Eu tinha dezoito anos e estava no interior de São Paulo com duas amigas. A gente saiu pra beber de tarde. Cerveja, risada, calor. Na volta, o ônibus veio lotado. Fim de tarde, sol ainda quente no vidro, o cheiro de gente apertada, suor e trabalho. Eu estava de mini saia preta, salto e um top curto. A cabeça rodando. Cada solavanco do ônibus fazia a saia subir um pouco. Na minha cabeça embriagada só tinha uma coisa: eu queria que algum maduro safado viesse sarrar. Queria sentir um pau duro na bunda no meio daquela lotação, sem ninguém perceber. Não demorou. Dois homens se encaixaram atrás de mim, perto da catraca. Operários. Um mais baixo, uns quarenta e poucos, braço grosso, unha suja de serviço. O outro mais velho, uns cinquenta e cinco, barriga firme, barba por fazer, cheiro de cimento e cigarro. O ônibus deu uma freada e o pau do mais velho bateu na minha bunda. Não foi acidente. Ele ficou. Eu não saí. Ele empurrou de novo, mais devagar. O volume grosso se encaixou na fenda da minha bunda por cima da saia. O outro veio pelo lado, o quadril colado na minha coxa. Minhas amigas estavam uns dois passos à frente, conversando alto, sem olhar. O ônibus rangia. Ninguém prestava atenção. — Fica quietinha — o mais velho falou quase sem voz, a boca perto da minha orelha. — Se gritar, todo mundo vê. Eu só abri um pouco as pernas. A mini saia subiu sozinha. A mão dele desceu, por baixo do tecido, e encontrou a calcinha já úmida. O dedo grosso passou por cima da fenda, apertou o clitóris por cima do pano e ficou ali, parado, como se estivesse só se segurando no solavanco. O outro passou a mão pela minha coxa, por dentro, e subiu. Dois homens. Dois corpos. O ônibus lotado. Meu coração batendo na garganta. O mais velho puxou a calcinha pro lado. O dedo entrou. Grosso, áspero, direto na buceta. Eu mordi o lábio pra não gemer. Ele meteu devagar, no ritmo da viagem, o polegar esfregando o clitóris escondido pela saia. Na frente, uma mulher olhava o celular. Um menino pendurado na barra. Ninguém via a mão dentro de mim. — Molhadinha pra caralho — ele sussurrou. — Putinha no ônibus. O outro abriu o zíper o suficiente. Não tirou o pau pra fora de vez. Só encostou a cabeça quente na minha coxa e depois deslizou pra trás, enfiando o pau por baixo da saia, esfregando entre minhas nádegas. A cabeça dele ia e vinha na fenda do meu cu, molhando o short de trabalho com o que já escorria da minha buceta. Eu estava encharcada. Cada freada fazia o dedo entrar mais fundo. Cada curva fazia o pau do outro esfregar no meu cu. A mini saia cobria tudo. De fora, éramos só três pessoas apertadas no corredor. O mais velho enfiou o segundo dedo. Abriu. Curvou. Bateu naquele ponto por dentro enquanto o polegar esmagava meu clitóris. Eu senti a onda subindo e apertei a barra do ônibus com força. Gozar ali era ousadia pura. Eu gozei calada, a buceta apertando os dedos dele, as pernas tremendo dentro do salto. Um fio escorreu pela coxa. — Isso… escorre tudo — ele falou no meu ouvido. O outro empurrou o pau com mais vontade entre minhas nádegas. A cabeça passava na entrada do meu cu, molhada, suja. Ele gozou assim, esfregando, sem enfiar de verdade. A porra quente bateu na minha bunda, escorreu pela fenda, molhou a calcinha, a saia por dentro, a pele. A calça dele ficou marcada, escura, úmida na frente. O mais velho tirou os dedos, passou na minha bunda já melada e limpou na própria calça. O tecido dele também ficou manchado. Os dois se afastaram um palmo, como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei em pé, a mini saia aparentemente no lugar, a bunda escorrendo, a buceta latejando, o cu molhado de porra e do meu próprio gozo. Minhas amigas viraram. — Júlia, desce na próxima, né? — Desço — eu disse, a voz um pouco rouca. O ônibus parou. Eu desci na frente deles. A brisa da rua bateu na bunda melada. A calcinha colada. A saia um pouco mais pesada na parte de trás. Atrás de mim, as calças dos dois operários iam manchadas, escuras na frente, como se tivessem só suado no fim do expediente. Ninguém no ônibus percebeu. Só a gente. E a minha bunda escorrendo o caminho inteiro até a calçada.
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