Dei por dinheiro

Ajeitei o fio de cabelo castanho que me caía sobre o ombro enquanto aguardava Jéssica terminar o banho. A casa era grande, de paredes claras e cheiro de alfazema, e a sala vazia parecia tão silenciosa quanto uma igreja. Senti o coração disparar quando, de súbito, a figura robusta do Sr. Osmar surgiu na porta de correr, vindo do corredor interno.
Jamais gostei dele. Com seus cinquenta e poucos anos, barriga saliente e riso que expunha dentes amarelados pelo cigarro, ele sempre murmurava elogios demasiado carinhosos às amigas da filha, eu de dezenove primaveras, já marquei na memória aquele homem como cretino de marca maior. Apertei, sem querer, o celular entre as mãos, como se o aparelho pudesse me salvar de qualquer contrariedade.
Osmar, porém, caminhava em minha direção com o sorriso malicioso estampado nos lábios. Enquanto se aproximava, passou uma mão pelos cabelos grisalhos e, sem mais delongas, sentou-se no sofá de dois lugares, de frente para mim.
— Tão bonitinha hoje, hein, Pietra? — comentou, cruzando as pernas. A roupa social de linho claro marcava a silhueta pesada, porém dominantemente calma. — Sabe, já reparei que você costuma aparecer aqui sempre que a Jéssica está sem mesada. Coisas de estudante, não é mesmo?
A observação me corroeu o orgulho. Morava numa kitnet alugada, trabalhava meio expediente num escritório de contabilidade e, de fato, às vezes recorria à amiga para fugir do vinagre no fim do mês. Apesar disso, respondi, irada:
— Estou apenas esperando ela sair do banho. Não tem a ver com dinheiro.
Osmar riu, baixo, como quem saboreava o nervosismo alheio. Ajeitou o sapato de couro, depois ergueu o olhar.
— Que tal ganhar o equivalente a um mês do seu salário em apenas uma tarde? — propôs, abaixando a voz até um sussurro sedutor. — Com um único requisito: discrição total... e seu corpinho delicado aqui, comigo.
Meu coração afundou. Sentia o estômago embrulhar num misto de asco e vertigem. A primeira reação foi um não seco, que já queimava a garganta, mas Osmar ergueu dois dedos, indicando o valor com voz pausada, e acrescentou, provocante:
— Dois mil reais. Em espécie. Agora mesmo.
Dois mil. Com esse dinheiro pagaria o aluguel atrasado e ainda sobraria para a mensalidade da faculdade sem depender do trabalho extenuante. O nojo persistiu na pele, frio como geada, mas a tentação sussurrava mais alto. Fiquei sem graça, e senti o pescoço ruborizar. Osmar, percebendo a hesitação, ergueu-se, aproximou-se mais, nos olhos, que faiscavam uma fome enorme.
—Dois mil e duzentos reais na mão agora! Mal ele sabia que eu já estava aceitando a oferta anterior.
— Só preciso que suba comigo até o escritório lá em cima — murmurou, tão perto do meu ouvido que senti o hálito mesclado a cigarro e chiclete.
— A Jéssica vai demorar mais vinte minutos no banho. Somos dois adultos, ninguém vai saber de nada.
Respirei fundo. Olhei para o relógio de parede, depois para o corredor escuro que dava aos cômodos superiores. A consciência agonizava; a necessidade, porém, venceu num estalo seco. Acenei, quase imperceptivelmente. Osmar sorriu com triunfo e, sem tocar em mim ainda, indicou as escadas.
Subimos em silêncio, os passos hesitantes sobre o degrau de madeira, os dele firmes e prementes. O corredor do segundo andar era mais frio, iluminado por janelas de vitrais que tingia o chão de quadrados coloridos. Ele me conduziu até o último quarto, cuja porta range ao se abrir. O cômodo servia de depósito: caixas empilhadas, uma cama de solteiro coberta por lençol cinza e cheiro de guardado. Logo que entramos, Osmar girou a chave na fechadura. O clic seco ecoou como sentença.
Senti o sangue latejar-lhe nas têmporas. Quis falar, talvez pedir mais dinheiro, mas a língua parecia grudada ao céu da boca. Ele, impaciente, aproximou-se, e o olhar escorreu-lhe pelo corpo, demorando-se nos meus seios cobertos por um top com tecido de malha fina, depois na minha cintura esguia dentro da calça jeans. Uma admiração profunda, sombria na face.
Sem dizer mais nada, Osmar apoderou-se dos meus lábios. O beijo era áspero, de barba por fazer que arranhava, língua que invadia com ímpeto de quem não queria enrolação. Estremeci, mas a nuca foi presa pelas mãos grandes dele, senti o meu corpo forçado contra o dele, percebendo o membro já endurecido sob o tecido. O cheiro forte de suor masculino, com um gemido abafado, senti o estômago se contrair entre o desgosto e o calor que, sem querer, começava a se acender em mim.
As palmas de Osmar percorreram minhas costas, descendo até a nádega, me apertando com muita força. Tentei me afastar um palmo, sem sucesso; o homem era mais forte. Depois, com rapidez, ergueu a minha blusa, expondo o sutiã de renda azul-celeste. Com olhar voraz, ele deslocado o tecido para cima, libertando meus seios com os mamilos rosados arrepiados pelo ar frio. Ele curvou a cabeça, rodeando a aréola com a língua, e mordeu de leve, provocando um tic nervoso que se transformou, involuntariamente, num tesão profundo.
— Vou te dar o que nenhum mulequinho da sua idade sabe fazer — rosnou Osmar, guiando em direção à cama. Apalpou meu sexo por cima da calça e mesmo contra vontade minha ppk já estava molhada.
— Você vai pirar, gatinha.
Eu queria protestar, dizer que não era gatinha de ninguém, mas as palavras morriam na garganta quando ele, num gesto simples, desabotoou a calça e me puxou para baixo, me deixando apenas de calcinha. O frio do ambiente beijou minhas coxas lisas; cobri, instintivamente, com as mãos, mas ele afastou os braços, apreciando a pele macia e a citrus suave do meu hidratante. Depois, despregou a própria camisa, revelando o peito cabeludo e barriga proeminente, e baixou o zíper da calça social. O pênis, ereto e grosso, saltou para fora após ele despir, e eu, sem querer, engoli seco: era realmente avantajado, veias salientes e cabeça rosada úmida de desejo.
Osmar me empurrou de leve, fazendo eu sentar na cama. Ajoelhou-se entre as minhas pernas e, com dedos hábeis, puxou a calcinha de lado, expondo a minha rachinha lisa, já muito umedecida. Antes que eu protestasse, ele se curvou, abriu a minha fenda úmida com a língua e lambeu num movimento longo, do clitóris até a entrada, saboreando o sabor do meu mel de adolescente. Soltei um gemido agudo, as costas arqueando, as unhas cravadas no lençól, o choque de prazer era quase doloroso de tão repentino.
Ele subiu o corpo com velocidade, ofegante, e a boca dele encontrou-se outra vez os meus lábios, deixando eu sentir meu próprio gosto. Já sem forças para fingir indiferença, retribui o beijo, a língua timidamente tocando a dele, enquanto as mãos masculinas me abriam as coxas mais ainda. Senti então a pressão do membro na entrada, a cabeça roçando, fazendo eu me contrair de expectativa.
— Vai doer? — perguntei, com voz miúda, quase infantil.
— No começo, um quê — respondeu ele, cuspindo levemente na palma e lubrificando o eixo.
— Depois você vai querer que eu nunca pare.
Com uma estocada firme, penetrou-me até a metade. Doeu, soltei um gemido abafado, senti a carne se dilatando num ardor que misturava dor ao formigamento. Osmar, contudo, aguardou alguns segundos, saboreando o aperto quente e umido, antes de empurrar até o fim. Quando colocou tudo, ambos gememos um grunhido rouco: eu, de choque; ele, de alívio cristalino por me possuir.
O homem começou a movimentar-se com cadência, tirando quase por completo e reentrando com suavidade calculada. Sentia meu corpo entrelaçar ao dele, a carne lisa sendo acariciada internamente, e, apesar da consciência remoer de culpa, meus quadris começavam a responder por conta própria, elevando levemente para receber cada nova investida de seu membro grosso. Obedecendo ao impulso, Osmar acelerou o ritmo; a cama rangia cada vez mais alto, e o som de corpos colidindo preencheu o cômodo.
As mãos experientes subiram até meus seios, dedilhando meus mamilos, depois deslizaram para a cintura, para os meus quadris, marcando o território. Em dado momento, me girou com destreza, me colocando de quatro, e me penetrou por trás. Agarrei os travesseiros, sentindo-me invadida de maneira mais profunda; o membro grosso entrava cada vez mais forte a cada estocada, e o meu clitóris roçava o saco dele a cada empurrão. O prazer subia como maré, turvo, avassalador, tanto que comecei a chorar baixinho, não de dor, mas da intensidade de tesão que eu sentia para conter. Osmar, sentindo o aperto convergir, gemia, rouco:
— É isso... rebola na pica, gostosa... deixa eu sentir essa bucetinha apertada.
As palavras cruas reforçavam o quanto eu estava sendo uma vadia, puta, mas ao mesmo tempo me davam um tesão incontrolável, roçando meu rosto nos lençóis, sentindo aquele homem dentro de mim o orgasmo começou a a subir pelas minhas pernas, começou a formigar a barriga, até explodir num espasmo que me fez me contorcer todinha, contra o colchão. Minha bucetinha se contraiu várias vezes ao redor daquele cacete duro, grosso, num ritmo que quase arrancou o controle do homem.
Ele só de sentir que eu estava gozando em seu pau, também começou a pulsar dentro de mim. Osmar encheu minha bucetinha com os primeiros jatos de sua porra quente e ainda conseguiu tirar e esporrar seu resto de seu semen na minha bunda.
Fiquei deitada inerte por um tempinho, relaxada demais pelo orgasmo. Osmar me deu um beijo na minha bunda, tirou do bolso da calça o dinheiro colocando do meu lado na cama.
— Está aí minha novinha gostosa, faça bom uso.
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Comentários


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jmgaucho Comentou em 09/01/2026

Que putinha safada

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pabulosodre Comentou em 09/01/2026

Assim que gosto...bputi ha bem safadinha..m




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Ficha do conto

Foto Perfil pietra18
pietra18

Nome do conto:
Dei por dinheiro

Codigo do conto:
251530

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
09/01/2026

Quant.de Votos:
10

Quant.de Fotos:
5