**Com Quem Ela Me Traiu**
Dezembro de 2008. Casa 408, bairro Morretes, Itapema.
Eu tinha dezoito anos. Tinha parado na lanchonete da praia e ido trabalhar na lanchonete da vila, ali no Morretes. Lá tinha o traficante negão, o Alan (Irineu), mais três primos e o tio, tudo negão, tudo da biqueira. Eles revezavam.
O Gustavo já tinha começado a usar cocaína e pegava quase todo dia na biqueira deles.
Um dia o Gustavo foi na lanchonete pegar um hot dog. Os quatro estavam lá: o Alan, o Wesley, o Wellington e o tio. Eles esperaram o povo ir embora e o Gustavo sair. Aí o Alan me chamou:
— Vem aqui. Tu conhece esse cara?
— É meu marido.
— Quero te contar uma coisa. Sabia que ele é nóia? Ele pega droga comigo quase todo dia.
Eu falei:
— Ah, eu não acredito.
Ele:
— Quer ver? Vamos lá em casa. Daqui a meia hora ele vai lá buscar de novo.
Eu avisei a Lúcia e fui com os quatro negões. Me escondi. O Gustavo chegou, o cara deu enrolado na frente dele pra eu ver que era ele mesmo. Ele pegou a droga e foi embora.
Eu fiquei:
— Eu não acredito que ele tá fazendo isso…
Comecei a chorar. O Alan, malandro, já falou:
— É bom beber nessas horas. Eu tenho uma vodka com energético. Vamos beber.
Eu aceitei.
Eram sete e meia da noite. A gente começou a beber. Às dez horas eu já tava bêbada, chapadinha.
O Alan (Irineu) — um metro e setenta e um, pau de vinte e dois centímetros da grossura de uma latinha — já tava beijando eu e passando a mão em mim. Já tava com o pau pra fora da calça. Ele me pegou pelo cabelo, puxou e começou a beijar, passando a mão na minha xota. Eu botei a mão no pau dele. Eu nem me liguei que tinha os outros três quietos olhando sério.
Ele baixou minha cabeça e botou pra mamar. O pau dele ficou durão. Eu tava de saia. Ele ergueu a saia, tirou minha calcinha e enfiou. Os outros ficaram quietinhos. Eu não via. Eles fizeram a fila, tudo de pau duro, baixaram as calças.
O Alan socou uns dez minutos sem gozar, tirou e saiu.
Aí veio o Wesley (primo), também vinte e dois centímetros. Meteu cinco minutos e encheu de leite.
Depois veio o Wellington, vinte e cinco centímetros. Comeu quinze minutos e falou que queria gozar no meu cu. Eu tava de frango assado. Ele falou comigo. Eu só aceitei.
Já era dez e quarenta da noite.
O Alan voltou. Os outros comeram sem falar nada pra eu não perceber que não era mais só ele. Ele falou:
— Eu quero comer teu cu. Vai me dar o cu.
Eu, já caindo de bêbada:
— Não… é tão…
Ele me virou de bruços, botou minhas pernas no chão e falou que ia comer a buceta primeiro. Enfiou na buceta, depois pegou lubrificante, passou no pau e no meu cu, melou tudo. Começou a socar e dar uma no cu. Depois tirou da buceta, virou bem de porto, enfiou metade, segurou minha cabeça na mesa e enfiou a outra metade.
— Cala a boca, puta. Vou encher teu cu de porra.
Enfiou tudo, tirou, deu um tapa na minha cara. Eu tentei reagir no começo, não queria dar a bunda, mas já tava mole demais. Ele gozou e encheu meu cu de leite. Eu caguei no pau dele. Me caguei.
Aí veio o tio. Não troca o nome: Tio Salame. Por causa do pau, que era do tamanho de um pepino — vinte e nove centímetros, da grossura de um latão de cerveja.
O Irineu saiu, o cu ainda cheio. O tio já chegou, botou a mão na minha cabeça pra eu continuar com a cabeça na mesa e enfiou na minha buceta. Eu senti entrar rasgando.
Já era onze e pouco da noite.
Depois vieram de novo o Wellington e o Wesley. Eu dormi. Era onze e cinquenta. O Irineu me botou na cama. Eu ia dormir do lado dele, mas acabei dando a noite toda.
Meia-noite e meia tinha uns cinco de novo. Mais uma sessão até as duas.
Duas e meia, outra sessão até as quatro.
Quatro e meia, outra até as seis.
Seis e meia, mais uma até as oito e meia.
Das dez da noite até as oito e meia da manhã eles fizeram sete, oito sessões. Cinco negões. Cada sessão uma hora e meia. Eu dei mais de quarenta vezes.
Acordei às nove e quarenta, no bagaço, assada, cheia de porra dos dois buracos. Fui embora. Cheguei em casa meio-dia.
Uma semana depois, onze e pouco, eu peguei o Júnior (nosso filho) e a Cris. A Cris não podia ficar com ele. Perguntei se eles queriam ficar com o Ricardo até a tarde. Falei que eu ficava. Fui pra casa do Irineu com as duas crianças. Cheguei, deixei eles na sala e entrei no quarto com o negão. Já tinha combinado. Fiquei uma hora e vinte minutos lá dentro. Os moleques foram espiar pela janela. Me viram de quatro, o negão na ladeira, batendo na minha cara. Eles voltaram a ver desenho porque eu tava gritando. Saí molezinha, dei pro Miguel e fui embora de novo.


