Marina exibida - Parei na entrada da cidade e fui me exibir perto de uma fábrica e fui vista



Meu nome é Marina. Hoje tenho 25 anos, 1,60 m de altura, 55 kg, pele clara, cabelos castanhos-escuros longos, seios fartos e quadril proporcional. Mas este relato se passa quando eu tinha 18 anos. Fazia pouco tempo que eu havia me descoberto exibicionista.

Estava voltando para São Paulo e sempre que podia me exibia nua. A estrada era meu palco, a noite, meu público invisível.

Saí da estrada. Era bem de madrugada. Uma região de fábricas abandonadas, um contraste brutal com os matos e estradas de terra que eu percorrera até ali. O ar daquela noite estava diferente. Depois de três dias de frio de cortar a pele, a serra dera trégua — e a brisa morna que subia do vale parecia um convite aberto, quase uma mão lenta descendo pela nuca.

Era a última noite antes do trecho final para São Paulo. Ao amanhecer eu já estaria longe dali. Talvez fosse por isso que o corpo pedisse um último risco: porque amanhã ninguém me conheceria, nenhuma daquelas ruas saberia meu nome, e eu poderia recomeçar inteira.

Estacionei o carro na rua de baixo, no trecho mais escuro e inclinado, escondido da iluminação dos refletores principais. Antes de abrir a porta, respirei fundo duas vezes. O cheiro de borracha quente e gasolina impregnou meus pulmões.

A parte de iniciar meu exibicionismo sempre foi a mais difícil. Não era a nudez em si, era a vulnerabilidade. Mas valia o risco. Adorava aquele medo inicial, de olhar ao redor, da incerteza.

Não era seguro e eu amava isso.

Tirei o vestido devagar, como quem se prepara para um ritual sagrado, e o deixei dobrado no banco do passageiro. A calcinha joguei logo em cima junto com o sutiã.
Fiquei sentada nua no banco do motorista por alguns segundos, só ouvindo o coração batendo nas orelhas, o peito subindo e descendo, os mamilos já durinhos, eretos como antenas buscando perigo ou prazer.

Seria minha aventura mais arriscada. Não era um lugar isolado no meio do mato.

Fiquei olhando ao redor. A luz amarelada dos postes no asfalto molhado. Que insegurança, que medo de sair dali. Parecia não existir nada para me proteger. O silêncio era pesado, denso.

Mas, mesmo assim, meu tesão aumentava. Uma correnteza quente subiu do meu estômago e se espalhou pelo corpo. Minha mão desceu sozinha até a coxa, sentiu a pele macia, o calor que já começava a se acumular entre as pernas. O ponto de contato da minha palma contra a pele ereta foi elétrico.
Me toquei um pouco, curtindo a nudez dentro do carro. Quem sabe fosse o suficiente. Hmm, huumm.

Não era.

Já tinha gozado duas vezes lá dentro, mas precisava de mais.

Vai, falei comigo mesma. Ou vai agora ou nunca mais.

Abri a porta e pisei fora.

A brisa morna me envolveu inteira, como uma língua preguiçosa passando pelos seios, pela barriga, pelas coxas.

Ao lado do muro da fábrica, tinha um terreno vazio, com grama, terra e pouca proteção.

Subi descalça pela faixa de terra batida que corria paralela ao muro alto da fábrica. O chão era irregular, com pedras soltas e mato baixo que raspava os tornozelos e a sola dos pés — cada pedrinha uma picada pequena de realidade, me lembrando que sim, aquilo estava acontecendo de verdade.

A cada passo, os seios balançavam livres, o peso vivo marcando o ritmo da caminhada; o ar quente entrava entre as coxas e acariciava o que já estava molhado. A sensação de estar exposta ao vento frio e morno ao mesmo tempo fez meus mamilos se contrair ainda mais.

Eu escutava o som de alguns carros passando na estrada. Sentia um arrepio de imaginar um saindo e passando por lá.

Quanto mais eu subia, mais forte ficava a luz branca dos refletores do galpão, comendo meu corpo aos poucos, tirando devagar qualquer sombra onde eu pudesse me esconder.

O coração batia na garganta. Várias vezes quase desisti e voltei. Não existia a escuridão, minha companheira nessa aventura. O medo era concreto, com endereço e horário: qualquer farol que viesse da curva me pegaria nua, no meio da claridade, sem nenhum lugar para me esconder de verdade.

Minhas pernas tremiam — e não era só de frio. O medo e o tesão andavam juntos, um pisando no calcanhar do outro, e eu já não sabia mais qual era qual. A adrenalina fazia minha pele formigar.

A penumbra da subida foi violentamente rasgada por um estalo metálico ao longe, seguido pelo ronco grave de um motor que desacelerava na curva. O facho de luz amarelada cortou a escuridão como uma lâmina, varrendo o mato seco e projetando sombras gigantes e distorcidas no muro da fábrica.

Meu coração disparou, batendo com força contra as costelas, quase me fazendo vomitar de pânico. Por um segundo crucial, o medo me paralisou: não havia tempo para descer correndo até o carro sem ser completamente exposta pelos faróis, nem lugar onde me esconder naquele terreno descampado. A única opção foi me agachar o máximo possível contra a terra batida, encolhendo o corpo, prendendo a respiração até que meus pulmões queimassem e torcendo que a grama me escondesse.

Fiquei de quatro na terra fria, a bunda naturalmente empinada para trás para manter o equilíbrio, as nádegas nuas expostas ao ar morno. O instinto de sobrevivência gritava para eu fechar as pernas, puxar o quadril para frente, mas meu corpo travou na postura mais vulnerável possível. Se eles olhassem para baixo, veriam exatamente o que eu queria esconder: a curva lisa e rosada do meu bumbum, tensa e ereta de medo.

O carro — uma picape robusta com o logotipo fosforescente de uma empresa de segurança privada — passou devagar, a poucos metros de onde eu estava. O facho de luz principal subiu pela extensão do muro e atingiu em cheio a faixa de terra a apenas um passo de mim. Se eu estivesse um metro mais à frente, a claridade teria me denunciado sem qualquer margem para dúvida.

Senti o cheiro de álcool e óleo queimado. Tentei virar o rosto levemente, apenas o suficiente para ver sem ser vista. Através dos faróis, consegui distinguir o contorno do banco do passageiro. Havia um homem lá. Seu rosto estava de perfil, a mandíbula tensa, os olhos varrendo a lateral do muro com a atenção de um predador. Ele não piscava.
E então, o pior aconteceu. O veículo reduziu a velocidade drasticamente, os pneus rangendo suavemente no asfalto. Meu estômago revirou. Eles viram. A certeza gelada me inundou. O homem no passageiro inclinou a cabeça, os olhos fixos exatamente na direção da minha nuca. Ele estava olhando para a sombra que eu projetava na terra.

Fiquei pensando o que dizer, como me explicar, não dava para correr, até entrar no carro, eles já teriam dado a volta ou me cercado.

O medo de ser exposta ali, naquela postura, com minha bunda à mostra e minha vulva pingando de excitação reprimida, me fez perder o controle da bexiga. Foi um ato involuntário, quente e humilhante. Um filete morno escapou entre as minhas coxas, escorrendo pela minha pele e pingando na terra seca.

O cheiro úmido se misturou ao odor de asfalto e óleo. A humilhação foi tão intensa que quase me fez gritar, mas segurei o som, engolindo a vergonha como se fosse veneno.

O veículo parou completamente. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O coração batia tão forte que eu tinha certeza de que eles podiam ouvi-lo.

Esperei a lanterna se acender e apontar para mim, a porta abrir, a voz de comando. Esperei para ser puxada da terra, exposta, mijada e humilhada.

Mas nada disso aconteceu.

Ouvi a estática chiante de um rádio de comunicação.
— Base, aqui Patrulha 4. Nada de novo no setor 7. Muro intacto.
— Copia, 4. Continue a rota.

O motor ligou novamente. A picape avançou, os faróis varrendo a escuridão mais adiante, consumindo a minha sombra e deixando apenas o rastro de calor do escapamento para trás.

Quando a escuridão voltou a tomar conta do trecho, soltei o ar que mantinha preso nos pulmões com um suspiro trêmulo. O tremor nas pernas não era de frio, mas da consciência exata do perigo. A sorte tinha acabado de passar raspando.

Olhei para baixo, para a mancha escura na terra onde eu estava agachada, e senti o calor residual da minha própria urina misturado ao frio da noite. A dúvida martelava na mente: devia dar meia-volta e retornar à segurança do carro, ou continuar subindo em direção ao topo? A adrenalina que me invadia agora não era apenas de medo, mas de uma excitação fria e vibrante, provando que eu estava exatamente onde precisava estar.

Continuei subindo. Mesmo sabendo que uma nova visita da segurança não me daria a mesma chance de escapar que antes.

Quando finalmente alcancei o nível da rua, os pés descalços pisaram no asfalto que ainda guardava o calor do dia. A diferença de textura foi imediata, quase elétrica. Eu estava no meio de uma área iluminada, completamente nua, a poucos metros do portão de malha metálica.

O silêncio da madrugada parecia maior ali, feito de zumbido de transformador e algum cachorro distante. Olhei para os lados, para a rua vazia, para os muros, para as árvores do outro lado que balançavam devagar. Meus mamilos apontavam para o portão como bússolas. Por um instante me distraí com a própria exposição — a sensação deliciosa e terrível de estar tão visível e, ao mesmo tempo, completamente sozinha.

Foi então que ouvi a voz.

— Moça?

O som veio de trás de mim, grave e perto demais. Congelei.

Pensei que algum dos caras do carro tinha decidido e voltado.

O corpo inteiro retesou, cada músculo travado, os pelos do braço eriçados. Virei a cabeça devagar, devagar, como se devagar pudesse desfazer o que já estava feito.

Ele estava do outro lado do portão. Alto, farda escura, lanterna na mão, o reflexo da luz batendo no cinto. Eu não tinha visto quando apareceu.

Se o portão não existisse, ele poderia ter chegado a poucos passos de mim sem que eu percebesse. A percepção disso me fez tremer de verdade — um arrepio que começou na nuca e desceu pela coluna, ladeira abaixo, até as coxas.

Não pensei nos seguranças internos do lugar.

Fui vista. Não tinha visto ele.

A frase ecoou na cabeça com um peso frio. O estômago revirou. A primeira vontade foi correr: descer de volta pela terra, entrar no carro e sumir antes que a situação piorasse. A segunda vontade foi a mesma de sempre, a que sempre ganhava: ficar.

Fiquei.

Eu encarei ele calada. Não sabia ainda o que dizer ou fazer.

Senti meu sexo voltar a pingar. Aquela surpresa estava me fazendo desidratar de tesão.

Ele ainda me olhava, a expressão misturando choque e cautela, a lanterna baixa demais para ser gentileza.
— Você tá sem nada? — perguntou, a voz mais baixa agora, quase um sussurro.

— Aconteceu alguma coisa? Precisa de ajuda?

Ele parecia preocupado. Ainda não tinha entendido o motivo de eu estar assim nua na rua.

Aquilo fez meu sexo começar a pingar ainda mais. A ideia de ser inspecionada por um estranho, de ser julgada pela minha nudez, era a gasolina que faltava para o incêndio.

Mesmo sabendo que ele poderia chamar a patrulha que passou — isso se já não havia avisado e quis chegar mais perto.

Dei um passo na direção do portão. Depois outro. O medo ainda estava lá, latejando no pescoço, mas o tesão já crescia por baixo dele, quente, teimoso.

Cheguei perto da grade e parei a menos de um metro. Sob a luz branca do refletor, eu sabia exatamente o que ele via: os seios pesados subindo com a respiração, os bicos rosados e duros, a cintura, a curva do quadril, o sexo sem nenhum pelo escondendo nada. Nada de sombra. Nada de mistério. Só eu, inteira.
— Não preciso de ajuda — respondi. A voz saiu rouca, mais grave do que eu esperava.

— Eu vim assim de propósito. Na verdade, gosto muito de andar assim.

Ele engoliu em seco. O clique na garganta foi audível. Os olhos desceram pelo meu corpo sem pressa, demorando nos seios, na barriga, mais abaixo — e voltaram ao meu rosto com um esforço visível, como quem sobe uma ladeira carregando peso.

— Você não pode ficar aí fora nua… — ele disse, e a voz falhou no meio.
— Se passar uma viatura…

— Passa viatura aqui às três da manhã? Eu já vi ela passando, acho que vai levar um tempinho para voltar — provoquei, inclinando a cabeça.

— Passa. Daqui uns 40 minutos ou menos — Ele passou a lanterna de uma mão para a outra, nervoso.
— Eu mesmo já vi. E aí eu teria que dar explicação.

— Então me olha rápido — respondi.
— Enquanto não passa ninguém. Aprecia o meu corpo, eu gosto. Eu sei que você também.

Aproximei mais o corpo. Os seios quase tocavam a malha fria. Apoiei as mãos no ferro, abri os braços devagar, me oferecendo à luz — e a ele.

Não nego que dava medo. Realmente poderia vir uma viatura, alguma equipe de segurança. Mas era tão gostoso interagir com aquele estranho que me apareceu de forma inesperada.

Ele soltou o ar pesado, todo o ar do peito de uma vez. Aproximou-se do portão pelo lado, permanecendo do lado de dentro, o peito quase colado na grade, o hálito morno chegando até mim em ondas curtas.

— Você é doida pra caralho…

— Doida de tesão — corrigi. Empurrei o peito contra o ferro, os bicos roçando o metal frio.

Encarei ele sorrindo de forma safada e passando a língua nos lábios.

— E você está babando aí do outro lado. Não finge que não.

— Está gostando de ver meus peitos e bucetinha de fora, não é? — dei uma viradinha.

— E esse meu bumbum, não é gostoso? Ele é bem durinho.

A respiração dele ficou irregular, audível. Olhei para baixo: a farda apertava no lugar certo, o volume da calça denunciando tudo que a boca tentava negar.

— Como você chama? — perguntei, doce, molhando os lábios.

— Ju… Juliano.

— Juliano. — Dei um sorriso de canto.
— Que nome bonito pra um homem com o pau apertado na farda.

— Porra… — ele murmurou.

— Gosto de ver que está duro por mim. Isso me deixa feliz.

Fiz um charme, dando uma leve rebolada.

— Quer me tocar, não quer? Mostra o dedo, Joãozinho… deixa eu sentir se está gordinho.

Falei isso colocando as mãos sobre meus seios, levantando e convidando para o toque.

— Não quer relar os dedos neles?

Ele forçou o indicador por um dos quadrados pequenos da malha. O dedo saiu do lado de fora, hesitante, torto, a ponta calejada. Ficou no ar por um segundo, perguntando. Eu empurrei o mamilo direito contra a ponta áspera.

O contato me fez fechar os olhos por um segundo. Uma faísca pequena, elétrica, do bico do peito direto pra baixo.
— Porra… — ele murmurou de novo, a voz já grossa e suja.

— Que bico duro, puta… parece pedrinha.

— É — gemi baixo. — Sente como tá durinho por sua culpa? Estou com tanto tesão por você me ver assim peladinha.

Eu gemia e pressionava o peito para que ele massageasse o mamilo com mais força. O ferro frio contrastava com a pele quente, e aquilo era uma loucura — o metal gelado em volta, o dedo dele áspero e vivo no meio. O dedo esfregava, apertava, girava de leve, aprendendo o que me fazia arquear.

Eu me esfregava no portão como um gato, para facilitar o toque dele.

Não nego que dava uma vontade do braço dele conseguir passar ali e me tocar ou de um de nós dois pular o portão. Mas por enquanto, aquilo já era gostoso o bastante.

— Continua — pedi, a voz já falhando.
— Não para. Se você parar eu vou embora e não volto nunca mais.

Ele obedeceu, o corpo inteiro forçado contra a grade só para manter o dedo ali. A outra mão apertava o ferro com força, os nós dos dedos brancos. Vi o suor na testa dele sob a luz do refletor.

Parecia que ele procurava com o dedo o resto de um doce no pote. Ele queria sentir meu sabor.
— Você veio até aqui só pra isso? — a voz dele saiu quase num rosnado.

— Pra subir pelada uma ladeira de madrugada, parar na frente do meu portão… e me deixar com o pau doendo do outro lado dessa grade?

— Sim — respondi, ofegante.
— E está funcionando, né? Tá doendo bem aqui?

Estiquei o dedo pelo vão e toquei o volume na calça dele, só de leve, uma carícia fantasma por cima do tecido. Ele pulsou sob o meu dedo.

— Nossa… que delícia, está tão durinho.

— Caralho… — o ar dele saiu em tranco.
— Você não sabe o que tá fazendo comigo.

— Sei sim. — Sorri.
— Eu tô fazendo você se matar pra tocar em mim. Isso que eu tô fazendo.

Empurrei o peito com mais força. O mamilo direito passou pelo buraco da grade. Ele não hesitou: abaixou a cabeça, enfiou o rosto contra o ferro e capturou o bico com a boca.

A língua quente e molhada envolveu o mamilo. Ele chupou com vontade, a respiração pesada batendo na minha pele. O metal frio da grade pressionava o seio em volta, e a boca dele trabalhava no meio — quente, úmida, faminta.

— Que gostoso… — gemi, arqueando as costas. — Você babando no meu peito, seu safado…

Ficamos assim. Ele chupava, lambia, puxava de leve com os lábios, enquanto o dedo da outra mão tentava alcançar o outro seio pelo vão ao lado. Eu empurrava o peito cada vez mais contra a malha, oferecendo, gemendo baixinho, sentindo o tesão escorrer pelas coxas.
— Continua… — pedi, a voz já embargada.

— Chupa bem. Eu quero sentir.

Ele obedeceu. A boca molhada fazia barulho baixo, quase inaudível, mas eu sentia cada movimento como se fosse dentro de mim. O outro seio ele apertava com o dedo, girando o bico duro, espalhando a umidade da própria saliva que escorria.

Quando ele finalmente soltou o mamilo com um estalo úmido, a respiração dos dois estava acelerada.

— Sabe o que eu quero agora? — falei, a voz rouca de tesão.

— Quê?
— Quero ver ele. — Encarei o volume na calça dele, sem vergonha nenhuma.

— Tira ele pra fora, Juliano. Quero ver o que eu causei.

Ele olhou para os lados, para a rua vazia, para o refletor. Hesitou.

— Aqui não, garota… tá tudo claro demais. Se vier alguém…
— Se vier alguém, você dá um jeito. — Dei de ombros, rebolando devagar.

— Mas eu acho que você não quer mesmo é me negar isso.

— Puta que pariu… — Ele passou a mão no rosto, suado.
— Você não pede as coisas que uma moça pede…
— Eu não sou qualquer moça. Você já percebeu isso. — Mordi o lábio.

— Mostra, Juliano. Eu tô pelada na sua frente, na rua, de madrugada… o mínimo que você pode fazer é me mostrar o seu.

Ele respirou fundo, olhou mais uma vez para a rua — e cedeu. Soltou o cinto, abriu a calça com os dedos meio atrapalhados.

O pau pulou pra fora, duro demais, grosso, a cabeça inchada e brilhando sob a luz branca do refletor. Eu mordi o lábio com força. Só de ver, senti uma onda quente escorrer entre as pernas.
— Nossa… — murmurei, sincera.

— Olha o que eu fiz com você.

— Isso tudo é culpa sua, garota.
Aquela visão do pau duro por minha causa me gerou um tesão absurdo.

E veio uma vontade de sentir aquele membro ali, no meio da rua.

Então não aguentei mais e disse:

— Passa ele aqui. Acha um vão. Quero segurar.

— Você é doida… — ele murmurou. Mas o corpo dele já se movia, o pau buscando a malha, tentando os quadradinhos um a um.

Com esforço, a cabeça e parte do corpo passaram pelo ferro. O resto ficou apertado do outro lado, pulsando.
— Conseguiu — eu comemorei, falsa inocência.

— Que menino esperto.

Segurei.
A pele estava quente e tensa, pulsando na minha mão, tão duro que dava pra sentir o coração dele batendo ali. Uma onda de calor subiu pelo meu braço direto pro peito. Eu gemi baixinho sem querer.

Minhas aventuras exibicionista nunca eram voltadas a interação desse tipo. Mas estava tão gostoso e arriscado que não podia deixar de abrir um exceção.

— Nossa, Juliano… tá quente… e bem, bem duro.
— Porra… — o ar dele saiu em tranco.

— Sua mão… caralho…

Comecei a massagear devagar, subindo e descendo, sem pressa, sentindo cada veiazinha, a pele deslizando na palma. Dei uma cuspidinha discreta na mão, só pra deixar molhado, e o barulhinho melado encheu o silêncio da madrugada.

Ele soltou um gemido baixo, os quadris batendo de leve no ferro a cada movimento da minha mão.

— Se você não parar de gemer assim, alguém vai te ouvir da estrada — provoquei, apertando de leve.

— Não consigo… porra, que mão… não consigo não.

— Então morde a própria língua. — Sorri safada.
— Eu não vou parar.

— Você gosta, não é? Dessa garota peladinha te bolinando aqui.

Eu apertava e soltava, passava o polegar pela cabeça, espalhava o líquido que começava a aparecer. Ele se segurava na grade com as duas mãos, o corpo dele inteiro pendurado no ferro, o pau oferecido à minha mão através da malha.
— Olha eu — ordenei. Ele abriu os olhos.

— Olha o que você fez. Eu vim aqui só pra me exibir… e agora tô punhetando você num portão de fábrica.

— Puta… que pariu… — a voz dele saiu em farrapos.
— Gostoso, né? — acelerei um pouco, vendo o abdome dele enrijecer.

— Fala que estou fazendo do jeito que você gosta…

O papo foi muito gostoso. O pau duro na minha mão e o ar da noite em cima de nós.

Ouvi então um estouro e me abaixei.

Não era nada, tinha vindo da estrada.

Agora estava na frente do portão, os joelhos no asfalto frio. O pau dele na minha frente.

Não tinha ninguém olhando, mas mesmo assim eu empurrei a bunda para trás, abrindo as pernas um pouco mais do que o necessário. O pau dele ainda pulsava no vão da grade, a cabeça brilhando.

— Sabe que ficar aqui peladinha de joelhos na sua frente, com esse pau bem perto do meu rosto está me dando um tesão.

— Fico imaginando alguém vendo a gente, minha bunda aberta e eu com seu pau.

— Tem uma coisa que não nunca fiz nessas minhas aventuras nua.

— O que puta?

— Fazer alguém gozar em mim. Falei com um tom e olhar de tesão absurdo.   

— Agora eu quero chupar — falei, olhando para cima, para o rosto dele distorcido de tesão.

— Eu quero sentir na boca.

Era engraçado, apesar de já ter transado muito, era a primeira vez que chupava. Acho que sempre faltou tesão para isso.

Ele respirou fundo, forçando o corpo ainda mais contra o ferro. Eu segurei a base com uma mão e aproximei o rosto. A língua tocou primeiro a cabeça quente e salgada. Depois a boca inteira envolveu.

O gosto dele me encheu a língua. Ele soltou um gemido alto, as mãos apertando a grade com força, o metal rangendo.

— Porra… porra, que boca…
Eu chupava devagar, deixando ele sentir a língua desenhando, a pressão crescendo aos poucos, a boca bem molhada. O vão da grade apertava a base do pau, e eu trabalhava o que conseguia passar — a cabeça e um pouco mais —, chupando fundo, a língua girando, a saliva escorrendo pelo queixo.

O risco do carro da segurança passar e me pegar chupando o rapaz me deixava louca. Era um tesão animal.

— Caralho, você engole… — ele gemeu, a voz quebrada.
— Que boca safada…
Eu gemi em volta do pau dele e chupei mais fundo, a garganta recebendo o que dava, os olhos marejando de prazer e de adrenalina. Uma das minhas mãos descia entre as próprias pernas, tocando a mim mesma enquanto chupava, o gemido saindo torto e bom demais.

O tesão era tanto que sabia que se alguém aparecesse não pararia. Estava louca.

Então senti o pau dele pulsar.

O segurança estava no limite. O pau latejava forte na minha boca, os gemidos dele virando animal. Eu acelerei o ritmo, chupando fundo, a mão apertando a base, a bunda rebolando no ar frio da madrugada.
— Vai gozar… — murmurei sem tirar a boca completamente, a língua girando na cabeça, sentindo a pulsação forte.

— Goza pra mim, Juliano. Goza na minha boca…

Ele soltou um gemido longo, o corpo inteiro se arqueando contra o ferro — e gozou. O gosto quente me encheu a boca, onda após onda, espesso e salgado, o pau pulsando na minha língua. Eu engoli o que pude, deixando um pouco escorrer pelo canto dos lábios, e continuei chupando devagar até ele terminar de tremer, os dedos dele soltando a grade aos poucos.

Quando soltei o pau, ainda ajoelhada, respirei fundo. Limpei o canto da boca com o polegar e depois lambi o polegar, olhando nos olhos dele.

— Gostou?
Ele estava encostado na grade, ofegante, a calça ainda aberta, olhando para mim como se não acreditasse no que tinha acabado de acontecer — como quem viu um bicho raro e não sabe se pode contar pra alguém.

— Puta, daqui menos de cinco minutos o carro volta.

— Volta outra noite — ele disse, num fio de voz.
— Vou embora, mas não volto — respondi, calma.

— Amanhã eu já tô longe. Foi por isso que eu vim hoje… porque amanhã não existia.

Eu sorri para ele, dei um passo para trás e falei com a voz limpa:

— Boa noite, Juliano. Obrigada pela companhia.

Depois virei as costas e comecei a descer o aclive em direção ao carro, ainda completamente nua, sentindo o olhar dele nas minhas costas, na minha bunda, me acompanhar como um farol até eu desaparecer na escuridão.

Só quando a terra batida mordeu de novo as solas dos meus pés é que percebi que eu ainda tremia. De medo. De tesão. Da vida.
Peguei o vestido dobrado no banco do passageiro e, em vez de vestir, deitei no banco de trás por um instante, olhando o teto do carro, o sorriso escapando.

Ouvi o som do carro da segurança passando, depois dando a volta e chegando perto do meu carro.

Apenas fiquei me tocando. Gozando.

Eles passaram, novamente escapei.

Vi que era gostoso interagir com os desavisados. Sabia que isso deixaria qualquer aventura mais perigosa.

Última noite na serra.

Que despedida.

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Ficha do conto

Foto Perfil marina-exibida
marina-exibida

Nome do conto:
Marina exibida - Parei na entrada da cidade e fui me exibir perto de uma fábrica e fui vista

Codigo do conto:
274877

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
17/10/2026

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1

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