Passei boa parte da minha vida naquele vilarejo situado no vale abaixo do sopé da grande cordilheira onde a existência se resumia a coisas simples que nos davam aconchego e segurança; durante a adolescência dividia meu tempo entre a escola pela manhã e as tarefas domésticas à tarde ajudando minha mãe em tudo que ela precisava; depois que preparávamos o jantar eu aproveitava o pouco tempo livre para ler e estudar atividade que era interrompida pela chegada de meu pai que vinha do árduo expediente como mineiro especializado ávido por um banho quente e uma boa refeição; não tínhamos fartura, porém o que tínhamos era suficiente para nosso sustento e eu me sentia feliz ao lado deles, embora fosse obrigada a ocultar minha imensa curiosidade sobre o sexo … eu e minhas amigas vivíamos falando sobre isso, trocando pífias experiências que na maioria das vezes era fruto de algo que ouvíamos acrescido de uma enorme criatividade. Um dia retornando da escola passamos em frente a casa que abrigava o único prostíbulo da cidade que para as jovens como nós representava um misto de desmedida curiosidade com um receio fruto de recato e vimos a proprietária sentada em uma cadeira na varando fumando um cigarro … todas as minhas amigas desviaram o olhar quando ela nos encarou, enquanto eu retribuí o olhar sem uma intenção definida. Todas tentaram acelerar o passo, entretanto eu não as acompanhei e fiquei trêmula quando a tal mulher acenou em minha direção parecendo me chamar para ter com ela; vendo minhas amigas se afastarem eu hesitei em acompanhá-las e sem compreender a razão do meu gesto caminhei em direção da varanda; assim que me aproximei a mulher, uma cinquentona bem aparentada sorriu pedindo que eu chegasse mais perto dela. Quando atendi ao seu pedido ela se inclinou acariciando meu rosto com um gesto suave me chamando de “pequeno bibelô”; em seguida ela se levantou metendo a mão dentro do bolso do vestido dele retirando uma brochura que entregou para mim dizendo que era um presente que em breve me seria útil; com as mãos trêmulas peguei a brochura enquanto ela se empertigava afastando-se de mim, dando as costas e entrando para dentro da casa; imediatamente corri ao encontro de minhas amigas tomando a cautela de guardar a brochura dentro da minha bolsa desconversando quando elas, cheias de curiosidade, desferiam inúmeras perguntas sobre o que houvera entre eu e a cafetina e contendo a ansiedade de conseguir um momento para explorar o conteúdo daquela brochura. Fui obrigada a esperar meus pais se recolherem e com o auxílio de uma pequena lanterna comecei a folhear a brochura que logo descobri se tratar de uma espécie de manual pornográfico repleto de desenhos meticulosamente detalhados sobre o que um homem e uma mulher praticavam entre as quatro paredes de um recinto privado … cada desenho se revestia de uma luxúria que me deixou arrepiada e surpresa com a reação do meu corpo quando minha vulva ficou ardente e molhada a ponto de provocar um choramingo que me levou a experimentar a primeira sensação de êxtase de minha vida; aos poucos fui percebendo que aquele exemplar era uma espécie de manual de iniciação sexual para mulheres que decidissem se aventurar numa vida de servir a mais de um homem com o objetivo de obter prazer e recompensa. E mesmo sem saber a razão pela qual aquela mulher havia me presenteado com ele percebi que poderia usá-lo para saciar não apenas minha ânsia sobre o assunto como também o desejo de experimentar os prazeres da carne. Sempre às escondidas eu o estudava e algumas vezes me aventurava em experimentos manuais descobrindo detalhes sobre minha anatomia e as possibilidades que esses mesmos detalhes podiam me oferecer o que em pouco tempo descortinou um mundo repleto de prazer, ao mesmo tempo em que elevava a excitação ansiando por mais experiências, em especial aquelas que poderiam ser desfrutadas na companhia de alguém do sexo oposto. Com algumas semanas eu já me masturbava com imensa habilidade usufruindo de gozos que se sucediam um após o outro, sempre na calada da madrugada e evitando despertar atenção alheia; ao mesmo tempo eu passei a olhar para meus pais de uma forma diferente imaginando ambos nas posições descritas pela brochura, extraindo todo o prazer que o enlace carnal pudesse lhes oferecer. Por mais de uma vez me peguei fantasiando cenas em que os via executando algumas das imagens contidas no meu pequeno manual de safadeza e a excitação me deixava arrepiada com a perseguida choramingando copiosa implorando por mais uma carícia manual. Por outro lado mantive esse meu lado segregado de minhas amigas que provavelmente me achariam uma candidata a trabalhar no prostíbulo da cidade, ou ainda uma cadela vadia oferecendo meus préstimos para todos os rapazes da escola e quem sabe para todos os homens ativos do vilarejo ... tudo caminhava a contento comigo sempre aproveitando o tempo noturno solitário para me divertir com uma siririca após a outra e sofrendo a consequência de acordar exaurida na manhã seguinte procurando disfarçar meu cansaço aos olhos sempre argutos de minha mãe. E foi nesse clima que um evento aconteceu causando uma grave reviravolta. Era um dia como qualquer outro, eu voltava da escola e ao passar pela casa de tolerância fui abordada pela proprietária que descobri se chamar Carmem; senti um arrepio percorrer a espinha quando ela tomou minha mão conduzindo-me para dentro da casa; ela esperou pelo momento mais oportuno, pois além de estar desacompanhada de minhas amigas sentia uma vontade incontrolável de ampliar meus horizontes; assim que entramos reconheci o homem sentado em uma poltrona de tecido escuro; seu nome era Hilário dono do abatedouro que fornecia carne para todo o vilarejo e seu olhar glutão caiu sobre mim de forma alarmante. Naquela situação palavras não eram necessárias e Carmem adotara a postura de uma espécie de tutora incumbida de me introduzir em seu universo. Hilário se levantou ostentando seu corpanzil descomunal e uma expressão luxuriosa; Carmem nos aproximou e fez com que eu me pusesse de joelhos diante dele para a seguir cuidar de abrir sua calça expondo o membro enrijecido de dimensões assustadoras que pulsava como se tivesse vontade própria; com sua mão ela trouxe o bruto até que estivesse ao alcance de minha boca e com um sorriso suave acenou com a cabeça; respirei fundo pois aquele era o momento de pôr em prática tudo que aprendera no pequeno manual que me fora presenteado. Inicialmente usei as mãos para sentir e explorar o membro experimentando arrepios percorrendo meu corpo com minha gruta vertendo copiosa; dei algumas lambidas na chapeleta observando a expressão inquieta do sujeito e depois disso abri a boca e agasalhei o bruto desferindo uma mamada esmerada e cuidadosa. Enquanto saboreava o membro sentia meu corpo corresponder de uma maneira delirante instigando que eu aprimorasse a mamada buscando extrair dela um precioso aprendizado ... houve momentos em que Hilário tentou segurar minha cabeça ensaiando uma socada mais vigorosa do bruto contra mim, porém Carmem o impedia apenas com seu olhar firme e determinado; em outros momentos ela acariciava meu rosto com uma singeleza quase materna ... eu estava com o maxilar dolorido ansiando que o macho atingisse seu clímax e sem aviso ele se contorceu projetando a cintura para frente enquanto o bruto pulsava com violência dentro de minha boca culminando em um jorro profuso que quase me fez engasgar impondo um recuo necessário, mas que acabou me deixando lambuzada com os jatos de sêmen sendo projetados contra meu rosto, cabelos e pescoço. o homem tremelicava tomado por convulsões involuntárias e Carmem cuidou de contê-lo segurando o membro enquanto o enlaçava pela cintura; eu estava me sentindo tonta e acabei caindo para o lado observando Carmem ajudar Hilário a se sentar sobre a poltrona. Em seguida ela me ajudou a levantar e me levou até o banheiro onde cuidou de me limpar com o auxílio de sabão e pequenas toalhas felpudas não perdendo de vista meu rosto ostentando um sorriso quase maternal. Quando voltamos para a varanda, sem trocarmos uma palavra sequer, ela meteu a mão no bolso e me deu algumas moedas indicando que eu deveria ir embora. Naquela tarde antes do almoço corri para o banheiro e tomei uma ducha de água fria cuidando de lavar minhas roupas pondo-as para secar ... eu não podia deixar rastros do que acontecera horas antes. Algumas semanas depois minha mãe adoeceu e eu me vi incumbida de cuidar dos afazeres domésticos sem perder de vista as obrigações escolares. Uma fatalidade do destino levou minha mãe deixando meu pai arrasado e eu perdida; eu me esforçava em acumular as tarefas domésticas com os estudos, mas o que mais me preocupava era a apatia que tomara conta do ânimo de papai que vez por outra ficava prostrado sem ânimo contendo a vontade de chorar a ausência de sua querida esposa ... levando a vida com enormes dificuldades, obtive uma vitória quando consegui que papai se dedicasse ao seu trabalho procurando ocupar sua mente afastando a tristeza que o corroía por dentro. Todas as noites eu o esperava com uma refeição quente e fresca notando entusiasmo em seu olhar; com tudo pesando sobre mim procurei não perder o controle das coisas, em especial de meus estudos que logo foram incentivados por papai que a noite após o jantar se sentava ao meu lado observando minha concentração nos livros e anotações. Uma noite papai chegou cheio de dor dizendo que havia machucado os ombros no trabalho; imediatamente o levei para a cozinha pedindo que se sentasse em uma banquinho enquanto preparava um unguento que mamãe me ensinara e que usava em papai sempre que necessário; fiz um emplastro com a substância já pedido que papai tirasse a camisa ... quando me voltei para vê-lo fiquei tão alvoroçada tomada por uma excitação inexplicável. Papai era um homem de sessenta anos, calvo com rosto cheio das marcas do tempo e ainda assim continha uma beleza rústica, dono de um corpo invejável com um peitoral amplo coberto por uma camada de pelos grisalhos, ombros largos e braços musculosos compondo uma visão que me deixou aturdida sentindo a perseguida choramingar com desfaçatez. Quando me inclinei sobre ele para aplicar o emplastro fui seduzida por uma embriaguez sensorial, pois aquele odor másculo e viril invadiu minhas narinas causando um estremecimento involuntário seguido por espasmos que embaçaram minha consciência; tomei um susto quando papai me segurou pelos ombros querendo saber se eu estava bem; tentei me recompor com ele ainda me segurando; ao me afastar pedi que ele vestisse a camisa enquanto punha a mesa do jantar; estava cuidando da cozinha quando ele se aproximou de mim perguntando se eu poderia dormir em sua cama, pois se sentia fraco e com frio precisando de alguém para aquecê-lo; eu poderia recusar, mas o desejo dentro de mim não sussurrava ..., ele gritava a plenos pulmões e por conta disso respondi que assim que terminasse meus afazeres iria ao seu encontro. Pouco depois fui até o quarto que estava iluminado por um pequeno abajur de cabeceira e chegando a pensar que ele havia adormecido dei meia volta para me recolher; todavia, ele me chamou pelo nome afirmando que estava a minha espera; com a roupa no corpo fui até a cama e ao entrar debaixo das cobertas descobri que papai estava nu! O simples abraço quente e forte dele despertou minha libido de uma forma avassaladora e eu me aninhei ao seu peito. Ele murmurou em meu ouvido que sentia saudades de mamãe e que eu o lembrava dela; arrisquei responder que eu estava ali disposta a mitigar todo o seu sofrimento ... e foi assim que nos beijamos pela primeira vez enquanto eu tateava seu corpo com uma das mãos até encontrar o que procurava: tinha em minha mão o membro rijo de papai e ao explorar suas dimensões descobri algo um ponto a mais em comparação mental com o dote do dono do abatedouro. Comecei a manipulá-lo com esmero e dedicação enquanto nossos beijos evoluíam numa espiral lasciva e incontrolável até o momento em que papai rasgou a parte de cima do meu vestido expondo as mamas cujos mamilos estavam tão intumescidos que chegavam a doer; ele tomou as mamas em suas mãos grossas e quentes apertando-os com carinho enquanto lambia e chupava os bicos impondo em mim um estremecimento involuntário seguido por gemidos incontidos; de meu lado prosseguia manipulando o bruto desejando tê-lo dentro de mim e usufruindo da boca ávida de papai que por seu lado persistia em saborear meus mamilos. Bastou um momento de ansiedade para que ele me tirasse minhas roupas, jogando as cobertas para o lado a fim de apreciar a visão de minha nudez com um olhar faiscante; disse mais de uma vez que eu era muito parecida com mamãe, porém emendava afirmando que eu era ainda mais bela e desejável. Foi nesse clima que declarei minha vontade de tomar o lugar que fora dela, sussurrando uma súplica para que ele me possuísse. Papai girou sobre a cama pousando seu corpo sobre o meu pedindo que eu conduzisse o bruto na direção de minha grutinha que ardia e lacrimejava sem parar; atendi ao seu pedido e no momento certo pedi que ele me fizesse sua mulher; papai então entuchou a vara com um único movimento, o que causou, ao mesmo tempo, dor e prazer, sendo que meu corpo absorveu muito mais o prazer que dor e isso foi ampliado quando ele deu início a uma sucessão de movimentos, enfiando e sacando o mastro de dentro de mim, gestos que imediatamente resultaram em uma gozada tão alarmante que apertei seus ombros com força enquanto gemia alucinada em seu ouvido pedindo que ele não parasse de me foder e que fizesse de mim uma fêmea feliz e satisfeita. Copulamos por tanto tempo que os orgasmos se sucediam numa intensidade crescente e voraz comigo sempre suplicando por mais prazer; papai se mostrou um macho habilidoso cujo desempenho, anos mais tarde, eu descobriria não ser igualado por qualquer outro homem e somente atingiu seu ápice após perguntar se poderia fazê-lo dentro de mim, ao que respondi ansiosamente que sim. Os jatos de sêmen quente e espesso me encharcaram de uma forma tão impactante que não contive um grito histérico celebrando aquele momento - com murmúrios e beijos sôfregos. E para minha maior surpresa, mesmo depois de gozar, papai mantinha-se firme e rijo não me dando trégua ao prosseguir com a cópula me presenteando com mais uma onda de orgasmos que sacudiam meu corpo e me conduzindo à beira da quase perda de consciência tal era a magnitude do êxtase a que ele docemente me submetia. Ele somente se deu por vencido na segunda gozada, suando e ofegante ele me encharcou mais uma vez com seu leite de macho antes de desabar sobre mim arfante murmurando que me amava; acabamos adormecendo abraçados e na manhã seguinte eu abri os olhos e o vi agarrado a mim respirando com suavidade guardando um semblante plácido e tranquilo. Quando ele se levantou pouco depois eu já havia preparado o café e o lanche para o trabalho; papai se sentou com ar encabulado evitando olhar para mim e eu me senti no dever de tranquilizá-lo; então, fui até ele e pedi para sentar em seu colo, ao que ele aquiesceu; assim que me sentei envolvi meus braços em torno de seu pescoço e mirei seu rosto tendo a certeza absoluta de que palavras eram desnecessária; ele sussurrou um pedido de perdão e sussurrei de volta que o importante era que ele me amava e eu a ele; papai ergueu o olhar, sorriu e logo depois nos beijamos. Desde aquele dia passamos a viver como um casal às escondidas de todos …, todos exceto Carmem … sempre que eu a encontrava ela sorria e acenava e eu tinha a certeza de que ela sabia de tudo! Uma noite pedi a papai para cavalgá-lo ao que ele sorriu em aceitação; subindo e descendo sobre seu corpo, sentindo o bruto entrar e sair de dentro de mim com as mãos dele apertando minhas mamas e beliscando meus mamilos durinhos foram estímulos mais que suficientes para uma onda orgásmica quase infinita que não teve fim porque ele me pediu uma troca de posições. Fiquei de quatro sobre a cama com papai entuchando minha gruta por trás ao mesmo tempo em que apertava minha cintura descendo até quase esmagar minhas nádegas com suas mãos fortes, provocando uma delirante sensação de prazer que me deixou alucinada … naquela posição eu era dele, mas também ele era meu! Todas as noites nos entregávamos aos prazeres da carne sempre mantendo nossa relação em segredo total e cada dia eu me apaixonava ainda mais pelo homem que me fez mulher; procurava servi-lo como minha mãe faria se estivesse viva e ele se sensibilizava tanto com isso que me impressionava … uma noite depois de treparmos até o pleno cansaço, papai disse que precisava contar uma coisa … ele disse como conheceu minha mãe … quem os apresentara fora a dona do prostíbulo … ele não disse mais nada e eu também não insisti, pois isso pouco importava para mim; o que realmente importava era pertencer a ele até onde pudéssemos manter o nosso segredo. E esse segredo perdurou até o dia de sua morte vitimado por um mal incurável; depois do enterro Carmem me procurou oferecendo guarida afirmando que eu não teria problemas em sobreviver … agradeci a ela, mas tinha meus próprios planos … fui embora do vilarejo sem olhar para trás e hoje guardo apenas a doce lembrança do único homem que me fez mulher e que me fez feliz!
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