O sol da tarde castigava o interior da propriedade isolada. Eu estava ali há três dias, cuidando da casa de uma amiga, e foi nesse silêncio opressivo que descobri uma faceta de mim mesma que eu ignorava: eu era uma exibicionista nata.
A solidão e a vastidão daquele cenário rural tinham despertado uma necessidade visceral de ser vista, de me expor, de brincar com o perigo.
Ser vista nua era uma emoção gigante.
As duas noites anteriores tinham sido o meu laboratório. Eu me esgueirava para fora da casa, envolta apenas num roupão de cetim preto, e corria nua pela estrada de terra, dançando para a lua e para os faróis distantes dos caminhões.
A adrenalina de saber que olhos invisíveis me observavam, que eu era um fantasma erótico para os homens do bar da região, era viciante.
O medo real de ser pega misturava-se com um tesão incontrolável, criando uma bomba atômica de sensações dentro de mim.
Mesmo com a visita da policia em casa, dizendo apenas que era para minha segurança, que existia uma exibicionista que poderia invadir, foi um aviso de que sabiam que era eu, mas não tinham como provar.
Naquela tarde, eu acabara de sair da piscina. A pele ainda estava úmida e brilhante de suor e água. Caminhei até a sala de estar, onde ficava a central do sistema de câmeras de segurança da casa. Eu tinha desativado o monitoramento nas últimas noites, justamente para garantir que não haveria registros das minhas corridas.
Afinal minha amiga não precisava saber que eu saia nua pelo portãozinho do fundo.
Dei um gole na minha água gelada e ativei as telas, apenas para checar o perímetro antes de me deitar à beira d'água novamente. O sistema, porém, não mostrou o quintal vazio que eu esperava.
Meu sangue gelou nas veias. O coração parou, e depois voltou a bater com uma força que parecia querer romper as costelas.
Nas imagens das câmeras escondidas estrategicamente ao redor da cerca viva e da mata, divisei três figuras. Elas estavam imóveis e ocultas pela vegetação densa, a não mais de vinte metros da piscina. O policial rural fardado que estivera na casa mais cedo, e os dois homens do bar — o mais velho e o mais velho que me perseguira na mata na noite anterior.
Eles estavam em parte altas, usando as arvores como esconderijo, mas não imaginavam que alguns ângulos o sistema os capturava.
Eles estavam armados. Mas não com armas de fogo. Eles seguravam binóculos, devorando visualmente cada centímetro da área da piscina onde eu estivera minutos antes. A verdade caiu sobre mim como um balde de água fria: eles não estavam ali apenas para me vigiar. Eles estavam montando uma tocaia. A intenção deles era me pegar em flagrante. Queriam o roubo definitivo, a prova irrefutável de que a "garota nua da estrada" era a mesma jovem estudante que cuidava da casa da amiga.
Se eu saísse nua, seria presa na hora. Levada algemada até a viatura e exposta até a delegacia.
O pânico inicial foi avassalador. Eu estava em perigo real. O policial cúmplice significava que eu não podia pedir ajuda. Eu estava isolada, cercada por homens obcecados que queriam me humilhar e me possuir. Minhas pernas tremeram, e precisei me apoiar na mesa de centro para não cair.
E então, no meio do pânico, algo mudou. Uma onda de choque percorreu a minha espinha, transformando o medo paralisante em um tesão febril, avassalador e perverso.
O fato de eles estarem ali, tão perto, armados com binóculos e a certeza de que me pegariam, não me aterrorizou. Pelo contrário. A aposta subira a um nível insuportável de excitação. Eu não era mais apenas a garota nua da mata; eu era a diretora daquele teatro perigoso, a isca sádica que estava prestes a inverter a balança de poder de forma absoluta.
Naquele momento pensei que qualquer coisa que fizesse, dentro da região da piscina, não seria crime.
Eu sabia exatamente o que eles queriam: o flagrante. E eu ia dar a eles, mas nos meus termos. Eles pensavam que estavam no controle, caçando uma presa indefesa. Eles não tinham a menor ideia de que eu, através da tela do meu celular que eu trouxera para a piscina, podia vê-los em tempo real, consumidos pelo fogo do desejo e da frustração, imóveis e impotentes a poucos metros de mim.
Com um sorriso sádico e insano, peguei o celular, verifiquei o ângulo das câmeras e voltei para a borda da piscina.
O tesão era um absurdo. O coração doía de tanto bater. Saber que era vista e eles achando que eu não imaginava era tão bom.
Lentamente, desamarrei as tiras do biquíni mínimo. Eu precisava dar um show, provocar.
Que emoção maravilhosa.
Deixei a peça cair na grama, ficando completamente nua sob o céu aberto daquela tarde isolada.
Dava uma vontade de olhar para o celular, mas precisava ter calma. Provocar um pouco mais.
Cada movimento meu era uma provocação direta, um sussurro mudo para os três homens escondidos ali fora, sabendo que através das lentes dos binóculos deles, cada centímetro do meu corpo branquinho estava sendo devorado, queimando-os por dentro com o desejo de me possuir ali, agora.
Fui me banhar debaixo do chuveiro. Eles me vendo tomar banho era uma delícia.
Pensava se conseguiam me vendo assim, no meio do dia e com os binóculos reconhecer meus detalhes de quando me exibi a noite e fugi.
Depois me deitei nua na espreguiçadeira. Coloquei os pés em cima e deixei as pernas bem abertas.
Aproveitando o calor do sol e o fogo da adrenalina que me consumia, comecei a me tocar devagar.
Imaginava se o foco deles era o meu sexo ou se algum deles olhava para o meu rosto e vendo ele corado, babando e a cara de prazer louco que fazia.
Era tão gostoso fazer isso com plateia. Não escondia nada, nem o nome.
O prazer subiu rapidamente, uma onda de calor insuportável que me fez arquear as costas. No ápice da excitação, com um gemido rouco que eu sabia ser inaudível para eles, mas que ecoava na minha mente sádica, virei-me de propósito. Empinei o meu bumbum na direção exata onde eu sabia que o homem de chapéu e o policial estavam escondidos.
Queria que vissem meu prazer, sentissem a intensidade.
Continuei me masturbando, agora de costas para eles, sentindo o orgasmo explodir no meu corpo com a intensidade de uma bomba atômica, sabendo que naquele exato momento, os homens que me ameaçaram e o policial que devia me proteger estavam consumidos pelo fogo do desejo e da frustração, imóveis e impotentes a poucos metros de mim.
Não importava se isso desse certeza que era eu a exibicionista que apareceu no bar, não, não, era até bom a certeza.
Eles não podiam me prender pelo meu show, afinal era dentro do meu quintal. Quem estava fazendo algo errado eram eles. E estava amando.
Eu babava na tela do celular e acompanhando os homens que assistiam.
O orgasmos foi intenso. Nunca tive algo tão forte assim.
Após o prazer estrondoso, que me deixou as pernas bambas e a respiração ofegante. Fiquei mole, cara no celular e bunda empinada. Provavelmente devem ter pensado que morri depois de gozar.
Eu depois de alguns minutos, vesti o biquíni calmamente, ajeitando o cabelo. Caminhei de volta para dentro de casa, tranquei a porta com duas voltas rápidas na chave e fiquei observando-os pelas câmeras. Eles continuavam lá, estátuas de desejo e obsessão, imóveis e aterrorizados pela própria impotência, sem saber que a "presa" acabara de domá-los psicologicamente.
Eles com certeza queriam mais um show.
O jogo tinha mudado. E eu nunca me senti tão viva. A partir de agora, o perigo não era uma jaula; era o palco mais iluminado e excitante do mundo. E a próxima noite seria inesquecível.



