Fiz um plano na mesma hora. Quando chegou a hora de ir embora, disse para minha amiga que eu ia ficar mais um pouco, que já iria também. Ela desconfiou de nada, me abraçou e partiu. Assim que ouvi o carro dela se afastando, o jogo começou. Saí da casa com o coração na garganta, despi-me com pressa lá fora, sentindo o ar frio chicotear minha pele nua. O vento passou entre minhas pernas, gelou meu bico das tetas, que endureceram imediatamente. Escondi cada peça de roupa dentro de um saco de lixo preto que encontrei na calçada e depositei-o discretamente no chão, ao lado do portão.
Entrei novamente na casa completamente pelada. A primeira onda de euforia me subiu pela espinha. Eu era um fantasma de carne. Podia andar, me aproximar, observá-los sem que ninguém soubesse da minha existência. No início, a tranquilidade era absoluta. Eu me sentia poderosa na minha invisibilidade. Caminhei devagar entre eles, que estavam sentados no sofá e em cadeiras, conversando normalmente. Meus pés descalços tocavam o piso frio da sala. Eu passava a centímetros deles, sentindo o calor dos corpos masculinos ao meu redor. A proximidade disparou meu tesão.
Mas a realidade começou a me cobrar o preço. Descobri, da maneira mais cruel e excitante, que a invisibilidade visual é uma mentira quando o ambiente está em silêncio. O mundo, para quem não vê, é feito de sons e cheiros amplificados. Percebi que o simples deslizar da minha mão contra a própria coxa produzia um ruído que parecia um trovão naquela sala silenciosa. Minha respiração, que eu tentava controlar, tornou-se pesada, ritmada, denunciando a excitação que subia pelo meu ventre. E havia o cheiro.
Sentei-me perto deles, sentindo o calor dos corpos masculinos ao redor. Comecei a tocar minha buceta, sentindo-a latejar e se inundar de lubrificação. Os dedos escorregaram entre os lábios carnudos, úmidos, quentes. Foi então que o choque de realidade me atingiu.
— Engraçado — disse um deles, a voz calma, mas penetrante. — Somos em cinco, mas tenho a impressão de que tem seis pessoas aqui.
Meu coração disparou. O pânico e o tesão se fundiram em um único sentimento elétrico. Todos concordaram. A tensão na sala tornou-se quase sólida.
— E essa sexta pessoa é uma mulher — continuou ele, farejando o ar com uma precisão cirúrgica. — Consigo saber pelo cheiro.
Aquilo me incendiou. O único aroma presente naquele recinto era o cheiro visceral e doce da minha buceta molhada, que emanava de mim como um convite obsceno. Eu não era invisível; eu era um farol de luxúria. A percepção de que eles podiam "sentir" minha nudez através do olfato me transformou em uma verdadeira tarada.
Não aguentei. Esqueci a discrição. Comecei a acelerar minha siririca, os dedos mergulhando fundo na lubrificação. O som — aquele ruído úmido, encharcado, o estalido rítmico da carne contra a carne — ecoou por toda a sala. Era impossível ignorar. Eu estava ali, peladona, masturbando-me descaradamente a centímetros deles, e o fato de eles saberem, mas não poderem "ver", elevava minha excitação ao ápice.
— Ohh, ela está gozando! — exclamaram juntos, em um coro de surpresa e fascínio.
Eu gozei com uma intensidade devastadora, aproveitando o anonimato parcial, sentindo-me a criatura mais vulgar daquele lugar. Mas no momento seguinte, o som do caminhão de lixo passando na rua me trouxe de volta à terra. Abri a cortina e vi, com horror, o saco preto com minhas roupas sendo recolhido e levado embora.
O desespero me atingiu instantaneamente. Eu estava pelada, longe de casa e agora sem roupas. O pânico começou a subir, mas foi interrompido pela voz doce e acolhedora de um dos homens.
— Olha, moça... não se preocupe. Nós admiramos muito o que você acabou de fazer. Achamos lindo uma mulher que não tem medo de gozar.
Ele então me revelou o segredo: eles não viam o mundo em preto absoluto. Para eles, tudo era um vulto embaçado, cores distorcidas e formas imprecisas. Sabiam que eu estava ali desde o começo; tinham visto o vulto "colorido" da minha pele assumindo o espaço assim que eu fingi ir embora. Eles sabiam que eu estava pelada. Tinham visto a silhueta da minha nudez se movendo pela sala.
Aquela confissão, longe de me deixar acuada, me excitou novamente. A ideia de que eu tinha sido observada em toda a minha imoralidade, mesmo que de forma borrada, era deliciosa. Aproveitei que eles já sabiam de minha presença, pedi um celular emprestado e liguei para meu marido. Quando expliquei a situação, ele apenas riu — aquele riso de quem conhece bem as profundezas da minha perversão — e disse que viria me buscar e traria roupas.
Enquanto esperava por ele, decidi que não haveria mais segredos. Não havia mais "mulher invisível". Havia apenas eu e minha fome de exposição. Fiquei em pé diante deles, descaradamente, e comecei a me masturbar outra vez. Desta vez, sem a máscara do silêncio. Eu gemia alto, descrevendo cada sensação, deixando que eles ouvissem cada detalhe da minha entrega.
— Ohhh... estou gozando! — gritei, enquanto meu corpo estremecia em um espasmo de prazer absoluto.
A atmosfera na sala mudou completamente. A revelação de que eles não eram totalmente cegos e que tinham visto cada movimento do meu vulto nu transformou a casa em um teatro de exposição absoluta. Eu não estava mais "escondida"; eu era o centro das atenções de cinco homens que, embora não vissem os detalhes nítidos, sentiam cada vibração, cada aroma e cada som da minha luxúria.
— Você é realmente muito corajosa, ou... tarada — disse um deles, com um tom de voz que misturava admiração e um cinismo devastador. — Consigo imaginar a cor da sua pele agora... deve estar toda ruborizada, não é? Vermelha de vergonha enquanto nos oferece esse espetáculo.
Aquele comentário me atingiu como um choque. A imagem de mim mesma, vermelha de vergonha e completamente nua, me fez soltar um gemido involuntário. Eu me senti envergonhada, exposta e vulgar.
— Olhem só como ela reage — disse outro, rindo baixo. — Ela não consegue nem disfarçar. Consigo ouvir o coração dela batendo daqui... e esse som úmido... ela começou a se tocar de novo. Ela é viciada na própria vergonha.
Eu estava, sim, com os dedos mergulhados novamente na minha lubrificação. O fato de eles estarem narrando a minha perversão, transformando meus instintos em palavras, me deixava em um estado de agonia prazerosa. Eu queria sumir, queria que a terra me engolisse por estar naquela situação tão vergonhosa, mas ao mesmo tempo, cada palavra deles empurrava meu clitóris para um novo pico de excitação.
— Imagine se estivéssemos vendo tudo — sussurrou o terceiro, aproximando-se lentamente, embora não me tocasse. — Imagino que você esteja com as pernas bem abertas, não está? Oferecendo sua buceta para quem quiser sentir o cheiro. Você é como um animal no cio, não é, moça? Uma putinha que precisou de cegos para se sentir segura em ser imoral.
Aquilo foi o golpe final na minha dignidade. Ser chamada de "putinha" e "animal no cio" por homens que mal podiam me ver, mas que me "liam" perfeitamente através dos sentidos, me fez perder completamente o controle. A vergonha era tão densa que eu sentia que poderia tocá-la, e essa densidade se transformou em um tesão animal. Abri as pernas o máximo que podia, expondo tudo, sem qualquer pudor. Comecei a me masturbar com uma violência desesperada, os dedos fazendo aquele barulho encharcado e alto, preenchendo o silêncio da sala.
— Ohhh, olhem para ela! — exclamou o quarto homem, rindo. — Ela está se entregando totalmente agora que sabe que somos cúmplices da sua depravação. Ela quer que saibamos o quanto ela é vulgar. Ela quer que a gente sinta o cheiro da buceta dela!
— Goza para nós, sua safada! — comandou o quinto. — Goza sabendo que somos cinco homens sentindo o cheiro da sua buceta molhada enquanto você se acaba na siririca!
Eu não conseguia mais respirar. As palavras deles eram como mãos invisíveis pegando em minhas tetas e masturbando meu clitóris. Eu estava em um loop infinito: a vergonha de ser chamada de vulgar me dava tesão; o tesão me fazia gozar; e o gozo me deixava ainda mais vulnerável e envergonhada.
— Eu... eu sou... — tentei falar, mas minha voz saiu como um sussurro quebrado.
— Você é o quê? — instigou o primeiro. — Diga para nós. Diga o que você é enquanto se masturba na nossa frente!
— Eu sou... uma putinha... — confessei, a voz embargada pela vergonha e pelo prazer. — Eu sou uma putinha exibicionista!
No instante em que as palavras saíram da minha boca, meu corpo entrou em colapso. Foi um orgasmo violento, longo, que me fez arquear as costas e gritar para todos ouvirem. Eu gozei em espasmos que sacudiram todo o meu corpo, sentindo que, naquele momento, eu não tinha mais nada além daquela nudez e daquela confissão imoral.
— Ohhh, olha só... ela gozou de novo! — eles riram, divertidos com a minha entrega total. — E olha como ela treme. Tão safada, tão pelada, e tão completamente entregue ao próprio pecado.
O tremor no meu corpo ainda não tinha passado quando ouvi a voz grave do mais velho deles, o que sentava na poltrona ao canto.
— Posso tocar?
A pergunta veio sem pressa, sem urgência, como se estivesse pedindo um copo d'água. Meu coração disparou. O silêncio que se seguiu durou talvez três segundos, mas pareceu um minuto inteiro. Meus dedos ainda estavam molhados, escorrendo entre as pernas. A buceta latejava. Pensei em dizer não. Pensei em me levantar, me cobrir com as mãos, esperar o marido. Em vez disso, ouvi minha própria voz, baixa e rouca:
— Pode.
Ele se levantou. — sabia que ele enxergava apenas um vulto, uma forma clara e envergonhada de mulher nua em pé na frente dele. Mas as mãos dele sabiam exatamente onde estavam indo. A primeira palma pousou no meu joelho esquerdo. Quente. Seca. Mãos macias e hidratadas. Os dedos se abriram devagar, como se estivesse mapeando a superfície de uma escultura que só existia para ele.
— O joelho é pequeno — ele disse para os outros. — Os ossos são finos. A pele é macia aqui, diferente do resto.
Os outros ficaram em silêncio. Eu ouvi respirações. A mão subiu pela minha coxa. Devagar. Cada centímetro era anunciado por uma pressão nova, um ajuste dos dedos, como se ele estivesse lendo em braile o contorno do meu corpo. Quando chegou na dobra da virilha, eu prendi a respiração. Ele parou.
— Aqui é quente — ele anunciou. — Muito quente. E úmido. A pele está escorregadia.
Meu rosto inteiro ardia. Eu sentia o sangue subindo pelo pescoço, pelas bochechas, até as orelhas. As tetas estavam duras, os bicos pontudos e sensíveis, e eu sabia que eles viam — os vultos, as formas, o que quer que enxergassem daquela distância. A mão dele continuou subindo. Passou pelo quadril, apertou de leve, e ele soltou um som baixo, quase um suspiro.
— O quadril é largo. Tem carne aqui. Ela é mulher de verdade, não é esse negócio de revista.
Os outros riram. Uma risada curta, seca. Eu não ri. Afastei as pernas um pouco mais, sem pensar. A mão dele subiu pela cintura, contornou as costelas, e quando os dedos encontraram a parte de baixo da minha teta esquerda, eu gemi. Não foi intencional. O som saiu antes que eu pudesse engolir. Os dedos dele pararam. Depois continuaram. Subiram pela curva, pesaram a teta na palma da mão, e o polegar encontrou o bico duro.
— O peito é cheio — ele disse, e a voz dele estava diferente agora, voz de quem está com tesão. — O bico está duro como pedra. Ela está gostando.
Eu estava. Meu corpo estava traindo cada tentativa de compostura. A buceta escorria. Quando ele circulou levemente o bico da teta com as ponta dos dedos, eu gemi de novo, mais alto, e meus quadris se mexeram sozinhos, empurrando para frente, como se procurassem algo.
A mão dele desceu. Passou pelo ventre, pelo umbigo, e eu soube exatamente para onde estava indo. Quando os dedos chegaram no topo da minha buceta, eu abri as pernas o máximo que consegui. Ele não enfiou. Só passou os dedos pelos grandes lábios — eu sempre depilo, e senti cada dedo alisando minha pele nua — e depois abriu delicadamente meus pequenos lábios.
— É lisinha, está toda depilada — ele disse aos outros. — E está aberta. Abri a buceta dela e enfiei um dedo. Ela está molhada aqui também, escorrendo.
Foi quando ouvi a porta da frente se abrir. O som da fechadura, os passos no corredor. Meu marido entrou na sala. Eu não me movi. Não consegui. A mão do cego ainda estava entre as minhas pernas, os dedos repousando sobre a minha buceta molhada. Meu marido parou na porta. Olhou para a cena — eu estava nua em pé, pernas abertas, as mãos de outro homem no meu corpo. Ele sorriu.
— Não vai parar por minha causa — ele disse, com aquela voz calma que eu conhecia. — Continua.
O cego não precisou ser chamado duas vezes. Os dedos escorregaram entre os meus lábios e encontraram o clitóris. Eu arquejei. Meu marido se encostou na parede, cruzou os braços, e ficou assistindo. O cego começou a esfregar em círculos lentos, e eu enlouqueci. Os outros quatro observavam os vultos. Eu gemia alto, sem controle, enquanto os dedos de um estranho me masturbavam e meu marido assistia a três metros de distância.
— Goza pra ele — meu marido disse. — Mostra como você goza.
Eu gozei. Gozei com os dedos dele no meu clitóris, com um dedo circulando o bico da minha teta, com cinco homens cegos me ouvindo e meu marido comandando. Gozei gritando, o corpo todo se arqueando, a buceta espremendo o ar, vazia, pulsando no espaço vazio.
Quando o espasmo passou, o cego retirou a mão devagar. Cheirou os dedos. Sorriu. Meu marido se aproximou, me deu a mão, me chamou para ir embora. Minhas pernas tremiam. Eu estava nua, molhada, marcada pelas mãos de outro homem, e ele me puxou pela mão se fosse a coisa mais natural do mundo, ele totalmente vestido, de mãos dadas para mim, para irmos embora.
— Vamos — ele disse.
— As roupas — eu sussurrei.
Ele me olhou. Sorriu de novo, daquele jeito.
— Não trouxe.
A frase caiu como um soco. Fiquei parada, nua, na sala iluminada, com cinco homens sentados ao redor. A vergonha subiu como uma onda de calor. Eu podia sentir cada olho — cada vulto embaçado — fixo em mim.
— Você... o que? — minha voz saiu fina, quase um fio.
— Não trouxe roupa nenhuma — ele repetiu, calmamente. — Você vai entrar no carro assim. Pelada. E vai voltar pra casa assim.
Olhei para a porta. A rua lá fora estava escura, mas não vazia. Teria que atravessar o quintal, a calçada, o estacionamento. Entrar no carro nua. Sentar no banco nua. Fazer o trajeto inteiro nua. O estômago sumiu. O rosto queimou. A buceta, aquela buceta traidora, apertou de novo.
— Vamos — ele disse de novo, e abriu a porta.
Eu caminhei. Peladona. Dois passos atrás dele, os pés descalços no cimento, o vento na pele, as tetas balançando, a bunda exposta, a buceta ainda molhada escorrendo pela coxa. Saí na noite. Entrei no carro. O couro do banco grudou nas minhas coxas. Ele ligou o motor. Eu quase morri de vergonha. Mas amei cada segundo.
