Episódio 14 – A chegada de Bruna (contado por Cíntia)


Bruna começou a aparecer na casa no meio da segunda semana depois que decidimos o nudismo. Era a namorada de Ronaldo, uma moça de vinte e três anos, crente, de voz mansa e jeito reservado. Usava saias longas, blusas que cobriam até o cotovelo e sempre trazia uma Bíblia pequena dentro da bolsa. Na primeira visita ela ainda encontrou a casa “normal”: eu e Antônio de roupa, as meninas também. Ronaldo a apresentou, ela cumprimentou educada, sentou na ponta do sofá e quase não falou.
Na terceira visita as coisas já tinham mudado. Maria andava nua pela sala quando Bruna chegou. Eu estava só de calcinha na cozinha. Cláudia saiu do banheiro completamente pelada, secando o cabelo. Bruna parou na porta, os olhos se abriram, o rosto ficou vermelho até as orelhas. Ela apertou a alça da bolsa com força e baixou o olhar na hora. Ronaldo, ainda de bermuda, murmurou um “desculpa, eu ia te avisar”. Ela não respondeu. Só entrou, sentou e ficou em silêncio, as mãos no colo, os joelhos colados.
Eu vi o conflito no rosto dela. A criação religiosa puxava para um lado; a curiosidade, misturada com um medo doce, puxava para o outro. Ela não saiu correndo. Ficou. Observava de canto quando Maria passava, quando eu me inclinava para pegar algo e os seios balançavam livres. Cada vez que alguém se movia nu perto dela, Bruna corava mais, mas não desviava o corpo. Só a respiração dela ficava mais curta.
No final daquela tarde, enquanto Ronaldo a levava até o portão, ouvi a voz baixa dela perguntando:
— Isso… é sempre assim agora?
Ele tentou explicar. Ela ouviu em silêncio. No dia seguinte voltou.
Dessa vez já sabia o que ia encontrar. Entrou, cumprimentou, e ficou parada no meio da sala olhando para nós quatro nus — eu, Antônio, Maria e Cláudia. O peito dela subia e descia rápido. Ronaldo estava só de cueca. Bruna apertou a própria saia, como se quisesse se agarrar nela. Depois, com a voz trêmula, falou:
— Se… se vocês permitem… eu queria tentar também.
Ninguém riu. Ninguém fez graça. Eu apenas acenei. Ela foi até o quarto de Ronaldo, demorou quase dez minutos. Quando saiu, estava nua. Os braços cruzados na frente do peito, as coxas coladas, a cabeça baixa. A buceta dela era coberta por um matinho escuro e fechado, bem peludo, diferente da maioria de nós. O corpo inteiro tremia de vergonha. Ela parou perto da porta, sem saber onde colocar as mãos.
Ronaldo tirou a cueca na mesma hora, como se a coragem dela tivesse puxado a dele. O pau dele já estava semi-duro só de ver a namorada exposta na frente da família. Antônio, sentado no sofá, também reagiu; o pau engrossou devagar contra a coxa, sem que ele fizesse nada para esconder. Eu senti o olhar de Bruna descer até ali e depois subir rápido, o rosto em chamas. Maria e Cláudia apenas a observavam em silêncio, sem julgamento.
Bruna deu dois passos. Depois mais três. Foi se sentando na ponta do sofá, ainda com os braços fechados. Aos poucos os braços afrouxaram. Ela não falava, mas os olhos iam e vinham: do pau semi-duro do namorado, do pau mais grosso do Antônio, dos seios livres, da buceta peluda dela mesma que agora todo mundo via. A timidez dela era visível em cada movimento — o jeito de cruzar e descruzar as pernas, o esforço para não cobrir o matinho escuro entre as coxas, a respiração presa toda vez que alguém se levantava e o corpo nu passava perto.
Não houve sexo. Só a presença. Os homens ficaram excitados na frente de todos, os paus visivelmente duros ou semi-duros, sem que ninguém tocasse em ninguém. Bruna notava. Corava. Mas não saía. Ficou ali, nua, crente, peluda e envergonhada, aprendendo a respirar naquele novo ar da casa.
Quando a noite caiu e ela se vestiu para ir embora, a mão dela tremeu ao abotoar a blusa. Ronaldo a acompanhou até a rua. Na porta, antes de sair, ela olhou para trás uma última vez — para os corpos nus que ainda estavam na sala — e murmurou quase inaudível:
— Até amanhã.
Eu soube, naquele momento, que a transição dela tinha começado de verdade. E que a casa nunca mais seria a mesma.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Episódio 14 – A chegada de Bruna (contado por Cíntia)

Codigo do conto:
269560

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
10/08/2026

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