Então, o destino agiu. Viajaria para um congresso com uma colega, que adoeceu na véspera. Assim, viajei para Poços de Caldas sozinha. Cheguei numa quarta-feira à noite, cansada, mas com aquela euforia que bate quando a gente sente que pode acontecer alguma coisa. Meu corpo já sabia, minha buceta já piscava.
Na quinta, as atividades começaram cedo. Painéis, discussões, gente andando em bandos, e eu sozinha. No meio daquele vai e vem, senti olhos sobre mim. Não era explícito — ele não sorria nem puxava conversa. Mas me olhava, com aqueles olhos que ainda não te despem, mas te envolvem. Guardei isso. Deixei quieto. À noite, dormi sozinha.
Na sexta-feira, durante o coquetel, foi impossível ignorar. Ele se aproximou devagar, com uma pose confiante, sorriso discreto. Terno escuro impecável, barba rala, bem cuidada, feita, um leve toque de arrogância elegante no olhar. Óculos de armação fina, voz grave. Ele parecia deslocado, ou com dificuldade para se misturar. E isso me chamou atenção.
Estávamos agora frente a frente. Sentados em um balcão. Minha taça de vinho na mão, o corpo levemente inclinado, pernas cruzadas. O macacão preto abraçava meu corpo do jeito certo, com o decote insinuando. Me senti observada de verdade.
— Você me deixou curioso — ele disse, com aquele sorriso contido, de canto de boca.
— E sobre o que você está curioso? — respondi, sem desviar o olhar.
Ele riu leve, passou os dedos no copo de uísque e inclinou o corpo para frente.
— Aquilo que a gente só compartilha quando já é tarde e estamos a dois passos do elevador.
Pausa. Uma cantada direta, mas certamente erudita, inteligente. Algo inesperado. Senti um calor subir das pernas para o peito. Bebi um gole de vinho. O corpo dele, o tom da conversa, a tensão densa entre nós. Tudo me dizia que aquela noite prometia.
— Aquilo que a gente só compartilha quando já é tarde e estamos a dois passos do elevador? — eu repeti. E sorri.
Inclinei levemente o corpo para frente, cruzando ainda mais as pernas. O macacão preto — leve, justo, sem sutiã — deixava clara a ausência de intenções inocentes. E, mesmo assim, ele não olhou para o meu decote. Olhava nos meus olhos. O tipo de homem que joga com calma, mas com precisão. A resposta dele foi avassaladora:
— Escadas dão tempo pra pensar. Elevadores não perdoam hesitação.
Silêncio. Havia música ao fundo, mas parecia longe. Algumas pessoas passavam por nós, outras vinham cumprimentá-lo brevemente — pela palestra feita, suponho eu. Quando voltava o olhar pra mim, era como se o tempo entre as interrupções não tivesse existido. Ele voltava com presença.
— João Pedro — disse, estendendo a mão.
— Tania. — Apertei. Firme. Um pouco mais do que o social exigia.
— Então… Tania — ele começou, olhando a pulseira da minha credencial — “poster”. Você me parece deslocada no evento. Mas isso me provoca….
— Acho que só provoco quem presta atenção.. foi minha resposta
— Nesse caso, vou prestar ainda mais.
Ele tomou um gole do uísque. Os dedos eram bonitos. Cuidados. A aliança de casamento era grossa. O terno caía perfeitamente nos ombros, altura mediana, e havia uma segurança em sua postura que me atraía,
— Vai ficar até quando? — ele perguntou, casual, mas com algo no olhar que já pedia além da resposta.
— Até domingo de manhã. Meu dia de amanhã é quase uma folga. E vc?
— Depende. Iria amanhã. Se eu tiver companhia, talvez eu estenda.
Pausa. Meu corpo respondeu antes da minha mente. Um arrepio discreto no pescoço. A parte de dentro das coxas se aquecendo. Ele não precisava dizer nada com duplo sentido — o tom de voz, o tempo entre as frases, a maneira como me escaneava sem vulgaridade… tudo dizia que ele me queria. E eu estava pronta pra aceitar.
Mas ainda não.
— Está barulhento aqui, me acompanha até o bar? — perguntei.
Ele se levantou antes mesmo da frase terminar. O bar do hotel ficava num mezanino discreto, afastado do burburinho do salão principal. Sofás baixos, iluminação morna, música instrumental preenchendo o silêncio sem atrapalhar. Um lugar feito para conversas que não devem ser ouvidas. Ele pediu um vinho tinto pra mim — o mesmo da minha taça anterior, sem me perguntar. Para ele, outro uísque. Sem gelo.
Sentamos lado a lado, numa poltrona larga demais pra um, estreita demais pra dois. Nossos braços se tocavam de leve. Primeiro os cotovelos. Depois o antebraço. Aos poucos, o calor de um passava para o outro, como se aquilo fosse natural — ou necessário.
— Você sempre viaja sozinha para eventos? — ele perguntou, com os olhos em mim. Não no decote, não no crachá. Em mim.
— Quase nunca. Mas de vez em quando… eu preciso sair de mim um pouco. Respirar outra cidade. Outro olhar.
— Outro corpo?
A pergunta veio sem provocação. Como se ele estivesse só constatando algo que já sabia. Virei o rosto devagar. Encostei o queixo no ombro e deixei meu olhar cair direto no dele.
— Às vezes sim. Mas só quando vale a pena.
— E hoje?
— Ainda estou decidindo.
Ele sorriu. Bebeu um gole. E então fez algo que não esperava: passou o dedo com delicadeza no canto da minha boca.
— Tinha um vestígio de batom — disse, baixinho, com a ponta dos dedos ainda próxima do meu queixo.
Eu não respondi. Apenas encostei minha perna na dele, com um leve cruzar de pernas. Conversamos mais. Sobre coisas leves — viagens, livros, pessoas que fingem ser interessantes demais em congressos. Mas mesmo nos temas banais, havia tensão. Ele me ouvia com atenção, inclinando-se às vezes, sempre com os olhos nos meus lábios.
Na terceira taça de vinho, minha mão tocou a dele. Primeiro sem querer. Depois, por querer. Os dedos dele tocaram os meus, e ficaram.
— O quarto é bom? — ele perguntou, casual.
— É confortável. Vista da praça.
Ele assentiu, com um sorriso que dizia tudo. Mas não forçou nada.
— Você quer subir comigo? — perguntei.
Ele não respondeu com palavras. Apenas se levantou e estendeu a mão.
E eu fui.
#Parte 1: preliminares
O corredor do hotel estava silencioso, o som abafado dos nossos passos andando lado a lado. Ao chegar na porta do quarto, eu parei por um segundo com a chave na mão.
Ele não disse nada. Só esperou. Abri. Entrei. Ele ficou parado à porta.
— Pode entrar — falei, ainda de costas, enquanto caminhava devagar pelo quarto.
Ouvi a porta fechar com um clique seco. As luzes já estavam em meia intensidade. A janela deixava ver as luzes suaves da praça abaixo. Tirei os brincos e deixei sobre o aparador, sentindo os olhos dele nas minhas costas nuas.
— Vista bonita — ele disse, com a voz mais baixa agora, quase rouca.
— A da janela... ou a minha?
Demorei meio segundo para me virar. Ele já tinha deixado o paletó pendurado na poltrona. Estava de camisa social escura, as mangas dobradas até os antebraços, o colarinho desabotoado. O peito largo, o corpo firme, o olhar calmo — embora faminto. Aproximei-me devagar. Tirei os sapatos, um de cada vez, com movimentos quase coreografados. Fiquei descalça diante dele.
— Você parece o tipo que prefere escadas, lembra?
Ele sorriu, tocou meu rosto com a ponta dos dedos.
— Mas o elevador é irresistível quando o destino vale a viagem.
A mão dele desceu até minha cintura. Segurou e puxou devagar. E então me beijou.
O beijo foi como a espera inteira: lento, firme, com a língua entrando só quando a minha pediu. As mãos dele subiram pelas minhas costas nuas, deslizaram com calma, sentindo minhas curvas. Eu me entreguei com o corpo inteiro, pressionando meu ventre contra ele, sentindo a rigidez do seu desejo entre nós. Quando se afastou por um instante, me olhou como se quisesse gravar aquela imagem.
— Você tem gosto de mulher decidida.
Ele me puxou de novo. Dessa vez com mais firmeza. O segundo beijo foi mais denso. As mãos dele agarraram minha cintura com mais força, trazendo meu corpo de encontro ao dele. Eu sentia seu pau pulsando por dentro da calça, firme contra mim. Pressionei o quadril com leveza, só pra provocá-lo, e ouvi seu suspiro preso no meio do beijo. Nos afastamos devagar. Não havia pressa em tirar a roupa — mas havia intenção. Ele levou os dedos às alças do meu macacão:
— Posso? — perguntou, olhando nos meus olhos.
Assenti em silêncio. Não havia mais necessidade de palavras. Ele desceu com calma, com um gesto quase cerimonial. O tecido escorregou bem devagar pelos meus ombros, revelando os seios nus. A respiração dele mudou. Acariciou meus peitos, cujos mamilos apontavam duros. Segurou meu queixo com uma das mãos e me olhou por um longo segundo — um olhar cheio de luxúria, mas também de algo mais contido, com uma lembrança do que éramos fora dali: dois casados, dois corpos clandestinos dividindo um quarto neutro, uma cidade alheia, uma noite permitida pelo silêncio
.
Ele se agachou diante de mim. Puxou a roupa até meus tornozelos, depois deslizou os dedos pelas minhas pernas, até alcançar a calcinha — renda bege, quase fio-dental. Me olhou, sorriu de canto e, sem dizer uma palavra, a tirou com os dentes.
Fiquei nua diante dele. Ele, ainda de camisa, com os olhos fixos entre minhas coxas, as mãos pousadas nas minhas panturrilhas. A respiração pesada. O controle à beira do rompimento. Levantei seu rosto com a mão.
— Agora é a minha vez.
Abri os botões da camisa devagar, sentindo o calor da pele dele vir à tona. O peito firme, coberto por pelos grisalhos. Um homem maduro, com o peso certo da experiência. Seus olhos não se desviavam dos meus. Não havia vergonha. Só desejo. Puro, decidido.
Quando abri a calça e abaixei a cueca, ele estava ali. Erguido. Presente. Uma glande grossa, maior que o corpo, tipo cabeça avantajada, cogumelo (foto abaixo). Ligeiramente curvada para cima, brilhando de excitação. Não o maior que já vi (15 ou 16cmcm)— mas um dos mais intensos por causa do formato vasto da cabeça, e da lembrança da sensação do pau curvado para cima do meu último amante, Roberto, de quem já falei no meu conto anterior.
Toquei com a ponta dos dedos. Ele fechou os olhos.
— Ainda quer saber se hoje vale a pena? — ele perguntou, rouco.
— Já está valendo. E a noite só começou.
Não resisti e levei meus lábios grossos àquele pau gostoso. Era diferente. A cabeça muito grossa, o corpo um pouco menor, mas ainda assim precisando de quase todo o diâmetro dos meus dedos para envolvê-lo. Segurava e beijava, e enfim chupei. Chupei como costumo fazer, com volúpia, intensidade, molhando aquele mastro. Em silêncio, meu e dele. Olhares se encontrando e trocando toda a luxúria necessária. Parei. levantei.
Me virei e caminhei até a cama, ainda nua, o macacão empoçado no chão, a calcinha deixada sobre a poltrona. Subi devagar, com os joelhos apoiados sobre o colchão branco, sentindo o ar frio do quarto tocar minha pele quente. Me virei de frente para ele, sentando sobre os calcanhares, as mãos apoiadas atrás do corpo, os seios à mostra — exposta, mas decidia.
João Pedro me observava. Totalmente nu agora, com a camisinha já na mão, sem pressa. O corpo forte, maduro, marcado por uma virilidade silenciosa. Seus olhos percorriam os meus — depois meu colo, minha barriga, o espaço entre as coxas.
— Você é linda demais — ele disse, com uma simplicidade que não soou vazia.
Eu sorri, sem modéstia.
— E você está demorando pra vir até aqui.
Ele se aproximou com um joelho na cama, os músculos das coxas firmes. Subiu até mim, devagar, como se quisesse me explorar com os olhos antes das mãos. Quando chegou perto o bastante, seu rosto parou a poucos centímetros do meu.
— Se eu encostar agora... não paro mais.
— Então encosta logo.
Ele pousou uma mão na lateral do meu rosto e me beijou outra vez. Dessa vez sem contenção. Um beijo profundo, quente, com gosto de vinho e whiskey. Suas mãos foram descendo pelos meus ombros, contornando meus seios com os polegares, depois firmando-se na minha cintura enquanto me deitava devagar, ainda me beijando.
— Sabe o que eu pensei quando te vi pela primeira vez, ontem? — ele sussurrou, com os lábios encostando de leve no meu pescoço.
— Que eu era casada?
— Que você estava precisando ser muito bem fodida. E não tinha ideia de quanto.
Soltei uma risada baixa, mas ela se perdeu no ar quando ele desceu a boca para o meu peito. O calor da língua dele me fez arquear as costas — primeiro num mamilo, depois no outro, alternando com a mão firme entre minhas pernas, explorando a umidade crescente ali.
— Você está tremendo — ele murmurou, quando os dedos se insinuaram mais fundo.
— É que eu estava precisando lembrar como é ser tocada assim.
# Parte 2: de bruços
Ele me deitou totalmente, levantou minhas pernas, e se posicionou entre elas. Pegou o pau com a mão, e começou a pincelar aquele cabeção na minha buceta, esfregava no clitóris, depois descia mais embaixo, recolhia minha umidade que já era abundante, e voltava para cima. O volume da cabeça pressionava meus lábios a se abrirem bastante, e as paredes da minha vulva eram tocados sem penetração. Ficou assim por longos minutos.
Então se ergueu, olhou nos meus olhos, e abriu a embalagem da camisinha.
— Vai me deixar te lembrar?
— Hoje, João Pedro… hoje você pode tudo.
E então me virou devagar, de bruços, com uma mão firme nas minhas costas e a outra escorregando pela minha cintura. Subi o quadril com um gesto leve. Ouvi o som do preservativo se ajustando, o colchão ranger sob o peso dele se aproximando. Ele me segurou pela cintura, beijou minhas costas nuas, e entrou em mim com um movimento lento, progressivo, firme.
Eu gemi baixo, o rosto virado pro travesseiro, o corpo inteiro reagindo à sensação. A cabeça larga tocava todos os pontos internos, e eu sentia cada milímetro abrindo caminho, pressionando os lugares certos.
— Você é tão quente... — ele sussurrou, ofegante. — E tão apertada...
— É você que tá me abrindo assim.
Ele parou, com o membro inteiro dentro de mim, e segurou meus quadris com força.
— Fica assim. Não se mexe.
Obedeci. E o silêncio entre nós agora era puro desejo. Então começou a se mover com estocadas lentas, testando o ritmo, explorando cada gemido meu como se afinasse um instrumento. A cada investida, meu corpo cedia mais — e a fricção da cabeça dele, larga e firme, me fazia perder o fôlego. Sentia tudo aquilo entrando com precisão e peso.
— Caralho, Tania... você aperta como se me quisesse preso aí dentro.
— E eu quero. Fica. Me fode gostoso…
Ele obedeceu. As estocadas ficaram mais profundas, mais firmes. Segurou meus quadris com força e acelerou o ritmo. Ouvi seus gemidos — baixos, roucos, ritmados. E o meu corpo reagia: os quadris empinados, a testa afundada no travesseiro, a boca entreaberta num gemido crescente. Até que veio. Rápido. Forte. Meu primeiro orgasmo explodiu com ele todo lá dentro, me preenchendo inteira. Meus músculos apertaram em volta do pau dele, e eu gritei abafado no travesseiro, com a respiração entrecortada e as coxas tremendo.
Ele sentiu. Parou. Apoiou-se nas minhas costas, beijando minha nuca enquanto meu corpo ainda pulsava. Depois se afastou, me virou com delicadeza e deitou ao meu lado, os olhos fixos nos meus.
— Já?
— Eu tava precisando… mas… só comecei — respondi, sorrindo, ainda ofegante.
# Parte 3: a cavalgada
Beijei-o com desejo renovado. Um beijo molhado, bagunçado, cheio de saliva e vontade. Sentei sobre ele na cama, com as pernas abertas, o preservativo ainda em seu lugar. Peguei seu membro com a mão, ainda rígido, e o guiei de volta pra dentro de mim. Cavalguei . Devagar. Profundo. Movimentei o quadril num ritmo circular, encaixando até o fundo, rebolando com precisão. Meus olhos nos dele. Mãos no seu peito. Senti seu pau roçando cada canto da minha buceta — me demorei assim, ele resistindo, e quando esfreguei com mais força, apertando o clitóris contra ele, o segundo orgasmo veio. Silencioso, úmido, profundo. Um arrepio atravessou meu corpo, e minha cabeça tombou para trás.
— Porra... — ele gemeu. — Você sabe o que tá fazendo comigo, mulher gostosa?
— "Aguenta, que eu ainda nem comecei…
# Parte 4: na poltrona
Desci da cama, puxando-o pela mão até a poltrona. Ele se sentou. Eu subi em cima.
Me encaixei sobre ele com precisão, sentindo tudo de novo. Agora era mais íntimo — a posição fazia nossos corpos colarem, peito contra peito, minha boca no seu ouvido, e também na boca. Movimentos curtos. Encaixe total. Fricção constante. E ali, com as pernas apoiadas no assento da poltrona, deixei que ele me invadisse de novo. Até que ele avisou.
— Vou gozar...
Saí devagar, retirei a camisinha com cuidado. Acariciei seu pau, quente, pulsando. Segurei com firmeza enquanto beijava a boca, e masturbei rápido, até vê-lo estremecer inteiro. Seu gozo jorrou quente, denso, acertando minha barriga, escorrendo até meu púbis. Ele fechou os olhos, soltou um gemido longo, o corpo inteiro tensionado sob minhas mãos. Ficamos em silêncio. O cheiro do sexo no ar. Ele encostou a testa no meu peito e me envolveu pela cintura.
— Vc fica linda com meu gozo no teu corpo. Queria te ver gozar de novo — ele sussurrou, ainda ofegante.
# Parte 5 - um intervalo
A luz do abajur deixava a cena dourada. Ele ainda estava sentado na poltrona, corpo relaxado, respiração pesada, enquanto eu me afastava lentamente para pegar uma toalha no banheiro. Limpei com cuidado a barriga e o púbis. Quando voltei, ele já estava de pé, ainda nu, apoiado na beira da cama com uma taça de vinho na mão. Me ofereceu a outra.
— Merecido — disse, com um sorriso cansado e satisfeito.
Deitei nua sobre os lençóis, apoiando o cotovelo no travesseiro e observando seu corpo. Forte, masculino, mas com aquela leveza de quem não precisa se provar. O pau dele estava mais calmo agora, mas o cabeção marcava presença. Mesmo flácido, era grosso. Impressionava pelo formato, pela memória recente do que me causara
.
Ele sentou ao meu lado, os pés no chão. Ficamos assim por um tempo, saboreando o vinho entre goles lentos. A música da rua subia fraca pela janela entreaberta. Era como se o mundo lá fora não soubesse de nós dois ali dentro — dois casados, dois adultos bem resolvidos, entregues ao que sabiam que queriam.
— Você sempre transa assim, com essa calma toda, demorando tanto para gozar? — perguntei, deslizando os dedos pelas costas dele.
— Não. Só quando a mulher me tira do eixo — respondeu. Depois virou-se e me olhou sério: — Você tirou.
— Bom saber...
Ele tocou minha coxa, com aquela familiaridade conquistada. Subiu os dedos devagar, chegando perto da minha virilha, sem invadir. Brincava com a pele ao redor, como se estudasse minhas reações.
— E você? Sempre goza assim?
— Nem sempre. Mas quando o homem sabe o que está fazendo...
— Eu sei?
— Você fez meu corpo esquecer que eu era casada…
Ele sorriu, respirou fundo.
— Ainda tem mais de mim aqui. Quer?
— Depende.
— Do quê?
Me aproximei do seu ouvido e sussurrei:
— De você me comer devagar agora... olhando nos meus olhos.
# Parte 6 - aumentando a intensidade
Ele me encarou com um desejo mais contido, mais maduro. Levantou-se, pegou outra camisinha e voltou pra cama. Deitou-se sobre mim, com o peso apoiado nos antebraços. Me beijou com calma, depois desceu a boca para os seios, novamente.
— Eu adoro o gosto da tua pele.
— E eu adoro o peso do teu corpo sobre o meu.
Ele subiu na cama e se deitou sobre mim, encaixando-se entre minhas pernas com naturalidade. O corpo quente contra o meu, o peso dele me preenchendo antes mesmo de entrar.
— Pronta pra mais? — murmurou, com a ponta do nariz roçando meu queixo.
— Nunca estive tão pronta
A segunda camisinha já estava colocada. Ele segurou meus quadris, me olhou por um momento e então me penetrou de novo. Devagar. Com aquele mesmo cuidado de antes, mas agora mais íntimo. A conexão era maior. O clima tinha mudado: não havia mais tensão, só entrega.
As estocadas eram profundas, cadenciadas. Nossas bocas se encontravam entre os movimentos, e cada beijo parecia um intervalo planejado. Meu quadril acompanhava o dele no ritmo exato. Minhas pernas subiam, enroscavam nele, depois desciam, inquietas. Eu gemia baixo, com as mãos nas costas dele, sentindo aquela cabeçorra roçar por dentro, aquele formato que me fazia arrepiar. Então, em certo momento, ele saiu de dentro, segurou meus braços e me puxou com firmeza.
— Vem — disse, levantando comigo.
Ficamos de pé ao lado da cama. Ele me ergueu pelas coxas com facilidade, me fazendo envolver as pernas ao redor da cintura dele. O pau entrou fundo, num único movimento. Inclinei o corpo pra trás, gemendo alto, sentindo a força dos braços dele me mantendo ali, suspensa, aberta, entregue.
— Porra, João... — murmurei. — Assim eu gozo de novo...
— Ainda não — ele sussurrou no meu ouvido, com um tom rouco. — Quero ver você explodir.
Me deitou de bruços sobre a cama. Puxou meu quadril pra cima, firmou os joelhos no colchão atrás de mim. Segurou meu cabelo com uma das mãos, a cintura com a outra. E me penetrou de novo, por trás, com força, com ritmo, com urgência. As estocadas batiam fundo, rápidas, precisas.
A fricção intensa, a cabeça dele roçando cada parede da minha buceta, me fazia perder o ar. Aquele formato — grosso, curvado, cabeça larga — me preenchia demais. Não aguentei. Afundei o rosto no travesseiro e gozei com tudo. Um orgasmo violento, que veio com espasmos, pernas tremendo, gemido abafado e o corpo inteiro latejando. Ele gemeu alto ao perceber.
— Caralho... que delícia te ver gozar assim.
Parou. Me virou de novo com delicadeza. Deitou sobre mim, agora suado, o olhar vidrado.
Entrou devagar, no papai/mamãe outra vez. O pau ainda duro, deslizando com facilidade por causa do quanto eu ainda escorria.
— Quero terminar te olhando nos olhos.
Segurei seu rosto. Cruzei as pernas em torno da cintura dele.
— Então vem. Mete com vontade.. me fode
Ele começou a se mover, mais rápido e profundo. Cada estocada fazia meu corpo vibrar. O suor dele escorria na minha pele. Os olhos presos nos meus.
— Goza comigo... — ele pediu.
— Tô aqui. Tô tua.
Ele estremeceu. E então gozou. Com o corpo tremendo, os músculos contraídos, um gemido longo abafado entre meu pescoço e o travesseiro. Gozo quente, preso dentro da camisinha. Ele ficou parado dentro de mim, corpo colado ao meu corpo. Beijou minha boca com doçura. E depois deitou ao meu lado, exausto e leve.
# Epílogo
Saímos dali para o banheiro. O banho foi morno e demorado. Entramos juntos sem pressa. Ele ficou atrás de mim, braços envoltos na minha cintura, e ali ficamos um tempo, apenas sentindo a água escorrer entre os corpos ainda sensíveis. Voltamos para a cama com toalhas enroladas, cabelo ainda úmido. Ficamos lado a lado, deitados , com o abajur aceso e o vinho ao alcance.
— Você me surpreendeu — ele disse, passando os dedos nas pontas do meu cabelo.
— Em quê?
— No jeito. No corpo. Mas, principalmente, no fogo aí dentro.
Sorri.
— O fogo nunca some. Às vezes a gente só finge que apagou.
— E do que ele se alimenta?
— De coisas que ainda não vivi — respondi, pausando por um segundo. — De desejos que nem sempre cabem no mundo que a gente mostra pros outros.
Ele me olhou com atenção. Silêncio.
— Já realizou todas as suas fantasias? — perguntei, encarando o teto.
— Algumas sim. Outras… ficaram guardadas. Casamento, filhos, rotina. Você sabe como é.
— Sei. Por isso algumas coisas a gente vive assim. Fora. Em outro lugar.
Ele se virou de frente pra mim, tocou minha cintura nua sob o lençol.
— E você? Já viveu todas?
Respirei fundo. Estava quente. Mas não era o vinho — era o espaço de segurança que ele me dava com aquele olhar firme, sem julgamento.
— Nem todas — confessei. — Algumas eu nunca nem falei em voz alta.
— Tenta agora. Estamos em outro lugar.
Olhei nos olhos dele. Firme. E disse:
— Às vezes me imagino com dois. Ao mesmo tempo. Sendo desejada por dois homens. Sentindo mais de um corpo me tocando, me usando. Não sei se é só sobre prazer… ou sobre me perder mesmo. Me dissolver ali. Sem dar conta.
A reação dele foi um misto de surpresa e curiosidade sincera. Mas nada de choque. Nenhuma reprovação.
— Isso é... bonito, Tania.
— Bonito?
— Sim. Porque é honesto. Cru. E porque dá pra ver que não é vulgar. É desejo mesmo, puro. A mulher que goza por inteiro, que quer se ver multiplicada. Não julgaria isso nunca.
— Acha demais?
— Acho excitante.
Ele se aproximou mais. Tocou minha coxa por baixo do lençol.
— E já pensou como seria? Dois ao mesmo tempo... te comendo de lados diferentes?
— Muitas vezes.
Minha voz saiu mais baixa.
— Um me comendo por trás, outro na minha boca... ou me segurando nos braços, enquanto sou invadida de novo.
Os olhos dele estavam vidrados agora. O corpo respondendo, mesmo depois de ter gozado duas vezes.
— Você vai realizar isso um dia — ele disse, seguro.
— Talvez. Mas com as pessoas certas. E o clima certo.
— Será que eu poderia estar nesse dia?
Toquei seu peito devagar.
— Se for com a mesma entrega de hoje... talvez você já esteja na metade do caminho.
Ele sorriu. Me puxou pela cintura. Ficamos ali, colados, o lençol entre nós, mas o calor nos envolvendo. Naquele quarto de hotel em Poços, depois de um sexo memorável, dois casados conversavam sobre aquilo que quase nunca é dito. E foi nesse “quase” que tudo se acendeu de novo.
A conversa entre nós já tinha se tornado mais densa, mais íntima do que muitos casamentos aguentariam.
— Posso te contar uma coisa? — ele perguntou, a voz rouca, os dedos passeando distraídos na curva da minha cintura.
— Claro — respondi, sem hesitar.
— Tenho um perfil em um site adulto.
Pausa.
— De casais.
Virei o rosto para ele, curiosa, mas sem surpresa.
— Casais… tipo swing?
— Tipo casais reais, outros só fantasiosos. Alguns só buscam ver. Outros... buscam viver. Tem gente de todo tipo. Inclusive solteiros. Ou melhor, solteiras, mas também muitos homens sozinhos — ele disse, pausadamente, como se medisse o impacto das palavras. — Muitos, inclusive, daqui por perto.
Fiquei em silêncio por alguns segundos.
— E o que você faz lá?
— Converso. Vejo. Fantasio. Já vivi algumas coisas.
Ele passou o dedo entre os meus seios, distraído.
— Mas sabe o mais interessante? O tanto de mulheres... como você... que aparecem lá. Casadas. Com fantasias guardadas a sete chaves.
— Eu entendo essas mulheres — murmurei.
— Eu sei que entende.
Ele se virou de frente, apoiando a cabeça na mão, e me olhou com intensidade.
— E se… E se um dia você quisesse viver sua fantasia com dois... eu te mostrasse esse mundo? Te ajudasse a encontrar alguém seguro. Alguém certo. Alguém que entenda o que é estar com uma mulher de verdade, como você?
Meu coração acelerou. Não pela proposta, mas pela forma como foi dita. Apenas... oferecendo a chave de uma porta que eu mesma tinha desenhado minutos antes.
— E você estaria lá?
— Claro. Eu não quero só assistir. Quero participar. Guiar. Sentir você entre dois. E ver, bem de perto, o que isso faz com você.
Fechei os olhos por um instante. As imagens começaram a se formar. O peso de dois corpos. As mãos diferentes. A sensação de ser tomada. Olhada. Gozadas cruzadas. Ser o centro da cena e da intenção. Abri os olhos devagar. A conversa tinha acendido algo novo em mim. Não apenas tesão — mas uma espécie de liberdade excitada.
Me virei sobre ele, ainda debaixo do lençol, e comecei a beijar seu peito, devagar, descendo até o ventre. Segurei seu membro com delicadeza. Estava mole, mas quente, vivo.
Beijei a ponta com carinho. Chupei de leve, tentando acordá-lo de novo.
Ele gemeu baixinho, afagando meus cabelos.
— Tania…
— Hm?
— Eu quero. Mas meu corpo... já entregou tudo hoje. Não é falta de vontade.
Sorri contra a pele dele. Subi devagar, deitando sobre seu peito.
— Eu sei. Não tô cobrando. Mas queria mais um pouquinho de você.
— Você me teve inteiro, porra. — Ele riu, cansado, mas entregue. — E vai ter mais.
Ficamos abraçados assim, a cabeça no ombro dele, meu corpo ainda latejando de excitação mal resolvida. E foi ele quem quebrou o silêncio.
— Quer saber?
— O quê?
— Amanhã. Se você quiser. Eu posso te mostrar alguns perfis. Gente real, segura. Solteiros que já conheço ou já conversei. A gente avalia juntos. Sem pressa.
Me virei de lado, encarando ele, agora com um leve brilho nos olhos.
— Você tá falando sério?
— Muito. E se tiver alguém que combine com a tua energia... a gente marca. Só nós três. Nada público, nada exagerado. Uma noite discreta. Num lugar confortável.
— Eu escolheria?. Eu guiaria tudo? Sem obrigação de nada, se der pra trás?.
— Exatamente. Você no centro. Como tem que ser.
— E você?
— Eu te ajudo a realizar. Te acompanho. E te vejo se perder como quer.
Meu corpo reagiu só de ouvir. Não transamos de novo naquela noite — mas algo tão íntimo quanto o sexo havia acontecido: ele me ouviu. Me viu. Me ofereceu não só o corpo, mas uma porta. E a liberdade de abrir, se eu quisesse. Naquela noite, dormimos abraçados. Mas o dia seguinte... já estava em construção.

