O sol já ia baixando quando eu e Jairo voltamos pelo caminho da mata. Tínhamos descido até a curva do rio para pegar alguns açaís. Eu, como sempre, completamente nua. Jairo também tinha tirado a bermuda no caminho de volta e vinha pelado ao meu lado, o pau balançando a cada passo, a pele marcada pelo sol. Quando nos aproximamos da casa, ouvimos gemidos. Baixos, ritmados, vindos do quarto de Seu Francisco e Livranice. A porta estava entreaberta. Paramos. Olhamos um para o outro. Depois nos aproximamos em silêncio. Dentro, Livranice estava de quatro na rede larga, a saia erguida até a cintura, a blusa jogada no chão. Seu Francisco estava atrás dela, a calça abaixada só até as coxas, o pau grosso enterrado fundo. Ele metia com força, as mãos segurando a cintura da mulher, o som da pele batendo ecoando na madeira da casa. Livranice gemia de cara no travesseiro, os seios balançando a cada estocada. Eles não nos viram na hora. Só quando Jairo deu um passo a mais e o assoalho rangeu é que Seu Francisco ergueu a cabeça. Os olhos dele se arregalaram. Livranice virou o rosto, ainda com o pau dentro, e soltou um “ai, meu Deus…” baixo. Os dois congelaram no meio do movimento. Eu falei primeiro, a voz calma: — Fiquem à vontade. É a casa de vocês. Jairo completou, já com o pau começando a endurecer só de ver a cena: — Pode continuar. A gente não se importa. Seu Francisco ficou parado mais dois segundos, o pau ainda enterrado até o fundo. Depois, em vez de sair, empurrou de novo. Devagar no começo, depois com mais força. Livranice gemeu, misturando vergonha e prazer, e abaixou a cabeça de novo. Ele continuou fodendo a mulher na nossa frente, sem tirar o pau, as estocadas voltando ao ritmo anterior. O barulho molhado encheu o quarto. Jairo não aguentou só assistir. Me puxou para o meio da sala, bem em frente à porta aberta. Me virou de costas, me empurrou levemente sobre a mesa de madeira e abriu minhas pernas. O pau dele, já duro, encontrou a buceta molhada e entrou de uma vez. Eu gemi alto. Ele meteu fundo, segurando minha cintura, enquanto os dois olhávamos para dentro do quarto: Seu Francisco fodendo Livranice sem parar, o pau saindo brilhando e entrando de novo. A casa inteira ficou cheia do som dos quatro corpos. Eu e Jairo fodendo na sala. Seu Francisco e Livranice no quarto. Os gemidos se misturavam. De vez em quando eu olhava para trás e via o pau grosso do Seu Francisco sumindo dentro da mulher. Jairo acelerava cada vez que eu apertava ele. A mesa rangia. A rede no quarto balançava. Foi nesse momento que ouvimos passos no quintal. Os meninos chegavam. Eles entraram pela porta da frente sem fazer barulho. Pararam no meio da sala. Viram tudo: eu debruçada na mesa, nua, sendo comida pelo Jairo por trás; a porta do quarto aberta; Seu Francisco ainda metendo em Livranice, sem ter parado. O silêncio durou só um segundo. Ninguém gritou. Ninguém correu. Eles ficaram parados, olhando, o rosto vermelho, sem saber o que fazer. Seu Francisco olhou na direção deles, ainda com o pau dentro da mulher, e não tirou. Continuou as estocadas, mais lentas agora, mas sem sair. Livranice escondeu o rosto no braço, gemendo baixo. Jairo também não parou. Segurou minha cintura com mais força e continuou me fodendo na frente de todo mundo, o pau entrando e saindo molhado, o barulho claro no silêncio da casa. Eu olhei para os meninos por cima do ombro, o rosto quente de vergonha e tesão, e não pedi para eles saírem. Jairo meteu fundo mais algumas vezes e gozou dentro de mim, gemendo baixo contra minhas costas. Quase no mesmo instante Seu Francisco enterrou até o fim e gozou dentro de Livranice, o corpo tremendo. Só então o movimento parou. O quarto e a sala ficaram cheios só do som da respiração pesada. Eu ainda estava debruçada na mesa, o sêmen do Jairo escorrendo pela coxa. Livranice ainda estava de quatro na rede, o pau do marido amolecendo dentro dela. Os meninos continuavam parados na porta, sem falar nada. Ninguém se cobriu. A mata lá fora seguia quieta. O rio corria. E dentro da casa, pela primeira vez, todo mundo tinha visto tudo — e ninguém tinha pedido para parar.
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