Um novo treinamento - Pt.1



A vida no ensino médio já não estava muito fácil no último ano e já fazia três dias que a coceira não me largava.
No começo era só um formigamento discreto na cabeça da rola, quase inocente. Mas logo as bolinhas surgiram: pequenas, avermelhadas.
Só poderia ter sido a vagabunda da Tamires. Fodi com ela no começo da semana atrás do ginásio. A filha da puta estava com tanto fogo que só tirou da boca e encaixou meu pau, eu enfiei até o fundo daquela boceta gulosa, nem lembrei da camisinha olhando a bunda dela engolir meu pau. Na hora foi bom pra caralho.
Não ia falar com minha mãe. Além do esporro eu nunca tinha falado dessas coisas com ela. Ela já carregava o mundo sozinha desde que o meu pai sumiu, e eu não aguentava a ideia de ver a decepção no rosto dela. Os moleques do time então… impossível. Bastava um deles desconfiar e a zoação não ia parar nunca.
Restava o Treinador Fabio. Com o treinamento intenso de futebol pro interclasses que eu adorava, ele era o único homem que eu respeitava de verdade. Depois do treino da tarde, enquanto os outros iam pro vestiário rindo e se empurrando, eu fiquei pra trás. Ele estava guardando os cones e as bolas, a camisa preta colada no peito largo pelo suor, o cabelo curto molhado na nuca. Parecia apressado, como sempre.
Cheguei perto, a voz mais baixa do que o normal:
— Senhor… preciso de uma ajuda. É uma dúvida… pessoal.
Ele levantou o olhar, ainda ofegante do treino. Os olhos escuros passaram por mim rápido.
— Agora não dá Biel. Tenho a turma das cinco daqui a pouco. Mas passa na minha sala depois das aulas que eu te ajudo sim.
Não deu nem tempo de dispensar. Ele só deu a ordem e virou as costas, pegando a prancheta. Eu fiquei parado por um segundo, o coração batendo forte já imaginando como seria a conversa. Fui pros chuveiros me lavar e aliviar aquilo um pouco.
Passei o resto da tarde tentando não coçar. A calça jeans deixava tudo mais difícil e abafado, a cueca suada grudando na pele. Cada passo fazia o tecido roçar até eu não conseguir mais e meter a mão dentro das calças pra coçar. Quando o sinal final tocou e o corredor começou a esvaziar, eu já estava a caminho.
O ginásio já estava em silêncio quando cheguei no corredor da sala dele. A porta de madeira clara estava entreaberta, a luz acesa por dentro.
Levantei a mão e bati duas vezes, baixo. E a ordem veio rápida.
— Entra.
Empurrei a porta e fechei atrás de mim. O Cheiro bruto de suor velho misturado com o chulé de meias e chuteiras largadas no canto subiu na hora pro meu nariz, e por baixo disso um cheiro mais pesado, mais fechado, que eu ainda não sabia identificar. A sala era pequena e quente.
Ele estava na mesa, debruçado sobre o computador. Nem levantou a cabeça quando eu entrei. Os ombros largos se moviam só o suficiente pra digitar.
Fiquei parado na frente da mesa, as mãos apertadas uma na outra, eu sentia o coração batendo no fundo da goela.
— Senhor… eu…
Ele continuou digitando, os dedos firmes no teclado, sem pressa.
— Fala, Biel. O que tá rolando?
Minha voz saiu baixa, quase engasgada.
— É que já tem uns dias… e eu não sei o que é. Nem com quem falar.
Ele me olhou rápido, só um segundo, antes de voltar pra tela.
— Não sabe o que é o quê, cara. Pode falar. Vai.
Engoli seco. O calor subiu pelo pescoço até as orelhas.
— É que… meu pau…
A palavra quase não saiu. Baixei os olhos na mesma hora.
— Começou com uma coceira. Eu achei que fosse só irritação, mas… depois apareceram umas bolinhas.
Parei. A garganta parecia ter fechado. Ele não disse nada. Só esperou. O silêncio ficou pesado o bastante pra eu ouvir o próprio sangue no ouvido. Respirei fundo, ainda sem conseguir olhar pra ele.
— É bem na cabeça. Já tem alguns dias… e não tá melhorando. Não sei mais o que fazer.
Os dedos dele pararam no teclado por um instante. Não muito. Só o bastante pra eu perceber que tinha ouvido tudo. Meu estômago afundou. Por um segundo me arrependi de ter aberto a boca. Ele voltou a digitar, mais devagar.
— Tá doendo ou ardendo?
— Um pouco.
Assenti, apertando as mãos entre as pernas. Ele ficou em silêncio de novo. Mais longo dessa vez. O bastante pra minha cabeça começar a imaginar mil coisas.
— E você ficou esse tempo todo sem me falar?
Baixei ainda mais os olhos. As palmas estavam suadas.
— Eu achei que fosse passar.
Ele soltou o ar pelo nariz. O calor voltou, mas agora era diferente — mais fundo, no peito.
— Eu fiquei com vergonha.
Os dedos dele pararam outra vez. Dessa vez, quando olhou pra mim, não desviou.
— De falar comigo?
Balancei a cabeça rápido.
— Não… da situação.
Minha voz saiu menor do que eu queria. Ele não mudou a expressão, mas a voz saiu um pouco mais baixa, mais perto.
— Tá. Acho que entendi.
Continuou sentado por mais alguns segundos. Depois fechou o que estava fazendo na tela.
— Tranca a porta. Tira a calça e deita ali na maca.
Eu pisquei, sem ter certeza se tinha ouvido direito.
— Senhor?
— Tira a calça. E a cueca. Deita na maca. Tô terminando aqui e vou dar uma olhada pra você. Mas não deve ser nada.
A cadeira rangeu quando ele levantou. As mãos grandes fecharam o notebook com um clique seco. Quando ficou de pé, a sala pareceu menor. Os ombros ocupavam mais espaço do que eu lembrava.
Meu peito apertou na mesma hora. O corpo reagiu antes da cabeça: o ombro recuou meio centímetro, o joelho tremeu, e eu dei um passo curto pra trás sem nem perceber. Ele viu.
— Confia em mim?
Engoli seco. A vergonha ainda estava ali, mas agora era outra coisa. Menos medo dele, mais medo de me expor daquele jeito.

— Confio.
Ele sustentou meu olhar por um instante.
— Então tá tudo bem.
A voz veio baixa, firme, sem pressa. Indicou a maca com a cabeça. E eu fiquei parado mais um segundo, o coração batendo forte demais, antes de finalmente me mexer.
Travei a porta. O clique soou alto demais na sala pequena.
Fiquei de costas pra ele por um segundo, respirando fundo. Depois empurrei a calça jeans pra baixo. A cueca veio junto, grudada na pele. Tirei tudo de uma vez. A rola balançou mole entre as pernas, pesada, e o ar frio da sala bateu nela. O rosto esquentou na mesma hora.
Deitei na maca. O plástico frio grudou nas minhas costas. Não sabia o que fazer com as mãos. Acabei apertando a beira com força.
Ele já estava do meu lado quando terminei de me ajeitar. A sombra dele cobriu metade do meu corpo. Eu não sabia pra onde olhar.
— Não deve ser nada demais. Só vou dar uma olhada direito.
Senti a mão dele primeiro. Grossa, quente, seca. Os dedos envolveram a base da minha pica com cuidado. Ele levantou o pau devagar, como se estivesse pesando. Meu estômago contraiu. Assim que ele começou o exame, meu corpo resolveu me trair.
Primeiro foi só um latejo. Depois a carne engrossou um pouco, enchendo mais a mão dele. Eu senti o sangue descendo devagar, traidor, e quis desaparecer dentro da maca.
— Merda…
Ele ergueu os olhos por um instante.
— Relaxa, Biel.
Puxou a pele pra trás com o polegar e o indicador, expondo a cabeça por completo. A mão dele era grande demais, cobria quase tudo. Os dedos se moviam com precisão, apertando de leve. Eu sentia o calor do corpo dele se aproximando. A camisa suada quase roçava minha coxa.
Ele se inclinava mais. O peito largo ocupava o espaço acima de mim. Eu senti o calor da respiração dele bem perto da cabeça do pau. Ele cheirou baixo, uma vez, depois outra, mais fundo. O nariz quase roçou a glande. Eu fechei os olhos com força, senti o pau pulsar.
— Hm.
Meu pau continuou reagindo. Engrossou de verdade agora. Um fio de umidade já começava a aparecer. Eu abri os olhos de novo e vi o pau duro, totalmente ereto, bem na frente do rosto dele. A vergonha veio quente e súbita.
— Senhor…
A voz saiu quebrada.
Ele não tirou a mão. Continuou segurando, o polegar passando devagar pela fenda, espalhando a umidade. Meu quadril tremeu sem eu conseguir controlar.
— Você tá tomando testo demais pros treinos.
Fechei os olhos por um segundo. A frase bateu estranho. Franzi a testa, me fazendo de desentendido.
— Como assim?
Ele me olhou por um segundo, a mão ainda firme em volta do pau duro.
— Não se faz de trouxa. Teu pau ficou duro e tá vazando aqui só de eu tocar nele.
Eu engoli em seco. As coxas quiseram se fechar na mesma hora, o quadril deu um solavanco curto pra trás e a respiração travou no peito. Eu apertei a beira da maca com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
— Vou te ajudar com isso também.
A frase saiu baixa, quase casual. Antes que eu conseguisse responder, a mão dele começou a se mover.
Os dedos apertaram um pouco mais a base e deslizaram pra cima. O movimento era firme, controlado, sem pressa. Minha pica latejou forte dentro da mão dele.
Tentei levantar o tronco. O peito saiu da maca uns centímetros. Mas a outra mão dele veio rápido. Aberta, quente, pressionou meu peito e me empurrou de volta pra baixo. O plástico frio bateu nas minhas costas de novo.
— Relaxa.
A palavra saiu baixa, mas não era pedido. Era ordem.
— Senhor… eu…

A frase morreu na boca. O impulso de levantar sumiu na mesma hora. Soltei o ar que estava prendendo e deixei o peso do corpo afundar outra vez na maca, sem discutir. As mãos apertaram a beira. Fiquei quieto. Só a respiração saía pesada, misturada com o barulho da mão dele subindo e descendo no meu pau.
Ele percebeu. Baixei o olhar e fiquei onde ele tinha me colocado.
Os dedos apertaram um pouco mais e o movimento alongou, subindo até a glande e descendo até a base com pressão constante. Cada vez que a mão subia, a cabeça do meu pau sumia quase toda dentro do anel dos dedos dele e voltava brilhando.
O quadril deu um solavanco curto pra cima, empurrando contra a mão dele, e dessa vez eu não tentei segurar. Ele acelerou. Passou a masturbar de verdade. Mais rápido, mais apertado. Cada vez que a mão apertava na subida, a cabeça do meu pau latejava forte e um gemido baixo escapava da minha garganta antes que eu conseguisse segurar.
— Ah…
O som saiu rouco, quebrado. Eu virei o rosto pro lado, envergonhado, mas o quadril continuava empurrando sozinho contra a mão dele.
— Isso. Não segura.
Outro gemido saiu, mais alto dessa vez. Meu peito subia e descia rápido. As pernas tremiam levemente abertas na maca.
— Senhor…
A palavra saiu fraca, quase um pedido. Ele não respondeu.
Quando o corpo dele se ajustou um pouco mais perto, algo duro e quente roçou a minha mão direita. Eu baixei os olhos e vi o volume grosso marcado no short dele. A rola estava completamente dura, apertada contra o tecido, e o movimento do corpo fazia ela roçar de leve a cada estocada da mão que me masturbava.
Meu corpo inteiro tremeu. Não afastei a mão.
— Tá sentindo?
A pergunta veio baixa, quase sem tom. Ele não esperou resposta. Continuou exatamente naquela posição, a pica dura dele pressionando minha mão enquanto acelerava ainda mais o ritmo na minha.
O corpo dele se mexeu. Com a mão livre puxou o short pra baixo só o suficiente. A rola saltou pra fora, grossa e quente, e caiu pesada sobre a minha mão. Na hora eu identifiquei o cheiro forte que senti ao entrar na sala, era claramente o cheiro da rola dele.
A pica dele era mais grossa que a minha. Quente e grande pra caralho. Eu senti o peso dela na palma, a pele lisa e esticada, a veia latejando contra meus dedos.
Hesitei um segundo. Só um. Depois apertei.
Ele soltou um som baixo, satisfeito, e voltou a acelerar a mão no meu pau. Só que agora minha mão estava cheia da rola dele, e ele fazia questão de empurrar de leve contra a minha pegada a cada movimento.
Eu ainda sentia o peso e o calor da rola grossa dele contra a palma. Sem conseguir pensar direito, meus dedos começaram a se mover. Massageando devagar, irregulares no início. O movimento foi ganhando um pouco de ritmo conforme o corpo respondia ao que ele fazia comigo. Cada vez que a mão dele apertava a cabeça da minha pica, a minha mão apertava a dele de volta, quase sem eu decidir.
— Isso… pode continuar.
A voz dele saiu baixa, rouca. Eu engoli seco.
— Eu… não sei.
A resposta saiu fraca, quase um fio de voz. Continuei masturbando ele, sentindo a veia latejar contra os dedos enquanto ele acelerava de novo no meu pau. Ficamos assim por alguns segundos. O barulho das duas mãos, a respiração dele mais pesada, o meu peito subindo rápido demais. Ele segurou meu pau pela base, firme, e se inclinou. O calor do corpo dele se aproximou da minha barriga. A respiração quente bateu primeiro na glande.
Eu abri a boca pra falar, mas só saiu um som preso na garganta.
Ele não respondeu. Desceu mais. A boca quente envolveu a cabeça do meu pau de uma vez, molhada, apertada, e puxou com força controlada. Meu quadril tremeu inteiro. Um gemido alto escapou antes que eu conseguisse morder o lábio.
Ele chupou de novo, mais fundo dessa vez, a língua pressionando por baixo enquanto ainda segurava a base. Eu tremia.
A boca dele continuava quente e apertada em volta da cabeça, a língua se movendo por baixo com insistência. Cada sucção puxava. O barulho molhado era baixo e constante, misturado com a respiração pesada dele. Minha mão continuava masturbando a rola grossa dele, apertando no mesmo ritmo irregular de antes.

— Porra, assim eu…
Ele desceu devagar. A boca foi engolindo mais, a saliva escorrendo quente pela lateral do pau, até eu sentir o nariz dele quase encostar na pele. A garganta apertou em volta da cabeça e ele segurou ali, engolindo uma vez, duas, antes de subir arrastando a língua por toda a extensão. Meus dedos apertaram a beira da maca com tanta força que doeu. Um gemido longo e rouco saiu sem eu conseguir cortar no meio. Também apertei o pau dele, sentindo a veia latejar contra a palma.
Não teve pausa. Ele voltou a descer, mais fundo dessa vez, e o rosto dele ficou preso entre as minhas coxas. Eu sentia o calor da bochecha, o peso da cabeça, a forma como a boca se abria e fechava em volta da carne. Meu quadril deu um solavanco curto pra cima e ele não recuou. Só segurou mais firme e continuou chupando. Eu masturbava ele com mais força agora.
— Eu… não consigo…
Quando subiu de novo, a língua saiu e passou lenta pela glande, molhada, quente. Depois desceu pela lateral, lambendo até a base. Sem pressa, abriu a boca e puxou um lado do saco pra dentro. A língua se mexendo ali dentro enquanto ele chupava. Minha barriga contraiu com força. As pernas abriram sozinhas e um gemido mais alto, quase quebrado, escapou da garganta.
A respiração quente batia na base do meu pau enquanto a boca trabalhava. A mão voltou a subir e descer devagar na rola.
— Por favor, me chupa…
Ele voltou pra cima, engoliu tudo de uma vez outra vez. Fundo. Minha mão apertou a base da rola dele e um gemido alto escapou ao sentir meu pau entrar na garganta dele.
A garganta dele apertou em volta da cabeça do meu pau e não afrouxou. E o ritmo mudou. Ele começou a chupar mais rápido e mais fundo. Minha mão ainda estava na rola dele, mas só apertava, sentindo a veia latejar forte contra a palma.
O calor subiu pela barriga rápido demais. As bolas apertaram contra o corpo, pesadas, retesadas.
— Eu… tô perto…
Ele não diminuiu. Continuou fundo e rápido. O corpo inteiro tinha ido parar na boca dele.
A sucção ficou ainda mais curta e urgente. Minhas bolas contraíram com força. O quadril começou a tremer e, quando o gozo subiu de verdade, eu não consegui ficar parado.
— Vou…
O primeiro jato saiu forte. Meu quadril subiu sozinho, socando o pau fundo na boca dele enquanto eu jorrava. Ele engoliu, mas eu continuei empurrando, o quadril batendo pra cima em espasmos curtos e descontrolados. Cada estocada fazia mais porra sair direto na garganta.
Num dos movimentos o pau escapuliu da boca. O jato seguinte acertou em cheio o rosto dele — quente, grosso, escorrendo pela bochecha. Ele não se afastou. Pegou o pau de novo com a boca e continuou chupando enquanto eu ainda gozava, o quadril tremendo e empurrando até o último espasmo.
Ele ficou em pé ao lado da maca, respirando pesado, o rosto sujo. O polegar dele subiu até a bochecha e limpou o fio grosso que escorria perto da boca. Depois levou o dedo até os meus lábios e pressionou de leve.
— Abre a boca vai.
Eu abri. O dedo entrou e eu chupei sem pensar, sentindo o gosto salgado do meu próprio gozo misturado com a pele dele. Ele empurrou um pouco mais fundo e só tirou quando eu engoli.
— Bom garoto.
Ele segurou minha cabeça e virou o rosto na direção dele. A rola grossa e dura bateu pesada contra a minha bochecha, uma vez, depois outra, deixando um rastro quente e úmido na pele. Eu fechei os olhos por um segundo.
— Agora é a minha vez.
A mão dele prendeu minha cabeça contra a maca, firmando a posição. A cabeça do pau pressionou meus lábios e eu abri a boca. Ele empurrou. Depois foi mais fundo, ocupando a boca inteira, até eu sentir a cabeça roçar no fundo da garganta.
Ele puxou quase até a saída e enfiou de novo, mais rápido. O quadril começou a se mover com ritmo curto e controlado, fodendo minha boca enquanto eu ainda tentava recuperar o ar do orgasmo.
Cada estocada fazia a cabeça bater no fundo, o meu nariz quase encostar na base, e a saliva escorrer pelos cantos da boca.
— Isso, engole tudo…
A voz saiu baixa, rouca. Eu tentava respirar pelo nariz, mas o ar entrava irregular. Os olhos ardiam. A garganta apertava sozinha em volta da carne. O ritmo aumentou. As estocadas ficaram mais longas e profundas. Eu me engasguei. O corpo inteiro tremeu, mas ele não tirou. Continuou fodendo a boca, mais lento agora, segurando o pau fundo na garganta por um segundo inteiro antes de puxar.
A saliva fazia barulho molhado a cada movimento. A mandíbula doía. A garganta ardia. Mesmo assim ele não parava. Quando ele puxava quase até a saída, a cabeça grossa esticava meus lábios. Quando enfiava de novo, a garganta cedia. Meus olhos lacrimejavam sem eu conseguir controlar. Um gemido abafado saía toda vez que ele ia fundo.
— Que boquinha boa…
Ele soltou o ar pesado e acelerou de novo, as estocadas curtas e rápidas, a base batendo molhada contra a minha boca, a mão firme no meu cabelo me mantendo exatamente onde ele queria.
A outra mão desceu. Segurou meu joelho e puxou, forçando a perna a dobrar. Depois fez o mesmo com a outra. Em segundos eu estava com os joelhos levantados e as pernas abertas na maca, totalmente exposto.
Ouvi o barulho molhado dele chupando os próprios dedos. Dois. Depois senti o toque quente e molhado entre as nádegas. O dedo indicador esfregou devagar o meu cu, só a ponta, espalhando saliva, pressionando. O movimento era circular, insistente, enquanto o pau dele continuava ocupando minha garganta até o limite.
— Olha só esse cuzinho… apertado pra caralho, muito mais que os dos outros. Mas a gente resolve isso rapidinho.
A voz saiu rouca, no meio de uma estocada fundo. O dedo apertou um pouco mais, roçando a entrada com mais vontade, sem enfiar. A saliva escorria. Eu não entendi direito, e nem tive tempo pra isso. O dedo grosso empurrou contra a resistência.
A ponta abriu caminho devagar, forçando a musculatura a ceder. Ardeu. Um calor seco e agudo se espalhou pra dentro assim que a primeira falange passou. Eu reagi sem pensar, a mandíbula fechou com força e os dentes roçaram a rola que estava fundo na minha garganta. O gosto da pele dele invadiu a boca no mesmo segundo.
Ele puxou o pau pra fora com um estalo molhado.
— Porra, não morde, caralho.
A voz saiu grossa, irritada. Eu arregalei os olhos com a bronca. A mão no meu cabelo apertou e ele enfiou de novo, mais fundo, até eu engasgar de verdade. Ao mesmo tempo o dedo dentro do meu cu empurrou até a metade e parou ali.
Ficou parado, grosso, ocupando espaço, enquanto a ardência continuava viva e latejando. Eu sentia cada milímetro dele dentro de mim. A musculatura apertava sozinha em volta do dedo e isso só fazia doer mais. A respiração saía curta pelo nariz, cortada pelas estocadas que ele mantinha na minha garganta.
Finalmente ele começou a mover. Devagar. Saiu quase até a ponta e entrou de novo, ainda ardendo, ainda doendo. O movimento era curto e controlado. Cada ida e vinda arrancava um ardor novo, mas a cada repetição a musculatura cedia um pouco mais — não porque tivesse parado de doer, mas porque ia se acostumando à força. A dor mudava de formato.
Ele foi aprofundando o movimento aos poucos, o dedo entrando um pouco mais a cada estocada, enquanto a rola continuava fodendo minha garganta no mesmo ritmo constante. Entrava e saía com a mesma pressão controlada, ainda ardendo. Ele não acelerou a mão. Não enfiou com mais força. Só continuou ali, constante, enquanto o quadril mudava de intenção.
Ele empurrou até o limite, a base batendo contra os meus lábios, e começou a acelerar. O ritmo curto e firme de antes virou algo mais urgente. A rola entrava fundo, saía quase toda e voltava com mais velocidade. Eu me engasgava com mais frequência. A saliva escorria pelos cantos da boca, o ar faltava, e o dedo dentro do meu cu continuava o mesmo vaivém insistente. Eu sentia o pau dele latejar forte contra a língua.
— Porra… Tô perto…
O dedo dele parou dentro de mim. Ficou parado, fundo, grosso, enquanto ele ainda empurrava na minha garganta com estocadas longas. A voz dele saiu baixa, rouca:
— Você vai gozar de novo, junto comigo agora.

Antes que eu pudesse processar a frase, o dedo curvou. A pressão acertou um ponto que eu nem sabia que existia. Meu corpo inteiro arqueou na maca com uma força involuntária. Uma onda quente e elétrica subiu pela espinha, tão intensa que me arrancou um gemido longo, sincero, abafado em volta da rola que ocupava minha boca. As pernas tremeram abertas. Eu nunca tinha sentido nada parecido. Meu cu apertou o dedo dele com força, contraído em volta da falange.
— Isso… aperta.
Ele não tirou o dedo. Começou a massagear exatamente aquele ponto. Fazendo círculos curtos e firmes enquanto a rola continuava entrando e saindo da minha garganta. Cada vez que o dedo pressionava, uma nova onda subia e meu cu contraía de novo em volta dele.
Meu pau, que já estava duro, ficou tão rígido que doía. Eu sentia ele latejar no ar, mais grosso do que nunca, a pele esticada, a cabeça escura e sensível. Parecia maior. Pulsava de forma descontrolada.
O ar sumia. A garganta apertava. E no mesmo instante o dedo pressionava aquele ponto lá dentro, arrancando outro gemido abafado de mim enquanto o cu se contraía forte em volta do dedo. O prazer vinha em ondas cada vez mais fortes. Eu tremia sem conseguir parar. O corpo inteiro estava retesado, o cu apertando o dedo dele a cada nova pressão.
— Vou gozar…
A voz dele saiu rouca e alta. No segundo seguinte a rola latejou forte dentro da minha garganta e ele empurrou até o limite. O primeiro jato saiu quente e grosso, direto no fundo. O gosto era salgado, amargo, pesado. Eu senti a porra escorrer pela garganta enquanto ele gemia alto, o quadril travado fundo, jorrando em ondas longas. Cada pulsação da rola batia contra a língua. Eu engolia o que conseguia, o restante escapando pelos cantos dos lábios.
Eu rebolava no dedo dele. O quadril se movia sozinho, circular, buscando mais pressão naquele ponto. Cada vez que o dedo curvado acertava, eu empurrava o cu de volta contra a mão, querendo mais.
Quando o segundo ou terceiro jato dele ainda escorria na minha boca, eu explodi.
O gozo subiu com uma força absurda. O pau pulsou violentamente e a porra saiu jorrando pra cima, em tiros longos e quentes que acertaram minha própria barriga e peito. As contrações eram tão fortes que o cu mastigava o dedo dele sem nenhum controle — apertava, soltava, apertava de novo, enquanto eu gozava em espasmos longos. O gemido saiu abafado em volta da rola que ainda latejava na minha boca, misturado com o gosto da porra dele.
Eu continuei rebolando mesmo no meio do orgasmo, o corpo inteiro sacudindo na maca enquanto ele terminava de descarregar fundo na minha garganta.
Ele ficou fundo até o último espasmo. Quando finalmente puxou a rola da minha boca, um fio grosso de porra e saliva veio junto, escorrendo. O dedo dentro do meu cu saiu devagar, centímetro por centímetro. A musculatura ainda apertava em volta dele na saída e um gemido baixo, involuntário, escapou quando o dedo deixou o corpo de vez. O cu ficou latejando, aberto, sensível.
Ele deu dois passos e caiu sentado na cadeira paralela à maca, as pernas abertas, o peito subindo e descendo pesado. A rola ainda semidura descansava contra a coxa pulsando em espasmos. Ele ficou me olhando em silêncio, recuperando o fôlego, o olhar escuro e cansado.
Eu continuei deitado, as pernas ainda abertas, o corpo dando espasmos curtos. A respiração não voltava direito. O peito sujo de porra, o pau mole e sensível contra a barriga, o cu latejando a cada respiração. A cabeça tentava organizar o que tinha acabado de acontecer e não conseguia.
Só depois de um tempo ele se levantou. Guardou o pau no short, ajustou o tecido e foi até a pia. Ouvi a água correndo enquanto ele lavava o rosto e as mãos. Quando voltou, pegou a toalha que estava jogada e lançou no meu peito.
— Limpa isso aí… antes que seque, cara.
A voz ainda estava rouca, mas já um pouco mais controlada. Eu me sentei com dificuldade e passei a toalha pelo peito e pela barriga. Ele ficou em pé, os braços cruzados, observando.
— Aquelas bolinhas não são nada demais. Vocês jovens também não se ajudam, né? Ficam o treino inteiro suados, com cueca apertada grudando em tudo, aí chegam em casa e acham que passar uma água resolve, tem que lavar direito. Suor, atrito, umidade… dá nisso aí.
Ele foi até a mesa, pegou um papel e escreveu alguma coisa rápido.
— Compra esse sabonete aqui e essa pomada. Lava direito, seca bem e passa a pomada de manhã e à noite. Tem que passar e espalhar bem na cabeça, se for se masturbar, faz antes de lavar e aplicar, ou não adianta.
Rasgou o papel e estendeu pra mim.
Ele se abaixou, pegou minha cueca do chão, cheirou de leve com uma careta e jogou no meu colo.
— E troca de cueca todo dia, cara. Olha o estado dessa porra, meu pano de chão é mais limpo.
Soltei uma risadinha curta, quase sem querer.
— Sinceramente… eu não sei como vocês conseguem pegar garota usando umas cuecas dessas. Isso aí já tá quase pedindo baixa médica.
A frase quebrou um pouco o clima. E eu tentava parecer entrar na dele.
— Volta na próxima semana que eu olho de novo. Se não tiver melhorado, a gente vê o que faz.
Eu me vesti em silêncio. A calça jeans esfregou no cu ainda sensível e o pau mole incomodava a cada movimento.
Ele já estava na mesa dele, debruçado sobre algum papel. Os ombros largos curvados pra frente, a caneta se movendo devagar. Parecia que nada do que tinha acontecido nos últimos minutos existia pra ele.
Eu terminei de abotoar a calça e fiquei parado por um segundo, sem saber se devia falar alguma coisa. O silêncio da sala pesava diferente agora.
— Pode ir, Biel.
A voz saiu baixa, sem pressa. Ele nem levantou a cabeça.
— E não esquece do que eu falei. Sabonete, pomada… e a cueca.
Soltei o ar pelo nariz, quase um riso curto e sem graça. Ele finalmente olhou de lado, só um segundo, e o canto da boca se moveu de leve.
— Vai. Antes que alguém resolva aparecer aqui.
Eu peguei a mochila, passei por ele sem conseguir segurar o olhar por mais tempo e sai. Fechei a porta da sala atrás de mim e fiquei parado ali por alguns segundos.
O gosto dele ainda estava forte na boca. Meu cu um pouco ainda. Mas minha cabeça não parava de tentar organizar as coisas. O treinador que tinha acabado de gozar na minha boca agora estava ali com aquele jeito de sempre, calmo, direto, quase confortável demais, como se nada entre nós tivesse saído do lugar.
Respirei fundo uma vez. Depois outra.
Guardei o papel amassado no bolso e comecei a andar pelo corredor vazio, o corpo ainda sensível, a mente longe demais pensando em como seria daqui pra frente. Eu ainda nem sabia o que “normal” significava depois daquilo.


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Ficha do conto

Foto Perfil writerincubus
writerincubus

Nome do conto:
Um novo treinamento - Pt.1

Codigo do conto:
270340

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
20/08/2026

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