de novo, se ajeitando com cuidado.
Quando ele começou a entrar, devagar, senti meu corpo todo abrir. Dez meses sem sentir um volume grande me abrindo, parecia que minha buceta havia estreitada. Estava molhada, muito, mas ainda assim ele era grosso, preenchia cada espaço. A penetração foi lenta, um pouco difícil. Fui soltando gemidos baixos, os olhos fechados.
— Vai devagar, Luis...
— Eu sei, linda... Relaxa pra mim...
Ele entrou todo. Devagar, mas fundo. Parou lá dentro, os olhos fixos nos meus.
— Tania... Que buceta gostosa.
Sorri com os olhos fechados.
— Só sua hoje...
Ele começou a se mover. Movimentos longos, lentos, ritmados. Me pegava pela cintura, depois me puxava pelas coxas. Os sons molhados dos nossos corpos preenchiam o quarto.
— Você me enlouquece — ele sussurrava.
Eu gemia, agarrava os ombros dele, puxava pra mais fundo. O pau que era de outra mulher me fodendo.
— Me come forte...
— Tem certeza?
— Sim.. Vai… Quero sentir tudo… forte, anda…
Ele obedeceu. Passou a me foder com mais firmeza, mas ainda com cuidado. Como se testasse meu limite. Quando viu que eu gostava, intensificou.
— Assim... — gemi, soluçando — assim mesmo…
Ele parou de repente, ainda enterrado até o fundo, o pau latejando dentro dela. Respirava pesado, o peito subindo e descendo rápido.
— Vira de quatro pra mim, Tania… agora — a voz saiu rouca, quase uma ordem.
Senti o vazio quando ele deslizou pra fora, o pau todo melado de mim, brilhando. Eu obedeci na hora. Levantei o quadril, apoiei os joelhos e as mãos na cama, empinando tudo pra ele. Ele segurou minha cintura com as duas mãos, os dedos cravando na carne.
— Olha essa bunda… caralho — murmurou, dando um tapa firme que fez minha pele arder.
Sem avisar, encaixou a cabeça grossa na entrada e empurrou de uma vez. Todo. Até o talo. Eu soltei um gemido alto, quase um grito abafado no travesseiro.
— Isso… geme pra mim… geme alto…
Ele começou a meter forte. Ritmado, fundo, sem dó. Cada estocada batia no cérvix, o saco dele esbofeteando minha buceta molhada. O som era obsceno: ploc ploc ploc, misturado com o barulho da cama rangendo e meus gemidos que eu já nem tentava segurar.
— Luis… porra… assim… não para…
Ele puxou meu cabelo pra trás, forçando meu corpo a arquear mais enquanto metia sem parar.
— Você vai gozar nesse pau, Tania… vai gozar gostoso pra mim… aperta essa buceta…
Eu já tava no limite. O corpo inteiro tremendo, as pernas fraquejando. Senti aquele calor subindo da barriga, se espalhando, me queimando por dentro.
— Tô… tô quase… não para… mais forte…
Ele obedeceu. Socava com tudo agora, o quadril batendo na minha bunda, me empurrando pra frente a cada estocada. Eu agarrei o lençol, enterrei o rosto no colchão e gozei. Forte. A buceta pulsando, apertando ele sem parar. Um grito longo, rouco, que saiu sem eu mandar. Meu corpo inteiro convulsionando, as pernas tremendo tanto que quase caí.
Ele segurou firme na minha cintura, não deixou eu desabar. Continuou metendo devagar, prolongando cada onda do meu gozo, até eu ficar mole, ofegante, completamente entregue. Ainda tava duro como pedra dentro de mim, mesmo depois de eu ter desabado toda mole. Respirava fundo no meu pescoço, o pau latejando, sem dar sinal de que ia amolecer tão cedo.
— Porra, Tania… eu ainda não gozei — murmurou, a voz cheia de tesão contido. — Vem cá.
# Parte 4: saindo da cama
Me pegou pela mão e me arrastou pro sofá da suíte. Sentou-se, as coxas abertas, o pau ereto apontando pro teto, coberto pela camisinha esticada ao limite.
— Senta aqui, vem… — chamou, batendo de leve na própria coxa. — Cavalga em mim. Quero te ver gozando de novo.
Eu já tava sensível pra caralho, mas o tesão era maior. Subi em cima dele, de frente, apoiei as mãos nos ombros largos e desci devagar. A cabeça grossa abriu caminho de novo, me enchendo até eu soltar um gemido longo.
— Isso… engole tudo… — ele segurou minha bunda com as duas mãos, guiando o ritmo.
Comecei a rebolar devagar, sentindo ele roçar em cada canto lá dentro. Depois acelerei. Subia e descia com força, os peitos balançando na cara dele. Ele chupava um, depois o outro, mordiscando o bico enquanto eu quicava.
— Caralho, Luis… você é muito gostoso… — gemi, já sentindo outro orgasmo se armando rápido demais.
— Goza de novo, vai… me molha todo… — ele apertou minha bunda, ajudando a descer mais forte.
Não demorou nada. Em menos de dois minutos eu tava lá de novo: a buceta apertando ele em espasmos, escorrendo. Gozei gemendo alto no ouvido dele, tremendo toda, cravando as unhas nos ombros.
Quando o corpo parou de pulsar, eu saí de cima com as pernas bambas. Me ajoelhei entre as pernas dele no chão, o pau latejando na minha frente, inchado, vermelho, quase implorando.
— Agora é sua vez — falei, olhando pra ele com cara de safada.
Segurei a base da camisinha e puxei devagar, arrancando com cuidado. Joguei no chão. Ele gemeu só de ver.
Abocanhei ele inteiro, fundo, até sentir a cabeça bater na garganta. Chupei com vontade, a boca cheia, a língua rodando na glande toda vez que subia. Ele segurou meu cabelo, guiando, os quadris se mexendo um pouco.
— Porra, Tania… assim… vai… engole tudo…
Aumentei o ritmo, uma mão massageando as bolas, a outra batendo punheta na base enquanto eu sugava forte. Ele começou a gemer alto, o corpo todo tenso.
— Tô gozando… tô gozando… abre a boca…
Abri bem, língua pra fora, olhando pra ele. Ele tirou da minha boca no último segundo, bateu duas vezes rápido e gozou. Jatos grossos, quentes, direto na minha língua, na garganta, escorrendo pelos cantos da boca. Eu engoli o que dava, lambi a cabeça limpando cada gota, até ele tremer e soltar um suspiro rouco de alívio. E caiu pra trás no sofá, exausto, me puxando pra deitar no peito dele.
— Caralho, mulher… você acabou comigo.
# Parte 5: acabou, ou tem mais?
Ficamos um tempo largados no sofá, corpos colados, suados, respirando o mesmo ar pesado. Depois ele abriu outra garrafa de vinho que tinha na mesinha, serviu duas taças e me entregou uma.
— Caralho, Tania… isso foi absurdo — ele disse, ainda rouco, passando o dedo pelo meu braço. — Nunca gozei tão gostoso na vida.
Eu ri, bebi um gole longo, sentindo o vinho descer quente.
— Eu também gozei gostoso… duas vezes seguidas, e ainda queria mais. Isso depois do gozo no oral, que já foi forte. Você acabou comigo, Luis.
Conversamos assim, pelados, rindo baixo, trocando olhares que diziam tudo. Falamos como tinha sido intenso. O vinho foi acabando, a taça esvaziando, e eu senti o corpo pedindo um banho.
— Vou tomar uma ducha rapidinho — falei, me levantando, as pernas ainda meio bambas.
Entrei no banheiro, liguei o chuveiro quente, deixei a água cair no corpo inteiro, lavando o suor, o cheiro dele, o nosso cheiro. Fechei os olhos, ainda sorrindo, ainda sentindo ele dentro de mim. Não demorou nem dois minutos: a porta abriu devagar. Ele entrou, pelado, o pau já meio duro só de me ver ali, molhada, com a água escorrendo pelos peitos, pela barriga, entre as pernas.
Sem falar nada, me tirou do box, puxou pela cintura, me virou de costas e beijou o pescoço. Senti ele endurecendo rápido, encostando na minha bunda.
— Não aguentei esperar — sussurrou no meu ouvido, a voz grave de tesão.
Me inclinou sobre a pia, as mãos apoiadas na pedra fria, a bunda empinada pra ele. Ele passou a mão entre minhas pernas, sentiu que eu já tava molhada de novo (não era só água do chuveiro).
— Olha isso… ainda querendo pau — riu baixinho, encaixando a cabeça grossa na entrada. Empurrou a cabeça brevemente, ficando entre meus lábios, enquanto abria outro preservativo. Tirou, vestiu, encaixou de novo.
Empurrou de uma vez. Fundo. Eu soltei um gemido alto que ecoou no banheiro.
— Isso… geme… deixa a vizinhança toda saber que tô te comendo— ele segurou meus quadris e começou a meter forte, sem enrolação.
Cada estocada batia com força, o corpo dele colidindo no meu. Ele puxou meu cabelo para trás, me fazendo arquear, metendo mais fundo ainda.
— Me fode, Luis… forte… assim mesmo…
Ele obedeceu. Socava com tudo, a pia tremendo, o espelho embaçando. Uma mão desceu pro meu clitóris, esfregando rápido enquanto metia sem parar. Eu não aguentei. Gozei de novo, forte, gemendo alto, quase gritando o nome dele.
Luis segurou firme, não parou, prolongou meu gozo até eu ficar mole, ofegante, com a testa encostada no espelho frio.
Aí ele diminuiu o ritmo, ainda dentro de mim, beijando minha nuca.
— Três vezes, Tania… você é insaciável, porra.
E eu só ri, sem forças, completamente entregue.
— Foram quatro... E você ainda não cansou de me fazer gozar…
# Parte 6: de volta à cama
Ele me pegou no colo direto do banheiro, a água ainda pingando dos nossos corpos, e me levou de volta pra cama. Me deitou de barriga pra cima com cuidado, os olhos queimando de tesão.
— Agora vem aqui, vem de papai e mamãe… quero te olhar gozando de novo — disse, já rolando outra camisinha no pau que nem tinha amolecido direito.
Abri as pernas pra ele sem nem pensar. Ele se encaixou entre elas, segurou meus joelhos, abriu mais, e entrou devagar, fundo, até eu sentir ele todo encostado lá no fundo.
— Ai, Luis… assim… me come…
Ele começou a bombar. Ritmo perfeito: fundo, inteiro, saindo quase todo e voltando com força. Os olhos cravados nos meus o tempo todo.
— Você é linda pra caralho, sabia? — sussurrou, a voz tremendo de tesão. —
Quero gozar junto dessa vez… junto comigo, Tania…
Eu já tava no limite de novo. O corpo inteiro sensível, cada estocada me levando mais perto. Agarrei as costas dele, cravei as unhas, puxei ele mais pra dentro.
— Tô quase… não para… vem comigo… vem…
Ele acelerou. Meteu mais forte, mais rápido, o quadril batendo no meu, os gemidos dos dois se misturando. Senti ele inchar mais ainda dentro de mim, latejando loucamente.
— Porra, Tania… tô gozando… goza comigo… agora…
E eu gozei de novo. No mesmo segundo senti ele explodir dentro da camisinha, o pau pulsando, jatos e mais jatos, o corpo dele todo tenso em cima do meu. Ficamos os dois tremendo juntos, grudados, ofegantes, ele ainda enterrado até o talo. Ele desabou em cima de mim, beijando minha boca com calma, a respiração descompassada.
— Caralho… juntos… — murmurou na minha boca, sorrindo cansado. — Perfeito, Tania. Perfeito pra porra.
.
Deitamos ali, suados, ofegantes. Sem palavras por alguns minutos.
— Você não é como eu imaginava — ele disse.
— Melhor ou pior?
— Muito melhor. E muito mais perigosa.
# Epílogo
O ar no quarto estava quente, pesado, com o cheiro do nosso sexo pairando no ar.
— Você tá bem? — ele perguntou, virando o rosto na minha direção.
Assenti, ainda sem voz. Meu corpo estava leve, mas exausto.
— Eu adorei isso — murmurei.
Ficamos assim, um de frente pro outro, trocando carícias calmas. Me senti segura. Desejada, mas não consumida — ainda inteira.
Ao final, peguei minha bolsa e fui embora naquela madrugada (sim, já era madrugada) quente de Brasília. O corpo ainda pulsava, úmido de lembranças. E na cabeça, só uma certeza:
Eu ia voltar.

