As noites anteriores tinham sido o meu laboratório. Eu me esgueirava para fora da casa, nua ou envolta apenas num roupão de cetim, e corria pela estrada de terra, dançando para a lua e para os homens do bar, sabendo que olhos invisíveis me observavam do escuro. A adrenalina de saber que eu era um fantasma erótico para aquela cidade pacata era viciante.
Na tarde anterior, o jogo subira de nível. Descobri que o Sargento da delegacia e outros homens tinham montado uma tocaia com binóculos nos fundos do quintal. Em vez de pânico, uma onda de choque percorreu a minha espinha, transformando o medo em um tesão febril e perverso. Percebi que, dentro do meu quintal, eu estava segura para fazer o que quisesse. Dei a eles o show que queriam, nua e me masturbando na espreguiçadeira, dominando-os com o meu prazer.
Como era gostoso me exibir e gozar na frente dos outros.
Eu os havia domado, mas agora eu precisava de mais. A aventura na cidadezinha fora apenas o começo. Eu estava na estrada, dirigindo meu Volvo em direção a São Paulo, com minha bicicleta suja de terra presa no suporte traseiro — o álibi perfeito. Mas a adrenalina daquele teatro perigoso me deixara insaciável. Eu precisava de outra dose, de outro público. O risco era a minha nova droga, e a estrada era o meu novo palco.
O sol da tarde castigava o asfalto quando avistei um pequeno posto de beira de estrada. Era a oportunidade perfeita.
Estacionei o Volvo perto da bomba. O frentista, um rapaz novo e tímido, caminhou em direção ao carro. Dentro da loja de conveniência, um senhor mais velho, o caixa, observava tudo atrás do vidro.
Com um sorriso sádico e insano, vi a oportunidade. Um palco novo, um público duplo, e a certeza absoluta de que eu alimentaria minha necessidade exibicionista. A tensão na nuca, aquela mesma que sentia quando corria nua na mata, voltou com força total, fazendo meu coração disparar em um ritmo frenético.
Eu já vestia o shortinho jeans extremamente curto e a regata branca básica de malha fina.
Estava viciada em usar roupas chamativas. Não importava o que pensavam, queria que eu fosse o centro das atenções.
O tecido marcava o contorno do meu corpo e a rigidez dos meus mamilos, que pareciam responder à excitação que me consumia, duros e proeminentes sob a blusa. O tecido roçava na pele sensível, um lembrete constante da minha própria nudez oculta por um fio de pano.
A ideia de exibicionismo me atingiu como um raio. Com um movimento rápido e calculado, deslizei a alça da regata para baixo e, por baixo da blusa, tirei o sutiã, jogando-o no assoalho do carro.
Senti um alívio imediato e uma onda de calor percorrer meu corpo. Agora, sob a regata fina, eu estava completamente livre; meus seios, sem contenção, balançavam levemente sob a malha, com os mamilos ainda mais sensíveis e proeminentes do que nunca, pressionando o tecido. Eu estava em chamas, pronta para o risco.
Saí do Volvo, exalando uma confiança perigosa. A minha emoção era um coquetel inebriante de poder, adrenalina e um tesão que raiava o perigo. Eu era a diretora do meu próprio filme de alto risco.
— Boa tarde! Completo, por favor. — Pedi com uma voz doce e aveludada, um sussurro que trazia uma promessa oculta e perigosa.
O frentista paralisou por um segundo ao me ver. O rosto dele corou instantaneamente, subindo um vermelho vivo do pescoço às orelhas, traindo sua excitação imediata. Ele gaguejou um "claro, senhorita" e foi abrir o capô do carro, desviando o olhar rapidamente, mas não antes de registrar a visão avassaladora.
— E, se puder, dá uma olhada na água e no óleo? Com esse calor de matar, o carro deve estar sofrendo... — Comentei, aproximando-me dele, invadindo seu espaço pessoal de propósito.
Aproveitei o momento. Abaixe-me ao lado dele, que estava curvado sobre o motor. Eu queria estar ali, no ponto cego dele, onde o único foco seria o meu corpo.
Ao me abaixar, o decote da minha regata branca, agora sem a contenção do sutiã, abriu-se completamente pela gravidade e pela posição inclinada. O rapaz estava com o rosto próximo ao motor, e ao se virar para pegar a vareta de óleo, seus olhos encontraram diretamente a visão dos meus seios.
Eles estavam livres sob a malha fina, grandes, pesados e com os mamilos visivelmente rígidos e escuros, pressionando o tecido, emoldurados pelo decote. A visão era inesperada, crua e avassaladora para ele.
Era diferente dos meus outros exibicionismo, não estava escondida ou fingindo que não sabia que olhavam. Não existia distancia.
Nossa, como era gostosa aquela sensação.
Naquele momento, com o rosto dele a centímetros do meu busto exposto, lancei a frase final do meu plano, obrigando-o a interagir comigo naquela posição vulnerável:
— Nossa, que calor infernal hoje, né? — Sussurrei, com um tom provocativo que não tinha nada a ver com o clima.
— Sinceramente, com essa temperatura, eu fui obrigada a não usar nada por baixo para conseguir aguentar dirigir...
— Enfatizei a palavra "nada", lançando um olhar de puro desafio e desejo para ele. Eu estava no controle, mas o controle dependia da reação dele.
A reação dele foi imediata e visceral. Ele travou. Vi seus olhos arregalados, fixos no que eu lhe oferecia, sem conseguir processar a informação. Boca aberta. Eu fiquei molhada na hora.
A frase ecoou na mente dele como uma confissão erótica. Ele engoliu em seco ruidosamente, incapaz de desviar o olhar daquela visão inesperada e avassaladora que a sua mente agora justificava como uma "necessidade". Suas mãos tremeram levemente ao segurar a vareta de óleo. O cheiro de gasolina e graxa misturou-se ao cheiro do meu próprio desejo, criando uma atmosfera densa, pesada e carregada de tensão sexual palpável.
Eu adorava aquele momento. Eu não estava provocando; eu estava testando os limites dele, e os meus. O risco de ele "não aguentar" — de largar tudo ali, de me agarrar — era real, e era exatamente isso que fazia meu sangue ferver.
Eu estava mostrando meus seios, a sós com um estranho excitado, no meio de uma estrada deserta. O perigo era a minha verdadeira droga.
Eu passava de leve meu dedo na vigília, segurando a vontade de me masturbar lá.
— Tudo... tudo certo com a água, senhorita... — Ele gaguejou, com a voz rouca e falha, o rosto tão vermelho quanto o uniforme do posto, lutando visivelmente para controlar a respiração ofegante. Ele não conseguia desviar o olhar, mas também não conseguia agir. Ele estava paralisado pelo dilema que eu criei.
Eu sorri, um sorriso sádico e vitorioso. Mantive aquela posição provocante por mais alguns segundos, deleitando-me com o seu suor, sua paralisia e seu desejo. Eu sabia que ele estava consumido por dentro. Eu havia vencido a rodada.
Mas o meu teatro de rua ainda não tinha acabado. Para acompanhar o pedido de verificação, pus-me de pé e dei a volta na frente do carro, posicionando-me bem na frente do capô levantado, na direção oposta a ele. Ao me virar para conferir o serviço dele, inclinei-me novamente sobre a grade do carro. Com o shortinho jeans extremamente curto e a posição inclinada, meu bumbum ficou empinado de forma obscena e provocante, diretamente na linha de visão do frentista, que agora estava paralisado na frente da boba.
Eu sabia exatamente o que estava expondo. A malha fina do shortinho marcava cada curva, e a posição arqueada acentuava o volume do meu derrière. Eu estava oferecendo um novo ângulo, uma nova tortura visual.
— E o óleo? Tudo em ordem? — Perguntei com voz inocente, mantendo a pose, sentindo o olhar dele queimar nas minhas costas e descer para o meu bumbum. A adrenalina subiu ainda mais. Eu estava completamente exposta, de frente e de costas, para um único homem em uma estrada deserta.
— Você sabe que precisa estar bem lubrificado.
Foi então que a realidade da estrada nos invadiu.
Um caminhão enorme passou zunindo pela rodovia, a poucos metros de nós. O motorista, ao me vê nesta posição, agarrou a buzina. BI-BI! BI-BIIII!
O som alto e repentino quebrou o silêncio tenso do posto. Assustado pelo barulho, o frentista se endireitou bruscamente, saindo do transe.
Mas a provocação não parou por aí. Do alto da boleia do caminhão que se afastava, o motorista gritou pela janela, com uma voz grossa que foi ouvida em todo o posto:
— Olha só o tamanho desse bundão gostoso, cavala! Que delícia!
A frase ecoou no ar. O rosto do frentista, que já estava vermelho, ficou roxo de vergonha e frustração. Ele abaixou a cabeça, batendo o capô do carro com força, derrotado pela realidade.
Eu, por outro lado, soltei uma gargalhada alta, vitoriosa e insana. Aquele grito do caminhoneiro, longe de me ofender, foi a validação máxima do meu espetáculo. Eu não era apenas vista; eu era desejada, gritada e celebrada em plena rodovia. O risco tinha valido a pena.
— Será que é um crime essa minha bunda. Ri gostoso e o rapaz não sabia se concordava ou negava.
Levante-me lentamente, ajeitando a regata de forma sutil e alisando o shortinho, certificando-me de lançar um último olhar lascivo e vitorioso para o frentista, que evitava me encarar a todo custo.
— Obrigada! — Falei com um tom de voz que dizia "bom trabalho, cachorrinho, o show continua".
Caminhei até a loja de conveniência para pagar a gasolina, sentindo os olhos dele queimando nas minhas costas, e também os olhos do senhor do caixa, que, através do vidro, testemunhara toda a cena com um sorriso experiente e lascivo. Eu havia conquistado mais dois voyeurs, e o risco da estrada era agora o meu parque de diversões. A viagem de volta seria inesquecível.



